13 de fevereiro de 2026

Coluna Versátil News

Calor e viroses: pediatra alerta para aumento de infecções em crianças no verão

DNA Center

Com o verão, aumentam os casos de viroses em crianças, um cenário comum nessa época do ano por causa das altas temperaturas, maior circulação de pessoas, consumo de alimentos fora de casa e risco maior de desidratação. Os quadros costumam ser leves, mas exigem atenção das famílias para evitar complicações e garantir uma recuperação rápida.

Segundo a pediatra Neuma Queiroz, da Clínica Médica do DNA Center, as viroses mais frequentes no período são as gastrointestinais, que provocam sintomas como dor abdominal, diarreia, vômitos, febre e mal-estar, além das virores respiratórias, que podem causar coriza, tosse e febre baixa. “O calor favorece a proliferação de vírus e bactérias. Muitas vezes, a criança apresenta dor de barriga e mal-estar por conta da desidratação ou da ingestão de alimentos mal lavados ou mal conservados”, explica a pediatra.

A médica destaca que a prevenção ainda é a principal aliada. “A orientação é manter a criança bem hidratada, incentivar o consumo de água ao longo do dia e reforçar hábitos simples, como lavar bem as mãos e os alimentos”, reforça. Quando os sintomas surgem, o diagnóstico rápido faz toda a diferença. “Nem toda febre ou diarreia precisa de antibiótico. Os exames ajudam a diferenciar uma virose de outras infecções e dão mais segurança para a família”, afirma.

DNA Kids

Nesse contexto, o DNA Kids, unidade infantil do DNA Center, se destaca como referência em exames laboratoriais voltados para o público infantil. Localizado na Avenida Afonso Pena, 950, no bairro do Tirol, o espaço foi projetado para oferecer conforto e acolhimento às crianças, com estrutura ampla, estacionamento, fraldário, brinquedoteca temática e boxes de coleta adaptados.

O DNA Kids também possui espaços para o público infantil nas suas unidades e oferece a opção de coleta domiciliar. Informações e agendamentos pelo (84) 4007-2595.

Coluna Versátil News

Rendeiras da Vila protagonizam resgate do carnaval tradicional em Ponta Negra

Artesãs são beneficiárias do programa Registro do Patrimônio Vivo, da Fundação José Augusto, que contribui para o fortalecimento das manifestações culturais. 

Ao mesmo tempo em que trabalham, as Rendeiras da Vila passam o ano conversando e relembrando as tradições da Vila de Ponta Negra, reduto da pesca artesanal, renda de bilro e outras culturas tradicionais, como o extrativismo de frutas nativas.  Dessa forma, surgiu a ideia de resgatar o bloco A Burrinha Pintadinha e o Jaraguá, protagonizado pelas artesãs, que sairá pelo terceiro ano consecutivo no próximo domingo de carnaval (15/02), com concentração no Ponto de Cultura Tapiocaria da Vó, às 16h, no Largo da Paróquia de São João Batista, Vila de Ponta Negra, em Natal (RN). 

A iniciativa da Rendeiras da Vila, grupo beneficiário do programa Registro do Patrimônio Vivo (RPV), ação permanente do Governo do Rio Grande do Norte, executada pela Fundação José Augusto (FJA), dialoga com outros grupos e manifestações tradicionais, integrando a população da Vila de Ponta Negra em torno de uma brincadeira saudosa e saudável. Após a concentração, o cordão d’A Burrinha e O Jaraguá sairá pelas ruas da vila com participação de vários  grupos folclóricos e blocos carnavalescos. 

A batucada será conduzida pelo mestre percussionista Jorge Negão, fundador e lider do grupo Folia de Rua Potiguar, com paradas para homenagear os mestres e as mestras da cultura popular, como Vó Maria (Rendeiras da Vila) e Pedro Correia (Congos de Calçola), e em memória dos mestres Joka Lima (Cafurico/Tapiocaria da Vó) e Sebastião Matias (Bambelô Maçariquinho da Praia). O encerramento da festa será no Figa Bar, que fica localizado nas proximidades do Ponto de Memória Tapiocaria da Vó e Rendeiras da Vila. 

No centro da Burrinha, Dona Zefinha (Josefa Henrique de Lima, 79), puxa o mote “Minha Burrinha come milho, come palha de arroz. O cumê que eu dou a ela é mingau de macaxeira”, e o bloco ganha vida pelas ruas da Vila, levando as senhoras idosas junto às filhas, netas, sobrinhas e toda uma comunidade agregada numa epifania coletiva, carregada de memória e pertencimento. Rendeira desde os 7 anos de idade, a mestra dos bilros ensina que é preciso tirar uma folguinha no ano para se divertir.

Quem também está animada e pronta para cair na folia é a artesã e mestra de dança do grupo de Bambelô da comunidade pesqueira, Darlene de Morais, 51, que aprendeu a rendar há 16 anos, com Vó Maria. “Sou filha, neta e bisneta de rendeiras, mas aprendi com nossa mestra”, diz a foliã, que reforça o convite para a população da cidade se somar ao cortejo. 

Representando os demais grupos participantes do cortejo, dona Lucimar Ferreira, 72, paraibana que adotou a Vila de Ponta Negra há mais de 40 anos, líder/fundadora da Lapinha do Menino Deus, é a responsável por  agregar os jovens do projeto Protagonistas da Vila. “No meu pensamento, todas essas manifestações que agregam a juventude servem como prevenção e incentivo à formação humana”, diz a servidora pública aposentada.       

A programação do Carnavila 2026 – A Burrinha e O Jaraguá  inclui concurso de fantasia infantil (com premiação), chuva de confeitos para a criançada, feirinha de artesanato, comidinhas típicas, além de grupos de cultura popular e show de encerramento.  

Blocos, grupos e brincantes confirmados – Integram o cordão d’A Burrinha Pintadinha e o Jaraguá os grupos e blocos Folia de Rua Potiguar, Encosta Que Ele Cresce, Bode Expiatório, Dragonas da Folia, O Rabo do Jumento, Protagonistas da Folia, Vila Jovem, Turma do Mar, Dança da Peneira (V.P.N.), Boi Careca da Casa da Vila, Boi Pintadinho da Vila de Ponta Negra, Capoeira Engenho Velho, Batuque Resistência, Bambelô Maçariquinho da Praia, Pavão Misterioso da Casa do Cordel, Bonecos Gigantes do Cores da Vila, Conguinhos de Calçola, Pastoril Jardim das Flores e AFF Marias. 

Coordenado pela produtora cultural Maria Mahé, o Bloco A Burrinha e O Jaraguá conta com financiamento do Governo Federal, via Ministério da Cultura (MinC), Sistema Nacional de Cultura e Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), e apoio do Governo do RN, por meio da Fundação José Augusto (FJA) e Secretaria de Estado da Cultura (Secult). 

Sobre o RPV – O programa Registro do Patrimônio Vivo (RPV) tem por finalidade o apoio financeiro à preservação dos processos de criação, técnicas, modos de fazer e saberes da Cultura Tradicional e Popular do Rio Grande do Norte. O programa concede bolsas de incentivo financeiro para pessoas físicas e jurídicas que tenham alcançado um estágio de reconhecida capacidade profissional ou institucional, como é o caso das Rendeiras da Vila. 

Liderado por Maria de Lourdes de Lima, que aprendeu a fazer renda de bilros ainda criança e ajudou a resgatar a prática, o grupo congrega as mestras e as novas rendeiras, que se reúnem na calçada da casa da Vó Maria, reconhecido como Ponto de Memória Tapiocaria da Vó e Rendeiras da Vila. São cerca de 90 associadas, que se revezam na “zoada de bilros” no dia a dia. De herança portuguesa, a técnica de tecer com bilros instalou-se em território potiguar há mais de quatro séculos. As rendeiras de Ponta Negra produzem peças de roupa e de decoração.

Serviço: Bloco A Burrinha Pintadinha e O Jaraguá – Rendeiras da Vila e Grupos Tradicionais

📅 15 de fevereiro de 2026 (domingo). 

🕓 16h | 📍 Concentração: Tapiocaria da Vó. R. Manoel Coringa de Lemos, 484 – Vila de Ponta Negra. 

🎺 Cortejo a partir das 17h pelas ruas da Vila de Ponta Negra. 

🎤 Encerramento: show com a banda Xama na Maré Figa Bar. R. Manoel Coringa de Lemos, 633 – Vila de Ponta Negra.

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