19 de novembro de 2018

FLASHES E BRILHOS

Uso medicinal da maconha volta à pauta do Senado nesta semana

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) deverá analisar na quarta-feira (21), substitutivo da senadora Marta Suplicy (sem partido-SP) ao projeto que descriminaliza o cultivo da maconha para uso pessoal terapêutico (PLS 514/2017).
O projeto foi apresentado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e decorre de Ideia Legislativa proposta no portal e-Cidadania (SUG 25/2017). Na CAS, Marta Suplicy, presidente da comissão, relatou favoravelmente à proposição na forma de substitutivo que permite à União liberar a importação de plantas e sementes, o plantio, a cultura e a colheita da cannabis sativa exclusivamente para fins medicinais ou científicos, em local e prazo pré-determinados, mediante fiscalização.
Marta Suplicy afirma que a vida parlamentar “está restrita ao corporativismo e ao retrocesso”
Projeto discriminaliza o uso medicinal da maconha no Brasil. Comissão é presidida por Marta Suplicy
O substitutivo da senadora também altera a Lei de Drogas (Lei 11.343, de 2006) e passa a liberar o semeio, o cultivo e a colheita da cannabis, visando o uso pessoal terapêutico, por associações de pacientes ou familiares de pacientes que fazem o uso medicinal da substância, criadas especificamente com esta finalidade, em quantidade não mais que a suficiente ao tratamento segundo a prescrição médica.
Avanços científicos
No relatório, Marta defende que o tema não pode ser relegado a uma discussão ideológica ou política. “Mais que tudo, é preciso que tenhamos empatia e nos coloquemos no lugar do outro. É assim que defendemos a verdadeira essência do cuidado em saúde, que é mitigar o sofrimento humano”, aponta.
No texto, a senadora cita pesquisas científicas relacionadas aos benefícios da cannabis no tratamentos de muitas enfermidades, como autismo, epilepsia, Alzheimer, doença de Parkinson, nas dores crônicas e nas neuropatias. E reforça que os tratamentos reduzem o sofrimento não só dos pacientes, mas também dos familiares.
“Não há justificativa plausível para deixar a população brasileira alijada dos avanços científicos nesta área”, acrescenta Marta Suplicy, reiterando que a identificação dos canabinoides endógenos revolucionou a pesquisa sobre a cannabis e seus efeitos no organismo.
Ainda segundo o relatório da senadora, “a informação obtida destes estudos deu apoio à ideia de que o sistema canabinoide é suscetível à manipulação farmacológica, assim como outros sistemas fisiológicos humanos. Isto levou à descoberta de moléculas canabinoides com utilidade terapêutica. E desde então, a importância medicinal da cannabis tem sido reiteradamente demonstrada pela Ciência”.
FLASHES E BRILHOS

Cosern substitui 15,7 mil lâmpadas em prédios públicos do RN

A Cosern, empresa do Grupo Neoenergia, chegou ao 15º mês do projeto de Eficientização dos Prédios Públicos na melhoria da iluminação de 44 unidades consumidoras localizadas em comunidades de baixa renda de Natal, Região Metropolitana e Santa Cruz.
Desse total, 17 prédios pertencem a Prefeitura de Natal, 21 ao Governo do Estado, quatro são federais e dois de entidades sem fins lucrativos. No total, a Cosern já substituiu nestas unidades consumidoras 15.706 lâmpadas antigas por LED , mais eficientes, econômicas e com vida útil estimada em 25 mil horas (10 anos).
Brasileiros pagaram mais, mas não reduziram consumo de energia
Substituição de lâmpadas incandescentes e fluorescentes por lâmpadas de LED barateará custos
A ação, que começou em julho de 2017, faz parte do Programa de Eficiência Energética do Grupo Neoenergia, regulado pela Aneel, e está promovendo a eficiência do sistema de iluminação de escolas, postos de saúde, hospitais e delegacias, gerando uma economia média prevista no consumo de energia nesses prédios de até 40%.
Além da requalificação do sistema de iluminação, os gestores e funcionários das instituições contempladas participam de uma capacitação sobre a importância uso eficiente e seguro da energia elétrica.
FLASHES E BRILHOS

As primeiras imagens do submarino ARA San Juan a 907 metros de profundidade; Argentina diz não ter como fazer o resgate

Fotografia divulgada pela Marinha da Argentina, em coletiva de imprensa em 17 de novembro de 2018, mostra destroços do submarino ARA San JuanDireito de imagemAFP PHOTO / ARGENTINA’S NAVY PRESS OFFICE
Image captionProa do submarino foi encontrada em uma peça única, mas deformada pela pressão da água nessa profundidade. Essa era uma área habitável e onde ficavam as baterias

A Marinha da Argentina divulgou as três primeiras imagens do submarino ARA San Juan, encontrado depois de ter ficado um ano desaparecido – 44 pessoas estavam a bordo. Seus destroços foram localizados a 907 metros de profundidade, a cerca de 500 quilômetros da cidade de Comodoro Rivadavia, onde estava o centro das operações de busca.

O governo Argentino também informou que não tem condições técnicas de fazer o resgate do submarino.

“Nós não temos nem sequer meios para descer às profundezas do mar. Não contamos com os AUV (veículos submarinos autônomos), nem com os ROV (drones operados remotamente) para descer a essas profundidades. Tampouco temos equipamento para retirar uma embarcação com essas características”, afirmou o ministro da Defesa da Argentina, Oscar Aguard.

A declaração faz referência ao equipamento de alta tecnologia usado pela empresa americana Ocean Infinity, que foi contratada pelo governo da Argentina para buscar pelo submarino.

Ainda não há informações sobre os corpos dos tripulantes que estavam à bordo quando o navio desapareceu. O presidente da Argentina, Mauricio Macri decretou três dias de luto e afirmou que “se abre uma etapa de sérias investigações para buscar toda a verdade”.

O que mostram as primeiras imagens do submarino?

Segundo a Marinha da Argentina, o submarino pode ter “implodido” no mar horas depois de fazer o último contato. Também destacou que, quando fala de implosão, é porque a pressão da água supera a resistência do material do submarino.

O submarino não está intacto. Suas partes desprendidas ocupam uma área de 80 metros por 100 metros, o que sugere que ele pode ter implodido muito próximo do fundo – caso contrário, os escombros estariam mais dispersos.

A visibilidade no local é muito reduzida, devido à turbulência e a salinidade da água nessa profundidade.

A imagem acima é a principal fotografia divulgada pela Marinha da Argentina. Ela mostra a proa do submarino, encontrada em uma peça única, medindo cerca de 25 metros de comprimento e 7 metros de largura, mas deformada e amassada para dentro, devido à pressão da água nessa profundidade.

Essa era uma área habitável, feita com um casco resistente, de aço especial, com 33 milímetros de espessura. Ali, ficavam todas as baterias, sistemas e equipamentos do submarino.

Além da proa, foram identificadas outras duas partes do submarino, de dimensões menores, que coincidem com a popa e a vela e com a hélice e o eixo.

Integrante da Marinha da Argentina mostra os três pontos onde foram feitas as fotografias: (a) proa, (b) hélice, (c) popaDireito de imagemREPRODUÇÃO
Image captionIntegrante da Marinha da Argentina mostra os três pontos onde foram feitas as fotografias: (a) proa, (b) hélice, (c) popa

Onde estava o submarino?

O local onde o submarino foi encontrado é muito próximo da área onde a organização de controle de testes nucleares da ONU havia detectado uma anomalia acústica, indicativa de uma explosão, logo após a embarcação perder comunicação, no ano passado.

A Marinha da Argentina informou que já haviam sido feitas buscas internacionais nesse local, mas não foi possível identificar nada devido à “ausência de tecnologia que essa empresa tem”, em mais uma referência à Ocean Infinity.

No entanto, destacou, havia insistido que buscas fossem feitas nesse local.

Fotografia divulgada pela Marinha da Argentina, em coletiva de imprensa em 17 de novembro de 2018, mostra destroços do submarino ARA San JuanDireito de imagemAFP PHOTO / ARGENTINA’S NAVY PRESS OFFICE
Image captionSegundo a Marinha da Argentina, essa imagem mostra a vela do submarino

Como foi a descoberta do ARA San Juan

Após dois meses de buscas, a Ocean Infinity havia anunciado que abandonaria a expedição – ao menos, temporariamente.

Porém, na noite de quinta-feira, no mesmo dia em que se completava um ano desde as últimas comunicações com o ARA San Juan, a Ocean Infinity informou a descoberta de um novo ponto de interesse. O “ponto de interesse” é um local onde se suspeita que possa estar o submarino e que, por isso, deve ser investigado. Ao longo das buscas, esse foi o 24º ponto de interesse informado – e o definitivo.

Ante este sinal, o navio Seabed Constructor se dirigiu à área onde estava o robô submarino que fez a descoberta. O robô, então, forneceu a “identificação positiva”.

A Ocean Infinity informou que vai cobrar US$ 7,5 milhões (cerca de R$ 28 milhões) por ter encontrado o ARA San Juan.

Fotografia divulgada pela Marinha da Argentina, em coletiva de imprensa em 17 de novembro de 2018, mostra destroços do submarino ARA San JuanDireito de imagemAFP PHOTO / ARGENTINA’S NAVY PRESS OFFICE
Image captionNesta imagem, um fragmento de uma hélice e eixo do submarino
FLASHES E BRILHOS

Veja quais são os dez países mais seguros do mundo; Brasil é o 108º

Islândia: país mais seguro do mundo, segundo relatório

Em uma análise do relatório Global Peace Index, realizada com 163 países e avaliando 23 indicadores, como número de crimes violentos e acesso a armamentos, veja quais são os países considerados mais seguros para se viver.

1- Islândia

Crimes violentos pelo país raramente ocorrem. Quando há registros, os motivos são transtornos mentais ou excesso de álcool. Os homicídios não ultrapassam a taxa de 1,8 para cada 100 mil habitantes.

2- Nova Zelândia

Além da política e economia estável, o respeito aos direitos humanos é destaque, tanto que você não encontra um policial com armas de fogo nas ruas. Até mesmo assaltos a civis são raros de acontecer.

3- Portugal

Após recuperar-se de uma crise financeira, o país alcançou uma estabilidade que o fez subir de posição nesse ranking. Com um baixo custo de vida, são muitos os motivos que atraem as pessoas para Portugal. No que diz respeito a crimes, em geral, geralmente estão relacionados à violência doméstica e furtos de oportunidade. O sistema de justiça e policial é eficaz, o que fortalece a confiança das pessoas.

4- Áustria

Além da segurança, o país oferece muitas opções culturais e tem um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano.

5- Dinamarca

O país tem medalha de prata no item “mais feliz do mundo”. Aliado à segurança, é um dos melhores países da Europa para se morar.

6- República Tcheca

A República Tcheca abriga cidades muito populosas, como Praga, porém registra apenas quatro roubos para cada 10 mil habitantes. Tem muitos policiais e oficiais nas ruas.

7- Eslovênia

Com custo de vida baixo, muitos europeus escolhem estudar e viver lá. É um país recente, pois conquistou a independência em 1992. A força policial é o destaque no país.

8- Canadá

Mesmo em grandes metrópoles, a segurança é constante. A polícia no Canadá é conhecida por agir muito mais de forma preventiva e investigativa.

9- Suíça

Conhecida pela igualdade, o país conta com apoio do governo para desempregados e para aqueles que passam por necessidades. Isso faz o custo de vida ser elevado, mas com uma qualidade de vida excelente.

10- Japão

A taxa de homicídio está entre as menores do mundo: 0.4 para cada 100 mil habitantes. A polícia conta com 200 oficiais para 100 mil residentes. Entre as preocupações dos japoneses, estão os desastres naturais.

Onde o Brasil está na lista?

Os crimes violentos são 30,5 casos para 100 mil cidadãos, o que coloca o país no 108º lugar do ranking.

(*) O relatório acima foi produzido por Etias.
Fonte: www.eurodicas.com.br/paises-mais-seguros-do-mundo/

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