Trabalho presencial é tema de live realizada pela Secretaria de Administração

O retorno de servidores às atividades presenciais nos órgãos do Governo do Rio Grande do Norte foi discutido nesta terça-feira (1º), em live promovida pela Secretaria de Estado da Administração (Sead). A transmissão integra o projeto “Gestão Pública em Pauta”, de iniciativa da Escola de Governo (EGRN) e cujo intuito é fomentar debates no campo do serviço público, ao mesmo tempo em que visa estimular os espectadores para o hábito da aprendizagem online.
O economista e atual subsecretário de Recursos Humanos da Sead, Ediran Teixeira, foi o convidado desta edição. Ele ressaltou que o Governo do Estado vem sendo cauteloso com relação às medidas adotadas nesta fase de retorno dos servidores às secretarias e órgãos públicos, prezando sempre pela saúde do seu quadro de pessoal. “O retorno às atividades presenciais é uma exigência da sociedade a partir da queda dos índices da pandemia no estado. Muitas atividades haviam sido interrompidas, como medida preventiva de contágio. Mas a volta precisa ser com segurança, por isso foi desenvolvido um plano de retorno baseado em diversos critérios”, disse Teixeira, explicando que o documento foi elaborado após discussões junto ao Comitê Científico para enfrentamento à Covid-19 no RN, Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap), representantes sindicais e demais poderes.

“Nós agora vivenciamos um novo normal. Os órgãos precisam adquirir álcool em gel, máscaras de proteção, tapetes sanitizantes, instrumentos de aferição da temperatura corporal, para que as pessoas não acessem o local de trabalho com febre, adoecidas”, justificou o subsecretário, citando o exemplo da Sead, em que todos esses protocolos foram estabelecidos, além de que vem reforçando a higienização dos ambientes e orientando os servidores quanto aos cuidados que devem tomar durante o expediente para evitar a contaminação. “Essas medidas de controle devem ser adotadas em todas as secretarias e órgãos do Governo do Estado”.

Testagem

Ediran Teixeira afirmou também que o Governo do Rio Grande do Norte fará testagem dos servidores, somando mais uma medida importante a fim de resguardar a vida e saúde dos trabalhadores. Segundo ele, os testes estão sendo adquiridos pela Sesap e devem começar a ser realizados nas próximas semanas. Inicialmente, a testagem será feita no Centro Administrativo do Estado, em Natal, e posteriormente no interior. “Vamos priorizar a testagem para aqueles que realmente precisam, que manifestaram sintomas. Quem já testou positivo para a covid-19 não precisará refazer o teste porque já estão teoricamente imunizadas”, explicou.

Para o subsecretário, a testagem dos servidores é mais um reforço como medida para evitar a contaminação e preservar a saúde dos servidores públicos estaduais. Porém, os cuidados no dia a dia precisarão ser mantidos, como evitar aglomerações, praticar o distanciamento, usar máscara, higienizar as mãos constantemente. “São medidas que vamos ter que cumprir cotidianamente enquanto não tivermos uma vacina”.

Teletrabalho

De acordo com o Plano de Ampliação da Jornada de Trabalho Presencial do Poder Executivo Estadual, publicado na edição do dia 08 de agosto do Diário Oficial do Estado (DOE), no dia 17 retornaram aos órgãos os servidores das áreas administrativas (atividade-meio) com idade até 50 anos. Já no dia 31 de agosto voltaram os trabalhadores da faixa etária entre 51 e 59 anos. Servidores considerados do grupo de risco da Covid-19, inclusos aqueles com mais de 60 anos ou com comorbidades comprovadas, permanecem em teletrabalho.

Para Ediran Teixeira, o teletrabalho, provocado de maneira forçada por causa da pandemia, até possibilitou ganhos para o estado. Ele lembrou que o Governo precisou se reorganizar para não parar, mas que muitas atividades conseguiram se manter produtivas por meio do trabalho remoto. “Em algumas áreas, o teletrabalho gerou eficiência”, exclamou o economista.

Segundo o subsecretário de RH, o teletrabalho pode vir a se tornar uma maneira de prestação de serviço regular após findado o período de pandemia, desde que as demandas da sociedade continuem a ser atendidas. “Poderá vir a ser empregado nos casos em que tivermos controle e garantia de que o teletrabalho gera maior eficiência pro estado. Em que o teletrabalho possibilite ao Estado continuar cumprindo seu papel de executor das políticas públicas de forma eficiente, atendendo as demandas da sociedade de forma efetiva”, acredita.