10 de dezembro de 2025

Coluna Versátil News

Empreendedorismo feminino cresce 53% no RN e impulsiona economia local

Del Rayssa

 

Da capital ao interior, registro de mulheres como MEI avança e histórias evidenciam força do empreendedorismo que começa com rede de vendas diretas

O empreendedorismo feminino vive um avanço expressivo no Rio Grande do Norte. Dados do Sebrae-RN mostram que, entre 2021 e 2024, o número de novos cadastros de Microempreendedor Individual (MEI) feitos por mulheres saltou de 10.298 para 15.793, um aumento de 53%. Somado a isso, outras 4.061 empreendedoras já formalizaram suas atividades apenas nos primeiros meses de 2025.

Hoje, em um universo de cerca de 118 mil negócios ativos no estado, 42% das empresas potiguares têm mulheres como sócias majoritárias. O avanço do gênero, visível nas estatísticas, está presente tanto na capital quanto no interior do interior do RN. Em Serra Caiada, por exemplo, a trajetória de Luciana Lins, 40 anos, ilustra como o empreendedorismo pode transformar vidas.

No caso dela, tudo começou há uma década, como integrante de uma rede de vendas direta de uma marca de lingerie potiguar. O que parecia um caminho modesto, comercializando peças de porta em porta, se tornou base para sua independência financeira e para a consolidação de um negócio próprio que hoje é uma das maiores lojas de moda íntima da cidade.

“Ao longo da minha trajetória, fui entendendo que o meu trabalho não se resume a vender lingerie. A cada atendimento, percebia como minha atuação podia transformar a autoestima de outras mulheres, e isso se tornou uma das partes mais especiais da minha rotina. Além disso, fazer parte de uma rede que acolhe, incentiva e abre portas fez toda a diferença na minha caminhada, impulsionando meu crescimento pessoal e profissional”, relata.

Enquanto isso, na capital do estado, Nilda Ribeiro é consultora da mesma marca há seis anos, e também conseguiu mudar a sua história a partir da independência financeira. Ela conta que o seu encontro com a possibilidade de ser consultora proporcionou a realização de sonhos e projetos.

“Antes de conhecer a marca, eu era apenas CLT, tinha uma renda restrita ao pagamento das despesas básicas, não sobrava. Hoje, consigo realizar metas que antes pareciam distantes, por isso, defendo que revender é uma ponte para vencer e alcançar a estabilidade financeira, e acima de tudo, um meio de alcançar e restabelecer a autoestima feminina”, relata.

Geração de empregos

No total, os pequenos empreendimentos representam aproximadamente 36,6% do PIB estadual e geram a maior parte das vagas formais de trabalho, tendo sido responsáveis por 71,4% dos novos empregos criados em 2024, ainda de acordo com o Sebrae-RN. Na loja de Luciana, são duas funcionárias diretas, e ela pretende contratar mais uma para reforçar a equipe na temporada de final de ano.

O crescimento de empreendedoras como Luciana é acompanhado de perto pela marca potiguar com a qual ela iniciou sua trajetória, a Del Rayssa, que conta com 8 mil consultoras em seu time. Para a fundadora, Fátima Menezes, essas histórias confirmam o papel do empreendedorismo feminino no desenvolvimento econômico.

“Histórias como a de Luciana mostram claramente que desenvolvimento econômico e empoderamento feminino caminham juntos. Acredito muito no modelo de vendas diretas; quando ele vem acompanhado de capacitação e de uma rede que coopera de verdade, se transforma em uma ferramenta poderosa para gerar autonomia, dignidade e impacto social, especialmente nas regiões do interior, onde cada oportunidade faz ainda mais diferença”, finaliza.

Coluna Versátil News

Reforma Tributária e novo IR impõem corrida fiscal às empresas neste fim de ano

Vigência da Reforma Tributária e recentes mudanças no Imposto de Renda, a partir de janeiro de 2026, intensificaram ajustes societários e operacionais em dezembro

A combinação entre o início das exigências da Reforma Tributária e a implementação das novas regras do Imposto de Renda, com taxação de lucros e dividendos, tem levado empresas a antecipar fechamentos contábeis, reorganizar acordos societários e revisar processos e sistemas antes da virada do ano. O momento, conforme alertam especialistas, exige atenção redobrada para cumprir prazos legais e reduzir riscos de divergências futuras.

Entre os movimentos mais observados com as recentes mudanças, está a antecipação de balanços, sobretudo entre sociedades anônimas, para possibilitar a distribuição de lucros isentos antes da vigência do imposto mínimo. Nesse sentido, as empresas têm convocado assembleias e reuniões de sócios para aprovar demonstrações financeiras e formalizar deliberações até 31 de dezembro.

Segundo o contador Daniel Carvalho, diretor da Rui Cadete Consultores Associados, o processo demanda rigor documental, registro na junta comercial e alinhamento entre os sócios. “Esses ajustes precisam ser feitos com segurança jurídica. Documentos bem preparados e decisões formalizadas reduzem o risco de autuações e dão previsibilidade ao planejamento das empresas, especialmente em um cenário que segue em evolução”, destaca.

Ele lembra que o Senado ainda pode prorrogar para abril as deliberações sobre distribuição de lucros, e alguns pontos dependem de regulamentação adicional pela Receita Federal. Por isso, a recomendação é acompanhar possíveis ajustes. “A legislação pode passar por novas definições. Então empresas e contribuintes devem monitorar os atos normativos e revisar procedimentos sempre que houver mudanças”, pondera o contador.

Paralelamente, a primeira fase da Reforma Tributária acrescenta novas demandas ao início do ano, como a adoção do padrão nacional de nota fiscal e o uso do ambiente de testes disponibilizado pelo governo. Para Daniel, essas etapas precisam ser incorporadas ao planejamento das organizações. “A transição será gradual e deve avançar ao longo de 2026, mas é essencial que as empresas se organizem desde já”, afirma o diretor da Rui Cadete.

Impactos trabalhistas e ajustes na folha

Além das agendas societária e contábil, as empresas devem atualizar sistemas e rotinas internas para atender às novas regras do Imposto de Renda sobre salários e dividendos, válidas a partir de janeiro. De acordo com a diretora da DPi, consultoria especializada em soluções trabalhistas e previdenciária, os sistemas precisam estar prontos para aplicar bases e alíquotas estabelecidas pela legislação.

“Isso abrange revisões em softwares de folha, parametrizações de retenções e ajustes no cálculo de remunerações, incluindo testes e conferências adicionais. Por isso, é tão importante que as empresas validem seus processos antes da virada do ano, reduzindo o risco de inconsistências já nos primeiros meses de vigência das novas regras”, orienta Anna Karenina Dantas.

Webinar – O que muda no Imposto de Renda 2026

Na próxima quarta-feira (10), às 8h, a Rui Cadete vai realizar o webinar “Imposto de Renda 2026: como a nova lei afeta seu bolso – Quem ganha, quem paga e o que muda para você”. Na ocasião, o contador Daniel Carvalho irá responder dúvidas e detalhar o que muda no bolso dos contribuintes com a entrada em vigor das novas faixas e critérios de tributação.

O encontro deve esclarecer, de maneira objetiva, como as novas regras do IR impactam trabalhadores, investidores e empreendedores, especialmente após a sanção da Lei nº 15.270, que amplia a faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil, inclui descontos para rendas de até R$ 7.350 e aumenta a taxação para salários mais altos.

Serviço
Webinar: Imposto de Renda 2026: como a nova lei afeta seu bolso – Quem ganha, quem paga e o que muda para você
Data: Quarta-feira (10)
Horário: 8h
Palestrante: Daniel Carvalho – contador e diretor da Rui Cadete Consultores Associados
Inscrições gratuitas: https://events.teams.microsoft.com/event/d480b943-1bad-4976-989d-1b088636ef26@e69b17be-9a14-4b4f-a797-9d05bc15e01a

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