10 de maio de 2018

DIA DIA

Tratamento para diabéticos promete acabar com as doses de insulina

Um estudo realizado pela USP de Ribeirão Preto, no interior de
São Paulo, descobriu que o uso de células-tronco é eficiente para o tratamento
de diabetes tipo 1. A pesquisa é a primeira no mundo a usar esse tipo de célula no
combate à doença

Carlos Couri, endocrinologista e um dos autores do estudo,
explica que a pesquisa teve grande repercussão
na comunidade científica mundial após ser publicada em uma importante revista: “Outros
centros do mundo replicaram nossa pesquisa com sucesso”.

A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, que se desenvolve por volta dos 10 anos, sem causas específicas. De uma hora para a outra, o corpo passa a combater as células que produzem insulina.

O novo tratamento age na raiz do problema. O paciente é submetido a sessões de
quimioterapia para ter as células do sistema imunológico destruídas. Em
seguida, as células-tronco, extraídas do paciente previamente, são injetadas novamente.

As células-tronco fazem com que novas células imunológicas
sejam criadas e multiplicadas novamente do zero, sem vícios. Assim, as novas células não atacarão a insulina produzida pelo organismo e o paciente não dependerá de injeções de insulina para
viver.

A pesquisa comparou o estado de saúde dos voluntários que não receberam esse tratamento. Depois de oito anos, 25% dos que receberam o tratamento convencional sofreram sequelas pela doença, como a perda da visão.

Por outro lado, nenhum dos voluntários submetidos ao tratamento com transplante de células-tronco
sofreu qualquer tipo de sequela. Cerca de 84% dos pacientes deixaram de usar a
insulina por uma média de seis anos.

Um desses pacientes é Renato. Ele melhorou tanto que resolveu seguir carreira na medicina.
Após o transplante de células tronco, ele passou 11 anos sem precisar das
injeções de insulina. E, há dois anos, voltou a usar a medicação com doses mais
baixas.

Agora, uma segunda fase dos estudos está sendo realizada com a ideia de intensificar a quimioterapia contra as células imunológicas e destruí-las completamente. Espera-se que, no futuro, pacientes transplantados não voltem a precisar da medicação e injeções de insulina.

Ainda sim, o endocrinologista alerta que o processo do
tratamento tem riscos: “O paciente fica com a imunidade muito deteriorada,
então ele corre risco de ter infecção e corre risco de óbito. Por isso, temos
critérios. Infelizmente, não é para qualquer paciente.”

 

TURISMO

Taxa de ocupação hoteleira do mês de abril cresce em Natal e Pipa

O turismo do Rio Grande do Norte vem dando sinais de recuperação nos últimos meses. Natal e Pipa apresentaram, em abril, taxas de ocupação na rede hoteleira com números superiores ao mesmo período do ano passado.

Segundo o último levantamento feito pela Associação Brasileira de Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), a taxa de ocupação entre os seus associados em Natal, durante o último mês de abril foi de 60%, contra 55% em 2017. Em Pipa houve uma leve alta, de 49% para 50% em 2018.

Para o presidente da ABIH-RN, José Odécio Jr, os números são bem animadores e frutos de trabalhos focados na promoção e divulgação do destino. “Apesar de estarmos na baixa estação, os números de abril de 2018 foram positivos em relação a 2017. Isso é fruto do nosso trabalho de promoção e divulgação, dos esforços dos hotéis e da parceria com o governo do Estado.

Porém é preciso mais união entre os órgãos públicos e a iniciativa privada para aumentarmos os investimentos em promoção e divulgação do destino. Essa é a única forma de aumentarmos nossa ocupação e trazer divisas para o estado. Outra forma é também incentivar a realização de grandes eventos, especialmente na baixa estação. Para isso, a conclusão das obras do Centro de Convenções é fundamental. Investimento, união e trabalho são os elementos necessários ao crescimento do nosso turismo”, destacou.

DIA DIA

MPF Eleitoral alerta sobre proibição de propaganda eleitoral nos templos religiosos

O Ministério Público Eleitoral emitiu recomendação às entidades religiosas do Rio Grande do Norte alertando líderes, pastores, ministros e religiosos quanto à proibição de propaganda eleitoral – seja de forma verbal ou impressa – nos templos religiosos. O desrespeito a essa regra da legislação pode resultar em aplicação de multa à entidade e até na cassação de registro do candidato.

A recomendação destaca que “a liberdade de manifestar a religião ou convicção, tanto em local público como em privado, não pode ser invocada como escudo para a prática de atos vedados pela legislação” e cita o entendimento recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o qual propagada realizada por entidade religiosa, ainda que de modo velado, pode caracterizar abuso de poder econômico.

A procuradora regional eleitoral Cibele Benevides – autora da recomendação -, lembra ainda que o fato de as doações eleitorais por pessoa jurídica a partidos políticos e candidatos terem sido vedadas “reforça a proibição de as entidades religiosas contribuírem financeiramente para a divulgação direta ou indireta das campanhas”.

Acrescenta também que, de acordo com a Lei das Eleições (9.504/1997), é vedada a veiculação de propaganda nos bens de uso comum, aqueles aos quais a população em geral tem acesso e dentre esses estão as igrejas e os templos.

Para o MP Eleitoral, a utilização dos templos como local de propaganda causa desequilíbrio na igualdade de chances entre os candidatos, o que pode afetar a normalidade e a legitimidade das eleições e levar à cassação do registro ou do diploma dos candidatos eleitos.

Cópias da recomendação também foram enviadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) e aos promotores eleitorais por todo o estado. Confira a íntegra aqui.

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