13 de março de 2021

Coluna Versátil News

Fecomércio: IPCA foi de 0,86% em fevereiro

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro foi de 0,86%, 0,61 ponto percentual acima da taxa de janeiro (0,25%). Esse foi o maior resultado para um mês de fevereiro desde 2016, quando o IPCA foi de 0,90%. No ano, o índice acumula alta de 1,11% e, em 12 meses, de 5,20%, acima dos 4,56% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2020, a variação havia sido de 0,25%.

PeríodoTaxa
Fevereiro de 20210,86%
Janeiro de 20210,25%
Fevereiro de 20200,25%
Acumulado no Ano1,11%
Acumulado em 12 meses5,20%

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em fevereiro. O maior impacto no índice do mês (0,45 p.p.) veio dos Transportes (2,28%) e a maior variação, da Educação (2,48%). Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 70% do resultado do mês. Na sequência, veio Saúde e cuidados pessoais (0,62%), cujo impacto foi de 0,08 p.p. O grupo Alimentação e bebidas (0,27% de variação e 0,06 p.p. de contribuição) desacelerou frente a janeiro (1,02%). Já Habitação, que havia recuado 1,07% em janeiro, subiu 0,40%, contribuindo também com 0,06 p.p. no resultado de fevereiro. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,13% em Comunicação e a alta de 0,66% em Artigos de residência.

IPCA – Variação e Impacto por grupos – mensal
GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
JaneiroFevereiroJaneiroFevereiro
Índice Geral0,250,860,250,86
Alimentação e bebidas1,020,270,220,06
Habitação-1,070,40-0,170,06
Artigos de residência0,860,660,030,03
Vestuário-0,070,380,000,02
Transportes0,412,280,080,45
Saúde e cuidados pessoais0,320,620,040,08
Despesas pessoais0,390,170,040,02
Educação0,132,480,010,15
Comunicação0,02-0,130,00-0,01
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O resultado dos Transportes (2,28%) foi influenciado pela alta nos preços dos combustíveis (7,09%). A gasolina (7,11%), individualmente, contribuiu com 0,36 p.p., ou cerca de 42% do índice do mês. Além disso, os preços do etanol (8,06%), do óleo diesel (5,40%) e do gás veicular (0,69%) também subiram. Com os resultados de fevereiro, o item combustíveis acumula alta de 28,44% nos últimos 9 meses.

Ainda em Transportes, destacam-se também as altas dos automóveis novos (0,55%) e usados (0,71%) e dos pneus (1,26%). A variação positiva em ônibus urbano (0,33%) deve-se aos reajustes de 8,70% no Recife (6,38%), a partir 7 de fevereiro, e de 2,61% em Vitória (1,03%), em vigor desde 10 de janeiro. Já a alta do subitem trem (0,56%) é consequência do reajuste de 6,38% nas passagens do Rio de Janeiro (1,49%), válido desde 23 de fevereiro.

No grupo Educação (2,48%), o maior impacto (0,14 p.p.) veio dos cursos regulares (3,08%). O resultado reflete, em grande medida, os reajustes normalmente observados no início do ano letivo. Além disso, houve retirada de descontos praticados por algumas instituições de ensino ao longo de 2020, no contexto da pandemia de COVID-19. As maiores variações vieram da pré-escola (6,37%), do ensino fundamental (4,92%) e do ensino médio (4,45%), e as menores, do ensino superior (0,94%) e do curso técnico (0,91%).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,62%), o destaque ficou com o item higiene pessoal (1,07%), que contribuiu com 0,04 p.p. no índice do mês. Em seguida vieram o plano de saúde (0,67%) e os produtos farmacêuticos (0,27%).

O grupo Alimentação e bebidas (0,27%) desacelerou pelo terceiro mês consecutivo. Em novembro, dezembro e janeiro, as taxas haviam sido de 2,54%, 1,74% e 1,02%, respectivamente. Na alimentação no domicílio (0,28%), contribuíram para essa desaceleração as quedas da batata-inglesa (-14,70%), do tomate (-8,55%), do leite longa vida (-3,30%), do óleo de soja (-3,15%) e do arroz (-1,52%). Por outro lado, os preços da cebola (15,59%) seguem em alta e as carnes, que haviam apresentado queda de 0,08% em janeiro, subiram 1,72% em fevereiro.

alimentação fora do domicílio também desacelerou (de 0,91% em janeiro para 0,27% em fevereiro), especialmente por causa do lanche (0,11%), cuja variação no mês anterior havia sido de 1,83%.

No grupo Habitação, a maior contribuição (0,03 p.p.) veio do gás de botijão (2,98%), cujos preços subiram pelo nono mês consecutivo. Além disso, o gás encanado (2,68%) também registrou alta, consequência dos reajustes de 8,07% e 15,57% em Curitiba (14,71%), de 3,50% no Rio de Janeiro (3,18%) e de 0,79% em São Paulo (0,42%).

Ainda em Habitação, destaca-se a variação de 1,02% da taxa de água e esgoto, em função de reajustes em cinco áreas de abrangência do índice: Fortaleza (que variou 12,24% e teve reajuste de 12,25%), Aracaju (4,84%, com reajuste de 5,36%), Curitiba (4,09%, com reajuste de 5,11%), Campo Grande (3,65%, com reajuste de 4,77%) e Recife (0,31%, com reajuste de 2,40%).

A contribuição negativa mais intensa (-0,03 p.p.) no grupo Habitação veio da energia elétrica (-0,71%). Em fevereiro, foi mantida a bandeira amarela, que acrescenta na conta de luz R$ 1,343 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Vale lembrar que no final de dezembro, início do período base do IPCA de fevereiro, ainda estava em vigor a bandeira vermelha patamar 2, cujo acréscimo é de R$ 6,243. As áreas apresentaram variações no item que foram desde os -4,46% em Campo Grande, cuja queda se deve à redução da alíquota de PIS/COFINS, até o 0,37% de Vitória.

Todas as dezesseis áreas pesquisadas apresentaram variação positiva. O maior resultado ficou com a região metropolitana de Fortaleza (1,48%), especialmente em função da alta de 8,86% nos cursos regulares. Já o menor índice foi registrado no Rio de Janeiro (0,38%), devido às quedas de 10,73% nas passagens aéreas e de 16,50% em transporte por aplicativo.

IPCA – Variação por regiões – mensal e acumulada em 12 meses
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação Acumulada (%)
JaneiroFevereiroAno12 meses
Fortaleza3,230,361,481,856,55
Belém3,94-0,031,411,375,42
Brasília4,060,051,181,234,45
Rio Branco0,510,441,051,507,42
Aracaju1,030,391,051,444,54
Vitória1,860,441,001,446,00
Salvador5,990,260,931,195,03
Curitiba8,090,440,921,365,23
Campo Grande1,570,530,921,457,81
Porto Alegre8,610,250,861,115,03
São Luís1,620,290,831,136,91
São Paulo32,280,240,831,074,93
Recife3,920,500,771,286,29
Goiânia4,17-0,170,760,594,65
Belo Horizonte9,690,330,731,065,37
Rio de Janeiro9,430,180,380,564,64
Brasil100,000,250,861,115,20
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 janeiro a 1° de março de 2021 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de dezembro de 2020 a 28 de janeiro de 2021 (base). Cabe lembrar que, em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela COVID-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março de 2020, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.

INPC varia 0,82% em fevereiro

Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC do mês de fevereiro foi de 0,82% enquanto, em janeiro, havia registrado 0,27%. Esse foi o maior resultado para um mês de fevereiro desde 2016 (0,95%). No ano, o INPC acumula alta de 1,09% e, nos últimos doze meses, de 6,22%, acima dos 5,53% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2020, a taxa foi de 0,17%.

Os produtos alimentícios subiram 0,17% em fevereiro enquanto, no mês anterior, haviam registrado 1,01%. Já os não alimentícios seguiram movimento inverso: após a alta de 0,03% em janeiro, variaram 1,03% em fevereiro.

Todas as áreas investigadas pela pesquisa apresentaram variação positiva no mês. O maior índice foi observado na região metropolitana de Fortaleza (1,52%), principalmente por conta da alta nos cursos regulares (9,66%). Já o menor resultado ocorreu na região metropolitana do Rio de Janeiro (0,35%), influenciado pela queda no preço das roupas (-1,52%) e da energia elétrica (-0,63%).

INPC – Variação por regiões – mensal e acumulada em 12 meses
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação Acumulada (%)
JaneiroFevereiroAno12 meses
Fortaleza5,160,351,521,877,09
Belém6,950,101,281,385,02
Brasília1,970,091,211,315,36
Rio Branco0,720,441,131,578,08
Aracaju1,290,381,041,425,03
Salvador7,920,300,901,205,74
Curitiba7,370,390,891,286,17
Campo Grande1,730,600,891,509,03
Vitória1,910,400,851,257,23
Porto Alegre7,150,290,851,146,05
São Luís3,470,210,831,046,64
São Paulo24,600,250,761,016,30
Recife5,600,610,751,377,30
Goiânia4,43-0,250,590,345,30
Belo Horizonte10,350,430,581,016,18
Rio de Janeiro9,380,100,350,445,95
Brasil100,000,270,821,096,22
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 janeiro a 1° de março de 2021 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de dezembro de 2020 a 28 de janeiro de 2021 (base).

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Prefeitura de Parnamirim: Prefeito visita obras de urbanização do litoral e caminhódromos

Ascom

O prefeito Rosano Taveira, acompanhado do secretário de Obras Públicas, Albérico Júnior, assessores, presidente da Câmara, Wolney França, e alguns vereadores, visitou nesta sexta-feira (12) as obras de reurbanização no litoral e de três novos caminhódromos.

A visita iniciou na orla de Pirangi do Norte, que em um prazo de oito meses contará com um calçadão de 577 metros, drenagem, acessibilidade, áreas para atividade física, ciclovia e estacionamento.

Já em Cotovelo, os serviços estão em fase de finalização, e além do Calçadão, haverá uma praça esportiva, possibilitando a prática da corrida e caminhada; e uma área de convivência entre as famílias.

Em seguida, o prefeito visitou as obras dos caminhódromos dos bairros de Boa Esperança, Cajupiranga e Liberdade que contarão com acessibilidade, vagas de estacionamento, academia ao ar livre e área arborizada. Em Boa Esperança, a população também contará com um campo de futebol. A previsão é que os espaços de esporte e lazer sejam concluídos em até 90 dias.

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Secretaria Municipal de Educação de Natal emite nota publica à população

Secretaria Municipal de Educação de Natal emite nota publica à população

Secretaria Municipal de Educação (SME) de Natal — Foto: Reprodução/Google Maps

Nota à População:

Com o propósito de tornar público para toda população de Natal, principalmente aos usuários e servidores da Rede Municipal de Ensino, a Secretaria Municipal de Educação de Natal vem esclarecer sobre o funcionamento do órgão central e do anexo localizado na Rua São José, Lagoa Seca, e das medidas de biossegurança que estão sendo executadas para que o trabalho realizado em todos os setores e departamentos continuem ocorrendo com o único objetivo de garantir o funcionamento das 146 unidades de ensino e o direio à educação para os 57.908 alunos matriculados nas etapas da Educação Infantil (Creche e Pré-Escola) e Ensino Fundamental (1º ao 9º ano e Educação de Jovens e Adultos).

O expediente acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h conforme decreto nº 12.164, de 01 de fevereiro de 2021 e consolidação pelo decreto n. 12.179, de 06 de março de 2021 da Prefeitura do Natal, publicado no Diário Oficial do Município, respectivamente, dos dias 02 de fevereiro de 2021 e 06 de março de 2021, ficando os servidores com mais de 60 anos, com comorbidades, gestantes e lactantes em regime de home office.

A SME determinou a execução de uma escala e rodízio entre os servidores, garantindo assim, o funcionamento dos setores e departamentos durante toda a semana, ficando os servidores também em trabalho home office.

A Secretaria Municipal de Educação de Natal suspendeu todos os atendimentos presenciais, e publicou em portaria 031/2021/GS/SME, de 23 de fevereiro de 2021, publicada no Diário Oficial do Município de 24 de fevereiro de 2021, os e-mails de todos os departamentos, para que a população possa entrar em contato, além da interação por telefone e WhatsApp.

As reuniões de trabalho estão acontecendo em plataforma virtual, oferecendo segurança para que os servidores possam interagir da própria mesa de trabalho e/ou enquanto atua em home office.

A entrada de todos os servidores na sede da SME é antecipada da verificação da temperatura corporal, além da disponibilidade no hall de entrada de totem com álcool gel e lavatório. A exigência do uso de máscara em todos os espaços é permanentemente obrigatória. A limpeza e sanitização de todos os espaços é realizada antes do início do expediente.

Os servidores estão orientados a realizarem suas refeições (lanche ou almoço) de maneira individualizada, evitando a proximidade com outras pessoas, no momento que necessita retirar a máscara para se alimentar.

Desta maneira, considerando a importância da Secretaria Municipal de Educação de Natal, continuar atuando nas atividades relacionadas ao retorno das atividades letivas, da merenda escolar, do assessoramento pedagógico dos educadores infantis e professores, compreendemos ser de extrema importância a necessidade e permanência do funcionamento da sede e do anexo conforme determinações citadas nesta nota pública.

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Governo do RN: Comitê Científico apresenta resultado do Inquérito Sorológico no RN

Raiane Miranda

“Ao completarmos um ano de pandemia, enfrentamos hoje um dos momentos mais críticos ao longo dessa trajetória.” A fala do Secretário de Saúde Cipriano Maia ao abrir a coletiva de imprensa reflete a situação atual de enfrentamento ao combate ao coronavírus. Como pontos importantes para o estudo deste cenário, o Comitê Científico da Sesap apresentou, nesta sexta-feira (12), a análise do Indicador Composto e o resultado do Inquérito Sorológico, pesquisa feita em oito municípios no intuito de mapear o comportamento da pandemia no estado do Rio Grande do Norte.

INQUÉRITO SOROLÓGICO

O Inquérito Sorológico teve como finalidade mapear o comportamento da Covid-19 em todas as regiões do Estado do Rio Grande do Norte.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública, em parceria com o Instituto Amostragem do estado do Piauí, elaborou entrevistas e realizou exames (testes Covid) em oito municípios do Estado: Pau dos Ferros, Mossoró, Assu, Natal, João Câmara, São José do Mipibu, Santa Cruz e Caicó. Para cada município, vinte entrevistadores e pesquisadores fizeram a aplicação de um questionário com perguntas referentes a sintomas, estado de saúde, idade, comorbidades, entre outras questões importantes para embasar a pesquisa.

Ao todo foram 160 pesquisadores em campo. Em cada município, cerca de 2.500 pessoas foram testadas e entrevistadas. No total, 20.234 pessoas no estado fizeram parte do estudo. A coleta de dados foi feita ao longo do mês de janeiro de 2021.

RESULTADOS

Apresentou anticorpos para a Covid-19, 6,5% da população investigada. As maiores prevalências foram em Caicó (12,3%) e Pau dos Ferros (12,7%), e a menor em São José de Mipibu (5,3%). Em termos proporcionais, isso indica que quase 230 mil pessoas no Rio Grande do Norte tiveram contato com o SARS-CoV-2 e produziram anticorpos detectáveis. Nessa projeção, estão inseridas aquelas pessoas que tiveram contato com a doença e não souberam.

As maiores prevalências aparecem nos grupos etários acima de 45 anos e chama a atenção, contudo, a prevalência também alta no grupo de até 9 anos de idade. “Essa foi uma das surpresas da pesquisa”, aponta o pesquisador Ângelo Roncalli.

Entre a menor prevalência (4,5% entre 18 e 24 anos) e a maior (8,1% em 70 anos e mais), a diferença é significativa.

Com relação ao sexo, as prevalências são praticamente iguais. Em relação à raça/cor autorreferida, a prevalência é maior em negros (6,9%) em comparação com brancos (5,6%). A categoria “negros” foi formada pelo agrupamento dos que referiram raça/cor preta ou parda. A prevalência é maior nos que relataram contatos, tanto com suspeitos quanto com confirmados.

Outro ponto importante da pesquisa é a prevalência entre os que não adotaram o distanciamento social (12,7%), significativamente maior em comparação aos que adotaram total ou parcialmente (7,2%). “Esse dado aponta para a importância e eficácia do distanciamento social”, afirma Roncalli.

O inquérito tem o apoio do Comitê Científico instaurado desde o início da pandemia com pesquisadores da UFRN e do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Para que a pesquisa pudesse acontecer, a Sesap forneceu 25 mil kits de testes da marca WONDFO SARS-CoV-2 Antibody Test, além dos equipamentos de proteção individual (EPIS).

INDICADOR COMPOSTO

O Indicador Composto elaborado sob coordenação do professor Kênio Lima (UFRN), junto com os pesquisadores do Comitê de Especialistas e a equipe da Sesap-RN, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFRN, permite o mapeamento da evolução semanal de casos por município e assim ter um monitoramento da pandemia em todo o estado.

Os dados apontam que no mês de maio de 2020, o número de óbitos diários triplica. O pico ocorre em 21 de junho, com 33 óbitos. A partir daí há uma queda, sustentável, com -2,2% ao dia até fim de outubro. Em novembro já se observa um aumento de 0,7%, e em dezembro um crescimento maior ainda, de 3,0%.

Até o final de fevereiro de 2021, a tendência é novamente de aumento e hoje temos os seguintes dados: no dia de hoje (12), temos 179.824 casos confirmados e 53.902 casos suspeitos. Em relação aos óbitos, os dados apontam 3.857 óbitos confirmados por covid-19, sendo 05 nas últimas 24 horas. Ainda há 845 óbitos em investigação.

O indicador reúne nove variáveis que traçam um olhar mais apurado sobre a situação de cada município e um escore que mostra a evolução a cada semana. Isso permite a tomada de decisões do comitê para o enfrentamento da pandemia.

O último indicador, apresentado na coletiva, aponta para o estado de alerta que o Rio Grande do Norte vive hoje. “Um importante instrumento com contribuição decisiva da ciência, como vem sendo desde o início, sob a coordenação da professora Fátima Bezerra, para ter o melhor resultado em salvar vidas, que é o objetivo do SUS e da ação governamental”, ressaltou o secretário de saúde Cipriano Maia.

ESTADO DO RN EM ALERTA

O indicador vai de 1 a 5, onde 1 é a melhor situação e 5 a pior. Foram usadas cores alusivas aos semáforos de trânsito, sendo o 1 e 2 em dois tons de verde, o 3 e 4 em dois tons de amarelo e o 5 em vermelho. “Como ele é calculado a cada semana, temos condições de monitorar a evolução de cada município”, explica o professor Ângelo Roncalli.  Os dados hoje mostram que dos 167 municípios do estado, 59 tiveram uma piora no indicador, 81 estão em estabilidade e 27 tiveram melhora.

O Indicador Composto é analisado e disponibilizado semanalmente e o último, publicado esta semana, traz um panorama crítico do momento atual.

Estiveram presentes na coletiva os membros do Comitê Científico da Sesap: Cipriano Maia, secretário de saúde Sesap; Ângelo Roncalli, professor do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva / UFRN; Jusciano Lacerda, Pesquisador em Comunicação e Saúde e docente do doutorado em Estudos da Mídia da UFRN; Hugo César Novais Mota, responsável técnico pelo Núcleo Estadual da Estratégia da Saúde da Família da SESAP; e Ricardo Valentim, do Departamento de Engenharia Biomédica / Coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS)/UFRN

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