Papa Francisco defende Pacto Mundial para a Migração
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Papa Francisco acena ao sair da Catedral de Palermo, na Sicília — Foto: Guglielmo Mangiapane/ Reuters
O papa Francisco expressou neste domingo (16) o seu apoio ao Pacto Mundial das Nações Unidas sobre Migração, apelando à comunidade internacional a trabalhar “com responsabilidade, solidariedade e compaixão” em relação aos migrantes.
Diante de milhares de fiéis que compareceram à missa dominical na Praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco disse que o texto da ONU oferece parâmetros para a comunidade internacional tratar a migração de maneira “segura, coordenada e regular”.
“Espero que a comunidade internacional, graças a este instrumento, possa atuar com responsabilidade, solidariedade e compaixão para os que, por diversas razões, abandonaram seu país”, afirmou.
O líder da Igreja Católica insistiu que é preciso ter compaixão com os migrantes, que deixam seus países por razões diversas. A defesa dos refugiados tornou-se um ponto forte do pontificado do papa argentino.
Mais de 150 países adotaram na segunda-feira (11) o pacto de 40 páginas proposto pela ONU. Não vinculativo do ponto de vista jurídico, o propósito do acordo é “fomentar a cooperação internacional sobre a migração entre todas as instâncias pertinentes”.
“É crucial que os desafios e as oportunidades da migração sejam algo que nos una, em vez de nos dividir”, diz um dos trechos do documento que ainda deve ser submetido a um último voto de ratificação em 19 de dezembro na Assembleia Geral das Nações Unidas.
O pacto detalha 23 objetivos, entre eles “minimizar os fatores adversos e estruturais que obrigam as pessoas a abandonar seu país de origem”, “salvar vidas”, “reforçar a resposta transnacional ao tráfico ilícito de migrantes”, “utilizar a detenção de migrantes só como último recurso”, e “proporcionar aos migrantes acesso a serviços básicos”.
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Migrantes hondurenhos atravessam uma criança por cima do muro na fronteira entre México e EUA perto de Tijuana, no domingo (2). Eles viajaram na caravana que reuniu cerca de 6 mil pessoas da América Central, a maioria de Honduras — Foto: Alkis Konstantinidis/Reuters
Saída do Brasil
O governo Bolsonaro já anunciou que vai se desligar do texto adotado esta semana em Marrakech, por considerá-lo “um instrumento inadequado para lidar com o problema”, segundo o futuro chanceler Ernesto Araújo.
O atual chanceler Aloysio Nunes, que assinou o documento no Marrocos, criticou a decisão anunciada pelo futuro governo brasileiro, dizendo que seria um “retrocesso” abandonar o pacto.
“Eu acho que não é bom. O Brasil tem se distinguido por uma dedicação a temas que têm nos credenciado, que fazem parte do nosso perfil diplomático, que valorizam o Brasil, como imigração, direitos humanos e clima”, avaliou o ministro do governo Temer.
Segundo Aloysio Nunes, o pacto “não se sobrepõe à soberania dos países”, conforme insinuou o futuro ministro das Relações Exteriores, e supõe “uma colaboração voluntária”, já que não é um tratado nem uma convenção que estabelece obrigações jurídicas.
O anúncio de saída do Brasil foi mais um sinal de aproximação com a diplomacia do governo de Donald Trump. Os Estados Unidos abandonaram a elaboração do texto em dezembro de 2017.
Existem hoje no mundo cerca de 258 milhões de pessoas em situação de mobilidade e migrantes, ou seja, 3,4% da população mundial.


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