Unidade móvel está fixada no bairro Potengi nesta semana. Podem ser atendidas mulheres a partir de 40 anos de idade e não é necessária requisição de exames.
Anny
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), está oferecendo exames gratuitos de mamografia para moradoras da Zona Norte de Natal entre esta segunda-feira (22) e a sexta (26).
A unidade móvel Savana Galvão vai ficar estacionada na Unidade Santarém, localizada na Av. Rio Doce, Nº 12, no Bairro Potengi. O atendimento, que é feito pelo Grupo Reviver, vai acontecer das 7h30 às 16h30.
Podem ser atendidas mulheres acima de 40 anos. Elas precisam apresentar RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência. Não é necessária requisição de exame para receber o atendimento.
A Secretaria de Saúde reforça que o câncer de mama tem cura se detectado a tempo e que, por isso, o diagnóstico precoce é tão importante para o êxito no tratamento.
A pasta explica que os exames retornaram mesmo na pandemia do novo coronavírus, mas garante que estão sendo adotadas todas as medidas protetivas necessárias para garantir a segurança das pacientes e dos profissionais, minimizando assim os riscos de contaminação pela Covid-19.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média de desemprego no RN ficou em 15,8% em 2020, a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Os dados evidenciam a crescente dificuldade de inserção em um mercado que exige, cada vez mais, pessoas qualificadas e em sintonia com as principais necessidades de cada setor.
É neste contexto que atua o Senac, instituição do Sistema Fecomércio RN, que, além de oferecer qualificação de excelência, investe em ferramentas que visam colaborar com a inclusão de jovens e adultos no mundo profissional, bem como com a geração de ocupação e renda.
Através do Senac Empregabilidade, serviço gratuito que encaminha anualmente cerca de 1.000 alunos ao mercado de trabalho, o Senac RN acaba de lançar importantes parcerias com empresas especializadas em recrutamento e seleção de pessoal.
Uma delas é o convênio com o portal Diversa RH, empresa especializada em serviços de Recursos Humanos. Por meio desta parceria, usuários cadastrados no portal – que atualmente conta com um banco de 5 mil currículos – podem contar com 15% de desconto na matrícula nos cursos Senac RN. A iniciativa visa facilitar o acesso dos candidatos às capacitações oferecidas pela instituição de ensino, que é referência em promover formação e aperfeiçoamento de profissionais.
“O Senac empregabilidade é uma ponte entre o mercado de trabalho, as empresas e os nossos alunos aprovados. É um serviço que faz cumprir nossa missão e ainda vai além, porque nele oferecemos todo um trabalho de orientação profissional, encaminhamentos e investimos em parcerias que atendem diretamente expectativas de empresas e candidatos”, explica o diretor regional do Senac, Raniery Pimenta.
Outro acordo comercial neste contexto, foi o firmado com a Iwof Tecnologia, plataforma digital que facilita a troca de informações entre empresas que procuram trabalhadores e pessoas que buscam emprego. Nesta, além de condições comerciais diferenciadas, os egressos do Senac RN serão detentores do selo “Iwof Mais”, que possibilitará acesso privilegiado a ofertas de trabalho disponibilizadas pela plataforma.
“Diante desse cenário de altas taxas de desemprego que só agravam a crise econômica que o país enfrenta, o Sistema Fecomércio RN prioriza estar pensando e investindo em ações que possam colaborar com a retomada da nossa economia, bem como com a geração de emprego e renda. Iniciativas como a do Senac Empregabilidade, além das parcerias e acordos que buscamos firmar com entidades públicas e privadas ratificam o nosso compromisso em colaborar para o desenvolvimento econômico do nosso estado”, disse o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.
Senac Empregabilidade
Por meio deste serviço, o aluno que concluir o curso terá mais facilidade em ser selecionado por empresas que estão em busca de profissionais qualificados. Em funcionamento desde o ano de 2009, o serviço já encaminhou mais de 13 mil ex-alunos para ocupar vagas de emprego nos segmentos de comércio de bens, serviços e turismo do estado. Por ano, são cerca de 1.000 ex-alunos selecionados e inseridos profissionalmente nas mais de 1.600 empresas cadastradas.
Para participar do Senac Empregabilidade, o candidato precisa ter sido aprovado, nos últimos seis anos, em algum curso da Instituição. Ele realiza o cadastro no site e em seguida, os currículos que estão de acordo com o perfil das vagas são enviados para as empresas cadastradas, para que os candidatos participem dos processos de seleção de emprego.
As empresas que tem interesse em aderir ao serviço, podem se cadastrar no endereço http://www.rn.senac.br/empregabilidade. Os candidatos ainda podem consultar no site o quadro de vagas disponíveis que são atualizadas e informadas semanalmente.
O Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio Grande do Norte – IPEM/RN lança a partir de hoje uma série de matérias que explicarão para a população qual o papel do órgão e sua importância para a sociedade e suas relações de consumo. Vamos divulgar as atividades em diversas áreas, como é a sua atuação e em que situações o órgão pode ser acionado tanto pelo consumidor como pelas empresas.
Primeiro é preciso entender qual é a relação com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), do qual o IPEM/RN é órgão delegado. O instituto faz parte da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade – Inmetro (RBMLQ-I), que é o braço executivo do Inmetro em todo o território brasileiro, e é responsável pelas verificações e inspeções relativas aos instrumentos de medição, pela fiscalização da conformidade dos produtos e pelo controle da exatidão das indicações quantitativas dos produtos pré-medidos, de acordo com a legislação em vigor. Criado em 1992, por lei estadual, o IPEM/RN também é uma autarquia estadual vinculada administrativamente à Secretaria de Desenvolvimento Econômico – SEDEC/RN.
Com sede em Natal e uma regional em Mossoró, “o órgão presta serviços indispensáveis à sociedade potiguar e na defesa do consumidor buscando a leal concorrência e dando suporte a diversas cadeias forças produtivas do Estado”, explica o diretor-geral do IPEM/RN, Theodorico Bezerra Netto.
São três departamentos de fiscalização distintos: de Metrologia Legal e Fiscalização que coordena tecnicamente as atividades sujeitas à Metrologia Legal; de Metrologia e Qualidade que coordena tecnicamente as atividades sujeitas à Avaliação Compulsória da Conformidade e o Laboratório de Pré-medidos responsável pela verificação, inspeção e ensaios de diversos itens.
As verificações metrológicas são realizadas em instrumentos usados em transações comerciais ou medições que envolvam a saúde e a segurança. Um instrumento novo passa por uma verificação inicial e por uma verificação subsequente anual para examinar a conformidade frente às exigências da legislação do Inmetro. Exemplos: bombas de combustível, radares eletrônicos, balanças, cronotacógrafos, taxímetros, entre outros.
Osprodutos pré-medidos são aqueles comercializados já embalados, e cuja quantidade é determinada sem que o consumidor acompanhe o processo de medição, ou seja, o consumidor confia que a quantidade indicada na embalagem corresponde, de fato, ao que ela contém. Na conferência dessa informação é que entra a atuação do IPEM/RN. Os fiscais do órgão coletam centenas de amostras desses produtos nos pontos de venda e fazem a verificação do peso em seus laboratórios. Produtos com quantidade inferior à indicada são retirados de comercialização e as empresas responsáveis são autuadas. Exemplos: arroz, feijão, manteiga, leite, óleo comestível, detergente, sabão em pó, papel higiênico, entre outros.
O setor da qualidadefiscaliza produtos e serviços sujeitos à avaliação obrigatória da conformidade em função de critérios como: segurança, proteção à saúde e ao meio ambiente. São 152 categorias de produtos que devem atender a uma série de requisitos definidos pelo Inmetro. Dentre esses produtos estão os que necessitam de certificação e devem exibir o selo do Inmetro como: brinquedos, preservativos, plugues e tomadas, pneus, extintores de incêndio, entre outros.
Produtos têxteis também passam por verificação do setor de qualidade, pois devem trazer, obrigatoriamente, a etiqueta têxtil com indicações obrigatórias sobre o produto. Estão incluídos entre esses itens: peças de vestuário, roupas de cama, mesa e banho, cortinas, colchões e muitos outros produtos têxteis. Os responsáveis pelos produtos não conformes encontrados no comércio podem ser autuados e multados e os produtos irregulares podem ser interditados ou apreendidos.
Ouvidoria
O IPEM/RN é, acima de tudo, um órgão voltado à proteção do cidadão. Por isso, a Ouvidoria, criada em 2005, tem importância estratégica para o instituto e tem o papel de ouvir e registrar críticas, reclamações, sugestões e elogios sobre o trabalho realizado pelo instituto, e também receber, registrar e encaminhar as denúncias apresentadas pelos cidadãos contra produtos e serviços sujeitos à fiscalização.
O cidadão pode fazer denúncias e solicitações pelo portal Fala.Br (https://falabr.cgu.gov.br/) e Para entrar em contato com a ouvidoria do IPEM o cidadão pode entrar em contato pelo telefone 0800 281 4054 (ligação gratuita), pelo e-mail ouvidoriaipem.rn@gmail.com ou pelo whatsapp 84 98147-9433
Embora esses grupos tenham ficado de fora dos primeiros testes de imunização contra o coronavírus, eles precisarão ser contemplados para se alcançar a imunidade ampla; estudos recentes ainda são preliminares, mas trazem notícias alentadoras.
Enquanto a vacinação contra covid-19 dá seus passos (aqui, ainda lentos) entre adultos e idosos no mundo, alguns grupos – particularmente crianças, grávidas e lactantes – seguem ainda mais distantes da imunização, por não haver certeza sobre a segurança da vacina em seu organismo.
Estudos e resultados preliminares, porém, dão motivos para otimismo – embora os dados precisem ser vistos com cautela por enquanto.
Vacinar o máximo de pessoas possível, com rapidez, é considerado indispensável para conter a disseminação do coronavírus e o surgimento de novas variantes ainda mais perigosas do que as atuais.
As crianças, em particular, compõem um quarto da população mundial, se levarmos em conta apenas o total de pessoas entre zero e 14 anos.
Portanto, cresce entre especialistas a preocupação de que menores de idade (sobretudo as crianças maiores e os adolescentes, que parecem transmitir o vírus de modo mais semelhante aos adultos) não sejam deixados de fora de programas de imunização, sob o risco de a eficácia deles ser comprometida.
Crianças e a experiência ‘animadora’ de Israel
Israel, o país do mundo com ritmo mais alto de vacinação contra a covid-19, já imunizou mais de 60% de sua população com ao menos uma dose. Mas estão fora desse grupo imunizado as pessoas com menos de 16 anos, a idade mínima recomendada para a vacina aplicada no país, a da Pfizer/BioNTech.
Isso despertou preocupações de que essa lacuna (junto à resistência de alguns grupos de adultos à vacinação) dificulte a obtenção de uma imunidade coletiva – embora seja importante lembrar que, de modo geral, as crianças são até agora o grupo populacional menos suscetível à covid-19.
Mas é também de Israel que vem uma das primeiras boas notícias relacionadas à vacinação infantil: cerca de 600 crianças e adolescentes de 12 a 16 anos foram vacinados no país por terem doenças pré-existentes que as tornam mais vulneráveis ao novo coronavírus. E, até o momento, elas não sofreram nenhum efeito colateral significativo da vacina, disse recentemente ao jornal britânico The Guardian o chefe da força-tarefa de vacinação israelense, Boaz Lev.
Não se trata de um estudo clínico, mas até o momento Lev qualificou os resultados como “animadores”.
Estudos avançam em crianças e adolescentes
Para além de Israel, representantes da Pfizer afirmaram à agência Reuters que esperam confirmar nos próximos meses se sua vacina é segura para adolescentes. Para crianças mais novas, os resultados devem vir até o final do ano.
No Reino Unido, o Instituto Nacional de Pesquisas em Saúde iniciou em fevereiro estudos para avaliar o desempenho da vacina da Oxford/AstraZeneca em voluntários de 6 a 17 anos.
Quanto à CoronaVac, atualmente a vacina predominante no Brasil, ainda não há previsão de testes em crianças e adolescentes, informa o Instituto Butantan – acrescentando, porém, que a Sinovac (empresa chinesa parceira do instituto na fabricação do imunizante) está fazendo estudos de fase 1 e 2 com voluntários de 3 a 17 anos na China.
A vacinação no público infantil ganha ainda mais importância diante das novas (e mais contagiosas) variantes do novo coronavírus, explica à BBC News Brasil o pediatra e epidemiologista Fernando Barros, da Universidade Federal de Pelotas.
Apesar de ainda não haver dados conclusivos, a percepção de muitos cientistas é de que as novas variantes, ao afetarem um número maior de pessoas, acabam também afetando, proporcionalmente, mais crianças.
“Aumentando (o contágio) em crianças, será ainda mais importante ter a vacina para esse público”, diz Barros à BBC News Brasil. “Nos países com grande cobertura vacinal, o grupo de 16 anos ou menos vai precisar ser imunizado para atingir-se uma (ampla) imunidade.”
Aqui no Brasil, um estudo de caso para avaliar a imunidade coletiva está em curso em Serrana (SP), cidade escolhida pelo governo do Estado para imunizar toda a população adulta e verificar o comportamento do vírus depois disso. Os resultados, segundo o Instituto Butantan, sairão em maio. “Vamos ver ali o que vai acontecer com a infecção entre as crianças”, aponta Barros.
Nos EUA, o médico Anthony Fauci, que comanda os esforços oficiais contra o coronavírus, tem dito à imprensa americana que, se os resultados dos testes clínicos já em curso forem positivos, crianças e adolescentes do país poderão começar a ser vacinados em setembro, no início do ano letivo no hemisfério Norte.
Os EUA são o país que, em números absolutos, mais aplicou vacinas até agora: cerca de 113 milhões de doses, ou quase dez vezes mais do que o Brasil.
Aqui, como não conseguimos sequer vacinar os grupos prioritários, não há dúvidas de que a vacinação infantil ainda vai demorar muito. Por sinal, se o ritmo atual de vacinação for mantido, o Brasil só conseguirá vacinar toda sua população em 2024, segundo as estimativas do portal Monitora Covid-19, da Fiocruz. A lentidão, junto à baixa adesão ao distanciamento social, desperta a enorme preocupação de que o país seja hoje o ambiente ideal para a proliferação de variantes mais perigosas do coronavírus.
O aparente poder indireto de outras vacinas
Enquanto isso, para reforçar a imunidade infantil, outras vacinas disponíveis no calendário de vacinação parecem aumentar, indiretamente, a proteção contra o novo coronavírus.
Um estudo recente dos EUA tem animado pediatras ao apontar que crianças vacinadas contra a gripe (influenza) tiveram menos chance de apresentar sintomas respiratórios de covid-19.
A campanha de vacinação contra a gripe no Brasil começará em 12 de abril, e entre os públicos prioritários estão crianças entre 6 meses e 6 anos de idade, gestantes e puérperas (mães que acabaram de dar à luz).
Estudos dão indícios de haver um efeito protetor à covid também das vacinas BCG (que protege contra a tuberculose e é aplicada pelo SUS em crianças de até quatro anos) e Tríplice Viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba e é indicada a partir dos 12 meses de idade).
“Como essas vacinas estão recentes (no organismo infantil), elas são uma das hipóteses pelas quais as crianças têm uma proteção melhor contra o novo coronavírus, além do fato de elas terem contato com outros coronavírus menos nocivos”, explica à BBC News Brasil o pediatra Daniel Becker, integrante do Instituto de Saúde Coletiva da UFRJ e do comitê de enfrentamento à covid-19 da Prefeitura do Rio.
Mães que amamentam podem tomar vacina contra covid-19?
Lactantes (mulheres amamentando) e grávidas também não foram incluídas nos primeiros testes clínicos das vacinas contra a covid-19, portanto ainda não se sabe o suficiente sobre a segurança da imunização entre elas. Mas estudos recentes trazem sinais preliminares alentadores – particularmente para lactantes.
O portal internacional e-lactancia.org, que reúne informações científicas sobre amamentação, revisou em janeiro o nível de risco da vacina contra covid-19 para “muito baixo” em mães que amamentam. O portal também destaca a recomendação atual da Organização Mundial da Saúde (OMS): “a vacina pode ser oferecida a uma lactante que seja parte do grupo recomendado de vacinação (por exemplo, profissionais da saúde), e não se recomenda a interrupção da amamentação depois da vacina”.
Em março, veio de Israel mais um estudo de resultados positivos, feito com lactantes vacinadas: “o estudo mostrou produção de anticorpos no leite materno, sem maiores prejuízos para as mulheres, que também foram imunizadas”, explica Daniel Becker.
Na prática, a vacina em si não passou ao leite materno, mas os anticorpos, sim, agrega o médico.
Mas é preciso fazer duas ressalvas importantes ao estudo israelense: primeiro, ele ainda não foi revisado por pares e portanto não pode, por enquanto, ser usado para orientar a prática clínica.
Em segundo lugar, ele foi feito com as vacinas da Pfizer e Moderna, que usam a tecnologia de RNA mensageiro – diferente das vacinas da CoronaVac (vírus inativado) e AstraZeneca (adenovírus), as aplicadas no Brasil até o momento. Portanto, não podemos transpor as mesmas conclusões para vacinas com tecnologias diferentes.
“Podemos imaginar que, de modo geral, não há riscos e pode até haver um efeito imunizante (para o bebê ao ingerir o leite materno), mas precisamos de mais estudos para ficarmos mais tranquilos”, agrega Becker.
Mulheres grávidas e vacinas contra covid-19
Outro estudo, da Universidade de Harvard com o Hospital Geral de Massachusetts (EUA), testou vacinas da tecnologia mRNA em 131 mulheres, sendo 84 grávidas, 31 lactantes e 16 não-grávidas, como grupo de controle.
A conclusão, publicada em março, é de que “a resposta imune foi equivalente nas grávidas e lactantes, em relação às mulheres não grávidas”. E anticorpos foram identificados tanto no cordão umbilical quanto no leite materno, sendo assim transferidos aos bebês.
“As vacinas mRNA contra covid-19 geraram uma resposta imune robusta nas grávidas e lactantes”, escrevem os autores. Mas, novamente, trata-se de um estudo ainda não revisado por pares e que não abrangeu as vacinas por enquanto usadas no Brasil.
Por enquanto, ainda prevalece então a cautela, em especial para gestantes.
Ao mesmo tempo, os CDCs (centro de controles de doenças dos EUA) lembram que as mulheres grávidas têm risco maior do que as não grávidas de desenvolver as formas mais severas de covid-19.
A recomendação geral ainda é de que grávidas que sejam parte de grupos já aptos à vacina (como profissionais de saúde, por exemplo) avaliem seu caso com seus médicos e decidam se querem ou não tomar a vacina.
Mas, novamente, os sinais são positivos. Os CDCs lembram que, pelo modo como as vacinas agem no corpo, “especialistas creem ser improvável que elas tragam risco às grávidas”. E estudos em animais feitos com as vacinas Pfizer/BioNTech, Moderna e Janssen (Johnson & Johnson) não identificaram perigos na vacinação de gestantes até agora, mas testes clínicos ainda estão em curso.
Total de imunizantes distribuídos chega a 25,6 milhões desde janeiro
Marcelo Camargo
Nesta segunda-feira (22) foram liberados mais 1 milhão de doses da vacina do Instituto Butantan contra o coronavírus para uso em todo o país. Somente nos últimos dez dias, o Instituto Butantan entregou ao Brasil 8,3 milhões de doses, o equivalente a 830 mil unidades diárias do imunizante.
“Até o final do próximo mês de abril, serão 46 milhões de doses. Fico muito feliz, como brasileiro, como filho de baiano que sou, de saber que em todo Brasil, baianos, paraibanos, sergipanos, gaúchos, catarinenses, paulistas, cariocas, todos estão recebendo a vacina do Butantan. No dia de hoje, de cada mil brasileiros vacinados, 950 estão sendo vacinados com a vacina do Butantan”, destacou o governador de São Paulo, João Doria.
Com o novo carregamento, o total de vacinas oferecida por São Paulo ao Plano Nacional de Imunizações (PNI) chega a 25,6 milhões de doses desde o início das entregas, em 17 de janeiro. Até o final de abril, o total de vacinas garantidas pelo Butantan ao país somará 46 milhões.
O Instituto Butantan informou que trabalha para entregar outras 54 milhões de doses para vacinação dos brasileiros até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades. Atualmente, 85% das vacinas disponíveis no país contra a covid-19 são do Butantan.
No último dia 4, uma remessa de 8,2 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), correspondente a cerca de 14 milhões de doses, desembarcou em São Paulo para produção local.
Outros 11 mil litros de insumos enviados pela biofarmacêutica Sinovac, parceira internacional no desenvolvimento do imunizante mais usado no Brasil contra a covid-19, chegaram ao país em fevereiro.
Até o fim de março, o Butantan aguarda nova carga de IFA correspondente a cerca de 6 milhões de doses, o que permitirá o cumprimento integral do acordo inicial de 46 milhões de doses contratadas pelo Ministério da Saúde.
Com o aporte regular de matéria-prima, o Butantan formou uma força-tarefa para acelerar a produção de doses da vacina para todo o país. Uma das medidas foi dobrar o quadro de funcionários na linha de envase para atender a demanda urgente por imunizantes contra o coronavírus.