Presidente da Fecomércio RN solicita aos bancos adoção de medidas para minimizar efeitos da crise causada pelo Coronavírus nas empresas

Fecomércio RN

O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, encaminhou na manhã desta sexta-feira, 20, às Superintendências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste, uma carta solicitando a adoção de medidas para minimizar os efeitos da crise econômica e social que está se instalando em todo o país e, em especial, no estado do Rio Grande do Norte, devido à proliferação do Covid-19 (Coronavírus).

As medidas incluem a solicitação da  prorrogação para o final dos respectivos contratos, sem encargos moratórios, das parcelas de financiamentos vencidas nos próximos 120 dias; a prorrogação por 120 dias, sem encargos moratórios, dos títulos vencidos nesse período; a concessão de linhas crédito de longo prazo, com carência de 180 dias para início do pagamento, na forma de capital de giro e com taxas de juros reduzidas, para reforço do caixa das empresas, excepcionalmente sem a exigência de comprovação da regularidade fiscal e creditícia.

“A justificativa para a adoção destas medidas é prestar um apoio financeiro às empresas dos segmentos do Comércio, Serviços e Turismo, como forma de manter os atuais níveis de emprego, uma vez que as recomendações de isolamento social, estão ocasionando  não só o cancelamento de eventos, redução das jornadas de trabalho, e agora no fechamento por completo dos shoppings da capital, de forma que irão causar um impacto direto e profundo no faturamento destas empresas, criando um cenário estarrecedor e de extrema preocupação”, ponderou Marcelo Queiroz.

Queiroz ressaltou ainda a importância dos setores do Comércio, Serviços e Turismo para a economia do estado, já que as empresas destes segmentos respondem por cerca de 65% do Produto Interno Bruto (PIB) potiguar, e empregam, direta e formalmente, quase 310 mil pessoas, o que equivale a aproximadamente 74% de todos os empregos com carteira assinada gerados pelo setor privado no Estado. Além disso, a massa salarial que gira no Rio Grande do Norte, paga apenas pelas empresas do setor formal desses segmentos, ultrapassa a casa dos R$ 435 milhões mensais.