12 de julho de 2022

Coluna Versátil News

Natal faz investimentos de R$ 160 milhões em drenagem

Natal faz investimentos de R$ 160 milhões em drenagem
Lagoa de captação de Nova Natal é um dos equipamentos dos novos sistemas de drenagem da cidade

Natal está fazendo o maior investimento em drenagem dos últimos 30 anos. São quase R$ 160 milhões aplicados nas ações da área e que incluem a construção de oito novas lagoas de captação. Na Zona Norte, são seis lagoas dentro do projeto de saneamento integrado. A Prefeitura trabalha ainda na construção de uma lagoa de captação no bairro de Potilândia e outra no bairro Planalto com capacidade para 11 mil litros e que vai acabar com os problemas de alagamentos no bairro.

Nenhuma das novas lagoas construídas na atual gestão transbordou nesse período chuvoso que registrou nos primeiros 10 dias de julho o maior volume de chuvas dos últimos 24 anos. Nos dez primeiros dias do mês foram registrados 381 mm, sendo 164 só no domingo dia 3 de julho. A média de precipitações na cidade para o mês todo é de 245 mm.

Em Potilândia, a Prefeitura trabalha em uma ampla reestruturação da lagoa que existia na área. Com as intervenções realizadas atualmente, a capacidade de armazenamento do reservatório será ampliada, contribuindo para acabar com o problema crônico de alagamentos existente na região.
A atual gestão também entregou o túnel de macrodrenagem entre a Rua São José e Avenida Capitão-Mor Gouveia, que acabou com um ponto de alagamento histórico em Natal naquela região de Lagoa Nova.

Além desses investimentos, a Prefeitura está licitando a primeira etapa da obra de drenagem dos bairros de San Vale e Parque das Colinas que prevê a construção de uma lagoa de captação e vai beneficiar várias ruas nas duas comunidades.

O serviço de limpeza de lagoas é feito rotineiramente tanto pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) como pela Urbana. São cerca de 50 lagoas de captação em Natal e, dessas, 12 transbordaram naquele final de semana devido ao grande volume de chuvas que trouxe problemas a vários municípios da região Metropolitana e do litoral potiguar, a ponto de termos hoje 19 municípios com decretada situação de calamidade, em função dos estragos provocados pelas chuvas.

O serviço contínuo de limpeza realizado pela Urbana atendeu a 18 lagoas, no entorno e nas barreiras, entre elas as lagoas de captação do José Sarney, da Acaraú, do Panatis II, do Extra, do Parque dos Coqueiros, do Pajuçara, do Câmara Cascudo, de Capim Macio, de Ponta Negra, de Morro Branco.
A Seinfra trabalhou na limpeza de outras 13 lagoas: Cidade Jardim; Jardim Primavera; Lagoa do CEI; Lagoa do Planalto (Av. Eng João Hélio Alves Rocha); Lagoa do Preá; Lagoa do Santarém; Lagoa da Av. Xavantes (Carne Assada do Enéas); Lagoa da Av. Xavantes (Lateral do posto de gasolina); Lagoa da Rua Rio Tamanduateí; Lagoa do Panatis; Lagoa do Planalto (Av. Eng. João Hélio Alves Rocha – Thyssaliah); Lagoa do São Conrado; Lagoa do José Sarney.
Importante ressaltar que boa parte do assoreamento dessas lagoas se dá em função da ligação clandestina de esgotos na rede pluvial e também pelo despejo de resíduos nas ruas que acabam entupindo as galerias da rede pluvial e indo parar nas lagoas. A Prefeitura faz um apelo à comunidade para que não jogue lixo nas ruas e nem faça ligações clandestinas de esgotos que acabam prejudicando os próprios moradores.

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FEcomércio: No turismo, o RN se posiciona como um modelo a ser seguido, diz pesquisadora

As projeções da Confederação de Bens de Serviços, Comércio e Turismo (CNC) indicam que o setor de Turismo deve crescer 2,8% no Brasil em 2022 e retomar o volume de receitas ao patamar pré-pandemia entre este mês de julho e setembro próximo. No âmbito do processo de retomada, o Rio Grande do Norte tem se mostrado como modelo de boas práticas para outros estados, de acordo com a avaliação da professora e pesquisadora Mariana Aldrigui, da Universidade de São Paulo (USP). Aldrigui, que tem mais de 25 anos de atuação no setor, virá a Natal no próximo dia 21 para o Fórum de Turismo do RN. Para ela, estratégias como investimentos em qualificação, além de parcerias com mercados internacionais, têm garantido bons frutos ao RN, colhidos agora, conforme afirmou em entrevista à TRIBUNA DO NORTE. Confira.

Qual a expectativa para  a recuperação econômica do setor?

Os próximos cinco meses serão desafiadores. Temos um grupo importante ainda em condições de viajar – cerca de 25% da população privilegiada – mas que começa a ser afetado pelo custo de vida mais alto. Então, esse grupo olha agora para as possibilidades de viagens internacionais, porque ficou cerca de dois anos sem sair e porque os destinos brasileiros estão sendo pressionados. E aí, nosso mercado perde o estrato superior, que vai para fora do País e o inferior, que é quem está com a renda comprometida por conta da inflação. Apesar disso, a gente deve ter o fim de uma alta temporada, em 15 de agosto, ainda muito positiva, com bons resultados para toda a hotelaria de lazer. O setor de eventos esteve muito bem resolvido entre março e junho, com demanda de muitas convenções e viagens, só que a gente observa um aumento no preço das passagens aéreas. Logo, a hotelaria vai precisar ajustar valores, porque está segurando na medida do possível para não perder clientes e o orçamento das empresas está sendo gasto antecipadamente. Assim, talvez as empresas precisem pensar se preservam suas viagens ou não.  Com a perda da capacidade de compra, tanto as famílias quanto as empresas vão avaliar a prioridade do turismo em seus orçamentos. Infelizmente, 2022 não será o ano em que a gente, de fato, se recupera totalmente dos prejuízos com a pandemia. Os empregos ganharam fôlego no final do ano passado, mas com perda salarial, ou seja, temos mais pessoas trabalhando no turismo, só que ganhando menos do que em 2020. Também temos as empresas com um faturamento melhor do que em 2019, mas com uma inflação muito maior. Então, na média, esse faturamento não dá a mesma rentabilidade, além do que, muitas empresas ainda têm dívidas contraídas na pandemia.

Na sua avaliação, essa recuperação tem sido lenta?

A recuperação é consistente. O fato é que, nas crises, o turismo é o primeiro a parar e o último a voltar. E estamos emendando uma crise na outra –  a sanitária, a da Guerra da Ucrânia e agora, a inflacionária. Os turistas, de maneira geral, podem estar se comportando hoje com informações que eles tinham do começo do ano e aí, muita gente se organizou para viajar nas férias escolares. Então, nós poderemos olhar para o resultado de julho e pensar: está tudo bem. Mas, na verdade, o que interessa é ver como estará a demanda para os próximos meses, que incluem vários feriados e o final de ano.

O que tem sido feito de positivo para a retomada e o que é preciso fazer para alavancar de vez o turismo no Brasil?

O Rio Grande do Norte é um exemplo do que fazer, porque o estado se destacou no Brasil quando, imediatamente ao início da pandemia, começou a planejar quais eram as estratégias necessárias de revisão. Por exemplo: sabendo que não era possível trazer um público que mora longe, investiu no mercado de quem mora perto e pode viajar de carro. O que a gente viu é o que o Rio Grande do Norte se posiciona, já em 2020, como um modelo a ser seguido, tanto no planejamento, quanto na combinação da gestão pública e privada, para ressignificar estratégias de promoção, aliança entre empresários e pensar em maneiras de vender o destino no médio prazo. O RN apostou em qualificação, algo que, nacionalmente, pouco se fez. O Estado conta agora com mais voos, além de um volume de interesse de buscas na internet muito elevado em comparação com anos anteriores e, por isso, tem sido premiado em diversos outros estados como modelo de boas práticas. Em termos de Brasil, é preciso lembrar que o País está com uma imagem muito comprometida  no exterior. Então, investir demais na promoção internacional sem corrigir esse problema [de imagem], pode significar jogar dinheiro no lixo. Trabalhar melhor nossos vizinhos e o próprio mercado doméstico seria a melhor estratégia.

O retorno do turismo está mais focado no turista regional. Esse público é suficiente para sustentar a hotelaria e o setor?

A demanda regional pode ser mais do que suficiente e adequada, sempre com um ajuste fino de foco, mas esta é uma resposta que depende de contextos. Quando tudo parou em 2020 e se fez necessário redesenhar equipes, preços e formas de posicionamento das empresas entre os concorrentes, a única alternativa foi levar em conta essa situação socioeconômica do regional. Antes de adequar preços e condições de pagamento, mesmo que, se necessário, reduzindo esses preços, mas tendo demanda, corre-se o risco de encerrar operações, porque o público de áreas mais distantes não vai chegar, seja por razões sanitárias ou econômicas. Como quase toda empresa que tem uma gestão cotidiana, não estamos mais usando nossas métricas de 2019. Agora são métricas ajustadas para trabalhar com aquilo que está disponível para o setor. Cada região vai ter uma realidade. Em São Paulo, quanto mais sobem os preços das viagens aéreas, mais concentrada a demanda local fica e pressiona para cima os preços dos hotéis no estado. Então, muitos hoteleiros do mercado paulista  vão dizer: “está tudo bem, estamos conseguindo cobrar mais”. Mas esta é uma situação momentânea. Na hora em que os voos entrarem em uma estabilização de preços adequada com o orçamento do turista, todo esse público viaja para outros destinos e os preços da hotelaria em São Paulo caem e nas outras regiões se reequilibram.

E com relação ao turismo internacional e ao turismo de negócios? Como fazer para alavancar esses dois nichos no País?

No caso do turismo de negócios, a estratégia é acompanhar os principais clientes – observar a forma como eles têm lidado com o próprio orçamento e que medidas viáveis estão contempladas. Por exemplo, muitas tarefas de quem trabalha com Comunicação podem ser feitas hoje por telefone ou por reunião virtual. Então, quem tinha como cliente uma grande empresa do ramo, precisa encontrar outro para substituí-lo. É preciso pensar também em negociações que podem ajudar a preservar esses clientes. No turismo internacional, o ponto hoje está na combinação de acesso – voos e serviços – junto com a construção de uma boa imagem, que está muito desgastada no País, mesmo com empresários muito comprometidos em fazer boas campanhas. No momento em que acontece o assassinato de Bruno [Pereira] e Dom [Phillips] na Amazônia, mesmo que haja milhares de quilômetros entre Atalaia do Norte e uma região turística como Natal, por exemplo, para um estrangeiro, é todo um país violento. E isso tem que entrar na conta de quem a gente vai chamar para ser os nossos líderes e representantes de turismo.

Quais políticas de fomento faltam para assegurar a retomada do turismo no Brasil?

Antes de qualquer política, falta um compromisso em termo de pessoas. A gente precisa de pessoas nas posições políticas-chave capazes de compreender o turismo e de não ficar só fazendo brincadeira com o setor. Quando o ministro (do Turismo) e os dirigentes forem mais comprometidos, a gente vai dar um passo muito grande. Outra coisa é conseguir comunicar com os nossos legisladores – nas esferas nacional e estaduais – para indicar onde estão os diferenciais do País. Nesse ponto, falo de sermos capazes de apontar os empregos gerados, de como está o envolvimento das famílias e da qualificação e do quanto o dinheiro que o turismo traz para os estados se reverte em arrecadação de impostos. Esse tipo de informação é rara, pouco divulgada e, na hora de priorizar discussões sobre outros setores, o turismo vai ficando para depois. O setor precisa de qualificação, deve mostrar as oportunidades de trabalho geradas e integrar todas essas políticas a um grande plano de desenvolvimento das cidades e dos estados, além de projetos que vinculem melhorias à infraestrutura e à segurança de quem mora em locais turísticos.

A senhora já mencionou que o RN é um modelo para o restante do País. Qual o caminho para que o estado se posicione no sentido de se diferenciar no setor?

Não há sugestão melhor do que manter o excelente trabalho que foi feito ao longo dos últimos dois anos. Entendo que houve um investimento sério e comprometido. Há hoje um envolvimento claro de diferentes empresários no RN e o resultado já começa a aparecer. Cerca de 12% da mão de obra formal tem relação com o turismo no Estado. Isso é uma marca da seriedade também das gestões e nós estamos falando de várias regiões, como Natal, Mossoró, Baía Formosa e São Gonçalo do Amarante, que apresentam melhores resultados. A gente tem uma imagem do RN que hoje está consolidada no País inteiro como um destino desejado. O Estado fez muito boas parcerias  na Europa,  nos Estados Unidos e na América Latina e os frutos são colhidos agora.

Fonte: Felipe Salustino | Tribuna do Norte

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Fest Bossa & Jazz – Pipa 2022 promove “Festa Oficial de Lançamento” no final do mês em Tibau do Sul/RN

Evento contará com participação de DJ e apresentação da banda paraibana, Funkeria – ingressos no sympla a partir desta quarta-feira

A produção do Fest Bossa & Jazz já quer fazer o público sentir o clima da ‘maré de boa música no paraíso’ que vem por aí. Por isso, promove no dia 30 de julho, a partir das 16h, no Cavalo de Fogo Restaurante, a “Festa Oficial de Lançamento” da edição do Fest Bossa & Jazz – Pipa 2022.

O evento acontece em Tibau do Sul-RN, junto a um belo pôr-do-sol na Lagoa de Guaraíras, com performances, pirotecnia e outras surpresas. E, para colocar o público para dançar, o Fest Bossa & Jazz convida a banda Funkeria. Diretamente de João Pessoa – PB, para o mundo, o grupo é uma big band que preza pela empolgação na execução das canções, com um show contagiante e divertido, homenageando ícones do pop, do soul music e da black music, como Michael Jackson, Stevie Wonder, Tim Maia, James Brown, Marvin Gaye, Beyoncé, Prince, Bruno Mars e Aretha Franklin, entre outros nomes que marcaram a história da música.

A banda, que já participou de duas edições do Festival, é dona de releituras e medleys que envolvem da primeira à última nota e agradam pessoas de todas as idades. Os ingressos para o evento podem ser adquiridos no sympla, a partir desta quarta-feira, 13 de julho (lote promocional) ou nos pontos de venda na praia da Pipa (Cavalo de Fogo Restaurante, Manaaki Restaurante e Pipa Beach Club).

A ocasião promete muita animação e o público vai ficar por dentro das novidades sobre as edições do Fest Bossa & Jazz pelo Rio Grande do Norte. Em Pipa, marcada de 18 a 21 de agosto e, em São Miguel do Gostoso, de 13 a 16 de outubro.

Para mais informações acesse as redes sociais @festbossajazz.

Serviço – Festa Oficial de Lançamento Fest Bossa & Jazz – Pipa 2022

Data: 30 de julho de 2022 (sábado)

Local: Cavalo de Fogo Restaurante – Avenida Governador Aluízio Alves, 16 – Centro, Tibau do Sul – RN

Horário: 16h

Ingressos: através do Sympla (a partir desta quarta-feira, 13 de julho) ou nos pontos físicos na Praia da Pipa (Cavalo de Fogo Restaurante, Manaaki Restaurante e Pipa Beach Club).

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Desembargador Claudio Santos indefere pedido de liminar contra Carlos Eduardo e Fátima Bezerra

Representação foi feita pelo PL/RN por suposta propaganda eleitoral antecipadaO desembargador Claudio Santos indeferiu o pedido de liminar na representação feita pelo Partido Liberal (PL/RN) em face de Carlos Eduardo Nunes Alves e de Fátima Bezerra – pré-candidatos ao Senado e ao Governo do Estado nas Eleições 2022, respectivamente – por suposta propaganda eleitoral antecipada.Na representação o PL/RN afirma que, “no dia 08 de julho de 2022, o pré-candidato ao Senado Federal pelo Estado do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Nunes Alves, realizou postagem em sua rede social Instagram de um vídeo com clara conotação eleitoral e utilização de “palavras mágicas” (eu vou é pro lado certo; eu não abro nem por 100 e uma cocada) para conduzir o eleitorado ao pedido de voto, em nítida configuração de propaganda eleitoral antecipada”.Em sua decisão, o desembargador Claudio Santos diz que no contexto em que foi realizada a divulgação, não verifica-se o pedido explícito de votos. “Com essas ponderações, constata-se, na espécie, a ausência de pedido explícito de voto na mensagem objeto de debate neste processo e, por conseguinte, pela inexistência de propaganda eleitoral antecipada, nos termos do que preceitua o art. 36-A da Lei n.º 9.504/1997”.“Com relação ao pedido de tutela de urgência, não foi identificada a plausibilidade do direito invocado pelo representante, sobretudo porque objetiva a exclusão de postagem que não traz pedido explícito de voto. (…) E destaco que, ausente um dos requisitos obrigatórios (probabilidade do direito sobre que se funda o pedido), desnecessário o exame do outro (perigo da demora), sendo de rigor o indeferimento da tutela de urgência”, destaca o desembargador.O desembargador Claudio Santos determinou ainda a citação dos pré-candidatos Carlos Eduardo e Fátima Bezerra para que, querendo, ofereçam defesa no prazo de dois dias.

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Endometriose atinge cerca de sete milhões de brasileiras, mas tem sintomas desconhecidos

Em suas redes sociais, a cantora Anitta expôs ter sido diagnosticada com a doença após anos lidando com as dores

Intensas cólicas menstruais, dores durante e após as relações sexuais, sangramento menstrual irregular, sangramento intestinal e urinário no período da menstruação e dificuldade para engravidar. A combinação destes sintomas, ou alguns deles, pode indicar a Endometriose. Recentemente a cantora Anitta revelou nas redes sociais que após anos de sofrimento foi diagnosticada com o distúrbio. Conforme a Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), mais de 60% das mulheres desconhecem os sintomas da endometriose. Contudo, calcula-se que cerca de sete milhões de brasileiras tenham o diagnóstico.

A endometriose é uma doença inflamatória, causada pela presença do endométrio (camada de revestimento mais interno da cavidade uterina) fora da cavidade uterina. “O diagnóstico é realizado fundamentalmente por meio de história clínica muito sugestiva, do exame físico, exame de imagens, como a ultrassonografia, além de outros complementares. A endoscopia laparoscópica fornece dados de maior importância para o diagnóstico, quando já há a suspeita”, explica a ginecologista Técia Maranhão, vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn).

Sobre o tratamento, a ginecologista explica que os procedimentos são planejados para os casos individualmente, dependendo de cada contexto. O mais frequente é o uso de medicamentos analgésicos e/ou anti-inflamatórios, cirurgia e os procedimentos de reprodução assistida. “O tipo de tratamento depende da idade, dos sintomas e do planejamento de uma futura gravidez. Os medicamentos podem agir no alívio da dor, os hormônios na atrofia do tecido, já a cirurgia elimina os focos de endometriose”, esclarece.

Infelizmente, ainda há muita desinformação sobre a doença entre a população e, por isso, a crença em falsos dados. É errada a afirmação de que há cura para endometriose. Na verdade, ela pode ser tratada e controlada eficazmente. “Daí porque a tamanha necessidade do conhecimento de sua existência e de seu quadro clínico pela população feminina”, reforça a ginecologista.

Devido à importância do diagnóstico, o governo federal sancionou em abril deste ano a instituição do Dia Nacional da Luta contra a Endometriose e a Semana de Educação Preventiva e de Enfrentamento à Endometriose. A data será celebrada todo dia 13 de março, com a finalidade de destacar as dificuldades causadas pela doença.

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