Câmara aprova lei que proíbe circulação de veículos de tração animal

Vereadores de Natal votam pelo fim da circulação de veículos de tração animal nas ruas da cidade. Foto: Verônica Macedo

Os vereadores de Natal aprovaram em segunda votação, na sessão ordinária desta quinta-feira (04), projeto de lei nº 200/2015 encaminhado pelo Executivo que institui a “Política Municipal de Retirada dos Veículos de Tração Animal”. A matéria tem por objetivo a promoção de ações de inclusão sócio-profissional dos carroceiros, bem como a adoção de medidas voltadas a eliminar a ocorrência de maus tratos aos animais utilizados nos veículos. Ao todo foram apresentadas 18 emendas. Ubaldo Fernandes (PMDB), Sandro Pimentel (PSOL) e Fernando Lucena (PT) foram os parlamentares autores das 12 que receberam parecer favorável, sendo encartadas à redação final. 

A iniciativa surgiu através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre a Prefeitura de Natal e o Ministério Público do Rio Grande do Norte, transformado neste projeto de lei que já tramitava nas comissões técnicas da Casa desde 2015. Desde então, foram promovidas audiências públicas para debater o tema em parceria com autoridades competentes e movimentos sociais. A questão é polêmica e divide opiniões.

De acordo com a vice-líder da bancada governista, vereadora Nina Souza (PEN), a proibição da tração animal tem um prazo de dois anos para entrar em vigor. “Até lá, a Prefeitura vai criar mecanismos educacionais de qualificação e capacitação, garantindo instrumentos para inclusão socioeconômica dos trabalhadores que utilizam veículos de tração animal e seus familiares”, disse ela, que foi a relatora do projeto. “Vamos viabilizar a retirada da situação de informalidade os trabalhadores que vivem da coleta de recicláveis na capital e eliminar a circulação no trânsito dos animais utilizados nestes veículos”, completou.

Em direção oposta, o vereador Fernando Lucena lutou pela regulamentação da atividade dos carroceiros. Segundo ele, é possível promover a saúde e bem-estar do animal, reconhecer o trabalho dos carroceiros, gerar renda para o setor, proporcionar um trânsito seguro, desenvolver parcerias para que o Poder Público cuide de todas essas obrigações e a geração de condições para que o carroceiro mude de profissão ou utilize a carroça de uma maneira diferente. 

“Tudo isso é possível fazer porque em outras grandes cidades do país já foi feito. Só para citar três exemplos: Belo Horizonte, João Pessoa e Campo Grande. O problema é que aqui em Natal os representantes do povo baixam a cabeça para os interesses de um ou outro procurador, que desconhece a realidade do povo pobre desse país. São pessoas elitistas, falsas defensoras dos animais, que não se preocupam com o futuro das famílias de 600 carroceiros que acabam de perder seu ganha-pão. Estamos diante de uma luta de classe aqui. É rico contra pobre! Garanto que sempre estarei do lado dos trabalhadores mais humildes!”, defendeu Lucena. 

Já o vereador Sandro Pimentel destacou que os animais protegidos pelo texto têm sido, historicamente, desde a sua domesticação, utilizados para o transporte de cargas. “Contudo, o atual estágio de evolução da sociedade, aliado à nova paisagem urbana, não podem conviver com a utilização de tais animais atrelados a veículos. Para tanto, o projeto garante contrapartidas para os carroceiros, que terão a oportunidade de mudar de profissão. Eu jamais apoiaria algo que pudesse prejudicar famílias carentes.Trata-se de respeitar a vida dos animais e promover a dignidade humana”.

Por sua vez, a vereadora Eleika Bezerra (PSL) ponderou que há carroceiros que não cuidam bem dos animais, muitas vezes levando-os à exaustão, e que existem adolescentes conduzindo carroças, quando deveriam estar na escola. “Todavia, me preocupo também com a situação trabalhista dessas pessoas. Tem que ter uma outra alternativa para tirar o sustento. Não podemos acabar com as carroças e deixá-los sem nada. Dito isso, temos que cobrar o cumprimento dessas promessas do Executivo, sobre oferecer contrapartidas aos carroceiros. É uma causa única, não pode haver divisão no plenário, ambas as partes devem ser contempladas”, concluiu.

 

Câmara aprova lei que proíbe circulação de veículos de tração animal

Vereadores de Natal votam pelo fim da circulação de veículos de tração animal nas ruas da cidade. Foto: Verônica Macedo

Os vereadores de Natal aprovaram em segunda votação, na sessão ordinária desta quinta-feira (04), projeto de lei nº 200/2015 encaminhado pelo Executivo que institui a “Política Municipal de Retirada dos Veículos de Tração Animal”. A matéria tem por objetivo a promoção de ações de inclusão sócio-profissional dos carroceiros, bem como a adoção de medidas voltadas a eliminar a ocorrência de maus tratos aos animais utilizados nos veículos. Ao todo foram apresentadas 18 emendas. Ubaldo Fernandes (PMDB), Sandro Pimentel (PSOL) e Fernando Lucena (PT) foram os parlamentares autores das 12 que receberam parecer favorável, sendo encartadas à redação final. 

A iniciativa surgiu através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre a Prefeitura de Natal e o Ministério Público do Rio Grande do Norte, transformado neste projeto de lei que já tramitava nas comissões técnicas da Casa desde 2015. Desde então, foram promovidas audiências públicas para debater o tema em parceria com autoridades competentes e movimentos sociais. A questão é polêmica e divide opiniões.

De acordo com a vice-líder da bancada governista, vereadora Nina Souza (PEN), a proibição da tração animal tem um prazo de dois anos para entrar em vigor. “Até lá, a Prefeitura vai criar mecanismos educacionais de qualificação e capacitação, garantindo instrumentos para inclusão socioeconômica dos trabalhadores que utilizam veículos de tração animal e seus familiares”, disse ela, que foi a relatora do projeto. “Vamos viabilizar a retirada da situação de informalidade os trabalhadores que vivem da coleta de recicláveis na capital e eliminar a circulação no trânsito dos animais utilizados nestes veículos”, completou.

Em direção oposta, o vereador Fernando Lucena lutou pela regulamentação da atividade dos carroceiros. Segundo ele, é possível promover a saúde e bem-estar do animal, reconhecer o trabalho dos carroceiros, gerar renda para o setor, proporcionar um trânsito seguro, desenvolver parcerias para que o Poder Público cuide de todas essas obrigações e a geração de condições para que o carroceiro mude de profissão ou utilize a carroça de uma maneira diferente. 

“Tudo isso é possível fazer porque em outras grandes cidades do país já foi feito. Só para citar três exemplos: Belo Horizonte, João Pessoa e Campo Grande. O problema é que aqui em Natal os representantes do povo baixam a cabeça para os interesses de um ou outro procurador, que desconhece a realidade do povo pobre desse país. São pessoas elitistas, falsas defensoras dos animais, que não se preocupam com o futuro das famílias de 600 carroceiros que acabam de perder seu ganha-pão. Estamos diante de uma luta de classe aqui. É rico contra pobre! Garanto que sempre estarei do lado dos trabalhadores mais humildes!”, defendeu Lucena. 

Já o vereador Sandro Pimentel destacou que os animais protegidos pelo texto têm sido, historicamente, desde a sua domesticação, utilizados para o transporte de cargas. “Contudo, o atual estágio de evolução da sociedade, aliado à nova paisagem urbana, não podem conviver com a utilização de tais animais atrelados a veículos. Para tanto, o projeto garante contrapartidas para os carroceiros, que terão a oportunidade de mudar de profissão. Eu jamais apoiaria algo que pudesse prejudicar famílias carentes.Trata-se de respeitar a vida dos animais e promover a dignidade humana”.

Por sua vez, a vereadora Eleika Bezerra (PSL) ponderou que há carroceiros que não cuidam bem dos animais, muitas vezes levando-os à exaustão, e que existem adolescentes conduzindo carroças, quando deveriam estar na escola. “Todavia, me preocupo também com a situação trabalhista dessas pessoas. Tem que ter uma outra alternativa para tirar o sustento. Não podemos acabar com as carroças e deixá-los sem nada. Dito isso, temos que cobrar o cumprimento dessas promessas do Executivo, sobre oferecer contrapartidas aos carroceiros. É uma causa única, não pode haver divisão no plenário, ambas as partes devem ser contempladas”, concluiu.

 

Igreja Universal é condenada a pagar indenização a fiel agredida por pastor

Igreja Universal foi condenada a pagar R$ 8 mil a uma fiel agredida por pastor durante “sessão do descarrego”

A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a pagar indenização no valor de R$ 8 mil a uma idosa que foi agredida pelo pastor durante uma “sessão do descarrego”. A decisão foi tomada pela Quarta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que manteve entendimento do Tribunal de Justiça de Goiás.

De acordo com os autos, a fiel relatou que foi induzida pelo pastor da Igreja Universal a se submeter a sessões de exorcismo, cujo objetivo seria o de expulsar demônios de seu corpo e, dessa maneira, curá-la de problemas físicos e psicológicos que a afligiam.

A vítima afirmou, entretanto, que a prática apenas lhe causou vergonha, revolta, indignação e depressão. Isso porque, segundo ela, durante o ritual, o pastor agiu de modo agressivo, utilizando-se de movimentos bruscos, chegando a atirá-la ao chão, sem prestar a assistência devida ao perceber seu estado de fragilidade após a queda.

Em sua defesa, a igreja afirmou que a mulher apenas sofreu um desmaio durante a “sessão do descarrego” e que, por esse motivo, o pastor não teve como evitar sua queda. A Universal também alegou que sua responsabilidade no caso é subjetiva, e não objetiva, portanto só teria obrigação de indenizar se fosse provada culpa.

Responsabilidade

O ministro relator do processo, Raul Araújo, não acolheu a alegação da igreja em seu voto. Segundo ele, conforme demonstrado pelas instâncias inferiores, ficou provada tanto a existência da responsabilidade subjetiva, quanto da objetiva.

De acordo com o magistrado , a responsabilidade subjetiva ficou comprovada diante da omissão dos membros da igreja em evitar o acidente que envolveu a fiel. Além disso, reconhecida a responsabilidade objetiva da igreja, ficou demonstrada a existência do dano à vítima e do nexo de causalidade entre ele e a conduta da instituição, de acordo com os relatos e os laudos médicos anexados ao processo.

A Quarta Turma do STJ acompanhou o voto do relator e ressaltou que, como a Igreja Universal adota a “sessão do descarrego” entre suas principais práticas, deveria tomar precauções para evitar danos a quem se submete a esse tipo de ritual.

Lançado ao espaço satélite brasileiro que será usado para comunicações e defesa

Satélite brasileiro pesa 5,8 toneladas e tem 5 metros de altura. Reprodução/TV NBr

Foi lançado no final da tarde desta quinta-feira (4.5) o primeiro satélite geoestacionário brasileiro para defesa e comunicações estratégicas. O lançamento, feito do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, foi acompanhado no Brasil pelo presidente Michel Temer e pelos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na sede do VI Comando Aéreo Regional, em Brasília.

A decolagem foi considerada perfeita pelo centro de controles da Arianespace na Guiana Francesa.

Depois do lançamento do foguete que leva o equipamento ao espaço, haverá um tempo de 28 minutos até a separação do satélite, que levará cerca de 10 dias para chegar à sua posição final.

Depois disso, serão feitos testes por 30 dias. Em meados de junho, o controle operacional do satélite já poderá ser feito pelas Forças Armadas. A banda utilizada para comunicações poderá ser usada a partir de setembro.

Além do satélite brasileiro, foi lançado para o espaço hoje um satélite da Coréia do Sul, também pela empresa lançadora de satélites Arianespace.

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. A capacidade de operação do satélite é de 18 anos.

O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos de R$ 2,7 bilhões. O equipamento foi adquirido pela Telebras e será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente em áreas remotas.

O satélite vai operar nas bandas X e Ka. A primeira é uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 30% da capacidade total do satélite. Já a banda Ka será usada para comunicações estratégicas do governo e implementação do Plano Nacional de Banda Larga, especialmente em áreas remotas.

 

 

Natal promove Maio Amarelo para celebrar a vida no trânsito

Natal promove Maio Amarelo para celebrar a vida no trânsito. Foto: Divulgação da STTU

Com o tema “Minha escolha faz a diferença”, a Prefeitura do Natal – por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade – iniciou agora em maio uma série de ações focadas na preservação da vida no trânsito. É o Movimento Maio Amarelo – Atenção pela vida que tem por finalidade chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito.

Estão sendo realizadas campanhas de conscientização, blitzen, seminários, curso de pilotagem consciente e palestras com foco na prevenção dos acidentes de trânsito na cidade. Além destas ações alguns símbolos da cidade como a Ponte Newton Navarro, o Pórtico dos Reis Magos na entrada da cidade e o Palácio Felipe Camarão serão iluminados com a luz amarela.

A intenção também é colocar em pauta na mídia e redes sociais o tema segurança viária e mobilizar assim a sociedade envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governo, empresas, entidades de classe, associações, federações, etc, e engajar todos esses organismos em ações efetivamente de combate à violência no trânsito e propagar conhecimento, abordando toda a amplitude que o tema exige.

A escolha pelo mês de maio justifica-se por se tratar de um mês histórico para a segurança no trânsito e um marco mundial para o balanço das ações realizadas em todo o mundo. Foi no dia 11 de maio de 2011 que a ONU decretou a Década de Ações para a Segurança no Trânsito (2011-2020), que tem como meta a redução de 50% dos acidentes no Brasil e no mundo. O amarelo é em alusão à sinalização de advertência, que também simboliza atenção.

Nesta semana a programação contará com:

Dia 03/05 – Ação lúdica na escola Balãozinho Mágico – 8 h e 16 h;
Dia 04/05 – Palestra sobre educação e segurança no trânsito na Cia Hering – 13h e 14h30;
Dia 05/05 – Blitz educativa no prolongamento da Av. Prudente de Morais – 8h e 16h;
Dia 06/05 – Curso de Pilotagem Consciente na Av. Itapetinga com o instrutor Bernar Marcelino – 8h às 13, na região Norte.

Programação completa do Maio Amarelo.

 

 

MÁRCIA PRESTA SOLIDARIEDADE ÀS FAMÍLIAS DOS 828 ASSASSINADOS NO RN EM 2017

Deputada Márcia Maia cobrou do Governo do RN providências para diminuir a violência urbana no RN. Foto – Assessoria – ALRN

Através de um requerimento apresentado nesta quinta-feira (4), oferecendo voto de pesar aos familiares de Magnus Pinheiro, assassinado esta semana após assalto, a deputada Márcia Maia (PSDB) se solidarizou com as famílias das 828 pessoas vítimas de homicídio no RN. A deputada apresentou uma série de requerimento na área da segurança pública e pediu providências do Governo do Estado.

“Em nome da família de Magnus, que inclui a irmã dele, a delegada Rossana Pinheiro, eu me solidarizo com a dor de todas essas famílias que perderam seus entes queridos, vítimas da violência no nosso Estado”, disse a deputada.

Márcia Maia também apresentou requerimentos solicitando a realização de concurso público para contratação de policiais civis, instalação de câmeras de monitoramento nos pontos mais críticos de criminalidade do Estado, além das informações e detalhamentos do Plano de Segurança Pública divulgado pelo Governo na imprensa.

A deputada fez um apelo ao governador do Estado que dê todas as condições à Secretaria de Segurança Pública para reduzir a violência. “Além da marca de 828 assassinatos em apenas 4 meses, também registramos a marca de 20 roubos a carros por dia”, disse a parlamentar.

“Meu discurso tem sido repetitivo, mas não posso deixar de fazer porque as pessoas clamam por paz”, falou Márcia Maia, que pediu união dos entes públicos em torno do assunto e novamente reforçou a necessidade de investimentos em políticas sociais preventivas, além da repressão. 

 

Patrulha Maria da Penha é lei em Natal

Vereadora Júlia Arruda aprovou a Patrulha Maria da Penha. Foto: Elpídio Júnior – Assessoria da CMN

Após derrubar o veto do Executivo ao Projeto de Lei que institui a Patrulha Maria da Penha (PMP), no último mês de março, a Câmara Municipal de Natal publicou, na edição desta quinta-feira (4) do Diário Oficial do Município, a Lei Promulgada 461/2017 que oficializa a criação da PMP na capital potiguar. De autoria da vereadora Júlia Arruda, a proposta tem o objetivo de qualificar a Guarda Municipal para dar apoio e assistência às natalenses em situação de violência doméstica e familiar.

“Essa é uma vitória importante para as mulheres e pra todo mundo que não aguenta mais tanta violência. Mas a luta está só começando. Precisamos ver a Patrulha nas ruas, atuando. Não podemos retroceder na defesa dos nossos direitos e na garantia de que possamos viver sem violência e não vamos sossegar enquanto a PMP não for uma realidade nas vidas das centenas de mulheres que convivem diariamente com um dos lados mais perversos da violência: a violência doméstica”, destacou Júlia.

Segundo a proposta, a PMP desenvolverá suas ações através de guardas municipais capacitados, que deverão atuar em integração com as Secretarias Municipais de Políticas para as Mulheres e de Segurança Pública e Defesa Social. Entre os objetivos da Patrulha Maria da Penha, estão:

– Garantir o cumprimento de medidas protetivas de urgência;

– Atuar em consonância com a Rede de Atendimento à Mulher Vítima de Violência;

– Realizar visitas semanais às mulheres vítimas de violência doméstica;

– Orientar e esclarecer a vítima sobre os seus direitos;

– Promover palestras de prevenção e orientação nas escolas do município.

 

 

COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO APROVA INCENTIVO À POLÍTICA DE ENERGIA SOLAR E EÓLICA

Comissão aprovou projeto que inventiva as energias eólica e solar. Foto: Assessoria AL

O Projeto de Lei que institui a Política Estadual de Incentivo ao Aproveitamento de Energia Eólica e Solar, com substitutivo encartado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) foi aprovado pela Comissão de Administração, Serviços Públicos e Trabalho, em reunião nesta quinta-feira (4).

“Essa é uma matéria de grande importância para a produção de energia eólica e solar no nosso Estado, com incentivo à geração de emprego e renda. Inclusive está confirmada a instalação de uma fábrica chinesa produtora de placas fotovoltaicas, na cidade de Extremoz, na região metropolitana de Natal”, afirmou a deputada Cristiane Dantas (PCdoB), que presidiu a reunião, contando com a presença dos deputados Tomba Farias (PSB) e Jacó Jácome (PSD).

O Projeto de Lei, de autoria do deputado Souza (PHS) tem o intuito de contribuir com o desenvolvimento sócio econômico sustentável do Rio Grande do Norte e fomentar a utilização racional e eficiente de energia alternativa, conforme a relatoria do deputado Jacó Jácome.

A comissão aprovou três outros projetos que vão tramitar agora na Comissão de Educação Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Social, antes de chegarem ao plenário para votação final. O Projeto de Lei de autoria do deputado Gustavo Carvalho (PSDB), que trata da obrigatoriedade da divulgação dos gastos públicos em eventos culturais, teve pedido de vista pelo deputado Tomba Farias.

Ao final da reunião, a deputada Cristiane Dantas informou que vai entrar em contato com a deputada Márcia Maia (PSDB) para que preside a Comissão de Constituição, Justiça e Redação para que na próxima terça-feira (9) seja realizada uma reunião conjunta para apreciação do Projeto de Lei Complementar 015/14 que Institui o Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico que recebeu emenda na Comissão de Administração.

 

 

 

Vereadores reiteram pedido de informações sobre viagem do prefeito e vice

Vice-prefeito Álvaro Dias e o prefeito Carlos Eduardo Alves não teriam comunicado viagem para Câmara de Vereadores de Natal

Atendendo a determinação da Câmara Municipal de Natal, o vice-prefeito Álvaro Dias apresentou um ofício prestando esclarecimentos sobre a viagem internacional que fez junto com o prefeito Carlos Eduardo Alves sem comunicar ao Legislativo natalense. O documento foi lido durante a sessão ordinária desta quarta-feira (03) e dividiu opiniões no plenário. No texto, Álvaro Dias alega desconhecer a previsão constitucional ou legal de autorização do parlamento para eventual ausência da capital potiguar do vice-prefeito, por período inferior a trinta dias, de acordo com a Lei Orgânica do Município.

O vice-prefeito afirma ainda que a prerrogativa de convocar o presidente da Câmara de Natal para assumir a Prefeitura não faz parte do conjunto de funções inerentes ao seu cargo, sendo esta uma competência restrita ao chefe do Executivo. Além disso, ele assume ter o dever de pedir autorização para afastar-se por mais de trinta dias, o que não ocorreu.

Em tempo: a Mesa Diretora da CMN, com a anuência das bancadas de oposição e situação, tomou a iniciativa de enviar ofício à Prefeitura exigindo explicações para saber se, realmente, os dois gestores estiveram ausentes durante dez dias, deixando a cidade acéfala. A Lei Orgânica permite ao prefeito se ausentar sem avisos por até 30 dias, desde que o vice-prefeito seja empossado automaticamente. De acordo com os parlamentares, o procedimento correto para a ocasião seria transmitir o cargo de prefeito para o presidente da Casa, vereador Raniere Barbosa (PDT).

Para o vereador Fernando Lucena (PT), o vice-prefeito não pôde passar o cargo para Raniere Barbosa pelo fato de não ter tomado posse. “Álvaro Dias não tinha conhecimento sobre nada. O prefeito Carlos Eduardo não lhe comunicou que ia viajar nem o empossou. A lei estabelece que quando o titular se afasta do cargo por qualquer motivo a posse do vice é automática. Como se vê, isso não aconteceu e o vice-prefeito acaba de jogar a bomba no colo do prefeito, ao afirmar no ofício que o chefe do Executivo não passou o cargo pra ele. Temos a confirmação que a cidade passou dez dias sem prefeito. Eles nem se deram ao trabalho de nos comunicar, o que mostra o desrespeito com o Legislativo”.

Já a vice-líder da bancada governista, vereadora Nina Souza (PEN), disse estar contemplada com as explicações do vice-prefeito sobre a situação. “Foi cirúrgico, sucinto e coerente. Escreveu um texto com base na lei, sustentado pelos aspectos jurídicos que a questão exige. Portanto, acredito que precisamos virar esta página de forma definitiva para podermos direcionar nossas energias na apreciação dos temas que realmente importam para a população”, defendeu a parlamentar.

Diante do impasse, o presidente Raniere Barbosa falou que pretende agir como um magistrado. “Fiz um encaminhamento para a procuradoria do Legislativo, que vai emitir um parecer em relação ao conteúdo da resposta. Observa-se, pela leitura do texto, o discurso do vice-prefeito Álvaro Dias não esclareceu a contento as razões da sua ausência”, avaliou. “Com prudência, vamos aguardar ou até mesmo reiterar de acordo com o que a procuradoria manifestar no seu parecer. Todavia, não vamos transformar isso num assunto meramente político. Somos poderes autônomos e estamos buscando um relacionamento de equilíbrio entre as duas instituições”, concluiu.

 

Há 80 anos, o Brasil se despedia de Noel Rosa

Sambista Noel Rosa, que morreu há 80 anos aos 27 anos de idade

Há 80 anos, no dia 5 de maio de 1937, o Brasil se despedia do carioca Noel Rosa, sambista, cantor e compositor que se tornou um ícone da música popular brasileira em seu curto tempo de vida, pois só viveu 27 anos, tendo morrido vítima de pneumonia. Suas composições bem humoradas e criativas contribuíram para a integração do samba na sociedade, na época, ainda muito marginalizado.

Foi através de Noel que a classe média alta carioca entrou em contato com o ritmo tocado nas periferias e morros do Rio e, assim, veio o reconhecimento que os artistas tanto mereciam, consolidado pelo rádio.

Noel, que nasceu no dia 11 de dezembro de 1910, tinha talento em escrever músicas que retratavam a vida cotidiana. Suas composições eram verdadeiras crônicas, e até hoje são regravadas. O artista, que viveu apenas 27 anos, impactou o Brasil.