8 de dezembro de 2018

FLASHES E BRILHOS

Uber entra com pedido para abrir capital na bolsa em 2019

A Uber entrou confidencialmente nesta semana com pedido para autoridades regulatórias americanas para fazer sua abertura de capital no ano que vem, segundo o The Wall Street Journal.

De acordo com executivos próximos ao tema, é esperado que a companhia seja avaliada em cerca de US$ 120 bilhões (R$ 470 bilhões) em sua estreia na bolsa.

Com isso, essa pode ser a maior oferta de ações do próximo ano e uma das cinco maiores de todos os tempos, de acordo com a Bloomberg.

A informação vem pouco depois de a Lyft, rival americana da companhia, anunciar o plano de entrar na bolsa de valores também no próximo ano, na última quinta-feira (6).

A Lyft deve fazer sua abertura de capital em março ou abril. A Uber corre para estrear no mercado no primeiro trimestre de 2019.

O projeto de abertura de capital da Uber foi apelidado internamente de “Projeto Liberdade”, por dar a esperada oportunidade de investidores e funcionários da companhia de venderem suas ações após anos de espera, diz o Wall Street Journal. pelo crescimento da empresa.

A última avaliação do valor de mercado da Uber foi de US$ 70 bilhões, realizada em agosto, quando a startup vendeu uma fatia de suas ações para a Toyota por US$ 500 milhões.

Outra startup que pode fazer sua abertura de capital em 2019 é o Airbnb, de aluguel de hospedagem pela internet. Com isso, espera-se um ano recorde em termos de capital levantado por empresas de tecnologia.

Mesmo tendo transformado o setor de transportes mundo afora e obtido um crescimento acelerado, a Uber ainda acumula prejuízos em seus balanços.

No terceiro trimestre deste ano, as perdas da companhia foram de US$ 1,07 bilhão. O avanço no faturamento foi de 37%.

O Wall Street Journal afirma que a empresa não deve sair do vermelho nos próximos três anos.

Em sua trajetória, a Uber levantou US$ 20 milhões em investimentos. Já a Lyft captou US$ 5,1 bilhões.

Folhapress

FLASHES E BRILHOS

Mulheres relatam abusos sexuais do médium João de Deus

Quatro mulheres entrevistadas pelo programa Conversa com Bial, da TV Globo, relataram terem sido abusadas sexualmente pelo médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, que há mais de 40 anos faz atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, na cidade de Abadiânia (GO). Os casos de abuso teriam ocorrido entre 2013 e 2017. O programa, que foi ao ar na noite desta sexta-feira 7, diz ter colhido depoimentos de dez mulheres com relatos similares.

Por meio de nota, uma assessora do médium afirma que ele “rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”.

Segundo os depoimentos das mulheres ao jornalista Pedro Bial, os abusos cometidos por João de Deus seguiam um padrão. Ele primeiro as atendia em público, incorporando uma “entidade”, que pedia para que encontrassem o médium em seguida, sozinhas, em seu escritório. Os abusos sexuais ocorriam, de acordo com os relatos, dentro da sala dele. Algumas dizem ter sido levadas a um banheiro dentro do cômodo. Elas afirmam que João de Deus lhes pedia sigilo sobre as supostas “práticas espirituais”.

A única das quatro mulheres a se identificar foi a coreógrafa holandesa Zahira Lienike Mous, que procurou João de Deus em 2014 para, em suas palavras, “curar” uma experiência de abuso sexual pela qual passou. Ela costumava visitar o Brasil desde os 17 anos, por ter um tio que vivia em Minas Gerais. Antes de falar ao programa da TV Globo, ela havia revelado os abusos em uma publicação no Facebook.

No relato de Zahira a Pedro Bial, ela afirma que foi levada ao banheiro e que o médium lhe pediu que ficasse de joelhos, de frente para ele. “[João de Deus] Abriu a calça, colocou a minha mão no pênis dele e começou a movimentar a minha mão em cima do pênis dele. E eu estava em choque, eu não conseguia acreditar naquilo, eu estava congelada. E ele continuava falando da minha família e disse que eu deveria sorrir”, disse.

Zahira Mous contou que, depois de ter sido abusada sexualmente, “ele se limpou, me levou ao escritório de novo, me sentou no sofá, abriu um armário de pedras preciosas e mandou escolher a que eu mais gostasse”. “Não sei quantos dias depois, ele me puxou de novo para o banheiro. Um padrão parecido, mas ele deu um passo adiante: me penetrou por trás”, relatou.

As três brasileiras que deram seus testemunhos ao programa não quiseram se identificar. Uma delas afirmou que foi à Casa Dom Inácio de Loyola em 2014 e 2015 por problemas com depressão, síndrome do pânico e pensamentos suicidas. Ela contou ter sido levada ao escritório de João de Deus, quando ele lhe disse que a “conhecia de outras vidas” e que “eles tinham uma história juntos”.

“[João teria dito] ‘Levanta aqui que eu vou limpar os seus chacras’. E nisso ele ficou em pé, eu fiquei na frente dele. E ele já começou a fazer o movimento, como se estivesse abrindo, assim, passou a mão no meu peito, tudo, e eu lá… “, contou ela. Em seguida, o médium teria lhe pedido passar que ela fizesse uma massagem em sua barriga, o que ela fez, e então, segundo a mulher, ele tirou o pênis para fora.

“Ele pegava na minha mão, para eu pegar no pênis dele. E eu tirava a mão. E ele falava: ‘Você é forte! Você é corajosa! O que você está fazendo tem um valor enorme!’. Eu não estava fazendo nada! Eu estava ali, sabe, sendo abusada. Não estava fazendo nada.  ‘Olha isso que você está fazendo, isso vai ser muito bom pra você’”, disse a mulher no programa. Ela também relatou que, depois do abuso, João de Deus “abriu uma caixa com pedras preciosas” e deu a ela uma esmeralda.

Outra brasileira ouvida pelo Conversa com Bial relatou ter ido a Abadiânia em 2009, por um problema de saúde do filho, e em 2013, depois de se divorciar do marido. O abuso sexual, diz ela, ocorreu na segunda ocasião, quando foi atendida por João de Deus em seu escritório e levada ao banheiro. O cômodo é descrito nos relatos como um espaço grande, que tinha até um sofá.

A pretexto de “realinhar energias” da mulher, conforme o relato dela, João de Deus pediu que ela tocasse seu pênis. “E aí ele ficou muito próximo, ele mandou eu colocar a mão para trás, isso ele já tava com o pênis dele para fora. Ele falou: ‘põe a mão. Isso é limpeza, você precisa da minha energia, que só vem dessa maneira, para eu poder fazer a limpeza em você’. Eu fiz, e ele falou ‘amanhã você vai para a corrente, fica na corrente e vem me ver no fim do dia’. E pediu pra eu chacoalhar o quadril, mexer o quadril”.

A mulher relatou ter voltado ao centro espiritual do médium depois de 45 dias, quando ele teria repetido a mesma prática. No dia seguinte, João de Deus supostamente pediu a ela que fizesse sexo oral nele. “E aí eu fiz com muito nojo. Eu realmente não fazia, porque eu não chegava perto. E ele falava: ‘faça isso direito menina, você não quer as coisas? Como é que fazendo essas coisas desse jeito você vai ter as coisas na sua vida? É desse jeito que você faz as coisas na sua vida? Você nunca vai ter nada’”, disse ela.

Em uma visita posterior à Casa Dom Inácio de Loyola, a mulher contou que o médium “ficou muito bravo” por estar acompanhada de um homem de sua família.

A terceira brasileira entrevistada pelo programa, que também não se identificou, contou ter procurado o médium em 2017, após passar por tratamentos contra um câncer de mama. Na primeira visita, ela foi acompanhada do marido e passou por uma “cirurgia espiritual comunitária” em Abadiânia. Depois de 30 dias, voltou sozinha.

“[João teria dito] ‘Bom, minha filha, você levante que eu vou te curar e você vai ter que se entregar’. Aí ele pediu pra eu ficar de costas e nisso ele começou a passar a mão no meu corpo”, disse ela. Segundo a mulher, João de Deus apalpou seu abdômen, seus seios e nádegas e afirmava que estava “mexendo com a energia kundalini”.

“Aí eu senti o membro dele nas minhas nádegas, porque até então ele já estava me comprimindo, comprimindo o meu corpo. Aí eu comecei a chorar, comecei a ficar desesperada. E eu só pensava assim: ‘como que eu vou sair daqui?’”, contou. Ela disse que teve medo de gritar e alertar as pessoas fora da sala porque poderia ser hostilizada por aqueles que “endeusam” o médium.

A mulher disse que, diante de seu desconforto, João de Deus reclamou que ela “não estava colaborando”. “[João teria dito] ‘você tem que mover seu quadril para um lado e para o outro e colocar as mãos na minha virilha’. Aí até uma hora que ele ficou bem irritado e se afastou assim e falou: ‘estou indo até o fundo do poço por você e sua família e você está sendo ingrata, você não está se entregando. Se você não fizer o que eu estou falando, sua doença vai voltar’”, afirmou. Depois do suposto abuso, o médium teria dito: “Você não vai falar para ninguém o seu processo de cura comigo”.

Outra entrevistada pelo programa da TV Globo foi a coach espiritual americana Amy Biank, que estima ter levado à Casa Dom Inácio de Loyola cerca de 1.500 estrangeiros entre 2002 e 2014. Ela atuava como guia aos que pretendiam conhecer João de Deus.

Em uma das ocasiões, ela disse ter ouvido um grito de socorro de dentro da sala do médium e entrado. Segundo Amy, João havia pedido para uma mulher fazer sexo oral nele. “Ela não queria fazer sexo oral nele, foi por isso que gritou. Sentei no sofá e fechei os olhos, porque estava doutrinada a achar que tudo era divino e especial. Ela gritou de novo, eu abri os olhos e ele parou”.

“Ele sabia que eu tinha visto! Mais tarde, veio na minha pousada, parou na minha mesa e disse: ‘Quando sou João, sou somente um homem! Um homem tem suas necessidades’”. Após o episódio, Amy Biank diz ter recebido ameaças de morte.

FLASHES E BRILHOS

31 mil saem às ruas e mais de 700 são detidos em protestos na França

Confrontos, bombas de gás lacrimogênio, barricadas e detenções marcaram mais um final de semana de protestos do movimento batizado “coletes amarelos” na França. Centenas de manifestantes se concentraram na manhã deste sábado (8) na avenida Champs-Élysées, em Paris, e entraram em confronto com policiais. Segundo o site do jornal francês “Le Monde”, a prefeitura de Paris informou que o número de detidos na cidade chegou a 615, dos quais 508 ficaram sob custódia da polícia.

O secretário de Estado do Interior, Laurent Nuñez, informou que cerca de 31 mil pessoas saíram às ruas pelo movimento neste sábado em todo o país e que, em nível nacional, o número de detidos já passa dos 700.

Thomas Samson/AFP
Veículo queimado em meio a protestos deste sábado em ParisImagem: Thomas Samson/AFP

Este é foi o quarto fim de semana de manifestações dos “coletes amarelos”, que começaram em 17 de novembro protestando em diversas cidades da França contra um aumento de impostos sobre o preço do diesel. O imposto chegou a ser revogado pelo governo no dia 4 de dezembro, mas a onda de protestos já havia se expandido e passou também a abarcar outras bandeiras, como aumento de salário, maior justiça fiscal e críticas ao governo do presidente Emmanuel Macron.

Com os levantes deste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou em sua conta no Twitter ligando o descontentamento dos franceses a falhas do Acordo de Paris e sugerindo que os manifestantes deveriam entoar “Nós queremos Trump” (veja mais abaixo).

Confrontos e gás lacrimogênio

Pouco depois das 9h deste sábado, no horário local, começaram, no centro de Paris, momentos de tensão entre os manifestantes e as forças policias, que impediram a passagem pela Champs-Élysées a partir de um determinado ponto, perto do Palácio do Eliseu.

Benoit Tessier/Reuters
‘Coletes amarelos’ se reuniram no centro de Paris na manhã deste sábado (8)Imagem: Benoit Tessier/Reuters

Quase uma hora depois, os agentes utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar as dezenas de “coletes amarelos” que tentavam entrar pela rua Arsène Houssaye, travessa da Champs-Élysées. Com ordens para evitarem cenas de guerra urbana como as que ocorreram há uma semana, os agentes usaram o gás e realizaram várias detenções. No início da tarde, os manifestantes também montaram barricadas e queimaram objetos nas ruas.

Em entrevista ao canal “BFMTV”, a porta-voz da polícia Johanna Primevert indicou que, durante a manhã, havia cerca de 1.500 manifestantes na Champs-Élysées e centenas na praça da Bastilha e em Porte Maillot, perto do Palácio do Congresso.

Pela primeira vez em mais de 40 anos, as forças policiais em Paris contam com 12 blindados da gendarmaria que podem ser utilizados para atravessar barricadas.

A cidade se protegeu diante do temor da violência: estão fechados os principais museus e monumentos (como a torre Eiffel), diversas lojas de departamento e comércios, além de aproximadamente 40 estações de trem e metrô.

Trump: “As pessoas não querem pagar para proteger o ambiente”

Por volta das 11h deste sábado (no horário de Brasília), quando a concentração de manifestantes e os primeiros confrontos com a polícia já contavam algumas horas em Paris, o presidente americano Donald Trump comentou as movimentações em seu Twitter.

“O Acordo de Paris não está funcionando tão bem para Paris”, escreveu ele, em referência ao acordo do clima que reúne mais de cem países e do qual o Estados Unidos se retirou, sob a gestão de Trump, em 2017.

“Protestos e tumultos por toda a França. As pessoas não querem pagar grandes somas de dinheiro, em grande parte para o terceiro mundo (que são questionavelmente governados), para talvez proteger o meio ambiente.”

Donald J. Trump

@realDonaldTrump

The Paris Agreement isn’t working out so well for Paris. Protests and riots all over France. People do not want to pay large sums of money, much to third world countries (that are questionably run), in order to maybe protect the environment. Chanting “We Want Trump!” Love France.

O presidente ainda sugere, no post, o canto “Nós queremos Trump” entre os manifestantes. Na cobertura da imprensa internacional, não houve registros de menções a Trump em meio aos protestos. “Este slogan não foi ouvido por nenhum de nossos jornalistas presentes nas passeatas”, informou o “Le Monde” em sua página na internet.

*Com EFE e AFP

FLASHES E BRILHOS

Festival Cine Verão abre inscrições para edição 2019 em Natal

Festival Cine Verão vai acontecer nos dias 30 e 31 de janeiro, na praia de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal — Foto: Divulgação

Festival Cine Verão vai acontecer nos dias 30 e 31 de janeiro, na praia de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal — Foto: Divulgação

O projeto Cine Verão – Festival de Cinema da Cidade do Sol realizará a sua segunda edição na praia de Ponta Negra, um dos principais cartões postais de Natal, nos dias 30 e 31 de janeiro. As inscrições para filmes estão abertas até o dia 16 de dezembro através do formulário disponibilizado no site.

Idealizado pela produtora cultural Nathalia Santana, da Pinote Produções, o festival tem como objetivo principal contribuir com a difusão do trabalho realizado pelos profissionais do audiovisual potiguar. Como na edição anterior, nos dois dias de evento o espaço estará aberto para receber os profissionais e amantes do cinema, e pessoas dispostas a curtir um programa cultural gratuito e divertido.

Poderão se inscrever no 2º Cine Verão filmes com duração máxima de 20 minutos, finalizados a partir de janeiro de 2017. Na noite do dia 30 de janeiro serão exibidos os curtas que irão compor a Mostra Cine Verão Poti (obras de realizadores potiguares e rodados no estado do RN) e na noite do dia 31 serão exibidos os curtas que irão compor a Mostra Cine Verão Brasil (obras realizadas por brasileiros de outros estados). Haverá votação popular e análise do júri especializado para eleger os curtas vencedores da Mostra Competitiva Cine Verão Poti, já a Mostra Cine Verão Brasil não é de caráter competitivo.

Além das exibições dos curtas-metragens, o festival tem uma programação formatada por debates, apresentações musicais com shows e djs, sessões de lançamento e encontro com os diretores locais das obras exibidas na atual edição.

Serviço:

  • 2º Cine Verão – Festival de Cinema da Cidade do Sol
  • Dias 30 e 31 de janeiro, quarta e quinta-feira, a partir das 16h
  • Orla da praia de Ponta Negra – Natal/RN (Deck em frente ao Astral Sucos)
  • Acesso gratuito
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Prefeitura de Natal convoca 647 aprovados no concurso da Saúde

Prefeitura de Natal convoca 647 aprovados no concurso da Saúde — Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde de Natal

Prefeitura de Natal convoca 647 aprovados no concurso da Saúde — Foto: Divulgação/Secretaria de Saúde de Natal

A Prefeitura de Natal publicou neste sábado (8), no Diário Oficial do Município, a convocação de 647 aprovados no concurso público da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Agora os candidatos precisam apresentar alguns exames médicos e a documentação que foi informada no edital.

De acordo com a prefeitura, mais 500 pessoas devem ser convocadas no dia 11 de fevereiro do ano que vem, e outras 500 em 19 de março. Ao todo, 1.647 novos funcionários vão entrar para os quadros da SMS. Os detalhes sobre o concurso estão na edição especial do DOM.

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