10 de outubro de 2025

Coluna Versátil News

Natal vai receber 1ª Jornada de Clínica Médica do RN

A 1ª Jornada de Clínica Médica do Rio Grande do Norte já tem data para acontecer: dia 8 de novembro de 2025. O evento acontecerá na Associação Médica do RN, em Natal, das 8h às 19h, e busca promover a atualização científica, o intercâmbio de experiências e o aprimoramento do atendimento aos pacientes.

A iniciativa é realizada pela Liga Acadêmica de Clínica Médica do RN (Climern) da UnP, cujo curso de Medicina é o único em instituição privada no Rio Grande do Norte reconhecido pelo MEC e parte integrante da Inspirali, o melhor ecossistema de educação em saúde do país.

A programação contemplará palestras com profissionais locais renomados de diferentes especialidades. As inscrições estão abertas com valores diferenciados em três lotes para estudantes de medicina, médicos residentes e médicos. O evento também está com submissão de trabalhos científicos. Mais informações no site www.jornadaclinicamedicarn.com.br.

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“Parte da Gente: Por uma Ecologia do Encantamento” é lançado no Brasil às vésperas da COP30

Unindo ciência e saberes ancestrais, arte e ética, propósito e décadas de vivência educacional, guia de educação ambiental propõe caminhos coletivos em prol da vida no planeta.

Enquanto o Brasil se prepara para sediar a COP30, em novembro de 2025, na Amazônia, os alarmes da ciência não cessam: seis dos nove limites planetários já foram ultrapassados pela ação humana — incluindo o equilíbrio climático e a perda da biodiversidade. O cenário é de urgência, mas também de oportunidade. É nesse momento histórico que surge o Guia Parte da Gente: Por uma Ecologia do Encantamento, de Marco Aurélio Querubim – filósofo, artista, educador e mestre pela Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (ESCAS) do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ).

O guia será lançado no dia 5 de outubro, em Luziânia (GO), durante a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), organizada pelo Ministério da Educação (MEC), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), evento que antecede e prepara jovens de todo o Brasil para os debates da COP30.

Uma história de vida transformada em movimento coletivo

O nascimento do guia tem raízes em uma trajetória de três décadas. Ainda jovem, Querubim reuniu crianças e jovens para cantar em Araguari (MG). Daquele gesto singelo nasceu a Cia Cultural EMCANTAR, que já impactou mais de um milhão de pessoas com produtos artísticos, projetos socioeducativos e a criação da Pedagogia do Encantamento, reconhecida por unir arte, educação e desenvolvimento humano.

Entre palcos e salas de aula, o educador também percorreu, de bicicleta, o equivalente a mais de duas voltas ao redor do planeta. Nessas jornadas solitárias, amadureceu a pergunta que se tornou guia de sua vida: “Como cuidar do que não se ama, como amar o que não se conhece?”.

Dessa inquietação nasceram três obras complementares: o álbum e espetáculo musical Abraço no Planeta — que abrirá a CNIJMA — e o Guia Parte da Gente, um roteiro de experiências estéticas, educativas e éticas que qualquer pessoa pode percorrer, individual ou coletivamente.

Um guia que inspira e propõe caminhos práticos de mudança

Estruturado na chamada Tríade do Envolvimento – estética, epistêmica e ética –, o guia propõe um itinerário que parte do encantamento pela arte e pela natureza, passa pelo conhecimento científico e ancestral, e culmina em caminhos práticos de mudança. A mensagem é simples e poderosa: não basta desenvolver, é preciso se envolver.

O guia já foi colocado em prática em oficina com educadores em Uberlândia (MG), e os resultados confirmam sua potência transformadora:

“Sempre ouço falar temos que cuidar do planeta, mas hoje compreendi o por que realmente temos que cuidar do planeta, e compreender que vivemos num ciclo de vida, onde somos todos responsáveis uns pelos outros, me fez querer fazer a diferença naquilo que me é possível”, relata Cristina Moraes, educadora da rede pública que participou da experiência piloto.

“Trata-se de um roteiro que se provou especialmente eficaz ao suscitar transformações surpreendentes nos participantes de um curso de apenas quatro horas de vivências programadas e bem formuladas, não por meio de acusações, culpa ou medo, mas ao aflorar a beleza existente nas pessoas e na natureza. Essas poucas horas, na verdade, representam as três décadas de aprendizados e experiências que Querubim acumulou com ousadias poéticas e sensíveis, ajudando a tocar as pessoas profundamente. O Guia retrata ética com a vida aliada à estética do cuidado, despertando a sensibilidade e a vontade de envolvimento em soluções duradouras”, afirma Suzana M. Padua, doutora em sustentabilidade, Co-fundadora e Presidente do IPÊ e Professora da ESCAS.

Um chamado em tempos de COP30

Se a COP30 traz ao Brasil a responsabilidade histórica de ser palco das principais negociações globais sobre o futuro do clima, o Guia Parte da Gente reforça que grandes transformações só acontecem quando indivíduos se percebem como protagonistas.

“Este guia é fruto de 30 anos de vida dedicados à educação socioambiental, à arte e à mobilização coletiva. Mais do que um material de apoio, é um convite, uma proposta para que cada pessoa se envolva, se encante novamente com a vida e atue a partir desse encantamento”, convida Querubim.

Serviço

Lançamento do Guia Parte da Gente: Por uma Ecologia do Encantamento

  • Data: 05 de outubro de 2025 às 19h
  • Local: VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente – Luziânia (GO)
  • Atividades: Espetáculo Abraço no Planeta e oficina vivencial do Guia com estudantes de todo o Brasil
  • Link para download gratuito: https://www.emcantar.org/guia-parte-da-gente

* Após a Conferência, a Cia Cultural EMCANTAR segue em turnê, levando sua proposta de envolvimento sustentável para outras cidades. Próximas agendas: Araxá (12/10) e Goiânia (17/10).

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Orgânico, químico ou biológico: qual é o adubo ideal para o seu plantio?

Bióloga do CEUB revela curiosidades e cuidados sobre o uso de adubos na agricultura e até na horta de casa

Já parou para pensar no que acontece debaixo da terra quando colocamos adubo em uma planta? Esse recurso é essencial para que o solo respire, se fortaleça e dê frutos mais saudáveis. Para quem cultiva plantas em casa ou em ambientes externos, o adubo precisa ser inserido nos cuidados com o verde. Karoline Torezani, professora de Ciências Biológicas do Centro Universitário de Brasília (CEUB), compartilha curiosidades sobre como diferentes tipos de adubo influenciam na produtividade e no meio ambiente.
De acordo com a bióloga, o adubo ajuda o solo a reter água, melhora sua estrutura e protege as raízes das variações de temperatura. Torezani explica que esses fatores garantem um crescimento saudável e maior produtividade agrícola. Porém, nem todos os adubos funcionam da mesma forma, possuindo diversas origens, tipos e formas de implementação.
O adubo pode ser orgânico, feito de resíduos de origem animal, ou vegetal, que melhora a qualidade do solo e tem efeito duradouro, embora demande mais tempo e possa ter custo elevado em algumas regiões. Já o adubo químico, como explica a bióloga, é produzido industrialmente a partir de minerais como ureia e fosfatos, é concentrado e de absorção rápida, ideal para respostas imediatas.
“Há ainda os adubos biológicos, que utilizam microrganismos capazes de aumentar a disponibilidade de nutrientes e estimular o crescimento, representando uma alternativa sustentável em muitos sistemas de cultivo. Na prática, muitas vezes a melhor solução é combinar o químico, que dá efeito rápido, com o orgânico, que fortalece o solo a longo prazo.”
Apesar de todos os benefícios, o uso excessivo pode ser prejudicial. Segundo a docente do CEUB, o adubo altera o pH da terra, provoca salinização e pode poluir rios e lagos com excesso de nutrientes, processo chamado de eutrofização. “Para reduzir esses impactos, práticas como a rotação de culturas, a agricultura de precisão e o uso equilibrado de diferentes adubações são estratégias importantes”, reforça.
Adubo verde
Embora não seja totalmente substituível, Karoline Torezani destaca que o adubo pode ser aliado a técnicas complementares como adubação verde, compostagem e manejo biológico, que reduzem a dependência de fertilizantes químicos e ajudam a manter a fertilidade do solo por mais tempo. “O grande desafio é equilibrar a necessidade de produzir mais com a preservação dos recursos naturais, garantindo que as próximas gerações também possam colher os frutos de um solo saudável”, arremata a especialista.
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Bicudo-do-algodoeiro: pulverização é etapa estratégica no combate à praga que pode comprometer mais de 70% da produção da fibra

 

Fendt, fabricante alemã de maquinário agrícola, destaca tecnologia de ponta em campo para manejo integrado de controle ao inseto

 

Tecnologia do pulverizador Fendt Rogator 900 é essencial para o combate do bicudo e manter a saúde da lavoura do algodão

O algodão é a fibra têxtil vegetal mais comercializada no mundo e o Brasil é o terceiro maior produtor global, setor que gera cerca de R$ 33 bilhões por ano, de acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa), tornando-o a quarta maior cultura temporária do país.

Nesse sentido, é importante proteger as áreas de cultivo do bicudo-do-algodoeiro, principal praga que ameaça a cultura no Brasil, com potencial de causar perdas de até 70% na lavoura em uma única safra e prejuízos econômicos calculados em mais de R$ 1 bilhão ao ano. Diante desse cenário, a recomendação de especialistas para evitar perdas é o manejo integrado de pragas (MIP). Ele combina técnicas como monitoramento constante, uso de variedades resistentes, rotação de culturas, controle biológico e pulverização química seletiva.

“A pulverização é uma etapa estratégica no combate ao bicudo-do-algodoeiro, responsável por proteger a lavoura e garantir a produtividade do algodão. A tecnologia de ponta que alia precisão e eficiência na aplicação de defensivos contribui diretamente para o sucesso do manejo integrado dessa praga. Com sistemas avançados de controle e monitoramento, é possível que o produtor otimize o uso de insumos e aumente a eficácia no controle do bicudo”, destaca Leonardo Casali, coordenador de marketing Produto da Fendt.

O pulverizador Fendt Rogator 900, da fabricante alemã de maquinário agrícola Fendt, representa uma inovação tecnológica de destaque no combate a essa praga. Equipado com sistemas avançados de controle e monitoramento, o equipamento oferece precisão na aplicação dos defensivos, garantindo cobertura homogênea e redução do desperdício de insumos. Suas funcionalidades permitem o ajuste fino de dosagens e áreas de aplicação, aumentando a produtividade e sustentabilidade da operação.

De acordo com o professor Fábio Mazzonetto, coordenador do curso de Agronomia da Universidade Brasil, em Descalvado (SP), o bicudo-do-algodoeiro possui ciclo biológico completo que inclui as fases de ovo, larva, pupa e adulto. O ciclo varia entre 20 e 30 dias, dependendo das condições ambientais, com até seis gerações durante a safra. A fêmea oviposita de 100 a 300 ovos por geração em botões florais, flores e maçãs. As larvas permanecem nessas estruturas por 6 a 12 dias, período crítico para o controle da praga.

“O sucesso do manejo do bicudo-do-algodoeiro depende do esforço coletivo e regionalizado entre os produtores, com ações coordenadas que potencializam os resultados no combate à praga”, reforça Mazzonetto. A eficiência do Fendt Rogator 900 alia inovação e tecnologia para oferecer ao produtor agrícola uma solução robusta e moderna, promovendo o controle qualificado do bicudo e contribuindo para a sustentabilidade e a competitividade da produção de algodão no Brasil.

Sobre a Fendt

Fendt é a marca líder em alta tecnologia no Grupo AGCO para clientes com as mais altas exigências de qualidade de máquinas e serviços. Os tratores e colheitadeiras Fendt operam globalmente em fazendas profissionais, bem como em aplicações não agrícolas. Os clientes se beneficiam da tecnologia inovadora para aumentar o desempenho, a eficiência e a economia. O uso de tecnologias Fendt economizam recursos e ajudam os agricultores e empreiteiros a trabalharem de forma sustentável em todo o mundo.

Em suas instalações alemãs em Marktoberdorf, Asbach-Bäumenheim, Hohenmölsen, Feucht, Waldstetten e Wolfenbüttel, a AGCO emprega cerca de 7.000 pessoas em pesquisa e desenvolvimento, vendas e marketing, bem como em produção, serviço e administração.

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Sobre a AGCO

AGCO (NYSE: AGCO) é líder global no design, fabricação e distribuição de máquinas agrícolas e tecnologia de agricultura de precisão. A AGCO oferece valor para agricultores e clientes OEM por meio de seu portfólio de marcas diferenciadas, incluindo marcas principais como Fendt®️, Massey Ferguson®️, PTx e Valtra®️. A linha completa de equipamentos, soluções de agricultura inteligente e serviços da AGCO ajuda os agricultores a alimentar o mundo de forma sustentável. Fundada em 1990 e com sede em Duluth, Geórgia, EUA, a AGCO registrou vendas líquidas de aproximadamente 11,7 bilhões de dólares em 2024. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.

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Psicólogo alerta que infância sem brincar traz impactos para a saúde mental

Estácio

 

Uso da internet por crianças pequenas dobra na última década e pode comprometer etapas fundamentais do desenvolvimento, destaca especialista

Menos bicicleta e pique-esconde, e mais telas de celular e computador. Na última década, o tempo das brincadeiras diminuiu para crianças de até 8 anos, enquanto o uso da internet dobrou. O dado, divulgado no primeiro semestre de 2025 pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), aponta para uma reflexão importante: o quanto as telas vêm ocupando o tempo das atividades no mundo offline, essenciais nesta fase da vida.

Considerando a faixa etária de 0 a 2 anos, a proporção de crianças online saltou de 9% em 2015 para 44% no ano passado. Já entre os 3 e 5 anos de idade, o salto foi de 26% para 71% no mesmo período e, entre 6 e 8 anos, o uso dobrou de 41% para 82%.

De acordo com o psicólogo e professor da Estácio, Diego de Castro, o ato de brincar é uma atividade indispensável para o desenvolvimento infantil, uma estratégia fundamental para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social.

“É no brincar que a criança consegue simular os papéis sociais e, com isso, ela internaliza as construções no sentido da interação social. Ela aprende como vai agir diante de situações, como pode resolver problemas e, principalmente, como transformar o mundo imaginário em realidade”, explica. “Quando a criança brinca, ela manifesta emoções, desejos, conflitos e aprende a compreender o mundo. É nesse espaço lúdico que ela se coloca no papel de sujeito social”, complementa o profissional.

Telas não podem substituir brincadeiras

De acordo com o psicólogo Diego de Castro, a substituição do brincar por telas pode gerar consequências sérias. “Quando a criança não brinca, ela perde a chance de exercitar sua subjetividade, de lidar com seus próprios conflitos e de se desafiar. Isso pode gerar um processo de adultização precoce, onde ela precisa criar estratégias para se desenvolver sem ter vivido etapas fundamentais da infância”, explica.

Para Castro, não se trata de lutar contra a tecnologia, mas de aprender a equilibrá-la. “A tecnologia está presente e, muitas vezes, pode ser útil. Mas ela nunca pode substituir as experiências corporais e sensoriais que o brincar proporciona. O toque, a fala, o imaginar, tudo isso é insubstituível para a criança”, ressalta.

O psicólogo destaca ainda que a falta de contato com o mundo real pode empobrecer o desenvolvimento da subjetividade infantil. “A criança pode acabar desenvolvendo pensamentos muito voltados para um universo imaginário digital, desconectado do mundo concreto, da interação social e das experiências culturais necessárias ao seu desenvolvimento”, alerta.

Por fim, o especialista defende que a mediação dos adultos é fundamental. “A tecnologia não pode ser uma muleta para acalmar a criança. É preciso encontrar alternativas, inclusive formas de integrar a tecnologia de maneira lúdica, mas sempre priorizando as relações afetivas e o convívio social, que são indispensáveis no desenvolvimento infantil”, finaliza.

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