21 de março de 2021

Coluna Versátil News

GEORGE PEDE INCLUSÃO DE MOTOBOYS E ACADEMIAS NA LISTA DE ATIVIDADES ESSENCIAIS

Divulgação

Diante do decreto estadual que regulamenta as atividades consideradas essenciais durante a pandemia, o deputado George Soares (PL) encaminhou requerimentos ao Governo do Estado sugerindo a inclusão dos serviços realizados por motoboys, mototaxistas, academias de musculação e práticas esportivas. De acordo com o parlamentar, as atividades mencionadas devem ser vistas como fundamentais para a sociedade.

“Os profissionais das categorias motoboys e mototaxistas devem ser reconhecidos como parte integrante das atividades essenciais, tendo em vista atuarem diretamente com transporte e entrega de produtos provenientes de estabelecimentos já reconhecidos anteriormente como essenciais, como é o caso dos medicamentos e alimentos”, justifica George.

Em se tratando das academias e práticas esportivas, o deputado entende “que pessoas fisicamente ativas tendem a ter um sistema imune mais bem preparado do que pessoas sedentárias. O fechamento de academias de musculação e práticas esportivas com distanciamento social imposto pela pandemia tem diminuído o nível de atividade física e aumentado o sedentarismo. Além do corpo, a atividade esportiva pode ajudar também na saúde mental, o que reforça a ideia de que os serviços oferecidos por estes estabelecimentos são essenciais à saúde da nossa população diante do momento em que vivemos”, defende ele.

O parlamentar solicita ainda, ao Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância Sanitária, Departamento de Imunização de Doenças Transmissíveis e à Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações, para que procedam a inclusão dos motoboys e mototaxistas que trabalham com entrega e transporte na lista dos grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19 no Plano Nacional de Imunização.

“Fazem parte da linha de frente, estando em risco diário de contaminação pela Covid-19. Justifica-se, assim, a solicitação para que estes profissionais sejam incluídos na lista prioritária de vacinação, pois estão diariamente prestando um serviço essencial à sociedade do nosso Estado, se expondo ao risco de contaminação pelo vírus diariamente”, explica George.

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Ter um filho com Down é “enxergar o mundo de outras perspectivas”

Empresário cria projeto de acolhimento a famílias

Rafael brilhante

Enxergar o mundo através de outras perspectivas. É dessa forma que o empresário Henri Zylberstajn se refere, hoje, à experiência de ter um filho com Síndrome de Down. Na avaliação dele, é uma “oportunidade de vida” que acabou modificando para sempre a sua forma de enxergar a paternidade, a inclusão social e, até mesmo, o voluntariado.

Há três anos, quando seu filho caçula, Pedro, nasceu, ele não tinha ideia do que era essa síndrome. “Eu e minha esposa, Marina, fomos pegos de surpresa, já que a informação da síndrome só nos foi dada um dia depois do nascimento. E, por pura falta de informação e falta de oportunidade prévia de convívio com pessoas com condições análogas à do Pedro, eu, inicialmente, achei que era uma coisa ruim”, relembra o empresário. 

Pedro nasceu prematuro e ficou 21 dias na UTI. Durante esse período, Zylberstajn lembra que começou a receber muitas informações e se sentiu menos desamparado. “Pude perceber que tê-lo ao meu lado não era um castigo, não era algo ruim. Pelo contrário, era uma oportunidade de vida, de enxergar o mundo através de outras perspectivas”, destacou.

Do susto à aceitação, veio a promessa: ninguém ia olhar seu filho com os mesmos pré-conceitos que ele teve um dia.

Foi assim que Zylberstajn começou a se envolver na luta de pessoas com necessidades diferenciadas. Para dividir um pouco da jornada da família que, além de Pedro, contava com duas crianças um pouco mais velhas, eles criaram o perfil @pepozylber, no Instagram.

“A partir de então, eu comecei a ter contato com o terceiro setor, virei voluntário de instituições que atuavam com inclusão e acabei, pelo meu envolvimento, pelo alcance do Instagram, e pela vontade que as pessoas também tinham, fundando uma organização não governamental (ONG) que se chama Instituto Serendipidade.”

O nome significa descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso.

Inclusão e acolhimento

O propósito do instituto é transformar o olhar da sociedade e torná-lo mais empático ao tema inclusão. Entre iniciativas próprias do instituto está o Projeto Laços, cujo objetivo é fazer a ponte entre quem precisa de ajuda e quem já passou pela experiência de ter um filho atípico e tem muito a ensinar. O projeto capacita pais e mães em um método sistemático de acolhimento, que possa ser medido e repetido, sem deixar de respeitar as individualidades de cada família. 

Henri  Zylberstajn lembra que Pedro nasceu em um hospital de referência em São Paulo e, com isso, a família teve chances de conversar com vários especialistas, entre médicos, enfermeiros e psicólogos. Mas eles só se sentiram realmente acolhidos e conseguiram “virar a chave daquela notícia inesperada”, quando passaram a conversar com pais e mães de crianças com Síndrome de Down e que já tinham passado pela mesma situação.

Henri Zylberstajn e do filho Pedro

Henri Zylberstajn e do filho Pedro – Rafael Brilhante/Direitos Reservados

“O Laços nasceu de uma experiência pessoal, de como é importante receber esse acolhimento de pais de crianças com Síndrome de Down”, disse, destacando a preocupação com famílias em situação de vulnerabilidade social.

O projeto teve início em 2019. O trabalho de acolhimento, que pode durar até um ano, é feito por uma rede de voluntários, conduzida pelas psicólogas Marina Zylberstajn e Claudia Sartori Zaclis e coordenada por Deise Campos e Fernanda Rodrigues.

“O método é o mesmo, tem diretrizes iguais para todos. Agora, cada acolhedor aplica essa metodologia com ajustes necessários à realidade e individualidade de cada família.”

Todos os voluntários são pais e mães de filhos com Síndrome de Down, e o grupo busca a diversidade entre os integrantes reunindo pessoas de todas as regiões do Brasil, de todas as classes sociais, raças e religiões.

“A gente acredita que, quanto maior o nível de identificação da situação e do nível socioeconômico, maior a possibilidade de a gente conseguir, por meio do acolhimento, se colocar no lugar daquela família e oferecer o serviço de uma maneira mais adequada”, disse Zylberstajn.

Mãe de Marina, de quase 2 anos, Érika Ramos afirma que participar do projeto deu a ela uma outra dimensão sobre a vida e os próximos passos. “Foi um divisor de águas para mim. No primeiro atendimento, fiquei três horas com a minha acolhedora ao telefone. Eu estava muito confusa e ela me ajudou bastante”, afirmou.

Segundo a voluntária Hadla Issa, que já deu suporte a três famílias, o atendimento varia, mas a vontade de acolher, não. “Umas [mães] me perguntam sobre assuntos práticos, outras me ligam quando estão tristes. Sou uma pessoa que sabe ouvi-las. Afinal, estamos na mesma”, declarou.

Hoje, o Projeto Laços tem uma equipe de 31 pais e mães voluntários no Brasil inteiro, que atendeu, ao longo dos últimos 18 meses, mais de 150 famílias brasileiras e do mundo. “Como os atendimentos hoje são todos online, a gente tem famílias do Canadá, da Austrália, da Espanha.”

Outras síndromes

Há cinco meses, o escopo do projeto foi ampliado e os voluntários passaram a atender famílias cujos filhos foram diagnosticados com outras síndromes e, até mesmo, com doenças raras. Na lista de casos atendidos estão a Síndrome de Williams, Síndrome de Prader Willi, Síndrome de Cornélia de Lange, paralisia cerebral, entre outras.

Uma das pessoas a receber o atendimento do projeto foi Fabíola Brandt Arrais de Sá, moradora de Recife, cujo filho, Miguel, foi diagnosticado com Síndrome de Williams [que tem impacto no desenvolvimento comportamental, cognitivo e motor] aos quatro meses.

“Descobri que era uma condição muito rara, só há registro de 1.200 casos no Brasil. Me senti perdida, mas o Projeto Laços me permitiu conhecer outra mãe que já tinha enfrentado tudo isso. No primeiro acolhimento, ela me contou sua experiência e não me senti mais só. Pude ver que a vida é cheia de possibilidades. Ela me ajudou a enxergar que meu bebê vai ter limitações, mas que há um caminho possível”, disse Fabíola  que recebeu o acolhimento de uma mãe de São Paulo.

Mãe de Isabela, uma jovem de 19 anos que nasceu com Síndrome de Rubinstein, a paulistana Flávia Piza decidiu se tornar uma voluntária do projeto. Ela espera dar a outras famílias o acolhimento que não recebeu. “Acho que passarei uma experiência mais empática para os pais que tiverem uma criança com a mesma síndrome. Eu sei exatamente o que o outro está sentindo. Os médicos, por melhor que sejam, não têm a mesma conexão”, afirmou.

Para se tornar voluntário do Projeto Laços, é preciso passar por um treinamento de três dias. O objetivo da capacitação de pais acolhedores é multiplicar o conhecimento e tornar os voluntários aptos para a escuta.

Os interessados podem entrar em contato por meio do site do Instituto Serendipidade. O Projeto Laços é gratuito e conta com o apoio do hospital Israelita Albert Einstein.

Fonte: agência Brasil

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Semurb participa de limpeza submarina na praia da Redinha

Semurb participa de limpeza submarina na praia da Redinha

Na manhã deste sábado (20), fiscais da secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) participaram juntamente com a equipe do pesca sub RN de uma campanha de limpeza na praia da Redinha. A ação foi realizada nas proximidades do quebra-mar e retirou cerca de meia tonelada de resíduos do local.

Os mergulhadores retiraram do leito marinho garrafas de vidro, pets, latas de refrigerante e cerveja, sacolas plásticas, embalagens plásticas, madeira, canos de escapamento, redes plásticas, alumínio, pedaços de colchão, coco, entre outros. Todo o lixo já foi coletado pela Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana).

De acordo com o supervisor ambiental Iang Chaves, integrante do grupo de pesca, toda ação em prol do meio ambiente é sempre bem-vinda. O grupo de mergulhadores faz pesca seletiva, ou seja, só pega o peixe que pode ser consumido. “Esse é um trabalho voluntário que conta com a colaboração de várias pessoas e entidades, visando a preservação do local.

Segundo o coordenador do projeto, Pedro Dantas, a ideia surgiu da necessidade de diminuir a poluição, tendo em vista que lá tem um dos mais belos pôr-do-sol da cidade. Explica que esta ação não acontece somente em Natal, mas em diversas cidades do país, que se multiplica com o envolvimento de várias pessoas e vai criando uma rede de coletividade. Faz um apelo aos frequentadores do quebra-mar “que não deixem lixo, tragam uma sacolinha e recolham os resíduos, para manter o local sempre limpo e atrativo aos visitantes da cidade”, finaliza.

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Governo do RN: Estado busca soluções para abastecimento de oxigênio nos municípios

A demanda por oxigênio medicinal em todo o país tem sido tão alta que os fornecedores não estão conseguindo cumprir contratos. Para buscar alternativas, o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), dialogou com a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Ministério Públicos (MPRN e MPT/RN), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio Grande do Norte (Cosems-RN) e Conselho Estadual de Saúde (CES) em reunião neste sábado (20). 

Algumas medidas foram adotadas para solucionar o abastecimento: a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ajuizou ação para que a White Martins, fornecedora contratada pelo estado, para que seja ampliado em 25% o fornecimento de oxigênio, a fim de que a possa ser repassado aos municípios; além disso, em reunião com Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), ficou encaminhado que o RN receberá 160 cilindros nos próximos dias, buscando ampliar esse número em seguida, além do envio de concentradores de oxigênio e a requisição de usinas.

Em contato com o Ministério da Saúde, na tarde deste sábado, a governadora Fátima Bezerra obteve a garantia do general Ubaldo que serão encaminhados 160 cilindros ao RN até a próxima quarta-feira (24). 
A chefe do Executivo Estadual anunciou, ainda durante a reunião, a previsão da chegada de 85 concentradores de oxigênio neste domingo (21) para auxiliar o atendimento de pacientes com Covid-19. Esses equipamentos serão doados pelo Governo do Amazonas, em iniciativa denominada Operação Gratidão, que faz referência ao apoio recebido de outros estados durante o colapso do sistema de saúde. 

“Importante ter essa pactuação junto com o Cosems pra que os concentradores sejam enviados para aqueles municípios que mais precisam e a gente não perca os critérios. Quando conversei com o governador Wilson, o exemplo que citei logo foi Ceará-Mirim, como o que estava na situação mais crítica”, alertou a governadora, professora Fátima Bezerra, comunicando que a Anvisa está acompanhando as fabricantes e distribuidoras de oxigênio, que também se comprometeram em reduzir a produção do gás destinado à indústria para aumentar o produto medicinal. 

URGÊNCIA

Levantamento do Cosems-RN, demandado pela Sesap, constatou que 46 municípios necessitam hoje de cilindros adicionais para sustentar a demanda com o aumento das internações. As Prefeituras são responsáveis pelo abastecimento de suas unidades, mas a governadora lembrou que apesar disso, o SUS é tripartite e que “se faz necessário o trabalho integrado.”

A Sesap informou no encontro que os 16 hospitais, sob gerência do Estado que recebem pacientes Covid, seguem com abastecimento regular garantido pela empresa White Martins, conforme planejamento montado, com investimento na melhoria na rede de gases, desde o início da pandemia em 2020.

“Nós vivemos um momento dramático da pandemia, no qual além dos serviços hospitalares que a gente consegue acompanhar pela transparência, temos sobrecargas nas portas, nas unidades de pronto-atendimento, porque os pacientes geralmente ficam lá à espera de leitos”, contextualizou a secretária adjunta Maura Sobreira, ao ressaltar que o problema é nacional devido à alta demanda. 

“Em nosso estado, as unidades estaduais seguem abastecidas, mas precisamos de unidade para preservar as vidas das pessoas em toda a rede. Esse é o nosso maior incentivador, salvar vidas sem medir esforços”, finalizou Maura Sobreira.

”O Governo está fazendo sua parte, buscando o diálogo para encontrar a solução e não deixar os municípios sozinhos nessa luta”, afirmou o secretário de Gestão de Projetos e Metas do Governo e coordenador do Pacto pela Vida, Fernando Mineiro. 

Representantes do Ministério Público parabenizaram a ação da Sesap e do Governo e registraram a importância do diálogo e de todo o esforço das equipes da saúde para conseguir atravessar esse momento crítico.

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