18 de março de 2021

Coluna Versátil News

Covid recém-diagnosticada agrava cirurgia de câncer

Pesquisa quer determinar por quanto tempo é possível atrasar uma cirurgia em pacientes com câncer que foram diagnosticados com covid-19. - iStock
Pesquisa quer determinar por quanto tempo é possível atrasar uma cirurgia em pacientes com câncer que foram diagnosticados com covid-19.Imagem: iStock

Cirurgias para a retirada de tumores realizadas em menos de sete semanas após o diagnóstico de covid-19 tiveram um risco de mortalidade aumentado em ao menos 140%, passados 30 dias após a operação. É o que revela um estudo multicêntrico, realizado em 116 países, entre eles o Brasil, que mensurou mais uma das consequências da pandemia do coronavírus.

O trabalho, publicado na revista científica Anaesthesia na semana passada, tinha como objetivo determinar por quanto tempo idealmente é possível atrasar uma cirurgia em pacientes com câncer que foram infectados pela covid-19.

Os pesquisadores, ligados ao CovidSurg Collaborative, com financiamento do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde, do Reino Unido, avaliaram o que ocorreu com pouco mais de 140 mil pacientes de câncer que passaram por cirurgia em outubro do ano passado em várias partes do mundo. Do total, 3.127 pacientes (2,2%) tinham recebido o diagnóstico de covid-19 algumas semanas antes do procedimento.

Nas pessoas que não tiveram covid-19, a mortalidade média foi de 1,5% no período de 30 dias após a cirurgia – dentro do considerado normal para esse tipo de procedimento. Entre os que tinham se infectado, porém, a mortalidade foi tanto maior quanto mais perto do diagnóstico de covid-19 foi feita a cirurgia, assim como também foram maiores os riscos de complicações pulmonares.

Em até duas semanas após o diagnóstico da infecção com o coronavírus, a taxa de mortalidade subiu para 4,1%; entre três e quatro semanas foi de 3,9%; e entre cinco e seis semanas, de 3,6%. Em comparação com a linha de base, o tempo da cirurgia representou, respectivamente, um aumento do risco de morte de 173%, 160% e 140%. Somente nas cirurgias realizadas após sete semanas ou mais do diagnóstico é que o risco de mortalidade voltou a se assemelhar ao de não infeccionados.

Decisão de esperar

“Com esse trabalho produzimos novos conhecimentos sobre o tempo de segurança do tratamento que vão mudar a forma de cuidar desses pacientes a partir de agora”, disse ao Estadão o oncologista Felipe Coimbra. Diretor do Instituto Integra Saúde e médico da área de Tumores Gastrointestinais do A.C. Camargo Cancer Center, ele foi um dos 50 pesquisadores brasileiros a participar do levantamento.

O estudo traz uma base científica para orientar uma decisão que Coimbra e outros médicos já vinham tomando nos últimos meses. Foi o caso de Claudio Mira Galvão, de 64 anos, que tinha cirurgia marcada em novembro passado para a retirada de tumores no fígado e na pleura, mas foi diagnosticado com covid cerca de dez dias antes. Por razões médicas, a cirurgia foi adiada para dezembro, e ele contraiu a síndrome neurológica de Guillain-Barré. A cirurgia, por fim, só foi realizada em janeiro.

Tempo de segurança

Os autores do estudo recomendam que o ideal é adiar cirurgias programadas por pelo menos sete semanas após a infecção com covid-19. O prazo precisa ser ainda maior para quem permanecer com sintomas por mais tempo.

Uma das regras de ouro na luta contra cânceres é operar o mais rápido possível para ter maior sucesso – mas a covid trouxe um risco a mais. “Agora temos de calcular esse balanço entre quanto tempo é possível esperar para fazer a cirurgia sem prejudicar a chance de cura do paciente”, comenta Coimbra.

Fonte: UOL

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Fecomércio: CNC: intenção de consumo das famílias mostra tendência de alta

Após registrar queda no último mês, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) voltou a subir em março. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o indicador alcançou 73,8 pontos, com crescimento mensal de 0,6%, após ajuste sazonal. Apesar da recuperação, trata-se do pior mês de março da série histórica. Em relação a março de 2020, houve retração de 26,1%, a décima segunda nesta base comparativa. O índice permaneceu ainda abaixo do nível de satisfação (100 pontos), o que acontece desde abril de 2015 (102,9 pontos).

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destaca que o levantamento mostra maior confiança das famílias na recuperação econômica, mas observa que essa avaliação está amparada em uma percepção de melhora no mercado de trabalho. “De modo geral, o brasileiro se mostra mais seguro quanto ao impacto da pandemia sobre seu emprego. Mas é um dado ainda tímido que só vai se confirmar em médio prazo com maior enfrentamento da pandemia e medidas de proteção à economia”, avalia Tadros.

Renda e consumo indicam recuperação

A maior parte dos entrevistados (32,7%) respondeu que se sente tão segura com seu emprego atual quanto no ano passado, uma proporção mais alta do que no mês anterior (32%) e maior do que em março de 2020 (26,7%). O índice atingiu o patamar de 90 pontos, o maior desde maio de 2020 (101,7 pontos) e o mais alto indicador deste mês. Pela primeira vez desde dezembro de 2020, a parcela dos que se sentem “menos seguros” com o emprego não representa a maioria. O subíndice que avalia a renda atual mostra que a maioria das famílias considera sua renda pior do que no ano passado, um percentual de 40,3%. Contudo, o item voltou a crescer (+0,4%), após dois meses consecutivos de queda, alcançando 79,3 pontos. Na comparação anual, houve retração de 31,5%.

No subíndice que avalia perspectiva de consumo, a maior parte das famílias (54,5%) acredita que vai consumir menos nos próximos três meses, atingindo 68,5 pontos, seu maior nível desde maio de 2020 (75,6 pontos). O percentual mostrou leve recuperação, ficando abaixo dos 54,9% no mês anterior, mas acima dos 35% observados em março de 2020. Com relação ao item que avalia perspectiva profissional, houve variação positiva de 0,9% em março de 2021, após queda no mês anterior, atingindo 89,8 pontos. A comparação com igual mês do ano anterior, no entanto, foi negativa (-18%).

Confiança no longo prazo

“Observamos que, além dos índices relativos à melhora no mercado de trabalho, há percepção de crescimento da intenção de consumo das famílias ou, ao menos, uma tendência menos conservadora de gastos captada neste mês. A continuação da recuperação da expectativa de consumir em março demonstra que, mesmo com o recuo nas perspectivas em relação ao consumo hoje, o brasileiro permanece confiante no seu poder de compra no prazo mais longo”, explica Catarina Carneiro da Silva, economista da CNC responsável pelo estudo.

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Reinfecção é rara, só que acontece mais entre idosos, aponta estudo

Pesquisa mostra que pessoas com mais de 65 anos têm 47% de proteção contra pegar covid de novo, já nos mais jovens é de 80% 

Idosos têm mais chances de pegar covid novamente

Idosos têm mais chances de pegar covid novamente

A reinfecção da covid-19 é rara, mas é mais fácil acontecer entre as pessoas acima dos 65 anos, do que nos mais jovens. Essa foi a conclusão de uma pesquisa feita pelo Statens Serum Institut, de Copenhague, na Dinamarca, e publicada na última quarta-feira (17), na revista científica Lancet.

No país europeu, os exames de PCR são gratuítos e foram feitos em mais de 4 milhões de pessoas do começo da pandemia até o fim de 2020. Os pesquisadores usaram esse banco de dados e compararam resultados da primeira e da segunda ondas. Entre 110 mil infectados no começo da doença, 72 ficaram doentes novamente entre os meses de setembro e dezembro.

O resultado mostra que a reinfecção é difícil, mas chamou atenção que entre os reinfectados que as pessoas com mais de 65 anos apresentam uma taxa de resistência ao vírus de 47%, enquanto nos mais jovens esse número é de 80%. 

“Nosso estudo confirma o que vários outros pareciam sugerir: a reinfecção pela covid-19 é rara em pessoas mais jovens e saudáveis, mas os idosos correm maior risco de contraí-la novamente”, disse Steen Ethelberg, pesquisador do instituto da Dinamarca.

A pesquisa reforçou a indicação de políticas públicas voltadas à população nessa faixa etária.  “Como os idosos também têm maior probabilidade de apresentar sintomas graves de doenças e, infelizmente, morrer, nossas descobertas deixam claro como é importante implementar políticas para proteger os idosos durante a pandemia.”

Duração da imunidade

O estudo também verificou que, pelo menos durante seis meses, pessoas que já tiveram covid não apresentaram queda na taxa de imunidade. Mas, os cientistas afirmam que esses dados não são definitivos e indicam necessidade de vacinar mesmo que já ficou doente. 

Uma das conclusões do estudo foi: “Nossos dados indicam que a vacinação de indivíduos previamente infectados deve ser feita porque a proteção natural não pode ser invocada.”

Fonte: R7

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G1:Prefeito de Natal pede que população siga decreto de isolamento rígido: ‘Limite chegou

Álvaro Dias (PSDB) defendeu necessidade do decreto publicado em conjunto com o governo, nesta quinta-feira (18) e afirmou que sistema de saúde vive ‘pré-colapso’.

Álvaro Dias (PSDB), prefeito de Natal, fala sobre decreto com isolamento social rígido.  — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

O prefeito de Natal defendeu a necessidade do decreto de isolamento rígido publicado em conjunto com o governo do estado nesta quinta-feira (18) e disse que haverá fiscalização para cumprimento das medidas. Álvaro Dias (PSDB) pediu apoio da população às regras e afirmou que tentou ao máximo manter o comércio funcionando, mas considera que o sistema de saúde chegou à beira de um pré-colapso.

“Ninguém mais do que eu quis preservar o comércio funcionando, preservar os empregos, preservar as atividades econômicas, mas chega um momento que tudo tem limite. O limite chegou. É preciso preservar a vida das pessoas. O momento é grave, é difícil, a situação está complicada, nós estamos no pré-colapso e essas medidas são necessárias para controlar a situação, senão fica incontrolável”, disse o prefeito.

O decreto tem validade do próximo sábado (20) até o dia 2 de abril. Durante esse período, apenas atividades consideradas essenciais poderão funcionar em todo o estado. As afirmações do prefeito foram feitas no início da tarde desta quinta (18), durante entrevista coletiva na sede da prefeitura.

Álvaro Dias afirmou que as regras foram discutidas com o governo do estado e com o Ministério Público e reconheceu que as medidas causam dificuldades financeiras. Ao mesmo tempo, considerou que, as perdas econômicas podem ser revertidas, enquanto as vidas perdidas não podem ser recuperadas.

De acordo com o prefeito, se nenhuma medida fosse tomada, o sistema de saúde chegaria a um colapso, não podendo mais atender pessoas com Covid-19 ou outras doenças.

“É preciso que as pessoas tenham consciência da gravidade do momento que estamos passando. O vírus sofreu mutações, é mais resistente, é agressivo, ele provoca uma doença de uma gravidade maior do que vinha acontecendo. Eu sei que nós vamos criar e provocar dificuldades fechando o comércio e algumas atividades não essenciais. Mas é importante que todos tenham consciência que as dores maiores, os sofrimentos maiores, seriam acarretados com as mortes que adviriam dessa irresponsabilidade se nós não tomássemos essa medida. Eu sei que não é fácil. Mas a dificuldade financeira se recupera depois. Vidas, nunca mais”, declarou.

Propostas para economia

O prefeito afirmou que ainda vai discutir com a equipe econômica do município e com o governo do estado ações para tentar atender às necessidades dos empresários e trabalhadores, como isenções, incentivos fiscais, entre outras.

Álvaro Dias ainda afirmou que, passado o prazo do decreto, até dia 2 de abril, prefeitura e governo vão avaliar o cenários epidemiológico e poderão “afrouxar” ou tomar medidas ainda mais restritivas.

“É preciso que não paire nenhuma dúvida da necessidade de fazer o que fizemos. Fiz e faria de novo. O momento é grave. O momento é difícil. As pessoas correm risco de vida e nós não tínhamos outra alternativa para escolher”, declarou.

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Bolsa Família começa a ser pago hoje a 14 milhões de lares

Mais 3 milhões de famílias serão incluídas na poupança digital

Marcello casal

Nesta quinta-feira (18), 14.524.150 famílias começam a receber a parcela de março do Bolsa Família. É a maior folha de pagamento já registrada pelo programa, com cerca de 300 mil novas concessões em relação a fevereiro. Hoje também começa a última fase de inclusão bancária na Conta Social Digital. Em março serão incluídas mais de 3 milhões de famílias.

“Atingimos neste mês o número expressivo e inédito de 14,52 milhões de famílias beneficiárias pelo Bolsa Família. Assim, o governo federal vem cumprindo o seu papel de, cada vez mais, proteger a população mais vulnerável e combater a pobreza e a desigualdade social no Brasil, especialmente neste momento delicado da pandemia que o país enfrenta”, observou a secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério da Cidadania, Fabiana Rodopoulos.  

Desde abril de 2020, o número de famílias beneficiárias se mantém acima dos 14 milhões, a maior média da história do Bolsa Família. O valor total de repasses de março supera a cifra dos R$ 2,7 bilhões, com um benefício médio de R$ 186,49. Antes deste mês, maio de 2019 era o que figurava com maior número de famílias contempladas, com 14,33 milhões.

Confira as datas de pagamento do benefício em março:

Bolsa Família, Calendário

Poupança Social Digital

Também nesta quinta, começou a quarta e última fase de inclusão bancária na poupança digital. Neste mês, serão incluídas as famílias com final de NIS 1 e 2, além de povos e comunidades tradicionais como indígenas, quilombolas, extrativistas, população ribeirinha e pescadores artesanais. A estimativa é de que a ação alcance cerca de 3 milhões de famílias em março. Desde dezembro, quando foi lançada a iniciativa, 9 milhões de famílias foram incluídas.

Com a Poupança Social Digital, os beneficiários passam a contar com serviços bancários e digitais, tendo as opções de saques e de pagamentos de benefícios do programa ampliadas. Além de movimentar o benefício por aplicativo de celular, os beneficiários poderão continuar sacando os recursos por meio do Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão.

“Essa conta representa mais segurança para os beneficiários e ainda vai facilitar a vida de quem tem algum problema de mobilidade ou vive longe das agências bancárias ou dos terminais lotéricos”, prossegue a secretária.

Não é preciso pagar tarifa de manutenção para a poupança digital, nem cadastrar uma nova senha. Um guia rápido com todas as informações sobre o acesso e o uso da Conta Social Digital está disponível na internet.

Nordeste

Na divisão por regiões, o destaque em março de 2021 é o Nordeste, com mais de sete milhões de famílias atendidas e três estados com mais de 1 milhão de contempladas: Bahia, com 1,8 milhão (maior número de beneficiários do país), Pernambuco (1,1 milhão) e Ceará (1 milhão). Na sequência aparecem o Sudeste, com 3,9 milhões, o Norte (1,79 milhão), o Sul (948 mil) e o Centro-Oeste (702 mil).

Como em todos os meses, os pagamentos terão início pelos beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) final 1, seguindo até o dia 31, conforme a tabela abaixo. Para receber o benefício, é preciso estar com informações consistentes e sem pendências no Cadastro Único do Governo Federal.

Fonte: agência Brasil

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