Natália Bonavides diz que MPF “se omitiu” em pedido de reprovação de contas

José Aldenir / Agora RN
Natália Bonavides afirmou que indícios de utilização de ‘laranjas’ em sua campanha são falsos

A vereadora e deputada federal eleita Natália Bonavides (PT) afirmou que o Ministério Público Federal (MPF) “se omitiu sobre diversas informações e documentos comprobatórios anexados aos autos” em seu processo de prestação de contas eleitoral. O órgão sugeriu a reprovação das contas da petista após identificar irregularidades em sua análise.

O Ministério Público Federal se baseou em parecer do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN). A Corte eleitoral apontou indícios de que a campanha de Natália teria utilizado “laranjas” para ocultar a origem de valores investidos nas eleições.

De acordo com o TRE-RN, a vereadora teria recebido doações de 11 pessoas de capacidade econômica baixa, sendo dez delas desempregadas e outra beneficiária do Bolsa Família. Além disso, a Corte identificou a presença de outro doador que, segundo dados da Secretaria da Receita Federal, morreu em 2015.

A parlamentar diz em nota que “é cristalino” que as doações irregulares não são verdadeiras. Confira na íntegra:

Sobre o parecer do MPF protocolado hoje nos autos do seu processo de prestação de contas eleitoral, a vereadora e deputada federal eleita, Natália Bonavides, informa que:

1 – O parecer se omitiu sobre diversas informações e documentos comprobatórios anexados aos autos, mesmo os que foram reiterados em petição protocolada neste domingo, dia 25 de novembro de 2018, de forma que a deputada eleita reitera os termos da nota já divulgada no sábado e das explicações prestadas no dia de hoje na rádio 96,7FM;

2 – Conforme é cristalino ao se analisarem os autos, não houve doação de dinheiro algum por parte de pessoa morta. Tampouco houve doação de dinheiro algum por parte de beneficiário de Bolsa Família. Tampouco doação de dinheiro algum por parte de pessoa sem capacidade econômica. Quem veicula tais informações age por desinformação ou má-fé.

3 – Sobre o veículo emprestado (cedido) para a campanha, cuja propriedade estava em nome de pessoa falecida, ficou devidamente esclarecido que seu atual proprietário (que havia comprado o carro sem passar o documento para seu nome) foi o responsável pelo empréstimo; como também responsável pela prestação de informações erradas, pelo que deve responder. O valor dessa cessão (empréstimo) foi estimado em R$ 210,00.

4 – A suposta existência de doador cadastrado no Bolsa Família já foi cabalmente desmentida, com a identificação do real doador, um advogado.

5 – Por fim, a hipotética existência de doadores desempregados não passa de mais um equívoco. Todos os doadores listados possuem ocupação e fonte de renda, a exemplo de professores ou aposentados, o que também está devidamente explicado e provado nos autos.

A defesa de Natália Bonavides esclarece que está à disposição para prestar à Justiça Eleitoral qualquer esclarecimento adicional que seja eventualmente necessário, e expressa a sua confiança de que a Justiça prevalecerá.

Assessoria de Natália Bonavides