Ator potiguar José Neto Barbosa recebe um dos prêmios mais significativos da cultura LGBTQIA+ no Brasil

O ator potiguar José Neto Barbosa ganhou um dos mais significativos reconhecimentos da cultura LGBTQIA+ no país, o prestigiado Prêmio André Fischer. O troféu leva o nome do ativista da causa, pesquisador e criador do Mix Brasil. A cerimônia ocorreu na última quarta-feira (19) e foi apresentada pelas Drag Queens paulistanas Alexia Twistter e Thelores, durante o Festival Internacional de Cinema, da Diversidade Sexual e de Gênero – DIGO, em Goiânia. No evento, o ator também apresentou o seu renomado espetáculo “A Mulher Monstro”.

“O José Neto desenvolve uma militância muito importante para o Brasil. O nosso festival recebe anualmente 600 a 900 obras artísticas de todas as partes do mundo para a nossa curadoria, mas esse prêmio é pelo destaque do seu trabalho, uma homenagem pela sua trajetória”, afirma Cristiano Sousa, diretor do Festival DIGO.

Recentemente, o ator também ganhou dois reconhecimentos chancelados pelo Estado do Rio Grande do Norte: o Prêmio Agente Transformador da Cultura LGBTQIA+ e o Prêmio Agente Transformador do Teatro, por sua contribuição para as artes cênicas do RN, bem como para a comunidade LGBTQIA+.

José Neto Barbosa, oriundo do Agreste, da cidade de Santo Antônio Salto da Onça, é um ator com 22 anos de carreira, dos quais 15 foram dedicados à arte Drag Queen. É fundador da S.E.M. Cia. de Teatro e gestor da POSS Comunicação, Gestão e Cultura. Com o seu espetáculo “A Mulher Monstro”, há mais de oito anos em cartaz, já foi visto por mais de 32 mil pessoas de todas as regiões do Brasil.

Sandy aposta em vestido da marca nacional Martha Medeiros para cantar ao lado de Andrea Bocelli

Na noite do sábado, 25, a cantora e compositora Sandy fez uma participação especial no show de 30 anos de carreira do cantor italiano, Andrea Bocelli, que aconteceu em São Paulo. Para o espetáculo, Sandy optou por um visual all black, composto por um vestido de renda da Martha Medeiros.

 

Produzido sob medida, o Vestido Marie, foi feito todo em processo manual com renda renascença, forro de seda e bordados de missanga, paetê e cristais. Com recortes estratégicos nas mangas, a peça dá destaque para o trabalho handmade feito em renda, marca registrada da grife.

 

A compositora apostou em uma beleza minimalista para sua participação com maquiagem dando maior destaque para os olhos e lábios pouco marcado. Para elevar a sofisticação e elegância em sua produção, Sandy escolheu uma composição de joias com pedrarias iguais para o brinco e anéis.

Turismo, gastronomia e negócios: Edição da 40 Graus em João Pessoa/PB atrai lojistas e expositores

Uma terra de belezas únicas e, nos dias 04, 05 e 06 de fevereiro de 2019, repleta de possibilidades de bons negócios para lojistas e fabricantes de calçados e acessórios. João Pessoa/PB recebe pela primeira vez a 40 Graus – Feira de Calçados e Acessórios, em seu Centro de Convenções. Uma ótima oportunidade para que varejo e indústria fechem parcerias, e ainda, um momento privilegiado para que os participantes do evento conheçam a gastronomia e opções turísticas da cidade.

O litoral de João Pessoa possui praias belíssimas e uma estrutura que oferece, além de sombra e água fresca, diversas opções de lazer e programas culturais. Com forte vocação turística, a cidade possui uma rede hoteleira bem distribuída, com cerca de 14 mil leitos, e um setor preparado para servir bem você que vem visitar a 40 Graus. “É uma cidade linda, que cresceu preservando as suas belezas naturais e o seu patrimônio histórico”, lembra o diretor da Merkator Feiras e Eventos, promotora da 40 Graus, Frederico Pletsch.

João Pessoa é considerado um dos últimos recantos do Nordeste a ser desbravado. A capital da Paraíba tem, aos poucos, atraído cada vez mais fãs de belas praias, muito verde e incríveis paisagens à beira do rio Sanhauá. Sua alta gastronomia é um ponto forte da cidade, como o Cozinha Roccia, restaurante que elevou o horizonte de comida contemporânea na cidade e valoriza pratos e ingredientes locais.

Com localização privilegiada na Orla Marítima da Praia de Manaíra, um dos bairros nobres de João Pessoa, o Mag Shopping é um dos principais centros comerciais da capital paraibana. Outra opção de visitação é o Parque Sólon de Lucena, no centro de João Pessoa. Produtos típicos como artesanato, redes, peças em renda podem ser encontrados no Mercado de Artesanato Paraibano.

TRANSPORTE – A cidade possui diversas opções de transporte, facilitando a locomoção do maior número de pessoas para a 40 Graus. Para quem mora mais distante, a chegada à cidade é realizada pelo Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto, localizado há 13km do centro da capital.

     40 GRAUS – A 40 Graus conta com o apoio do Sindicato da Indústria de Calçados de Estância Velha, Sindicato da Indústria de Calçados de Ivoti, Sindicato da Indústria de Calçados de Igrejinha, Sindicato da Indústria de Calçados de Novo Hamburgo, Sindicato da Indústria de Calçados de Parobé, Sindicato da Indústria de Calçados de Sapiranga e Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas.

Fecomércio RN e Sindivarejo Mossoró entregam Mérito Jessé Freire a empresários

As entidades que representam o comércio, serviços, indústria e a construção civil de Mossoró entregaram, nesta quarta-feira (19), o Mérito Empresarial 2018. O Sistema Fecomércio Rio Grande do Norte, em parceria com o Sindicato do Comércio Varejista da cidade, fez a entrega do Mérito Jessé Freire aos empresários Luís Cláudio Domotor e Lucineide Queiroz, na unidade Sesc Mossoró.

O Mérito Jessé Freire é a maior honraria oferecida aos empresários de destaque no Rio Grande do Norte, levando o nome do primeiro e único norte-riograndense a ocupar a presidência da Confederação Nacional do Comércio.

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Estudante potiguar recebe medalha de ouro em Olimpíada regional de Química

Pedro Saraiva foi o primeiro do Rio Grande do Norte a vencer competição

Pela primeira vez, um estudante do Rio Grande do Norte conquistou a medalha de ouro na Olimpíada Norte-Nordeste de Química. Pedro Saraiva, 16 anos, é aluno do Colégio Nossa Senhora das Neves, e já tem um histórico de conquistas em olimpíadas de conhecimento. Só este ano o potiguar foi medalhista nas Olimpíadas de Matemática, Astronomia e Astronáutica e medalha de ouro estadual na Olimpíada de Ciência.

Para chegar à etapa regional, ele passou por uma seleção interna na escola e venceu a estadual. Além do título Norte-Nordeste, o estudante também recebeu uma menção honrosa na fase nacional. Segundo Pedro, a conquista é fruto de um esforço constante para aprender além da sala de aula. “Estou muito feliz em representar o meu estado e mostrar que aqui também temos capacidade de conquistar essas medalhas”.

Para o professor Robson Alves, que ensina química no Colégio Nossa Senhora das Neves, a conquista dessa medalha é importante para o Estado por destacar alunos na disciplina e incentivar o estudo. Para despertar o interesse dos alunos, a escola investe. “Temos aulas de aprofundamento que acontecem em horários específicos, sempre fora da rotina de aulas diárias do aluno”, explica. Quando há uma conquista como essa, o sentimento é de satisfação. “É sempre um orgulho ver meus alunos alcançando seus objetivos”, declara.

O verdadeiro assassino de Lampião e outras descobertas

Uma das maiores autoridades em assuntos de cangaço, o historiador Frederico Pernambucano de Mello foi pego de surpresa ao ouvir a voz grave no telefone: “Frederico, há muito tempo que você tenta falar comigo. Estou indo a Pedra Velha, em Delmiro Gouveia [Alagoas], me despedir da família. Estarei à disposição. Tenho fatos que nunca contei a ninguém e que não quero levar para o túmulo”. Era dezembro de 2003. O historiador foi ao encontro do sujeito em Pedra Velha e gravou horas e horas de entrevista. No mês seguinte o sujeito morre. Havia sido diagnosticado com aneurisma inoperável. Seu nome é Sebastião Vieira Sandes, o verdadeiro assassino de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Frederico Pernambucano de Mello com o soldado Sandes. Um encontro em  Pedra Velha, Alagoas, provocou a reviravolta no caso de Lampião

Frederico Pernambucano de Mello com o soldado Sandes. Um encontro em  Pedra Velha, Alagoas, provocou a reviravolta no caso de Lampião

“Lampião não morreu em combate. E quem atirou nele não foi o Honorato, como divulgaram os jornais da época. Foi o Sandes, com apenas um tiro que acertou a região umbilical. Depois desse disparo que o confronto de 20 minutos entre os cangaceiros e a Força Volante de Alagoas começa”, conta Frederico em entrevista ao VIVER. “Quem também corta a cabeça de Lampião é o Sandes. Ele encontra o corpo com as vísceras de fora. A bala triscou o punhal da cintura e rasgou o abdômen de Lampião. Com base no relato do Sandes fui atrás de um perito que analisou o punhal de Lampião e pudemos comprovar as informações”.

Frederico é o autor de “Apagando Lampião – Vida e Morte do Rei do Cangaço” (Global Editora), biografia lançada no início de dezembro, 80 anos depois da morte de Virgulino. A obra, que renova a historiografia do cangaço ao desatar vários nós da trajetória daquele que é um dos personagens mais emblemáticos da história do país, já caminha para uma segunda tiragem, o que demonstra que o tema ainda desperta a curiosidade da população.

Em sua pesquisa que durou décadas, Frederico reuniu raro material de documentos escritos, fotos inéditas e entrevistas orais, tudo para trazer detalhes, resgatar personagens até então pouco abordados, comprovar fatos, contextualizar situações. Segundo o autor, a biografia não propôs a reproduzir o que já foi dito. Nesse caso, o livro inova em quatro questões: a origem da intriga da família de Lampião com a de Saturnino Pereira, a fuga para Bahia, a ida para Minas Gerais e as circunstâncias da morte de Virgulino.

“O cangaço é a mitologia mais forte que o Brasil possui. Tem uma base real, concreta, e é recente, está quase ao alcance da mão. É das manifestações que forma uma cultura, com dança, vestimenta, técnicas de batalha. Tem a força do faroeste americano”, comenta o historiador, autor, dentre outros livros, de “Guerreiros do Sol – violência e banditismo no Nordeste do Brasil”, “Estrelas de couro – a estética do cangaço” e “A guerra total de Canudos”.

Sobre o Sebastião Vieira Sandes, personagem dessa história, Frederico o descreve como uma figura curiosa. “Coiteiro, ficou muito próximo de Lampião e Maria Bonita, que o tinham quase como afilhado e o chamavam de ‘Galeguinho’. Mas em 1937 ele acabou preso. Normalmente os coiteiros capturados acabavam mortos. Mas um fazendeiro interviu na situação. Para continuar vivo, Sandes se viu obrigado a ajudar a Força Volante. Foi amarrado com a tropa até onde o bando estava escondido. E chegando lá, recebeu a ordem para atirar.”

Nesta entrevista, o autor detalha a construção dessa história: 

Por que a identidade do verdadeiro assassino levou tanto tempo para ser revelada?
Sandes tinha 22 anos quando matou Lampião. Ouviu o conselho dos mais experientes de não cair na besteira de dizer que foi ele e assim ficou calado. Se sabia que haveria vingança. O Honorato, que afirmou para os jornais que de fato foi ele o autor do disparo em Lampião, depois acabou morto, em 1962. Então o Sandes preferiu se preservar. Nas minhas entrevistas com coronéis, coiteiros, cheguei a informação de que talvez o Honorato não tenha sido o autor do disparo. Descobrir que além do Honorato tinham outros homens na função de guarda-costas do aspirante Francisco Ferreira de Melo. Soube do paradeiro do Sebastião em 1978, em Maceió. Tentei vários anos uma conversa com ele. Mas os parentes sempre diziam que ele não quer falar sobre o assunto, porque era sobrinho da baronesa de Água Branca e que era por isso era melhor ter esquecido a história do cangaço. Depois Sandes foi pra São Paulo. Tentei novamente falar com ele. O que me disseram é que ela mandou avisar que se um dia vier a tocar no assunto, eu seria a pessoa a quem ele revelaria tudo que sabe. Em 2003 veio o telefonema.

Que outra novidade o livro apresenta sobre a história de Lampião?

A relação de Lampião com Minas Gerais. Lampião era profundamente cerebral. Não andava à toa. investiga seus percursos, cheguei a fatos de Minas. Passei um mês lá ouvindo pessoas de muita idade. Descobri o motivo de sua ida a Minas. Um coronel que havia perdido o poder para outra família, estava querendo recuperar o prestígio, então entrou em contato com Lampião. Atraiu ele pra cidade para desgastar seu oponente político. Ia fechar os olhos para as atrocidades do bando. E Lampião estava interessado no ouro. Ele queria conseguir mais armamentos.

Como o bando de Lampião conseguiu durar tanto tempo?

O bando de Lampião movimentou muito dinheiro. Tinha ouro até na coleira dos cachorros. Era uma figura muito inteligente, estratégica, política, desenvolveu técnicas de ataque. A gente brinca que o Lampião criou o Cangaço S.A. Existiam pelo nordeste 10 subgrupos subordinados a Lampião, mas com relativa autonomia. Era o que podemos chamar de franquias.

A que se deve o surgimento do cangaço?

O cangaço nasceu com a colonização. A origem do cangaço está nos levantes indígenas, nos quilombos e nas revoltas sociais, como Canudos. O cangaço é irmão desses três levantes, mas com arma na mão. Infelizmente o tema sempre foi pouco explorado pela academia. Quando comecei a pesquisar o cangaço os professores consideravam um tema de página policial. Enquanto isso, entre 1951 e 1958, Portinari pintava sua famosa série “Cangaceiros”. Essas pinturas estão espalhadas pelo mundo. Pra você ter ideia, o filme mais premiado fora do Brasil é o “Cangaceiros”, de 1963, do Lima Barreto. O tema foi muito discutido na Europa, foi interpretado de modo ideologizado Aparece no filme “Deus e o Diabo na Terra do Som”, de Glauber Rocha. Aparece também na literatura, em livros de José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos, Jorge Amado e Rachel de Queiroz.

Coloborou Cinthia Lopes (editora do Viver)

Natal completa 419 anos nesta terça (25); conheça a história

No dia em que o mundo cristão celebra o nascimento de Jesus Cristo, a capital potiguar comemora aniversário.


Natal, capital do Rio Grande do Norte — Foto: Canindé Soares

Natal, capital do Rio Grande do Norte — Foto: Canindé Soares

No dia em que o mundo cristão celebra o nascimento de Jesus Cristo, a capital potiguar comemora aniversário. Por isso foi batizada de Natal. Nesta terça-feira, 25 de dezembro, a cidade completa 419 anos de história.

A capital do Rio Grande do Norte surgiu a partir da intenção espanhola de expulsar os franceses do litoral brasileiro no período da União das Coroas Ibéricas (1580 -1640). O rei da Espanha, Felipe II, determinou a construção de uma fortaleza para proteger a Barra do Rio Grande – como era chamado o território naquela época – e a fundação de uma cidade a uma légua da fortificação.

Também conta a história que a Espanha queria a todo custo expulsar os franceses, porque a França era uma nação inimiga do reino espanhol. E nesta época, Portugal estava sob domínio da Espanha. Primeiro os franceses foram expulsos da Paraíba; depois, do Rio Grande.

Fortaleza dos Reis Magos, na praia do Forte, é berço da história de Natal — Foto: Canindé Soares

Fortaleza dos Reis Magos, na praia do Forte, é berço da história de Natal — Foto: Canindé Soares

Em 6 de janeiro de 1598 foi inaugurada a Fortaleza dos Santos Reis (hoje chamada Fortaleza dos Reis Magos), cujo nome faz referência ao Dia de Reis, quando se encerra o ciclo natalino. Quase dois anos depois, a uma légua da edificação, nasceu a cidade, a qual teve os limites demarcados em 25 de dezembro de 1599.

A relação da cidade com o ciclo natalino termina justamente no dia 6 de janeiro, Dia de Reis, em alusão à data em que a fortaleza foi inaugurada. Inclusive, este dia é feriado municipal em Natal. Os historiadores dizem que aproveitaram a missa de Natal, celebrada em 25 de dezembro, para fundar a cidade. Mas, não há provas documentais sobre a razão da escolha da data.

Os registros históricos também não dão conta de quem fundou a capital. Três nomes dividem a opinião dos estudiosos: Mascarenhas Homem, Jerônimo de Albuquerque e João Rodrigues Colaço.

Monumento na estrada de Natal em homenagem aos três Reis Magos  — Foto: Canindé Soares

Monumento na estrada de Natal em homenagem aos três Reis Magos — Foto: Canindé Soares

Natal se resumia a poucos quilômetros de extensão. Começava nos arredores da atual Praça das Mães e terminava na Praça da Santa Cruz da Bica, ambas localizadas na Cidade Alta. Foram colocadas duas cruzes marcando o início e o fim da cidade. As cruzes iniciais foram perdidas. Mas ainda se conserva uma cruz simbólica na Praça da Santa Cruz da Bica.

Nova Amsterdã

Em 1633, Natal é alvo da invasão Holandesa ao Brasil. E recebe provisoriamente o nome de Nova Amsterdã, em alusão à capital holandesa. Um relatório desta época registra que havia cerca de 30 casas em Natal, a maioria delas cobertas com palhas. Motivo que levou um bispo português a escrever a seguinte constatação: “Natal não existe tal”.

O escritor e viajante inglês Herry Koster também tinha esta opinião sobre a cidade. Em 1817, ele escreveu no livro ‘Viagem pelo Brasil’ a seguinte indagação: – Se chamam isso de cidade, o que serão as aldeias e vilas?

Para se ter ideia de como a cidade era pequena e pouco habitada em 1822, ano da independência do Brasil, Natal tinha em torno de 700 habitantes de acordo com o livro ‘História da Independência do Brasil no RN’, de Câmara Cascudo.

Mas, o ‘ouro branco’ muda a expressão da cidade na segunda metade do século XIX. O algodão incrementa a economia local e promove o desenvolvimento de Natal, principalmente do bairro da Ribeira, região às margens do Rio Potengi, onde havia um pequeno porto.

Gravura da época: o mais antigo mapa da cidade elaborado em 1633 — Foto: Caroline Holder/G1

Gravura da época: o mais antigo mapa da cidade elaborado em 1633 — Foto: Caroline Holder/G1

No início do século XX, entre os anos de 1908 e 1913, o governo de Alberto Maranhão inaugura uma nova era na capital potiguar, cujos historiadores denominam de ‘Modernidade de Natal’. Alberto Maranhão faz um empréstimo com a França e começa a investir na infraestrutura da cidade. Natal passa a ter iluminação pública, com lampiões a gás, além de bondes puxados por animais; além do término de importantes construções, como a do teatro Alberto Maranhão e o prédio que atualmente abriga a Ordem dos Advogados do Brasil no estado (OAB/RN), além da sede do Tribunal de Justiça do RN, onde funcionou o Instituto Histórico do Estado.

Em 1912, a cidade passa a ter bairros. Tirol e Petrópolis eram chamados de ‘Cidade Nova’. Além destes, tinha ainda o Alecrim e a Ribeira. Nesta época, foi elaborado um planejamento da cidade. As avenidas que atualmente homenageiam presidentes do Brasil, como a Afonso Pena, Rodrigues Alves, Campos Sales, foram planejadas durante este período.

Segunda Guerra Mundial

Base Americana em Natal — Foto: Caroline Holder/G1

Base Americana em Natal — Foto: Caroline Holder/G1

Outro acontecimento que inaugura uma nova fase na capital é a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, em 1942, ao lado dos Estados Unidos. Natal passa a ter uma base americana que atrai investimentos e um povoamento de 10 mil soldados americanos – aumentando em 20% a população local. Um novo capítulo da história de Natal surgiu aí.

Atualmente

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Natal tem atualmente 877.640 habitantes numa área de 172 quilômetros quadrados.

Mega da Virada: oito dos dez maiores prêmios da história da Mega-Sena são do concurso especial

Caixa estima prêmio no valor de R$ 280 milhões para a Mega da Virada 2018 — Foto: Maíra Alves/G1

Caixa estima prêmio no valor de R$ 280 milhões para a Mega da Virada 2018 — Foto: Maíra Alves/G1

Dos dez maiores prêmios da história da Mega-Sena, oito foram dos concursos especiais da Mega da Virada, realizado desde 2009 pela Caixa Econômica Federal. O sorteio deste ano é o 10º desta modalidade e o prêmio está estimado em R$ 280 milhões.

O recorde histórico ocorreu no ano passado na Mega da Virada: a premiação teve o valor de R$ 306.718.743,71. No entanto, este mesmo concurso foi o que deu o menor valor indiviual aos vencedores – 17 pessoas acertaram as seis dezenas e cada uma recebeu R$ 18.042.279,04.

Os dois únicos sorteios que estão entre os dez maiores prêmios e que não são da Mega da Virada foram feitos em 2015 e ocupam o 7° e 8° lugares no ranking. Para o concurso de número 1.764 saiu o maior prêmio indivual da história – uma única pessoa de Brasília (DF) levou sozinha R$ 205.329.753,89. Já no concurso 1.772 duas apostas dividiram o prêmio de R$ R$ 197.377.949,52.

Veja abaixo as dez maiores premiações, de acordo com a Caixa:

Maiores prêmios da história da Mega-Sena

ConcursoDataPrêmioApostas vencedoras
200031/12/2017R$ 306.718.743,7117
166531/12/2014R$ 263.295.552,664
177531/12/2015R$ 246.533.514,196
145531/12/2012R$ 244.784.099,153
156031/12/2013R$ 224.677.860,074
189031/12/2016R$ 220.948.549,306
176425/11/2015R$ 205.329.753,891
177222/12/2015R$ 197.377.949,522
124531/12/2010R$ 194.395.200,044
135031/12/2011R$ 177.617.487,625

Fonte: Caixa Econômica Federal

Mega da Virada 2018

As apostas para a Mega-Sena da Virada começaram no dia 5 de novembro e o prêmio estimado é de R$ 280 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal. O horário limite para as apostas vai até as 16h do dia 31 de dezembro e o sorteio ocorre na noite do mesmo dia. Desde o dia 21 de dezembro, os outros concursos da Mega Sena foram suspensos e só é possível apostar na Mega da Virada.

Como ocorre em todos os concursos especiais, o prêmio da Mega-Sena da Virada não acumula. Caso ninguém acerte os seis números, o prêmio é dividido entre os apostadores que acertarem cinco dezenas, e assim por diante.

A aposta simples custa R$ 3,50 e deve ser feita nas lotéricas com os volantes específicos do concurso da Virada.

Pela primeira vez, os apostadores têm a opção de registrar suas apostas de qualquer local e a qualquer hora pela internet no site http://www.loteriasonline.caixa.gov.br. Basta ser maior de 18 anos, possuir CPF válido e cartão de crédito. Outra possibilidade é fazê-la via internet banking da Caixa (disponível para correntistas do banco).

Número de mortos no tsunami da Indonésia chega a 429

Localidade de Sumur, na Indonésia, foi devastada por ondas gigantes — Foto: Tatan Syuflana / AP Photo

Localidade de Sumur, na Indonésia, foi devastada por ondas gigantes — Foto: Tatan Syuflana / AP Photo

As autoridades da Indonésia elevaram nesta terça-feira (25) para 429 o número de mortos no tsunami que atingiu o litoral do estreito de Sunda após a erupção do vulcão Anak Krakatoa. Equipes de resgate continuam a busca de mais vítimas.

O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho, disse que também há pelo menos 154 pessoas desaparecidas. O número de feridos está em mais de 1.500.

O número de mortos não é definitivo e pode aumentar, segundo as autoridades.

Uma mulher chora em um centro de desabrigados em Labuhan, na Indonésia — Foto: Jorge Silva / Reuters

Uma mulher chora em um centro de desabrigados em Labuhan, na Indonésia — Foto: Jorge Silva / Reuters

Mais de 5.000 pessoas estão desabrigadas

Fortes chuvas dificultam as tarefas das quipes de resgate, que vasculham escombros ao longo de cerca de 100 km de litoral. A falta de água potável e de medicamentos complica a missão e afeta milhares de pessoas refugiadas em centros de emergência.

“Muitas crianças estão doentes, têm febre, dor de cabeça e não há água suficiente”, disse à agência France Presse Rizal Alimin, médico da ONG Aksi Cepat Tanggap, em uma escola transformada em abrigo improvisado.00:00/02:27

Número de vítimas de tsunami na Indonésia passa de 400

Número de vítimas de tsunami na Indonésia passa de 400

Abu Salim, voluntário da associação Tagana, explicou que os voluntários conseguem apenas estabilizar a situação. “Hoje, nos concentramos na ajuda aos refugiados que estão nos centros, instalamos cozinhas, distribuímos equipes logísticas e mais barracas nos locais mais adequados”, disse.

As equipes de emergência transportam ajuda principalmente por estrada. Dois barcos do governo abastecem as ilhas próximas das costas de Sumatra, onde os habitantes estão bloqueados.

Vista aérea da aldeia de Sumur, em Pandeglang, após tsunami na Indonésia — Foto: Antara Foto/Muhammad Adimaja/via REUTERS

Vista aérea da aldeia de Sumur, em Pandeglang, após tsunami na Indonésia — Foto: Antara Foto/Muhammad Adimaja/via REUTERS

Equipes de resgate usaram máquinas pesadas, cães farejadores e câmeras especiais para detectar corpos na lama e nos destroços ao longo de 100 km da costa oeste de Java, e autoridades disseram que as buscas seriam expandidas para o sul.

“Existem vários locais que pensávamos que não tinham sido afetados”, disse à Reuters Yusuf Latif, porta-voz da agência de busca e salvamento do governo. “Mas agora estamos avançando para áreas mais remotas… e de fato há muitas vítimas lá”, acrescentou.

Tsunami atinge a Indonésia — Foto: Infografia: Igor Estrella / G1

Tsunami atinge a Indonésia — Foto: Infografia: Igor Estrella / G1

As autoridades atribuem o maremoto que chegou às praias sem ativar os alarmes à queda de parte da ilha que forma o vulcão Anak Krakatau, situado no estreito de Sunda, por causa de uma forte erupção.

Como nenhum tremor de terra foi registrado antes da chegada das ondas, as autoridades não tiveram tempo de transmitir um alerta e preparar a população.

Os especialistas alertaram que existe um forte risco de novas ondas mortais em consequência da atividade vulcânica.

Indonésia cães farejadores em buscas — Foto: Reuters

Indonésia cães farejadores em buscas — Foto: Reuters

Combinação de fatores

De acordo com autoridades, o tsunami pode ter sido provocado por um aumento repentino da maré provocado pela lua cheia, combinado com uma avalanche no fundo do mar após a erupção do Anak Krakatoa, que forma uma pequena ilha no estreito de Sunda.

Anak Krakatoa é uma pequena ilha vulcânica que surgiu no oceano meio século depois da letal erupção do vulcão Krakatoa em 1883. É um dos 127 vulcões ativos da Indonésia.

“A combinação provocou um tsunami repentino que atingiu a costa”, afirmou Nugroho, antes de destacar que a Agência Geológica da Indonésia trabalha para elucidar o que aconteceu exatamente.

As erupções vulcânicas submarinas, que são relativamente incomuns, podem provocar tsunamis pelo deslocamento repentino de água ou deslizamentos em encostas, de acordo com o Centro Internacional de Informação sobre Tsunamis.

Infográfico mostra Anel de Fogo do Pacífico — Foto: Karina Almeida/G1

Infográfico mostra Anel de Fogo do Pacífico — Foto: Karina Almeida/G1

Anel de Fogo do Pacífico

A Indonésia, uma das áreas mais propensas a sofrer catástrofes no planeta, fica no Anel de Fogo do Pacífico, onde se encontram placas tectônicas e que registra grande parte das erupções vulcânicas e terremotos do planeta.

O país sofre com frequência terremotos violentos, o mais recente deles na cidade de Palu, na ilha Célebes, onde milhares de pessoas morreram vítimas de um tremor e posterior tsunami.

Em 2004, um tsunami provocado por um terremoto no fundo do mar de 9,3 graus de magnitude, na costa de Sumatra, Indonésia, provocou a morte de 220.000 pessoas em vários países do Oceano Índico, 168.000 delas na Indonésia.

Na Missa do Galo, papa Francisco condena ganância e acúmulo de bens

Ao rezar a Missa do Galo, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco condenou a ganância e o acúmulo de bens. Ele ressaltou que o nascimento de Jesus Cristo leva à reflexão sobre um novo modelo de vida baseado no compartilhamento, na doação e, sobretudo, no fim da ganância.

Papa Francisco escreveu texto sobre tema em maio, mas Vaticano somente publicou as mudanças no Catecismo nesta quinta-feira

Segundo o pontífice, o homem “se tornou ganancioso e voraz”. De acordo com ele, muitos acreditam que o sentido da vida se sustenta em acumular bens. “É o momento decisivo para mudar o curso da história”, advertiu o papa.
O papa Francisco fez um chamamento para cada um mude a história por meio de si mesmo. “Mude a história a partir de cada um de nós”, disse. “O centro da vida não é mais o meu eu faminto e egoísta, mas aquele que nasce e vive por amor.”
De acordo com o pontífice, todos devem se perguntar sobre seu modo de vida e o que transformar para melhor. “[Será que] eu realmente preciso de muitas coisas, receitas complicadas para viver? “Posso fazer sem muitos contornos supérfluos, para escolher uma vida mais simples?”, sugeriu.
O papa Francisco ressaltou ainda que Cristo “não gosta” de preguiçosos nem sedentários. “O Senhor ama ser esperado e não pode ser esperado no sofá, dormindo. De fato, os pastores se movem: eles foram sem demora.”
*Com informações da rádio Vaticano.