outubro 2015

Conex@o Mossoró

A literatura que não vende a alma

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Leão Serva – Jornalista e escritor Especial para o Expressão

Conheci Cristóvão Tezza em 2014, durante o evento Vozes Contemporâneas, realizado na Academia Brasileira de Letras. Era uma tarde amena de terça-feira, dessas em que a gente anseia por beber um pouco das paixões que nos consolam. A aparente primeira impressão foi a de estar diante de um homem reservado e simples, que chega a nos despertar certo sentimento de ilusória intimidade, um contraponto que conflitava com a admiração que guardo pelo gigantismo do autor. No entanto, nossas preferências pessoais nunca devem obscurecer a visão crítica, e eu estava ali para testemunhar a palestra de Tezza sobre a sua obra.

É inegável que atravessamos um momento em que a liturgia de escrever tomou ares de uma atividade fashion, um modismo que desfila pelas passarelas do Word. Há uns poucos que escrevem por vocação, outros pela trivial necessidade de se expressarem, alguns pela solidão e muitos pela carência vaidosa de reconhecimento. No século 21 a arte literária aluga suas virtudes para o discurso egocêntrico.

Tezza afirma que a boa literatura não brota dos felizes; diz que livros são frutos de um desconforto íntimo de pessoas que abdicam dos divertimentos mundanos e se trancam solitárias para engendrarem suas produções. Para Tezza, escrever é um verbo produzido por um substantivo: infelicidade. Escrever não é ação, é reação.

No circo regado por holofotes, onde a literatura agora se apresenta, Tezza figura como um personagem em extinção. É um operário que ergueu seu nome a partir da obra. Um artesão que esculpe as palavras, é a joia que reluz entre o brilho fosco dos empresários autores que constroem a obra a partir do nome. Literatura é o que nasce da lapidação, um autor não é uma fábrica de livros.

“Um leque de ansiedades felizes”

“Tentei de novo falar com você esta madrugada, mas o quintal estava povoado de lobos ganindo contra minha sombra…” (Trapo, Cristóvão Tezza – Ed Rocco).

Em Trapo tive o primeiro contato com a obra do autor, num enredo que inquieta. Trapo, um poeta marginal e suicida. Morto, deixa um calhamaço de mil páginas que termina nas mãos de um rigoroso professor. Chamam o livro de romance metapoético, mas quando me recordo da leitura o que me ocorre é a imagem singular de uma narrativa apneica.

“Outra frase ao acaso, no meio do que parece ser uma carta: A poesia é uma merda. A dele, naturalmente. Dois pronomes oblíquos na mão desses poetas e eles morrem atropelados pela língua” (Trapo, C. Tezza – Ed Rocco, pág. 50).

Vocação é um coice pressentido em nossas costas, não nos deixa desistir, atormenta. E, acumulando mais de uma dezena de romances, Cristóvão Tezza nunca fraquejou. Lançou-se à frente, construindo uma trajetória sólida, preservando a paciência e a determinação que conquista espaço. Então, chega a hora e nasce O filho eterno, a catapulta que o arremessou à merecida fama.

“Sim, distraído quem sabe! Alguém provisório, talvez; alguém que, aos 28 anos, ainda não começou a viver. A rigor, exceto por um leque de ansiedades felizes, ele não tem nada, e não é ainda exatamente nada” (O filho eterno, C. Tezza – Ed Record).

Uma timidez indisfarçável

Assim discorrem as primeiras linhas de O filho eterno, um folhear de tantas páginas que nos levam por uma incômoda reflexão sobre o fracasso e o amadurecimento através dele. Não nos estranha ser esse livro a marca de maior sucesso do autor.

“Tudo bem: escritor. Aceito o título. Melhor: prosador. Escritor é uma boa definição, a meu favor – cabe tudo. Prosador é mais preciso, e também nele cabe quase tudo, exceto a poesia. Já romancista é uma coisa antiga, para determinada faixa de compreensão” (O espírito da prosa, C. Tezza – Ed Record).

Tezza define o realismo como a sua escola. Idolatra o cientificismo do russo Mikhail Bakhtin (1895/1975). Talvez haja nisso o autoengano de um autor que ordenha poesia da prosa. Quem, além de um poeta, largaria o idílio nacional de um emprego público como professor universitário para mergulhar de corpo inteiro no oceano incerto da literatura? Cristóvão Tezza o fez.

O espírito da prosa não é um manual de escrita, muito menos um tutorial para romances, coisas que andam em voga por aí, mas com certeza é um guia imaterial obrigatório e inevitável para aqueles que se sabem artesãos.

Cristóvão Tezza sobe ao palco do auditório da ABL e revela sua indisfarçável timidez ao puxar um maço de papéis e anunciar que prefere ler o que pensa a discursar de improviso. É o velho clichê do escritor avesso à fala. Tudo bem. De que serve a veneração se não para perdoar? Nós compreendemos, ele pode.

Fonte: Gazeta do Oeste

Coluna Versátil News

Musical Natal Mágico chega a Capital Potiguar

Com realização da Black & Red Produções, Opus Promoções e Ministério da Cultura o musical Natal Mágico chega a capital potiguar nos dias 19, 20 e 21 outubro, no Teatro Riachuelo

Com truques realizados por equipamento de última geração, o diretor da montagem, Billy Bond, traz para o Brasil o conceito dos tradicionais espetáculos de Natal realizados fora do Brasil, como em Nova York e Londres, principalmente.

​Crédito: Bianca Tatamiya
​Crédito: Bianca Tatamiya

O diretor italiano, é também responsável por produções como O Mágico de Oz, Peter Pan, Branca de Neve, After de Luge, Rent, Les Miserables e O Beijo da Mulher Aranha, além de Cinderella, Branca de Neve e muito outros infantis, que levaram milhares de pessoas ao teatro nos últimos anos.

Sobre uma base musical gravada, os cantos acontecem ao vivo. O espetáculo narra a saída do Papai Noel da Lapônia, em um trenó, para ir ao encontro de duas crianças no Brasil: Nathalia, uma menina que acredita em toda a magia do Natal, e seu irmão Felipe, que ao contrário dela, não crê em sua existência. O bom velhinho resolve então provar que não só existe, como também é capaz de realizar desejos, inclusive os de Nathalia: conhecer as princesas de suas fábulas favoritas. A partir daí uma série de quadros musicais leva os pequenos ao mundo encantado de A Bela e a Fera, O Mágico de Oz e Rainha das Neves, além da misteriosa Fábrica de Brinquedos do Papai Noel e a um presépio especial.

A duração do espetáculo é de aproximadamente 1h e 40 minutos, e tem classificação livre. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Riachuelo, localizada no terceiro piso do shopping Midway.

Coluna Versátil News

Festa dos Mártires reúne multidão em São Gonçalo do Amarante

92036G-dsc-3676A comunidade de Uruaçu, localizada em São Gonçalo do Amarante, recebeu milhares de devotos dos Mártires de Uruaçu e Cunhaú. Os participantes homenagearam os Padroeiros do Rio Grande do Norte numa data decretada feriado estadual.

A programação foi iniciada nas primeiras horas da manhã com uma caminhada que seguiu do Centro de São Gonçalo ao monumento dos Bem-Aventurados. O ponto alto do evento aconteceu na parte da tarde com os shows de Fátima Santos, e da cantora Joana que fez o público cantar grandes sucessos da sua carreira. A programação terminou com a concelebração presidida pelo arcebispo metropolitano de Natal, Dom92036G-dsc-3599 Jaime Vieira Rocha.

O prefeito municipal Jaime Calado, anfitrião do município, prestigiou o evento ao lado da primeira dama e deputada federal, Zenaide Maia. O casal recepcionou a senadora Fátima Bezerra, o presidente da Câmara Municipal de Natal, Franklin Capistrano, e ainda o governador Robinson Faria com a primeira dama do Estado, Juliane Faria. Também estiveram presentes o superintendente regional da CEF, Roberto Sérgio Linhares, os vereadores Valda Siqueira e Eraldo Paiva, e os secretários municipais Paulo Emídio, da Habitação e Jane Oliveira da Assistência Social, além de outras autoridades.

 

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Câmara de Parnamirim aprova criação de programa de combate a violência contra crianças e adolescentes.

Os vereadores de Parnamirim aprovaram, o projeto de lei que define o “Programa Municipal de Conscientização e Combate à Violência Contra Crianças e Adolescentes”, em Parnamirim. De autoria do vereador Ricardo Gurgel, do PSB, presidente da casa, o projeto tem o objetivo de prevenir e combater a violência e exploração sexual de crianças e adolescentes.

 

Ricardo Gurgel - Presidente da Câmara de Parnamirim
Ricardo Gurgel – Presidente da Câmara de Parnamirim

“A lei é importante porque garante o combate de crimes contra crianças e adolescentes Parnamirim não conta, por exemplo, com uma delegacia especializada nesse tipo de problema que, infelizmente, acontece em grande escala”, diz Ricardo Gurgel.

Entre as ações que a lei aprovada prevê, estão campanhas publicitárias veiculadas na mídia, equipamentos urbanos, unidade de saúde, entre outros. A lei define ainda que os alunos do município terão aulas ou palestras educativas sobre o tema. Pais e professores também serão orientados.

A lei segue para a sanção do Prefeito Mauricio Marques.

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La Brasserie de La Mer, do Chef Erick Jacquin, apresenta seu novo cardápio

Localizado em Ponta Negra, o restaurante La Brasserie de La Mer, do famoso chef francês Erick Jacquin, apresentou seu O chef Erick Jacquin esteve em Natal no último mês para fazer mudanças no cardápio do La Brasserie de La Mernovo cardápio.  Unindo a culinária francesa com a regional, as novidades trouxeram mudanças significativas para o restaurante, que também apresentou sua nova carta de vinhos.

Entre os novos pratos criados para a entrada, está o Ovo perfeito com creme de funghi porcini, a Salada de camarão e lula ao molho mostarda, o Creme de crustáceo à l’americaine e pequeno camarão, e Raviolis de lagosta, emulsão de jus de caju e maracujá.

Filé mignon ao molho de vinho do Porto e batata Maxim's
Filé mignon ao molho de vinho do Porto e batata Maxim’s

Nos pratos principais, os destaques das novidades ficam por conta do Risoto de fricassée de champignon e creme de foie gras, Filé de badejo, emulsão de limão verde, purê de mandioquinha com alcachofra, Salmão com flor de sal ao molho Holandês, aspargos e quiabo, Coração de entrecote Black Angus, batata sauté, alho e salsinha, e o Filé mignon ao molho de vinho do Porto e batataMaxim’s.

Em sua última passagem por Natal, o chef Erick Jacquin agradeceu a maravilhosa aceitação do público natalense ao seu novo cardápio.

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