A pesquisa é assinada por Leandro de Almeida, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Física da UFRN, e por seu orientador, o professor José Dias do Nascimento Júnior; e pode ser entendida de forma simples a partir da analogia de que o novo método funciona como uma espécie de “aplicativo” que torna a busca por novos planetas mais rápida e eficiente em meio ao emaranhado de dados coletados por emaranhado de dados coletados por telescópio na terra e por telescópios espaciais que serão lançados em breve, como o WFIRST da NASA.
Até hoje os astrônomos já identificaram a existência de cerca de cinco mil exoplanetas, todos gigantes e sem possibilidades de possuir água em estado líquido. Com a nova metodologia, essa quantidade será multiplicada devido ao refinamento e sensibilidade da equação desenvolvida na UFRN que pode ser computacionalmente implementadas nos equipamentos.
“O objetivo é construir um censo aprimorado com a quantidade de exoplanetas (planetas fora do sistema solar) que possuem semelhanças com a Terra: saber que existe e a quantidade que existe já é uma coisa muito importante, chegar lá é outra história”, disse o pesquisador Leandro de Almeida.

O estudo de Almeida e José Dias, “Detectando Exoplanetas com Microlentes Gravitacionais”, conforme o próprio título, buscou soluções com base no fenômeno das lentes gravitacionais descrito por Einstein, que comprovou a deformação da luz quando esta sofre influência de um corpo celeste com muita massa como galáxias e/ou aglomerados de galáxias.
No caso das microlentes gravitacionais, esse mesmo fenômeno é observado na relação entre estrelas: quando uma estrela passa na frente de outra, é possível observar a curvatura do espaço-tempo proposto por Einstein, e alterações no comportamento dessas deformações nas microlentes indicam a presença de um sistema planetário em torno da estrela que está mais próxima do observador. Essa proximidade é medida em anos-luz (tempo que a luz leva para alcançar quem observa), e essa distância pode ultrapassar fácil as dezenas (ou centenas) de milhares de anos-luz.
O novo método já foi testado e deverá ser embarcado no “WFirst” (sigla em inglês para Telescópio de Levantamento Infravermelho de Campo Amplo), novo telescópio espacial que a Nasa pretende lançar na próxima década.
