Cesta básica tem queda de 2% em junho e preço médio chega a R$ 397,24 em Natal

G1 RN

Em 12 meses, preço do tomate teve aumento de 66,75% em Natal.  — Foto: Agência Diário
Foto: Agência Diário

Natal teve redução de -2,17% no preço médio da cesta básica ao longo de junho, em relação ao maio deste ano. Com isso, o conjunto de alimentos considerados essenciais para uma família de quatro pessoa custou R$ 397,24 no mês. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconomicos (Dieese) .

Entre as 17 capitais pesquisadas pelo órgão, Natal ocupou a quarta posição entres as cestas mais baratas. Em 12 meses, a variação acumulada foi de 13,14%. Nos seis primeiros meses de 2019, entretanto, o aumento ficou em 16,36% – o segundo maior entre as capitais, atrás apenas de Vitória (20,20%).

Oito produtos apresentaram queda em Natal, entre maio e junho de 2019: feijão carioquinha (-14,76%), banana (-6,17%), tomate (-3,41%), óleo de soja (-1,30%), manteiga (-0,64%), farinha de mandioca (-0,47%), açúcar refinado (-0,42%) e pão francês (-0,21%). As altas foram registradas nos demais produtos: leite integral longa vida (3,85%), café em pó (0,36%), arroz agulhinha (0,27%) e carne bovina de primeira (0,08%).

Em 12 meses, oito produtos acumularam alta: tomate (66,75%), feijão carioquinha (55,68%), arroz agulhinha (13,43%), açúcar refinado (12,98%), pão francês (11,63%), manteiga (4,48%), carne bovina de primeira (3,48%) e óleo de soja (1,33%). As taxas acumuladas foram negativas para os demais produtos farinha de mandioca (-18,41%), banana (-13,30%), leite integral longa vida (-4,30%) e café em pó (-3,11%).

O trabalhador natalense que ganha um salário mínimo precisou cumprir jornada de trabalho de 87 horas e 34 minutos, em junho de 2019, para comprar a cesta. Em maio, o tempo necessário foi de 89 horas e 31 minutos. Já em junho de 2018, a jornada média era de 80 horas e 58 minutos.

Em junho de 2019, o custo da cesta em Natal comprometeu 43,26% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários), percentual menor que o de maio (44,23%). Em junho de 2018, equivalia a 40%.