Enem 2019: professores apostam em prova mais conteudista e aconselham como organizar estudos

O Globo

O professor de História Flávio Ribeiro, coordenador da disciplina no CEL, procura tranquilizar os estudantes em relação a possíveis mudanças de conteúdo nas provas. Segundo ele, não deve ser cobrado nada muito diferente dos vestibulares mais conservadores:

Devem acabar os temas transversais. A tendência é que a prova não trate de assuntos ligados a minorias. Ela deve ser mais conteudista, trabalhando o conteúdo clássico dos livros didáticos.

O professor de literatura e redação Bernardo Soares, do Colégio Bahiense, recomenda que os alunos tenham cuidado com o modo como organizam o estudo de cada disciplina.

— Um erro muito comum é o estudante focar apenas nas matérias que mais gosta. Outras disciplinas ficam atrasadas em seu cronograma e ele vai se embolando. Se a pessoa já sabe o conteúdo, deve reservar mais tempo para exercícios.

Para Soares, planejamento é a palavra-chave. Vale a pena a pena recorrer a uma agenda ou a aplicativos de gerenciamento para organizar o dia, reservando horário de almoço e tempo para descanso.

— Também é importante usar técnicas que facilitem o tempo de estudo, transformando esse período em algo proveitoso — acrescenta.

Organização é a palavra de ordem na rotina de Rafael Peres, de 17 anos, do terceiro ano do ensino médio do colégio pH. 

— Estudo entre 10 e 11 horas por dia, somando colégio e casa. Mas reservo algum espaço para o lazer, geralmente nos fins de semana — diz ele, que vai concorrer a uma vaga em Medicina.

Alguns jovens se dedicam aos estudos, mas sem montar uma planilha. É o  caso de Carlos Eduardo Cardoso Age Faria, de 17 anos, aluno do Centro Educacional da Lagoa (CEL). Ele quer cursar Engenharia Mecânica e sua primeira opção é a UFRJ.

— Estudo todos os dias. A prova é maldosa, tem muitas “pegadinhas”, e o desgaste é grande. Não fico nervoso porque estou me preparando, mas não vou subestimar o Enem.