Fecomércio: que as aéreas confiam tanto na biossegurança a bordo

O nome do principal painel da segunda-feira (28) do Abav Collab, que reuniu os líderes das principais companhias aéreas do Brasil: Voar é Seguro – Panorama através do olhar de seus principais dirigentes, não poderia ser mais direto.

Segundo os presidentes de Azul, Gol, Latam e VoePass, já há evidências o suficiente para garantir que estar a bordo de um avião é o local mais seguro em relação à proteção contra o vírus da covid-19. Eles pedem ajuda ao trade, principalmente ao agente de viagens, para que combatam o receio do consumidor e as fake news.

Veja os principais argumentos:

1 – FILTRAGEM DE AR E PROTOCOLOS
A forma como o ar circula dentro de um avião não favorece o deslocamento de partículas e contaminantes, incluindo a covid-19, entre fileiras de passageiros. O ar interior da aeronave é renovado a cada três minutos, é filtrado e devolvido para a cabine (pelo sistema de filtros HEPA). Não há movimento dessas partículas, da frente para trás e vice-versa. Tanto que a principal autoridade global da aviação civil, a Iata, aponta que não há qualquer evidência de que o distanciamento entre social a bordo seja efetivo. Isto é, a confiança na filtragem de ar, somada aos protocolos básicos a bordo, como uso de máscara durante todo voo, e disponibilização de álcool em gel, garante a proteção.

2 – INDÚSTRIA EXPERIENTE
Não é de hoje que o setor sabe o que é lidar com biossegurança. “Os procedimentos adotados pela indústria são muito parecidos no mundo inteiro, justamente pela cultura que a aviação tem em implementar as boas práticas de limpeza nas cabines no intervalo dos voos. “É um setor que já era organizado, que já dispunha de um alto nível de segurança sanitária. São processos elevados”, apontou o presidente da Gol, Paulo Kakinoff.

3 – AEROPORTOS ENGAJADOS
Se as companhias já tinham níveis elevados de higienização e processos sanitários, a maioria dos aeroportos também se viu obrigada a se engajar e adotaram medidas importantes, na visão das companhias aéreas.

4 – TRIPULANTES SÃO PROVAS VIVAS
“Temos milhares de funcionários e tripulantes que voam todos os dias e uma parcela ínfima deles pega covid-19. Isso é uma prova mais do que concreta. Temos muito menos casos dentro de nossas empresas do que a média da população. Tenho certeza disso”, afirmou John Rodgerson, da Azul.

Kakinoff pegou carona: “Nos primeiros seis meses de pandemia, o tripulante Gol que está voando até 30 horas por mês tem índice de teste positivo para a covid-19 a cada 1.156 decolagens. Ele tem um contato com duas mil pessoas neste montante de voos, e não dá para dizer que ele foi contaminado a bordo. Isto chega a ser comprovação factual de que todos os elementos e a filtragem fazem do avião o lugar mais seguro contra o vírus.”

5 – TECNOLOGIA
CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier concordou com os líderes das concorrentes, mas ele reforça outra etapa do processo que mudou: a pré-embarque. “O uso de ferramentas para celular e computador cresceu muito em proporção na comparação com o pré-pandemia. Do check-in a outros procedimentos, essa limitação do contato humano vem ajudando na prevenção.”

6 – CONSCIENTIZAÇÃO GERAL
O passageiro é o monitor do próprio passageiro. O brasileiro está consciente sobre as ações de prevenção da pandemia, e se alguém da poltrona ao lado tira a máscara, é o próprio “vizinho” que vai tomar atitude.

“Hoje, quando a aeronave toca o solo e se dirige ao portão de desembarque, todos permanecem sentado, para evitar aglomerações. No mundo todo esse era um costume, um hábito que está sendo deixado de lado graças à conscientização geral”, afirma Rodgerson.

7 – OS 4 CONCORRENTES JUNTOS
As quatro principais aéreas brasileiras estão juntas para mostrar a todos que voar é seguro. Em segurança não são competidoras. “Quando estão todos em conjunto, deixando as diferenças de lado, garantindo que entrar em um avião é seguro, é porque realmente acreditam no que estão falando”, pondera Jerome Cadier. “É porque o avião é o meio de transporte mais seguro de todos.”