Sublimes Encontros

Josselene Marques tem um olhar ameno e sensível sobre as coisas. Seu primeiro livro, Sublimes encontros, que será lançado dia 31, às 19h, no Hotel VillaOeste
, é um exemplo de olhar sensível. São poemas que nasceram ainda na adolescência. Josselene, hoje professora de Língua Portuguesa, vive outro momento, sem perder o olhar sereno e a candura que registram seus versos.
Sobre a mesa do café onde concedeu uma pequena conversa sobre o seu livro e sobre a literatura, área que sempre permeou a sua vida. “Para manter minha privacidade, à época em que eu dividia o quarto com minha irmã, até cheguei a escrever um alfabeto fenício, para dificultar o entendimento de minha irmã sobre meus versos. Esses primeiros poemas foram guardados”, explica, enquanto a garçonete chega à mesa e pergunta o que todos querem.
Sorridente e feliz com o trabalho, Josselene, na verdade, só começou a publicar seus primeiros poemas depois que conheceu alguns autores locais, como o professor Raimundo Antônio. “De 2008 para cá comecei a mostrar o que eu fazia. Antes, tudo estava guardado a sete chaves”, diz, sorrindo e mostrando o livro – diagramado pelo próprio irmão – e com selo editorial da Sarau das Letras. “Posso dizer que sou uma privilegiada. As coisas vieram de maneira natural e fácil, de maneira que não enfrentei dificuldades, pois me preparei para este momento, em todos os sentidos. Juntei o dinheiro, para não ter preocupação em vender o livro visando pagar a tiragem de 500 exemplares”, fala, séria, destacando que 20 obras, mesmo antes do lançamento, já estão seguindo, principalmente para o exterior, onde a escritora, apesar de nova no mercado, mantém contatos.
Para a autora, a poesia deve ter liberdade e, ao mesmo tempo, sensibilidade. “Já fiz poemas dentro das regras, mas as regras, às vezes, assassina os sentimentos. Nos meus blogs publico poesias, converso com meus amigos escritores e assim trocamos, além de ideias, livros, textos, etc”, comenta.
A poetisa destaca que é preciso, no entanto, tocar as pessoas ao escrever. “A poesia deve ter esse objetivo. Todos os dias eu escrevo. Quando acordo, com a mente descansada, me sento e escrevo. Até parece que passei a noite estruturando os versos, que praticamente vêm prontos. Já fiz poesia, inclusive, em fila de banco. Ando com o bloquinho e a caneta, pois quando sinto vontade de escrever, escrevo. Para mim, escrever é vida, é terapia… É tudo”, diz, sorrindo.
A AUTORA
Josselene Maria Marques Ferreira é mossoroense. Graduada em Letras e Artes, pós-graduada em Psicologia Escolar e da Aprendizagem e em Atendimento Educacional Especializado. Leciona língua inglesa e língua portuguesa para jovens e adultos, em uma escola do ensino médio.
Fonte:Gazeta Do Oeste










