UNINASSAU entrega meia tonelada de alimentos em Natal

Alimentos doados foram arrecadados durante o projeto Capacita 2020.1
A Faculdade UNINASSAU Natal, durante o mês de janeiro, realizou o projeto Capacita, oferecendo cursos profissionalizantes para a população em diversas áreas do mercado. Para participar, bastava doar 1kg de alimento não-perecível. O resultado desse trabalho foi a arrecadação de mais de uma tonelada de itens que foram doados para a Casa de Idoso Jesus Misericordioso na manhã de quinta-feira. O projeto Capacita é uma ação de Responsabilidade Social desenvolvida semestralmente pela UNINASSAU que tem como objetivo oferecer à população uma oportunidade gratuita de qualificação por meio de oficinas desenvolvidas e ministradas por professores de ensino superior com experiência na área. Além disso, há o foco do compromisso social, onde, para participar das atividades, é necessário doar 1kg de alimento não-perecível como forma de inscrição, posteriormente destinado a uma instituição de caridade.   De acordo com o diretor da UNINASSAU Natal, André Lemos, a escolha da entidade partiu da sensibilização dos responsáveis pela ação em ajudar esses núcleos de acolhimento a idosos que, atualmente, passam por situações difíceis. “Para nós, foi muito gratificante poder colaborar com o belo trabalho realizado na Casa de Idoso Jesus Misericordioso. Ficamos com a certeza de que nossa doação fará a diferença nesta casa de apoio”, afirmou. A entrega contou com a presença do artista potiguar Junior Bass Groovador, que também é voluntario na casa. “Somos gratos à UNINASSAU, que fomenta entre seus alunos esse sentimento. Certamente serão melhores profissionais a partir do momento que despertaram ou sistematizaram entre si esse olhar caridoso para com o próximo”, ressaltou.

“Natal Praia Inclusiva” é suspenso temporariamente por causa do Coronavírus

Atentos às recomendações das autoridades de saúde para evitar aglomerações e possível disseminação dos casos de coronavírus em todo país, a Faculdade UNINASSAU Natal e a Sociedade Amigos do Deficiente Físico do RN (SADEF) suspenderam as atividades do projeto Natal Praia Inclusiva nos próximos dois fins de semana. Próximo sábado (21) seria a data prevista para o inicio das atividades do projeto na Praia da Redinha. “Uma de nossas áreas de atuação é a responsabilidade social, estimulando nossos alunos e a sociedade para atividades que refletem temas como a inclusão, mas precisamos respeitar a determinação do Governo para preservar a saúde de todos”, explica o diretor da UNINASSAU Natal, André Lemos. O projeto foi lançado em maio de 2017 por meio de uma atividade piloto na qual pessoas com deficiência utilizaram cadeiras anfíbias com o auxílio dos estudantes dos cursos de Saúde da Faculdade, permitindo, assim, um banho de mar assistido. Além das cadeiras especiais, eles podem praticar esportes como caiaque, stand-up, vôlei de praia e futebol adaptado. Todos os serviços ofertados são gratuitos.

Após suspender aulas e reduzir expediente, Sistema Fecomércio, Sesc e Senac RN adota série de medidas preventivas ao Covid-19

Depois de implantar medidas preventivas, como a suspensão das aulas em todas as unidades do Sesc e do Senac e adotar um expediente de seis horas corridas, o Sistema Fecomércio RN segue adotando uma série de medidas – sugeridas e coordenadas pelo Comitê Interno de Gestão de Crise – com vistas a dar ainda mais segurança aos seus clientes e colaboradores e se preparar para a retomada, o mais breve possível, do seu funcionamento normal, além de mitigar efeitos negativos do momento atual.

Abaixo, uma lista de algumas das providências já tomadas:

Ø    Disponibilização de álcool em gel e/ou líquido, 70%, nos locais de uso comum de todas as unidades do Sesc, Senac e Fecomércio;

Ø    Posicionamento de colaboradores para higienizar as mãos dos clientes com álcool 70º na entrada dos andares do almoço dos Restaurantes do Sesc em Natal e Mossoró;

Ø    Posicionamento de colaboradores para orientar sobre a lavagem correta das mãos próximo ao lavatório dos Restaurantes do Sesc em Natal e Mossoró;

Ø    Higienização regular das linhas do buffet a cada 15 minutos dos Restaurantes do Sesc em Natal e Mossoró;

Ø    Colaborador exclusivo para emissão de fichas para almoço dos Restaurantes do Sesc Rio Branco;

Ø    Distanciamento das mesas e cadeiras no salão do almoço e janelas abertas para permitir melhor circulação de ar nos espaços nos restaurantes do Sesc em Natal e em Mossoró;

Ø    Suspensão por 15 dias dos serviços das bibliotecas do Sesc Rio Branco, Zona Norte Caicó e Mossoró;

Ø    Acesso limitado aos bebedouros e orientação de utilização correta do equipamento no Sesc Rio Branco;

Ø    Disponibilização do serviço de encomendas para retirada no balcão (tortas, salgados e doces) e reforço na venda de lanches rápidos para viagem na lanchonete do Sesc Rio Branco;

Ø    Talheres ensacados individualmente no restaurante do Sesc Mossoró;

Ø    Suspensão das viagens a trabalho, nacionais e internacionais, de todos os colaboradores por tempo indeterminado;

Ø    Adoção de horário especial de funcionamento e expediente dos colaboradores de suas áreas administrativas (Sesc Centro, Senac Centro e Fecomércio) e de todos os Centros de Educação Profissional e Escolas Sesc que, a partir de 18 de março, passou a ser das 9h às 15h, como forma de evitar o uso, por seus colaboradores, de transporte coletivo  em horários de pico;

Ø    Fixação de cartazes com orientações em áreas comuns de circulação em todas as unidades;

Ø    Disponibilização de termômetros do tipo “sem contato” em nossas unidades, de modo que possamos melhor monitorar colaboradores e clientes;

Ø    Reforço do processo de higienização e limpeza das áreas comuns e sociais como também de equipamentos como aparelhos de ar condicionado, elevadores e corrimãos das escadas e passarelas;

Ø    Atualização constante dos murais eletrônicos com orientações sobre o Covid-19;

Ø    Implantação do home office para parte das equipes de colaboradores;

Ø    Afastamento imediato de todos os colaboradores que se enquadram nos grupos de maior risco para o Coronavírus, como maiores de 60 anos e gestantes;

Ø    Suspensão das atividades esportivas nas unidades do Sesc, por um período inicial de 15 dias (a partir de 17 de março);

Ø    Suspensão do atendimento odontológico nas clínicas Sesc de Natal, Macaíba e Mossoró, a partir do dia 28/03, por um período mínimo de 15 dias corridos, com equipe disponível para prestar orientações e informações neste período;

Ø    Dicas e orientações na Intranet para todos os colaboradores sobre o Covid-19;

Ø    Suspensão das atividades de todas as unidades móveis por tempo indeterminado;

Ø    Suspensão de todos os editais e processos seletivos, por tempo indeterminado;

Ø    Suspensão de todas as reuniões e eventos em todas as unidades que envolvam público superior a 20 pessoas pelos próximos 15 dias;

Ø    Monitoramento de todos os colaboradores e clientes que apresentarem sinais de gripe, febre e/ou doenças respiratórias;

Ø    Redução da capacidade do Restaurante Navarro, no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa, de forma a permitir um maior distanciamento entre os comensais durante o café da manhã;

Ø    Suspensão por tempo indeterminado dos serviços de almoço e jantar no Restaurante Navarro, a partir de 19/03/2020, sem prejuízos aos hóspedes, que serão atendidos pelo serviço de roomservice;

Ø    Suspensão, por um período mínimo de 15 dias, de todas as viagens do “Turismo Social” Sesc, das turmas do Trabalho Social com Idosos (TSI) do Sesc e das turmas especiais de informática para a terceira idade do Senac por tempo indeterminado. Também ficam suspensas, pelo mesmo período mínimo, as atividades do EJA (Ensino de Jovens e Adultos) do Sesc em todo o estado bem como as do Sesc Cidadão em Natal, Mossoró e Caicó. Incluem-se ainda na suspensão pelo mesmo período as programações dos “Domingos de Lazer” nas unidades do Sesc em Natal, Caicó e Mossoró;

Ø    Suspensão imediata de atividades ligadas aos projetos “Terraço do Relógio”, “Palco Giratório” e “Cine Sesc”.

Conheça quais são os países que estão conseguindo frear o coronavírus

O Globo

Autoridades de saúde do mundo estão agora em busca de exemplos para saber quais estratégias para contenção da pandemia de coronavírus têm sucesso. Um gráfico interativo aponta quais populações conseguiram evitar o crescimento das taxas e onde as estratégias estão funcionando.

No gráfico abaixo, é possível usar a caixa de busca para procurar e selecionar países, comparando a epidemia em diferentes lugares. As linhas representam o tamanho da epidemia a partir do momento em que cada país registrou seu 100º caso.

Ver Gráfico

Caixa reduz juros e autoriza pausa no pagamento de dívidas

G1 Bem Estar

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (19) novas medidas de combate ao coronavírus e de apoio às empresas e pessoas físicas. Entre as medidas, estão a redução dos juros e a suspensão, por 60 dias, no pagamento de empréstimos (principal e juros).

“A Caixa está 100% focada em ajudar a população mais carente, em ajudar aqueles que mais necessitam. Esse não é o único grupo de medidas. Faremos tudo o que estiver ao alcance da Caixa Econômica Federal para ajudar a população”, disse Pedro Guimarães, presidente da instituição.

Por meio de nota, a instituição informou que, também em linha com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que cortou os juros básicos da economia para 3,75% ao ano nesta quarta-feira (18), vai reduzir as taxas de juros de linhas de crédito. A instituição informou que a “grande maioria” das novas taxas de juros começa a valer a partir da próxima segunda-feira (23).

Além disso, o banco está oferecendo uma pausa por até 60 dias para contratos de empréstimos para pessoas física e para empresas, incluindo contratos habitacionais.

“Não há necessidade de nenhuma comprovação [para suspender o pagamento dos empréstimos]. Isso vale para todos os brasileiros. É uma crise mundial. Em acontecendo uma piora, esses 60 dias [de suspensão nos pagamentos dos empréstimos] podem virar 90, 120 dias”, acrescentou Guimarães.

Para minimizar os riscos de contaminação e exposição dos clientes, a instituição informou que recomenda a utilização de canais digitais, como Internet Banking e aplicativo, e também terminais de autoatendimento.

Medidas anunciadas

Ações para Pessoas Físicas

  • Possibilidade de pausa de até 60 dias nas operações parceladas de crédito pessoal;
  • Ampliação das linhas de crédito consignado, incluindo as linhas para aposentados e pensionistas do INSS com as melhores taxas do mercado;
  • Redução de taxa de juros nas linhas de crédito pessoal (crédito consignado a partir de 0,99% ao mês, penhor a partir de 1,99% ao mês e crédito direto ao consumidor, o chamado CDC, a partir de 2,17% ao mês;
  • Disponibilização gratuita do cartão virtual de débito Caixa aos mais de 100 milhões de correntistas e poupadores, que possibilita compras online nos sites de e-commerce de forma prática e segura. O cliente pode habilitar o uso do cartão diretamente no Internet Banking CAIXA;
  • Renovação do contrato de penhor diretamente no site da Caixa e canal Telesserviço, evitando a necessidade de o cliente comparecer à uma agência bancária.

Ações para empresas

  • Redução de juros de até 45% nas linhas de capital de giro, com taxas a partir de 0,57% ao mês;
  • Disponibilização de carência de até 60 dias nas operações parceladas de capital de giro e renegociação;
  • Disponibilização de linhas de crédito especiais, com até seis meses de carência, para empresas que atuam nos setores de comércio e prestação de serviços, mais afetadas pelo momento atual;
  • Linhas de aquisição de máquinas e equipamentos, com taxas reduzidas e até 60 meses para pagamento.

Habitação

  • Para contratos habitacionais de pessoa física, os clientes poderão solicitar a pausa estendida de até duas prestações pelo APP Habitação Caixa, sem a necessidade de comparecimento às agências;
  • Empresas poderão solicitar pausa estendida de até duas prestações em seus contratos habitacionais;

Hospitais

  • Liberação de R$ 3 bilhões em orçamento em linhas destinadas a Santas Casas e Hospitais Filantrópicos que prestam serviço ao SUS, para reestruturação de dívidas e novos recursos;
  • Taxa de juros de 0,80% ao mês para prazos de até 60 meses (redução de 14%);
  • Taxa de juros de 0,87% a.m. para prazos de até 120 meses (redução de 23%).
  • Prazo de pagamento de até 120 meses e carência de até seis meses.

Coronavírus: Bancos podem prorrogar pagamento de dívidas

Veja

A lei está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira e começa a valer em 90 dias
A iniciativa conjunta é do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander Pilar Olivares/Reuters/Reuters

Os maiores bancos brasileiros anunciaram, nesta segunda-feira, 16, que estão abertos a prorrogar, por até 60 dias, os pagamentos de dívidas das pessoas físicas e micro e pequenas empresas. A medida é uma reação do setor ao efeito do coronavírus e vale apenas para os empréstimos que estão sendo pagos em dia. A iniciativa conjunta é do Banco do BrasilBradescoCaixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander que afirmam estarem “abertos e comprometidos em atender pedidos de prorrogação, por 60 dias dos pagamentos de dívidas”. As informações são da consultoria Arko Advice.

Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou nesta segunda-feira, 16,  medidas para ajudar a economia brasileira a enfrentar os efeitos adversos da epidemia de Covid-19, causada pelo novo coronavírus. A decisão permite que os bancos facilitem a renegociação de dívidas de pessoas físicas e jurídicas e aumentem a capacidade de utilização do seu capital.

A primeira medida facilita a renegociação de operações de créditos de empresas e de famílias que possuem boa capacidade financeira e mantêm operações regulares e adimplentes ativas, permitindo ajustes de seus fluxos de caixa. Na prática,  a medida dispensa os bancos de aumentarem o provisionamento (recursos que têm de ser mantidos em caixa para o caso de eventuais perdas) no caso de renegociação de operações de crédito a ser realizadas nos próximos 6 meses. Com isso, o Banco Central estima que aproximadamente 3,2 trilhões de reais de créditos podem se beneficiar dessa medida, que depende das partes envolvidas.

PIB do Brasil poderá encolher 4,4% em 2020, maior queda desde 1962, aponta estudo da FGV

O Globo

Os efeitos da pandemia de coronavírus na economia brasileira podem fazer com que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 termine com uma retração de 4,4%, segundo estudo feito pelo Centro de Macroeconomia Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Se confirmada, seria a maior retração registrada no país desde 1962, quando iniciou a série disponível no site do Banco Central.

O cenário simulado pela FGV considera que a economia brasileira sofrerá com efeitos de mesma magnitude que os registrados durante a crise financeira de 2008, dada a redução da atividade global, especialmente nas economias chinesa, europeia e americana.

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Também são considerados impactos domésticos similares aos registrados no pós-greve dos caminhoneiros, em maio de 2018.

Segundo Emerson Marçal, coordenador do Centro de Macroeconomia,  a simulação recupera os efeitos que importantes crises domésticas e externas geraram sobre a economia brasileira para estimar os possíveis efeitos oriundos da pandemia em termos de magnitude e duração.

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— Premissas bem razoáveis sugerem que a crise terá um custo econômico bastante alto. Este custo será tão menor quanto mais rápido houver uma normalização nos principais mercados internacionais e quanto melhor o governo brasileiro, nos seus diversos níveis, mostrar-se capaz de gerir a crise  doméstica — explica.

Marçal ressalta, no entanto, que o cenário traçado pode ser conservador, caso os efeitos da pandemia perdurem por mais tempo. A greve dos caminhoneiros, por exemplo, teve duração de cerca de dez dias, mas o choque se prolongou por outros trimestres.

Entidades empresariais entregam ao Governo do RN pauta de reivindicações dos setores de Comércio, Serviços e Turismo para minimizar efeitos da pandemi

Liderados pelo presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, representantes das quatro maiores entidades representativas do comércio, serviços e turismo do estado entregaram, na tarde desta quinta-feira, 19, ao secretário-chefe do Gabinete Civil do RN, Raimundo Alves Júnior, um documento com sugestões de ações e providências a serem adotadas pelo Governo do Estado como forma de minimizar os efeitos das restrições em decorrência da pandemia do Covid-19 (Coronavírus).

Junto com Queiroz estiveram o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RN (FCDL RN), Afrânio Miranda; o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL), José Lucena; e o vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do RN, Schiavo Álvares. O secretário de Tributação do Estado, Carlos Eduardo Xavier, também participou do encontro. O documento é destinado à Governadora Fátima Bezerra.

No momento da entrega, Queiroz fez questão de lembrar a importância do Comércio, Serviços e Turismo para a economia e para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Setores que juntos respondem por cerca de 65% do PIB do estado; movimentam R$ 42,3 bilhões todos anos; e empregam, direta e formalmente, quase 310 mil pessoas, o que equivale a quase 74% de todos os empregos com carteira assinada gerados pelo setor privado no Rio Grande do Norte.

“Entendemos que as recomendações de isolamento social, que têm impacto direto na realização de eventos e no movimento do comércio; a redução de jornadas de trabalho e o cancelamento de aulas e cursos são medidas necessárias, mas que impactam direta e profundamente no faturamento de nossas empresas e criam um cenário aterrador. Mesmo entendendo a extrema necessidade de muitas destas medidas, Por isso, solicitamos o apoio do Governo do Estado para que possamos, juntos atravessar esta tormenta que nos aflige com o menor impacto possível em nossa economia”, ressaltou o presidente Marcelo Queiroz.

O presidente da FCDL RN, Afrânio Miranda, ressaltou a importância de governo e empresários caminharem juntos sobretudo em um momento como o atual. “Nós somos interdependentes. Um depende do outro. Por isso resolvemos vir aqui trazer estes pleitos e ampliar o diálogo”, destacou. A visão foi referendada pelo vice-presidente da Federação das Associações Comerciais, Schiavo Álvares. O presidente da CDL Natal, José Lucena, ressaltou que o momento é de compreensão mútua das dificuldades de cada lado. “Sabemos que o Estado enfrenta problemas fiscais e financeiros. Mas precisamos ressaltar que, caso não haja este diálogo e uma abertura a estas sugestões, o declínio da atividade econômica só irá piorar o cenário atual das contas públicas”, disse ele.

Entre as sugestões estão: incluir a parcela estadual de tributos incidentes sobre as empresas optantes pelo Simples no diferimento de pagamento pelo prazo mínimo de três meses; instituir o diferimento, por um período mínimo de três meses, do recolhimento do ICMS devido pelas empresas do segmento; redobrar os esforços para manter em dia o pagamento dos salários e benefícios dos servidores públicos; reativar a redução do ICMS incidente sobre a energia elétrica dos empreendimentos turísticos; entre outros.

O secretário-chefe do Gabinete Civil do RN, Raimundo Alves Júnior, elogiou a iniciativa das entidades, mas lembrou a difícil situação financeira pela qual o estado vem passando, e que é de amplo conhecimento de todos. “Nós estamos atentos a toda esta situação e em como poderemos diminuir os impactos que as restrições impostas pelas ações de prevenção do Covid-19 podem causar, até porque quando a economia entra em colapso, o Governo também sofre as consequências. Nós nos comprometemos a estudar todos os pontos e dar um retorno do que pode ser feito o quanto antes”, afirmou ele.

Confira o documento na íntegra:

COMÉRCIO, SERVIÇOS E TURISMO

UMA PAUTA PARA AJUDAR O PILAR ECONÔMICO POTIGUAR A ATRAVESSAR O PERÍODO DE TURBULÊNCIAS

Exma. Sra.

MARIA DE FÁTIMA BEZERRA

Governadora do Estado do RN

Juntos, os setores de Comércio, Serviços e Turismo respondem por cerca de 65% do Produto Interno Bruto potiguar. São, aproximadamente, R$ 42,3 bilhões movimentados pelos segmentos todos anos no RN. Além disso, os três segmentos empregam, direta e formalmente, quase 310 mil pessoas, o que equivale a quase 74% de todos os empregos com carteira assinada gerados pelo setor privado no Rio Grande do Norte. A massa salarial, paga apenas pelas empresas do setor formal destes segmentos no RN, ultrapassa a casa dos R$ 435 milhões/mensais. Além disso, dos     R$ 5,7 bilhões recolhidos em ICMS pelos cofres estaduais em 2019, nada menos que R$ 3,6 bilhões (63,5%) vieram destes segmentos.

Diante destes números, fica clara a enorme relevância do Comércio, Serviços e Turismo para a economia e, por consequência, para o desenvolvimento social e econômico do Rio Grande do Norte.

Infelizmente, os reflexos do cenário mundial atual no nosso país e no nosso estado têm sido fortemente sentidos neste segmento. As recomendações de isolamento social – que se refletem no cancelamento de eventos, esvaziamento das lojas e estabelecimentos de serviços e turismo –, a redução de jornadas de trabalho e o cancelamento de aulas e cursos impactam direta e profundamente no faturamento de nossas empresas e criam um cenário aterrador.

Mesmo entendendo a extrema necessidade de muitas destas medidas, vimos solicitar apoio deste Governo do Estado para que possamos, juntos atravessar esta tormenta que nos aflige com o menor impacto possível em nossa economia.

Para tanto, sugerimos:

  1. Incluir a parcela estadual de tributos incidentes sobre as empresas optantes pelo Simples no diferimento de pagamento pelo prazo mínimo de três meses. Vale ressaltar que as 178 mil empresas optantes pelo Simples representam 96% do total dos empreendimentos potiguares e, somente nos últimos quatro anos, abriram 24 mil novos postos formais de trabalho;
  2. Instituir o diferimento, por um período mínimo de três meses, do recolhimento do ICMS devido pelas empresas do segmento;
  3. Incluir na campanha oficial de esclarecimentos e orientações à população que vem sendo preparada por este Governo, sugestões para que as pessoas mantenham, na medida do possível, vida normal, fazendo suas compras de produtos e serviços desde que atentem para os cuidados básicos já amplamente divulgados para evitar contaminações. Também inserir a sugestão de que, ao fazerem compras pela Internet, as pessoas possam priorizar as empresas potiguares;
  4. Manter e ampliar o transparente e agressivo programa de ajuste da política tributária estadual, que assegure às empresas locais condições de igualdade competitiva em relação aos estados vizinhos, seja nas vendas ao próprio governo (em suas três esferas), seja nas vendas diretas ao consumidor. Registre-se que várias medidas neste sentido já foram adotadas por este governo;
  5. Apresentar, com urgência, uma proposta detalhada de calendário para pagamento de todos os valores devidos a fornecedores dos segmentos de comércio e serviços do Estado;
  6. Redobrar os esforços para manter em dia o pagamento dos salários e benefícios dos servidores públicos, levando-se em conta que tal pagamento responde por um volume mensal da ordem de R$ 450 milhões injetados na economia potiguar, o que representa cerca de 26% de todos os salários formais pagos no RN;
  7. Avaliar a conveniência de envolver as entidades signatárias nas incursões que busquem sensibilizar grandes players do mercado a participar, de maneira ativa, do futuro novo leilão de concessão do Aeroporto Aluízio Alves;
  8. Reativar a redução do ICMS incidente sobre a energia elétrica dos empreendimentos turísticos, a exemplo do que já ocorre para a indústria. Cumpre ressaltar que este segmento é um dos mais atingidos pelo atual cenário de imposição do isolamento social;
  9. Operacionalizar, por intermédio da Agência de Fomento do RN, uma linha de microcrédito com taxas de juros diferenciada e carência mínima de 90 dias para o início do pagamento das parcelas;
  10. Permitir que os fornecedores que tenham valores a receber do Governo possam receber cartas garantidoras de crédito, no limite de valor de R$ 80 mil, a ser concedido por intermédio da AGN;
  11. Prorrogar, por um período mínimo de 90 dias, todas as licenças e alvarás de funcionamento das empresas, sem ônus para os empresários; 
  12.  Realizar mais e maiores investimentos em inteligência, pessoal e equipamentos na área da segurança pública;
  13.  Dar prosseguimento e celeridade às reformas estruturantes tão necessárias ao equilíbrio fiscal do estado do Rio Grande do Norte, ampliando-as no âmbito administrativo, tributário e previdenciário.

Por fim, oportuno ressaltar que o estado do Rio Grande do Norte precisa também voltar o olhar, com atenção devida, para as pautas, problemas e soluções apontadas pelo documento “Mais RN”, entregue ao Governo do Estado e referendado pelas entidades do setor produtivo potiguar.

O documento sugere medidas de médio e longo prazos que são primordiais para evitarmos um mergulho ainda mais profundo em uma crise financeira, fiscal e social, bem como para promoção do desenvolvimento sustentável e longevo do Estado.

Certos do acolhimento e das providências para atendimento dos pleitos, subscrevemo-nos;

Natal, 19 de março de 2020

FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO DO ESTADO DO RN (FECOMÉRCIO RN)

FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES COMERCIAIS DO ESTADO DO RN (FACERN)

FEDERAÇÃO DAS CÂMARAS DE DIRIGENTES LOJISTAS DO RN (FCDL RN)CÂMARA DOS DIRIGENTES LOJISTAS DE NATAL (CDL NATAL)

Projeto cria Liga contra a Violência para ampliar proteção à mulher

No combate à violência contra a população feminina, a Câmara Municipal de Natal aprovou na sessão ordinária desta quarta-feira (11) o Projeto de Lei nº 202/18, de autoria da vereadora Carla Dickson (PROS), que dispõe sobre a criação da Liga contra a Violência para proteger mulheres vítimas da violência doméstica. A matéria define uma linha de cuidados para as mulheres no município, efetivando o atendimento emergencial e especializado nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e nas maternidades.

Os procedimentos devem abranger a orientação aos familiares ou amigos; encaminhamento para os serviços adequados da rede de saúde (psicoterapia) e acionamento dos serviços de proteção social. 

“Entende-se por violência, nesse contexto, o uso intencional de força física, ameaça, contra si ou contra outrem, que pode ou não resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação”, explicou a vereadora Carla Dickson, ao defender sua proposição.

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