Governo anuncia R$ 10 mi em bolsas de estudos para combate ao crime

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Os ministros Moro e Weintraub em lançamento de programa de bolsas de estudo
Divulgação/Ministério da Justiça

O governo federal lançou nesta quarta-feira (8) um programa para estimular estudos de mestrado, doutorado e pós-doutorado no tema combate à criminalidade, principalmente no desenvolvimento de soluções tecnológicas. O investimento estimado é de R$ 10,1 milhões, segundo anúncio feito hoje pelos ministros Sergio Moro e Abraham Weintraub, da Justiça e da Educação, respectivamente. 

A necessidade de pesquisas em segurança pública foi apresentada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública a Capes, órgão do MEC que coordena programas de pós-graduação. 

Moro citou como exemplo o Banco Nacional de Perfis Genéticos, ferramenta para elucidação de crimes. O projeto anticrime sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro prevê também a criação do Banco Nacional Multibiométrico e de Impressões Digitais para registro de dados de criminosos, como íris, face e voz.

As pesquisas científicas fomentadas pelo Programa de Cooperação Acadêmica em Segurança Pública e Ciências Forenses poderão, segundo os ministérios, traçar a origem de drogas e mapear redes de tráfico, identificar com precisão a autoria de crimes, por meio dos perfis genéticos, além de ajudar no mapeamento de lavagem de dinheiro por meio de inteligência artificial. Também haverá estudos focados em crimes ambientais, em medicina legal e respostas a desastres.

O trabalho vai envolver o Ministério da Justiça e Segurança Pública, com a participação da Polícia Federal e secretarias Nacional de Segurança Pública (Senasp) e de Políticas Sobre Drogas (Senad) e o Ministério da Educação, por meio da Capes.

O edital será publicado pela Capes nas próximas semanas. Coordenadores de cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado de programas já existentes na Capes poderão inscrever projetos para defesa de teses científicas.

A seleção do tipo de conhecimento a ser estudado e do pesquisador será feita por consultores da Capes. Em conjunto com a Polícia Federal, a autarquia fará a avaliação dos resultados dos estudos. Cada projeto poderá permanecer em pesquisa por até cinco anos. A iniciativa é voltada para universidades públicas, federais e estaduais e instituições privadas.