Fecomércio: PIB cai pelo segundo trimestre, e Brasil entra em recessão

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro registrou queda pelo segundo trimestre consecutivo, de 0,1%, e o Brasil entrou em recessão (economia mais fraca, com desemprego em alta e menos consumo, por exemplo). Segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a queda foi de 0,1% em relação ao segundo trimestre.

Por definição técnica, um país entra em recessão quando há dois trimestres seguidos de queda.

O IBGE também revisou o resultado do segundo trimestre, que passou de -0,1% para -0,4%. O resultado deste ano já coloca em risco o crescimento da economia brasileira também em 2022. Em relação ao terceiro trimestre de 2020, o PIB apresentou expansão de 4%, contra expectativa alta de 4,2% nessa base de comparação.

Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Agropecuária despenca e puxa PIB

O que puxou a queda da economia foi a agropecuária, que caiu 8% em relação ao segundo trimestre e 9% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

Segundo o IBGE, o resultado é explicado principalmente pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no terceiro trimestre e apresentaram recuo na estimativa de produção anual e perda de produtividade: café (-22,4%), algodão (-17,5%), milho (-16,0%), laranja (-13,8%) e cana-de-açúcar (-7,6%). Além disso, as estimativas para pecuária também apontaram um fraco desempenho dessa atividade no trimestre analisado.

Serviços crescem

O setor de serviços cresceu 1,1% na comparação com o segundo trimestre. Registraram alta: Outras atividades de serviços (4,4%), Informação e comunicação (2,4%), Transporte, armazenagem e correio (1,2%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,8%). As Atividades imobiliárias (0,0%) ficaram estáveis, ao passo que houve variações negativas em Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,5%) e Comércio (-0,4%).

O crescimento foi maior em relação ao mesmo trimestre do ano passado: 5,8%. Os destaques foram Informação e comunicação (14,8%), Outras atividades de serviços (13,5%) e Transporte, armazenagem e correio (13,1%).

Cresceram também: Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (2,9%), Comércio (2,8%) e Atividades imobiliárias (1,7%). Apenas as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-1,3%) caíram, afetadas pelo aumento dos sinistros, em especial, no caso dos planos de saúde.

Indústria fica estável

A indústria ficou estável em relação ao segundo trimestre e cresceu 1,3% em um ano. Entre suas atividades, a construção apresentou o melhor resultado, confirmado pelo aumento do emprego nessa atividade. As indústrias extrativas também cresceram (3,5%) em relação ao terceiro trimestre de 2020, puxadas pela alta na extração de minério de ferro

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