Menu

Categoria: FLASHES E BRILHOS

out 18
2018

Por que nos sentimos mal ao desfazer amizades nas redes sociais?

Amizades nas redes sociais: sabemos que é difícil clicar no botão "desfazer"

Amizades nas redes sociais: sabemos que é difícil clicar no botão “desfazer”

A não ser que você seja um monge vivendo nos montes, você provavelmente terminou a amizade online com alguém nessas eleições polarizadas ou conhece uma pessoa que excluiu conexões em redes sociais. E se você não é uma pessoa totalmente insensível, talvez tenha sentido uma espécie de “culpa” –ou no mínimo pensou duas vezes ao fazer isso.

Afinal, por que nos sentimos assim?

Apesar desses sentimentos virem à tona nesses momentos em que cada um passa a conhecer mais o que outras pessoas pensam, ele é comum em qualquer época e afeta a todos no mundo: cancelar amizades ou parar de seguir os outros em redes sociais é algo difícil mesmo. E está muito mais presente em nosso psicológico do que imaginamos.

O sentimento mais natural ao excluirmos alguém é o de “culpa”. É como se você fosse o responsável pela quebra de um vínculo ou algum contrato social. O site norte-americano Mashable, inclusive, procurou alguns especialistas para tentar racionalizar esse sentimento humano.

A culpa parece ocorrer quando as pessoas parecem violar algum tipo de padrão e pensam que esse comportamento é controlável

Michael Andreychik, professor associado de psicologia da Universidade Fairfield ao Mashable

Andreychik lembra que humanos são excelentes ao justificar comportamentos para evitar a culpa, mas isso não ocorre tão facilmente com conexões, mesmo nas redes sociais. Ainda é desconfortável sentir que quebramos um “padrão implícito” de amizade, até quando não mantemos contato com a pessoa por anos.

“Como a outra pessoa vai reagir?”

Há ainda uma questão crucial que permeia o pensamento de quem vai se desconectar de alguém em uma rede social: como essa outra pessoa vai reagir?

Jaclyn Moloney, professora assistente de psicologia da Universidade de William & Mary e cujas pesquisas lidam com vergonha e culpa em relacionamentos, aponta que tememos que nossas conexões percebam que desfizemos a amizade.

A maioria das pessoas gosta de ter uma imagem positiva de si e acho que isso se aplica à presença nas redes sociais. Parece que você está rejeitando uma pessoa se você parar de segui-la

Esse sentimento fica ainda pior quando a amizade online envolve uma pessoa com quem convivemos na vida real. É nesse momento que muitas pessoas se colocam no lugar do outro: normalmente não gostamos de saber que alguém cortou a amizade, rola um sentimento de rejeição.

Com estranhos, você já se sente mal por cortar um laço social, mesmo que seja arbitrário. Mas quando é alguém que você conhece, acho que o medo de parecer ser uma má pessoa por deixar de seguir é maior

Jaclyn Moloney

É hora de se livrar desse medo

Você precisa se libertar. É normal sentir confusão e insegurança ao deletar alguém de uma rede social, mas é mais saudável não ter esse estresse toda vez que sentir vontade de romper uma amizade. Os especialistas deram algumas dicas importantes.

1. Tudo bem colocar você em primeiro lugar

Uma dica dada pelos psicólogos é que podemos avaliar nossos relacionamentos online nos termos dos valores deles para nós e dos efeitos deles em nós. Se o conteúdo que alguém está compartilhando não está gerando efeitos positivos em você, então pode ser hora de reavaliar essa conexão.

Para Andreychik é normal cortar conexões, tanto tóxicas quanto as que simplesmente enfraquecem naturalmente se elas não se encaixam mais em nossas vidas. Na opinião dele, isso abre espaço para nós priorizarmos relacionamentos que importam para nós no atual momento.

Já Evelyn Bilias Lolis, professora assistente de educação especial e psicóloga escolar da Universidade Fairfield, aponta que pode ser saudável fazer uma escala de 0 a 10 para determinar como a perda de uma conexão específica em uma rede social vai fazer a gente se sentir.

2. As normas estão mudando

Com os escândalos recentes de violação de dados em redes sociais como o Facebook, a relação do mundo com esses sites está mudando. E, da mesma maneira, as “normais sociais” de amizades online também estão, como afirma Moloney.

Há uma década, era normal se conectar com conhecidos ou com pessoas que tínhamos perdido conexão há tempos. Agora, não mais.

“As pessoas estão protegendo um pouco mais a privacidade. Acho que não deveriam se sentir mal em limitar o círculo online. Elas se sentem ainda, mas sinto que está mudando um pouco”, explica Moloney.

3. A outra pessoa pode não se importar

Considere uma hipótese: a pessoa que você quer excluir pode simplesmente não se importar com o fim da amizade online. Para isso, Moloney cita o “efeito holofote”, termo para nossa tendência de achar que outros estão observando atentamente tudo o que fazemos.

“Achamos que todos vão perceber nossos comportamentos ou sentimentos, mas realmente muitas vezes nós estamos fazendo coisas e as pessoas simplesmente nem percebem.”

Nós pensamos que alguém vai perceber que paramos de seguir, mas na verdade eles provavelmente não têm ideia ou talvez nem se interessem

4. Você consegue

Desfazer amizades online pode ser trabalhoso e nos levar a reflexões, mas é um passo necessário para um futuro mais saudável para cada um, segundo especialistas.

De acordo com Lolis, a vida adulta requer amadurecimento para as pessoas lidarem com coisas que achem desconfortáveis. É como aquele momento antes de você tirar um band-aid: pode rolar uma dor momentânea, mas é para o seu bem.

out 18
2018

Diretor do Museu Nacional quer R$ 50 mi para recuperação da fachada

 Mobilização internacional para ajudar a reerguer o Museu Nacional

BRASÍLIA – Em entrevista no Palácio do Planalto, após ser condecorado com a medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico e Tecnológico, o diretor do Museu NacionalAlexander Kellner, fez um apelo aos parlamentares do Rio de Janeiro para que assegurem no Orçamento do ano que vem R$ 50 milhões, por meio de emendas de bancada, para serem usados na recuperação da fachada do Museu Histórico Nacional e das salas históricas.

Kellner reiterou ainda que enviou carta aberta aos candidatos à Presidência da República pedindo que se comprometam com a reconstrução da instituição – destruída pelo fogo em 2 de setembro.

Segundo Kellner, o Congresso Nacional deu uma “sinalização positiva” em relação ao tema, mas Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) ainda não procuraram os gestores do museu.

Após relatar que governo federal repassou R$ 8,9 milhões à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para que os pesquisadores consigam entrar no que sobrou palácio a fim de recuperar o acervo nos escombros, Kellner mostrou-se muito incomodado com o fato de, até hoje, o Fundo Patrimonial anunciado pelo governo para ser empregado na sua reconstrução, efetivamente não ter saído do papel, mesmo com a medida provisória assinada pelo presidente Michel Temer (MDB).

Agência

Há um jogo de empurra nesta questão. Como a Agência Brasileira de Museus (Abram), responsável pela reconstrução do Museu Nacional, ainda não foi criada, o fundo que irá para isso ainda não existe. Mas o governo ressalta que outra medida permite que a própria UFRJ, responsável pelo museu, crie o seu fundo e capte recursos no mercado para geri-lo e a universidade também não se mexeu para ir em busca destes outros fundos. Na semana que vem uma nova reunião deverá ser realizada para discutir a criação da agência.

 

out 18
2018

“Orange Is The New Black” acabará na 7ª temporada; episódios estreiam em 2019

A sétima temporada de “Orange Is The New Black” será a última da série. O projeto da Lionsgate exibido na Netflix liberou todos os episódios da sexta temporada em junho deste ano. Os episódios finais chegarão em 2019.

As atrizes da série agradeceram os fãs nas redes sociais. “Oi, pessoal. Temos algumas notícias. A última temporada está chegando. A temporada sete será a última. E eu vou sentir falta de viver as aventuras de uma das séries mais originais, controversas e revolucionárias da década. Eu sou tão grata pelos momentos divertidos, as amizades, os conhecimentos, a família que formamos. Mas uma coisa é que nosso relacionamento vai continuar após a série. O que mais sentirei falta será de vocês, os fãs. Vocês não se decepcionarão e não esquecerão da sétima temporada”.

Segundo o “The Hollywood Reporter”, a notícia não é surpreendente, principalmente com as críticas negativas que o projeto vem recebendo nos últimos anos.

“Orange is the New Black” apresenta a história e o cotidiano de prisioneiras federais. A protagonista é Piper  Chapman (Taylor Schilling), condenada a 15 meses por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

A série já levou seis Emmy, o “Oscar da televisão”, incluindo melhor elenco de série de comédia e melhor atriz coadjuvante (Uzo Aduba).

out 17
2018

Governo sanciona lei que proíbe uso de canudos de plástico no RN

O governador Robinson Faria sancionou, nesta quarta-feira (17), a lei que proíbe a utilização de canudos de plástico em restaurantes, bares, quiosques, ambulantes, hotéis e similares no Rio Grande do Norte. A norma, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa, vai entrar em vigor daqui a seis meses.

Canudo é sétimo item de lixo mais encontrado nos oceanos
Canudo é sétimo item de lixo mais encontrado nos oceanos

Pela lei, os estabelecimentos não poderão oferecer canudos de plástico aos clientes, com exceção dos biodegradáveis. No entanto, os comerciantes ficam autorizados a manterem uma reserva ativa de canudos plásticos individuais para serem utilizados por pessoas com deficiência. A quantidade desses canudos será definida através de regulamentação que ainda será publicada.

Ainda de acordo com a norma sancionada, os comerciantes que descumprirem a determinação serão multados de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

out 17
2018

“Quando você só acredita no que quer, não há como ter democracia”

Aviv Ovadya é pesquisador da Universidade Columbia.

Na tentativa de frear mais uma enxurrada de fake news – boatos fabricados para levar alguém a uma conclusão falsa sobre a realidade ou sobre um candidato – no segundo turno das eleições presidenciais, o TSE convidou representantes das campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) para uma reunião sobre o tema.

Porém, segundo alerta o pesquisador e tecnólogo americano Aviv Ovadya, o problema das fake news são um passeio quando comparado com o que poderá ser feito com ajuda de tecnologias mais avançadas, como inteligência artificial.

Aviv, que é bolsista do Tow Center para Jornalismo Digital da renomada Universidade Columbia, se dedica a estudar processos de falseamento da realidade que podem levar as sociedades contemporâneas a um verdadeiro “Infocalipse”, termo cunhado por ele. São vídeos que manipulam a voz real de um político dizendo algo que ele jamais pronunciou; robôs que enviam milhares de emails para um político a fim de pressionar pela aprovação de uma lei, dando a impressão de que há apoio popular; algoritmos de aprendizado de inteligência artificial para criar vídeos em que a cabeça de qualquer pessoa é interposta sobre um corpo – pode ser a de um político inserida num filme pornô ou em uma manifestação de black blocs. Tudo isso com uma aparência realista que pode ser tomada como realidade por qualquer pessoa.

O resultado, diz Ovadya, é que não só a democracia está em jogo; a capacidade das pessoas de reagir a tantas mentiras bem-feitas também pode chegar a quase zero. Seria o efeito da “apatia” – os cidadãos deixariam apenas de tentar entender o que é real e o que é inventado.

Pergunta. Você acha que há diferença na percepção e no impacto das deep fakes em sociedades mais e menos digitalizadas?

Resposta.  Sociedades menos alfabetizadas [digitalmente] e aquelas com culturas com instituições midiáticas mais fracas provavelmente sofrerão mais impacto, já que vídeo e áudio manipulados não poderão ser neutralizados por outras formas de mídia.

P. Qual é o tamanho real da ameaça das fake news?

R. Eu acho que, quando estamos falamos de fake news, precisamos distinguir entre várias coisas diferentes. Uma delas é a habilidade de acusar de fake newsqualquer um que diga algo de que você não gosta. Esse é um problema. Há, também, o problema de pessoas dizendo coisas falsas com a finalidade de impulsionar uma agenda específica ou de simplesmente ganhar muito dinheiro.

P. Você acha que elas foram decisivas nas eleições [de 2016] dos Estados Unidos?

R. É muito, muito difícil mensurar essas coisas. Você definitivamente pode dizer que houve uma redução na confiança em veículos de notícia que estavam verdadeiramente fazendo a cobertura [das eleições] como resultado de acusações de não estarem de fato cobrindo [os fatos]. Pesquisas mostraram que houve uma redução na confiança durante e especialmente após as eleições.

Se você estiver falando muito precisamente sobre fake news, como matérias explicitamente falsas, inteiramente falsas, que estejam circulando, isso é comparativamente menor. Mas, se você estiver falando da extensão de conteúdos extremamente enganosos, hiperpartidários, tanto da esquerda quanto da direita… Isso separou as pessoas mais ainda e polarizou todo o campo de uma maneira que desestabilizou todo o campo? Essas são as coisas das quais você pode falar. Havia histórias que talvez fossem baseadas em algumas coisas falsas, algumas coisas verdadeiras, ou algumas coisas fora de contexto, mas não houve nenhum estudo de grande escala sobre isso.

É a criação de realidades alternativas que são meio possíveis, mas não verdadeiramente reais, criando aquela impressão de realidade. Há provavelmente mais prevalência disso.

P. Há muitos pedidos para que se investiguem sites produtores de fake news, e muitos legisladores apresentaram projetos de lei que criam o crime para a produção de fake news. Qual sua opinião sobre isso?

R. Seria muito difícil criar até mesmo o aparato legal que faria isso sem encontrar alguns problemas. Provavelmente causaria mais dano do que bem. Acho que você pode, em vez disso, legislar sobre outras coisas. Por exemplo, se alguém estiver criando várias e várias contas falsas, talvez haja um jeito de dizer que isso é como criar identidades falsas.

P. Queria que você, por favor, explicasse qual seu conceito de Infocalipse.

R. A ideia geral é que você não consegue manter um governo funcional, uma sociedade ou uma civilização funcionais, se você não tiver informação boa o suficiente. Você pode pensar na ideia como se, à medida que a qualidade das informações num geral diminui, a inteligência de todos os membros da sociedade e de todas as diferentes organizações que a tornam funcional, no geral, diminui, e, se você vai muito fundo nisso, sua sociedade basicamente desmorona. Esse é o conceito geral, e a ideia é evitar isso.

P. Você acha que isso vai ser mais ameaçador quando houver tecnologias que possam, por exemplo, fazer um vídeo de pessoas, como presidentes, dizendo coisas que na realidade elas nunca disseram?

R. Acho que o ponto é realmente ficar de olho na fronteira, ou no ponto-limite, e há inúmeros modos por meio dos quais chegaríamos nele. Um deles é essa nova tecnologia de falsificação de áudio e de vídeo, que felizmente não é prevalente agora, mas é muito importante que estejamos preparados para ela.

P. Você acha que será prevalente?

R. Acho que a exata linha do tempo não é clara, mas, você sabe, para os próximos anos parece bem provável que vire um grande problema.

P. Você fala também sobre polity simulation (ou simulação de política). Pode explicar o que é isso?

R. Num nível mais alto, é criar a impressão de que muita gente se importa com algo com a finalidade de impulsionar uma agenda. A versão simplificada disso é a manipulação do que é tendência no Twitter e no Facebook. Você pode mudar as tendências criando vários bots ou simplesmente colocando várias pessoas para, de uma vez só, fazer uma coisa, e aí faz parecer que se trata de um tema muito importante, muito embora ninguém saiba ou se importe com aquilo. Se você tem vídeo ou áudio, você pode ter todas essas ligações falsas para políticos: “Ah, você precisa fazer essas mudanças nessa coisa para tal político”. Então há níveis diferentes de como você pode em termos de ser capaz de mudar o que as pessoas acreditam que todos se importam, formando meio que uma população.

P. Qual é a sua percepção da atual e da futura influência da polity simulation? Para você, isso tem o potencial de subverter a democracia em outro nível – não durante as eleições, mas no cotidiano, pressionando políticos durante seus mandatos ou forjando afrontas públicas sobre certas questões?

R. Exatamente. A simulação de política ou os “atores sintéticos” podem impactar continuamente a democracia – ambos pela influência nas prioridades e atenções políticas e pelo impacto no “tribunal da opinião pública”. Aconteceram significativas tentativas, tanto de atores domésticos quanto internacionais, de impactar os EUA através de contas não autenticadas, e a automatização delas é cada vez mais provável no decorrer do tempo.

P. Também há algumas pesquisas sobre tecnologias em desenvolvimento agora que, no futuro, poderão reproduzir a voz de um familiar para que possam ser usadas para aplicar golpes.

R. Até onde eu sei, isso ainda não foi criado, mas está bem próximo de ser. E é perigoso, é algo muito difícil de lidar agora.

P. Então, duas coisas: a primeira é, se isso virar uma tendência majoritária, você mencionou que pode haver algo chamado “apatia à realidade”. Você pode explicar melhor o que é isso?

Até certo ponto, nós já temos isso. Temos algo como essa apatia à realidade em ambientes em que há muito pouca confiança, e [em que], se você falar com alguém, eles ficam como que dizendo “eu nem sei o que é real, eu desisto, isso é muito complicado, vou assistir a algum programa na TV”. Acho que já vimos muito disso. E se você não pode acreditar no que você vê com seus olhos nem no que você lê, isso faz com que sua habilidade ou sua vontade de se importar simplesmente vá abaixo.

A minha aposta é que um dos problemas da confiança pública é que você já tem várias pessoas simplesmente desistindo. Eu vejo duas opções quando você vai muito longe: se você tem essa apatia à realidade, e há gráficos de realidade em que todo mundo está em seu próprio mundinho, meio que em uma bolha de filtragem, você vê qualquer coisa de outras “galeras” e as acha horríveis e não confia em nada que elas digam. É quase como se houvesse uma parede entre você e outros bullies, e acho que você acaba com um ou outro, porque é muito trabalhoso classificar todas as mentiras para encontrar alguma verdade.

P. Acho que, se você olhar para a história da humanidade, isso na verdade aconteceu em vários momentos, certo? Houve as guerras mundiais…

R. Exatamente, mas em zonas de conflito, especialmente em ambientes fracos e extremamente autoritários, isso não é um fenômeno novo. Mas é um fenômeno novo em uma democracia saudável. Então, ou você só acredita no que quer, ou você nem quer tentar descobrir em que acreditar, aí você não tem como ter democracia, porque você não pode votar, você não pode tomar uma decisão como governo.

P. Se de fato houver o que você chama de Infocalipse, em vez de uma completa apatia, não seria mais provável que as pessoas simplesmente desconfiassem de qualquer coisa proveniente das mídias sociais e se voltassem para outros meios de notícia, como TV ou rádio?

R. Primeiramente, me deixe esclarecer: a ideia do Infocalipse é de uma fronteira. A civilização e a democracia dependem de pessoas tomando decisões “boas o suficiente” – desde em quem votar e como se manter saudável até quando deve haver a necessidade de uma guerra. Essas decisões dependem do nosso conhecimento do mundo e da nossa habilidade de distinguir fato de ficção. À medida que nosso ecossistema de informação se deteriora, essas decisões também se deterioram, como se todo mundo estivesse embriagado. Dá para pensar no Infocalipse como estar tão bêbado que nem a democracia nem a civilização conseguem funcionar.

Em teoria, isso pode significar um retorno da população à TV e ao rádio tradicionais, mas na verdade esses meios estão competindo com as mídias sociais. Se o conteúdo das plataformas online for mais envolvente, mais surpreendente e mais emocional, as pessoas se voltarão para elas. Isso significa que as mídias tradicionais precisarão competir e, com isso, poderão piorar muito também. Além disso, muitas dessas fontes online falarão para você não confiar nos meios tradicionais, caso sejam de oposição. Por fim, nada disso ajuda se sua TV ou seu rádio também estejam sob controle dos atores da desinformação, como tem se tornado cada vez mais frequente em alguns países.

P. O que você acha que pode ser feito para prevenir esse mundo catastrófico em que as pessoas não acreditam que haja uma verdade e só acreditam no que seu próprio grupo diz?

R. Então, o mais importante é realmente encontrar formas de recompensar aqueles que o ajudam a decifrar o verdadeiro do falso, de recompensar basicamente – e aqui é onde acho que concordamos que as plataformas devem ajudar.

Elas não criaram, mas amplificaram esse mundo em que é mais provável que você receba atenção se o que você está dizendo é mais extremo, e nós precisamos nos direcionar a um mundo em que seja mais provável ser escutado se o que você está dizendo é bem pensado e coerente, e isso é algo muito difícil de fazer. Há inúmeros modos de impulsionar as coisas que recompensam em termos de interações nas plataformas, ou o que faz com que algumas coisas apareçam mais no feed em comparação a outras, mas também há coisas que podemos fazer fora delas, até mesmo para prevenir [que] a próxima onda de desinformação, essa de vídeo e áudio, fique muito ruim muito rápido.

P. Como o quê?

R. Algo válido é poder verificar se uma imagem realmente veio de um lugar em específico, se um vídeo realmente veio de tempo e lugar específicos. Há tecnologia que podemos usar para isso, mas se requer potencialmente criar muitas novas infraestruturas e basicamente modificar a maneira como telefones funcionam, adicionando potencialmente chips a telefones se você realmente quiser provar que [aquilo] é real. Há meios através dos quais podemos mudar o jeito ou melhorar a reflexão sobre a pesquisa em si, que é criando essa tecnologia para retardar os impactos negativos.

P. Você não acredita em regulação das empresas de tecnologia e redes sociais como Google, Facebook e Twitter? Se você olha para as outras indústrias, por exemplo, a automobilística, ela também está em todos os lugares do mundo e se tem regulações específicas em cada país, e há países em que carros podem poluir mais e outros em que podem poluir menos.

R. Acho que o desafio aqui é diferente. O desafio aqui é, se você faz muito, a democracia morre, e, se você faz pouco, a democracia morre. Se você quer regulamentar carros, a democracia continua bem. Com isso dito, acho que ainda precisamos de regulamentação. Eu só acho que é muito complicado acertar, e não houve propostas muito atraentes sobre desinformação e sua regulamentação que se equilibrem bem. Há coisas específicas que são muito válidas sobre transparência, é preciso haver regulamentação, mas elas não abordam diretamente a desinformação.

P. Você quer dizer transparência sobre algoritmos, número de usuários etc.?

R. Sim, ou até mesmo ter uma auditoria de terceiros ou algum mecanismo de auditoria, quando você tem uma organização de certo tamanho, para se certificar de que estão seguindo certas práticas.

P. Quais são as novas tecnologias de deep fake que poderão ser utilizadas nas eleições deste ano no Estados Unidos?

R. Essas tecnologias transpassam fronteiras e ainda não são fáceis de utilizar ou de serem transformadas em armas, por isso esperamos que não sejam implementadas a tempo para as eleições.

out 17
2018

Aumento do nível do mar põe patrimônio cultural da humanidade em perigo nas costas do Mediterrâneo

Veneza é um dos lugares mais ameaçados do Mediterrâneo.
Veneza é um dos lugares mais ameaçados do Mediterrâneo. LENA REIMANN
A integridade de dezenas de localidades costeiras do Mediterrâneo declaradas patrimônio cultural da humanidade está em perigo. Um estudo publicado nesta terça-feira na Nature Communications mostra que esses locais, em sua maioria, estão ameaçados pelo aumento do nível do mar, uma das consequências do aquecimento global. A pesquisa avalia como a combinação desse fator com eventos meteorológicos extremos pode provocar um aumento da erosão e das inundações em áreas litorâneas. Ao todo, até 47 dos 49 locais analisados poderiam sofrer impactos negativos por um desses dois fenômenos (ou ambos), concluem os autores. Eles consideram necessário que os Governos tomem medidas específicas para cada lugar a fim de garantir sua preservação.

Alguns sítios históricos do Mediterrâneo declarados patrimônio da humanidade já sofrem os impactos decorrentes do aumento do nível do mar, relata Lena Reimann, pesquisadora da Universidade de Kiel (Alemanha) e autora principal do estudo. Um caso emblemático é a laguna de Veneza, sujeita periodicamente a inundações parciais. Nessa cidade italiana, há 15 anos está sendo construído um sistema de barreiras que permitiria reduzir o impacto das marés altas, explica a cientista.

As coisas no Mediterrâneo vão de mal a pior, como mostram as projeções de mudança climática na região. “A ameaça principal será representada pelas inundações costeiras”, diz Reimann. “Veremos níveis do mar mais extremos, com edifícios, igrejas, templos e estátuas claramente ameaçados”, detalha. “A erosão costeira avança mais lentamente, mas poderia afetar determinadas estruturas, bem como as características de paisagens culturais como o delta do Pó (Itália)”, acrescenta.

A pesquisa propõe para o ano 2100 quatro cenários possíveis de aumento de elevação do mar em combinação com eventos extremos. Para cada um dos locais analisados e para cada cenário, o estudo compara a situação no ano 2000 com a sua possível evolução um século depois. Os autores preveem que, no caso mais desfavorável, o nível do mar subiria até 1,46 metro em cem anos. Como consequência desse fenômeno, as inundações na área mediterrânea poderiam aumentar até 50%, e a erosão costeira até 13%. O resultado final do estudo é um índice de exposição à erosão ou às inundações em cada um dos lugares analisados.

BARREIRAS ARTIFICIAIS PARA PROTEGER VENEZA

Em Veneza, começou-se a construir em 2003 o Módulo Experimental Eletromecânico (MOSE, na sigla em italiano), um sistema de barreiras que impediria a inundação das zonas urbanas se o nível da maré alta superar 1,1 metro. As obras já avançaram até 94-95% da sua conclusão, e devem terminar neste ano, segundo fontes do consórcio Venezia Nuova, que realiza a obra por encomenda do Ministério de Infraestrutura e Transportes italiano. Atualmente, já está em funcionamento uma das quatro barreiras previstas no MOSE, segundo as mesmas fontes. A implantação definitiva do projeto está prevista para o final de 2021, após um período de testes.

“Com relação ao risco de inundações, algumas das condições mais extremas podem ser encontradas na parte norte do mar Adriático, que abriga muitos sítios declarados patrimônio da humanidade”, afirma Reimann. “Essa zona inclui Veneza e sua laguna, Ferrara e o delta do Pó e a catedral de São Jacó em Sibenik (Croácia)”, explica. Os resultados referentes ao aumento das condições de erosão das costas, por sua vez, evidenciam que os três locais mais vulneráveis a esse fenômeno são as joias arqueológicas de Tiro (Líbano), Tarragona (Espanha) e Éfeso (Turquia).

Os países que concentram o percentual mais elevado de patrimônio da humanidade ameaçado pela alta do nível do mar são Itália, Croácia, Grécia e Tunísia, segundo o estudo. Para a Espanha, além de Tarragona, foi estudada a serra da Tramontana, na ilha de Mallorca. Nesse caso, a pesquisa aponta um índice especialmente elevado de exposição à erosão. Só a Medina de Túnis (o casco antigo da capital do país norte-africano) e as ruínas de Xantos-Letoon (Turquia) não correm risco de sofrer impactos por erosão ou inundação.

Como enfrentar a maré

Fontes da Unesco dizem que a mudança climática é “uma ameaça crescente” para os sítios declarados patrimônio da humanidade. “Os impactos são variados, e a elevação do nível do mar é só um deles”, acrescentam essas fontes. Em 2017, um estudo realizado pela União Internacional para a Conservação da Naturezadestacou que o número de locais naturais impactados pela mudança climática duplicou em três anos. “A situação não é muito diferente para os sítios de caráter cultural”, comparam as fontes citadas anteriormente.

Para fazer frente à situação, os autores do estudo publicado nesta terça-feira consideram necessárias medidas de proteção adaptadas às características de cada um dos lugares ameaçados. Por isso, argumentam sobre a necessidade de estudos individuais. “Pode-se imaginar uma classificação dos sítios onde possam ser aplicadas estratégias similares”, afirma Reimann. “Mas uma solução que valha para todos não parece plausível”, acrescenta. Na sua opinião, é preciso haver “planejamento precoce e uma adaptação proativa, que inclua soluções inovadoras para os diferentes locais”.

Itália, Croácia, Grécia e Tunísia são os países que concentram o mais elevado percentual de patrimônio da humanidade ameaçado pelo aumento do nível do mar

A Unesco, por sua vez, afirma que a questão de fundo continua sendo a necessidade de reduzir as emissões de CO2 e limitar o aumento médio da temperatura global a no máximo 1,5 grau, como ficou estabelecido no Acordo de Paris sobre a mudança climática. Se os Governos não obtiverem esses objetivos, “o futuro de muitos dos nossos sítios declarados patrimônio mundial será sombrio”, alerta.

Riscos ampliados

Íñigo Losada, catedrático de Engenharia Hidráulica na Universidade da Cantábria (norte da Espanha), destaca que o novo estudo não considera em sua análise as características específicas dos locais incluídos. Na opinião desse especialista, isso é uma limitação, porque os resultados dos efeitos de inundações e erosão ilustrados para cada lugar poderiam ser superestimados. “Uma inundação não afeta da mesma maneira uma catedral ou uma ruína arqueológica”, explica. O catedrático também salienta que é preciso avaliar que alguns desses elementos estão protegidos por se encontrarem numa cidade, ou estarão salvaguardados por estruturas de defesa, como no caso de Veneza.

Apesar dessas ressalvas, Losada considera inegável que o aumento do nível do mar é um perigo real para muitas localidades costeiras do Mediterrâneo, incluído sítios declarados patrimônio da humanidade. “Em termos de mudança climática, nosso patrimônio universal mais exposto é o que está situado na costa, submetido aos impactos da inundação e da erosão”, afirma.

O especialista acrescenta que na costa mediterrânea espanhola há também muitos sítios de valor histórico ou cultural que estão ameaçados, mas não figuram na lista da Unesco. “Sabemos que teremos mais erosão e mais inundações. É preciso prestar a esse patrimônio a mesma atenção que dedicamos a cidades, infraestruturas e ecossistemas”, conclui.

A BUSCA POR NOVAS SOLUÇÕES NA COSTA CATALÃ

Agustín Sánchez-Arcilla, catedrático da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC), explica que nessa região do nordeste espanhol a vulnerabilidade à erosão costeira se deve especificamente à falta de areia. “É um bem escasso, e é preciso manejá-lo com muita inteligência e precaução, porque, do contrário, vamos nos dar mal”, diz.

O especialista conta que um grupo de pesquisas da UPC experimenta um método inovador de proteção da costa contra a elevação do nível do mar, baseado justamente no uso deste material. A areia serve para encher sacos de fibra natural e criar assim um tipo de barreira diferente das de pedra, porque é flexível e adaptável a possíveis aumentos do nível das águas, explica Sánchez-Arcilla. Também se pode mudar facilmente sua localização se a linha de costa retroceder, acrescenta.

O catedrático confirma que também a zona onde fica o conjunto arqueológico romano de Tarragona, declarado patrimônio da humanidade, está muito exposta à erosão. O sistema que a UPC está testando seria eficaz para proteger essa linha de costa, explica. Os testes desse método são financiados pela União Europeia como parte do projeto Hydralab+.

out 17
2018

Horário de verão começará dia 4, no primeiro dia do Enem

O Palácio do Planalto informou  que o início do horário de verão será mantido no dia 4 de novembro, cancelando um novo adiamento.  Os estudantes potiguares que irão fazer o Enem deverão ficar atentos às mudanças nos horários de abertura e fechamento dos portões nos locais de provas, que ocorrerão nos dias 4 e 11 de novembro.

Portões dos locais de provas no RN abrem às 11h e fecham ao meio-dia; provas iniciam às 12h30

Portões dos locais de provas no RN abrem às 11h e fecham ao meio-dia; provas iniciam às 12h30

 

Geralmente, o horário começa em outubro, mas foi adiado para novembro em virtude do segundo turno das eleições. No começo do mês, a União chegou a anunciar que adiaria o início do horário de verão para o dia 18 de novembro por causa de um pedido feito pelo Ministério da Educação para não prejudicar os candidatos do Enem.  A negativa do Planalto ao pedido veio após estudo de viabilidade feito pelos ministérios de Minas e Energia e Transportes. Segundo a assessoria do Planalto, a análise dos ministérios concluiu a inviabilidade de nova mudança no horário de verão, sem detalhes da decisão. Na época em que foi anunciado o adiamento, a medida foi criticada pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Segundo a associação, a mudança da data acarretaria “sérias consequências” ao planejamento das operações e, consequentemente, para quem adquiriu passagens antecipadamente, afetando 3 milhões de passageiros.

Atenção aos horários
A partir da meia-noite do dia 4 de novembro, moradores dos estados listados abaixo deverão adiantar o relógio em uma hora.

São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Provas (horário de Brasília)
Abertura dos portões: 12h (horário de Brasília)

Fechamento dos portões: 13h (horário de Brasília)

Início das provas: 13h30 (horário de Brasília)

Saída: a partir das 15h30 sem o caderno de provas; a partir das  18h30 (horário de Brasília) com o caderno de provas;

Fim do Exame: 19h (horário de Brasília)

Estados sem horário de verão:
Acre, Alagoas; Amapá; Amazonas; Bahia; Ceará; Maranhão; Pará; Paraíba; Pernambuco; Piauí; Rio Grande do Norte; Roraima e Rondônia Sergipe e Tocantins.

No Rio Grande do Norte:
11h – Horário local

Abertura dos portões

12h – Horário local

Fechamento dos portões

12h30 – Horário local

Início das provas

14h30 – Horário local

Saída permitida sem o caderno de provas

17h30 – Horário local

Saída permitida com o caderno de provas

18h – Horário local

Fim do horário das provas

out 17
2018

PF pede bloqueio de bens de Temer e a prisão do Coronel Lima

Presidente Michel Temer no dia 7 de outubro.
Presidente Michel Temer no dia 7 de outubro. MARCELO CHELLO EFE

Na conclusão das investigações do inquérito dos portos entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal pediu o indiciamento e o sequestro e bloqueio de bens do presidente Michel Temer, a filha dele Maristela Temer, do ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures e de outros oito investigados, conforme despacho do relator do caso na corte, Luís Roberto Barroso, a que a Reuters teve acesso.

No relatório final, a PF também solicitou ao Supremo a prisão preventiva do coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, da arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel, e outras duas pessoas. Em despacho desta terça, Barroso disse que vai aguardar a manifestação da Procuradoria-Geral da República a respeito dos pedidos feitos pela PF antes de decidir. A PGR poderá oferecer denúncia contra Temer.

Se isso ocorrer, seria a terceira contra o atual chefe do Poder Executivo —as outras duas ele conseguiu barrar o prosseguimento na Câmara dos Deputados, que não deu aval para o STF julgar as acusações criminais e que ficaram suspensas até ele deixar o cargo.

Ainda assim, de antemão Barroso decidiu proibir os investigados que tiveram a prisão preventiva requerida pela PF de deixarem o Brasil.

“Aguardarei a manifestação do Ministério Público quanto aos requerimentos de sequestro e bloqueio de bens, assim como do pedido de prisão preventiva. Determino, no entanto, desde logo, a proibição de se ausentarem do país aos investigados que tiveram sua prisão processual solicitada pela autoridade policial”, disse Barroso.

Segundo o ministro do STF, a PF decidiu apontar o indiciamento dos investigados pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O ministro cita que essa organização está “dividida em quatro núcleos: político, administrativo, empresarial (ou econômico) e operacional (ou financeiro)”.

Na lista de indiciados estão Antônio Celso Grecco, ex-presidente da Rodrimar, Ricardo Conrado Mesquita, ex-diretor da Rodrimar, sócio do grupo Libras, Gonçalo Borges Torrealba.

“De acordo com o relatório, foram produzidas, no âmbito do inquérito, provas de naturezas diversas, que incluíram colaborações premiadas, depoimentos, informações bancárias, fiscais, telemáticas e extratos de telefone, laudos periciais, informações e pronunciamentos do Tribunal de Contas da União, bem como foram apurados fatos envolvendo propinas em espécie, propinas dissimuladas em doações eleitorais, pagamentos de despesas pessoais por interpostas pessoas —físicas e jurídicas—, atuação de empresas de fachada e contratos fictícios de prestação de serviços, em meio a outros”, informa Barroso, citando o relatório da PF.

O inquérito dos portos foi aberto em setembro do ano passado, diante da suspeita de que Temer teria recebido propina, por meio do então assessor especial Rodrigo Rocha Loures, para editar um decreto que beneficiou a Rodrimar em alterações legais para o setor. Mas, no curso das apurações, outros crimes foram sendo investigados.

A defesa de Temer informou à Reuters na noite desta terça que ainda não tinha tido acesso ao relatório final da apuração e que vai se manifestar na quarta-feira.

out 17
2018

Denúncias de irregularidades nas votações serão ‘online’

Os eleitores poderão fazer denúncias sobre fake news ou irregularidades no processo de votação no segundo turno das eleições, que serão registradas em tempo real e disponibilizadas on line para acompanhamento da apuração do caso. A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber e o  ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, assinaram , ontem, um termo de orientação conjunta com diretrizes a serem seguidas por mesários e presidentes das seções eleitorais diante de denúncias sobre fraude nas urnas.

Presidente do TRE-RN, Glauber Rego participa de teleconferência com a presidente do TSE, Rosa Weber

Presidente do TRE-RN, Glauber Rego participa de teleconferência com a presidente do TSE, Rosa Weber

 

Nesses casos, os mesários e presidentes de seção deverão fazer o registro das denúncias e enviá-las em tempo real ao sistema da Justiça Eleitoral, por meio de uma funcionalidade acrescentada ao aplicativo Pardal, que já se encontra disponível.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Glauber Rego, informou aos membros da Corte, na sessão ordinária de ontem, que já na segunda-feira (15), que havia participado de videoconferência com outros presidentes de TREs, na qual a presidente do TSE explicava como vão ser feitas as aferições de fake news para o segundo turno do  pleito eleitoral, que no Rio Grande do Norte inclui a disputa pelo governo estadual entre os candidatos Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo (PDT).

Primeiro turno

Até ontem à noite, o sistema Pardal do TRE do Rio Grande do Norte havia registrado 1.300 denúncias de eleitores, desde o inicio da campanha eleitoral para o primeiro turno das eleições. Metade das denúncias, 645, referiam-se a realização de propaganda eleitoral irregular, outros 25% eram de crimes eleitorais diversos, com 324 casos, enquanto só 25% restantes das denúncias eram de outros  (11%), com 141 denúncias e ainda compra de votos, uso da máquina pública e doações e gastos ilícitos de campanha (14%), com 190 casos de denúncia.

Aplicativo Pardal recebe as denúncia enviadas pelos eleitores que podem incluir imagens

Aplicativo Pardal recebe as denúncia enviadas pelos eleitores que podem incluir imagens

“A grande vantagem aqui é que toda e qualquer denúncia estará registrada e colocada em rede aberta, e vocês vão poder conferir o se, o quando e o como, e qual o resultado daquela apuração. Essa é amaneira mais transparente que você pode dar a qualquer tipo de problema que seja verificado por qualquer eleitor ou eleitora”, disse Jungmann após assinar o termo, no TSE.

Segundo o ministro, o objetivo é desencorajar que denúncias sejam feitas após o eleitor deixar a seção eleitoral. Desse modo, acredita o ministro, ficaria mais fácil separar situações verdadeiras de boatos que tenham como objetivo somente abalar a credibilidade da urna eletrônica. Ainda de acordo com Jungmann, reclamações posteriores necessitariam assim apresentar também uma justificativa para não terem sido feitas na hora da votação.

“Acredito que qualquer denúncia que venha a ser feita, deve ser devidamente investigada e apurada. Agora, não entendo por que se você tem a mesa ali, o mesário está ali, o presidente [da seção] está ali, ele tem um aplicativo, tem a determinação de fazê-lo [registrar a denúncia], por que fazer depois? No mínimo uma justificativa tem que ser dada a esse respeito”, defendeu o ministro.

Jungmann informou que espera receber até o fim de semana um relatório da Polícia Federal (PF) com o resultado das investigações sobre todas as irregularidades em urnas eletrônicas relatadas no primeiro turno das eleições. Ele disse que “quem usa fake news para tirar a credibilidade ou para deturpar ou causar comoção, aí de fato não tem jeito, tem que ser punido”.
Denúncias no Pardal 

1.300 casos

645 de propaganda irregularidades

324 de crimes eleitorais

141 de outros

92 de compra de votos

91 de uso da máquina pública

07 de doações e gastos ilícitos

Fonte – Justiça Eleitoral

out 15
2018

Príncipe Harry e Meghan Markle anunciam que esperam um bebê

Getty Images

Príncipe Harry e Meghan MarkleImagem: Getty Images

O príncipe Harry e sua mulher, a atriz Meghan Markle, casados desde maio, estão esperando seu primeiro filho, anunciou nesta segunda-feira (15) o Palácio de Kensington em comunicado publicado nas redes sociais.

“Suas altezas reais o duque e a duquesa de Sussex têm o prazer de anunciar que ela espera um bebê para a primavera de 2019 (outono no Brasil)”, afirmou. “Suas altezas reais agradecem o apoio que receberam de pessoas de todo o mundo desde seu casamento em maio e estão encantados de poder compartilhar esta feliz notícia com o público”, acrescentou o Palácio.

Filho do príncipe Charles e neto da rainha Elizabeth 2ª, Harry tem 34 anos e Meghan tem 37. O bebê será o sétimo na linha sucessória da coroa britânica. A realeza não deu mais informações sobre a gravidez, mas especula-se na imprensa britânica que a atriz esteja grávida de três meses.

Na última sexta, o casal participou da cerimônia de casamento da princesa Eugenie, neta da rainha Elizabeth, e Jack Brooksbank, que aconteceu em Windsor, na capela de São Jorge, mesmo local do enlace de Harry e Meghan.

Repercussão

O anúncio da gravidez da duquesa de Sussex rapidamente repercutiu no mundo todo. Tabloides ingleses correm para obter mais informações sobre a gestação.

Fãs da realeza comemoram a chegada de mais um bebê real. O nome de Meghan está entre os mais citados do Twitter.

Mãe da atriz, Doria Ragland está muito animada com a chegada do primeiro neto, informou um outro comunicado emitido pelo Palácio. “Senhora Ragland está muito feliz com esta notícia adorável e está ansiosa para receber seu primeiro neto”.

De acordo com o site “Entertainment Tonight”, quando perguntado se o pai da duquesa, Thomas Markle, havia sido notificado da gravidez da filha ou tinha uma declaração própria, o palácio se recusou a comentar.

Thomas tem falado com Meghan nos últimos meses depois de várias entrevistas criticando Harry e a família real, mas o relacionamento entre eles permanece distante.

O casamento

Príncipe Harry e Meghan Markle se casaram em 19 de maio, na capela de São Jorge, dentro do castelo de Windsor, na Inglaterra, em uma cerimônia transmitida para o mundo todo.

Entre as celebridades que marcaram presença no casamento real estavam a atriz Priyanka Chopra, uma das melhores amigas de Meghan, a apresentadora Oprah Winfrey, a tenista Serena Williams, o cantor Elton John, o ex-jogador David Beckham e a estilista Victoria Beckham, amigos.

Meghan tornou-se a mais recente plebeia a entrar para a realeza britânica. A atriz era a estrela da série “Suits” e deixou a produção após ficar noiva de Harry.

Durante visita a uma loja de produtos para bebês na Irlanda do Norte, em março, Meghan insinuou que poderia engravidar logo: “Tenho certeza que em breve vamos precisar de tudo”.

Após o noivado, em novembro do ano passado, a BBC questionou se Harry tinha planos de ter filhos. “É claro! Mas você sabe, um passo de cada vez. Espero que possamos começar uma família no futuro próximo”, respondeu.