Recesso escolar: pedagoga destaca importância de atividades lúdicas longe das telas para desenvolvimento infantil

 

Pesquisa publicada em revista americana associa atrasos cognitivos ao uso excessivo de smartphones; entretenimento infantil têm se tornado prioridade em espaços comerciais

Um dos maiores desafios da educação parental na atualidade é lidar com o tempo de tela permitido às crianças. De acordo com pesquisa publicada no The Journal of the American Medical Association Pediatrics, o hábito está diretamente ligado a atrasos no desenvolvimento da linguagem, coordenação motora e habilidades sociais infantis.

A Sociedade Brasileira de Pediatria já recomenda que, até dois anos de idade, os pequenos não tenham acesso a conteúdo em TVs e smartphones, mesmo que passivamente. Já crianças de dois a cinco anos podem se expor a uma hora por dia; entre seis e dez anos, o tempo aumenta para duas horas diárias e, para os maiores, a orientação é de até três horas por dia, evitando o uso do celular durante as refeições e perto da hora de dormir, e sempre acompanhado por um adulto.

Entretanto, a correria do dia a dia faz com que muitos pais precisem recorrer a este artifício para entreter os filhos, especialmente durante as férias escolares. Para a docente do curso de Pedagogia da Estácio, Jeanne Maciel, o importante é buscar o equilíbrio para que o uso do celular e dos serviços de streaming na televisão não sejam as únicas formas de entretenimento para as crianças.

“O que preocupa é a parcela de tempo que a criança está sendo entretida de forma passiva nas telas, consumindo vídeos e até conteúdos que não são indicados para sua faixa etária, em relação ao tempo que passa interagindo com outras crianças, ou com seus pais, em brincadeiras onde participam ativamente que estimulam a imaginação, criatividade e atividade física, uma não pode substituir a outra”, alerta a especialista.

A pedagoga aproveita e lista atividades que podem ser postas em prática com crianças de todas as idades: tempo de leitura e pintura, jogo da memória, montar quebra-cabeças, aventuras ao ar livre, na praça ou no bosque, brincadeiras de pega-pega, esconde-esconde, correr, pular corda e jogar bola.

Lazer infantil é prioridade

Neste cenário, atrações de lazer voltadas para o público infantil têm se tornado prioridade em espaços comerciais da capital potiguar. No Natal Shopping, por exemplo, todos os finais de semana de janeiro contam com programação gratuita dentro da agenda das Férias com a Naty, mascote do empreendimento. Todos os sábados tem recreação no Parque da Naty, e aos domingos, teatrinho no Alpendre – sempre às 16h.

Na área externa do empreendimento, as crianças também podem se divertir a valer no parquinho infantil de 220m² com brinquedos interativos, seguros e modernos, como camas elásticas de borracha rentes ao piso, morrinhos para escalada, túnel, escorregadores, trampolim, discos voadores – brinquedos de equilíbrio, geodésica, animolas e escadas. Já no Parque da Naty, os pequenos aproveitam uma estrutura especial com jogos, brinquedos, galeria e biblioteca.

Além disso, as operações do empreendimento voltadas para o público infantil também estão especialmente preparadas para atender à demanda para a temporada de férias, como a Brinkids, o Vila Trampolim, o Game Station e o Cinépolis, com várias películas em cartaz para a família inteira aproveitar.