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Em um reconhecimento à contribuição da imprensa profissional e ao jornalismo de qualidade para o desenvolvimento do Estado, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte entregou, na noite desta quinta-feira (14), a premiação aos vencedores do Prêmio Sistema FIERN de Jornalismo 2023. A grande vencedora foi a série de reportagens “Rio Grande do Sal”, do jornalista Moisés Albuquerque, da TCM Telecom (veja abaixo a lista completa dos vencedores nas cinco categorias). Durante a entrega, o presidente da FIERN, Amaro Sales de Araújo, destacou a repercussão positiva para o crescimento econômico de um trabalho jornalístico qualificado. Ele também afirmou enfaticamente a confiança no crescimento do RN em um ritmo expressivo e citou a taxa de expansão da produção industrial potiguar em sete meses deste ano.
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O presidente da FIERN apontou a importância da correção e precisão das informações e ressaltou os desdobramentos das notícias do jornalismo com esse cuidado para a economia do RN. Ele exemplificou a informação segundo a qual a produção da indústria estadual registrou um aumento de quase 10% entre janeiro e julho deste de 2023, a maior entre 15 estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). “Isso é relevante, porque mostra que a economia do Rio Grande do Norte está mudando, independente do aspecto político”, apontou.
Amaro Sales disse que há outras informações que sinalizam aspectos transformadores para o RN, como a liderança do Estado na geração de energia eólica. “Claro que ainda precisa de empenho e que todos ajudem”, acrescentou. Ele citou que o Sistema FIERN tem contribuído com iniciativas como escolas de referência, na rede SESI, e o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI). “Esse é o maior centro de tecnologia em energias renováveis do país”, afirmou.
O presidente da FIERN citou que a imprensa cumpre o seu papel ao divulgar essas informações. Ele ressaltou que com o Prêmio FIERN, além do reconhecimento ao trabalho profissional dos jornalistas e da imprensa, estimula o debate em torno desses assuntos de repercussão econômica, em uma discussão qualificada, que busca os melhores caminhos no rumo do desenvolvimento do RN.
O diretor primeiro tesoureiro e presidente eleito da FIERN, Roberto Serquiz, salientou o talento jornalístico demonstrado nas reportagens que concorreram ao prêmio. Ele apontou que a informação correta é indispensável para uma formação sólida. “A educação e o conhecimento proporcionam oportunidades e, para isso, as informações de um jornalismo de qualidade podem contribuir de forma decisiva. Assim, a retomada do Prêmio FIERN é muito oportuna”, afirmou Roberto Serquiz, que também é presidente eleito da FIERN para mandato que inicia em outubro deste ano.
A gerente da Unidade de Comunicação Corporativa da FIERN, Juliska Azevedo, destacou que realizar o Prêmio de Jornalismo foi uma forma de “reafirmar o compromisso com a transparência, a ética e a promoção de notícias que contribuam para o desenvolvimento econômico do estado”. Ela afirmou que os jornalistas do Rio Grande do Norte tiveram uma receptividade positiva à iniciativa. “Desde o lançamento do 10º Prêmio de Jornalismo do Sistema FIERN, a imprensa do nosso estado voltou a produzir matérias de alto nível, retratando iniciativas e projetos da FIERN, das entidades SESI, SENAI e IEL e da indústria de nosso Estado”, disse.
“Foram quase quatro meses de muito trabalho, durante os quais a equipe de comunicação do Sistema FIERN se empenhou ainda mais em atender, diariamente, as demandas da imprensa, como marcação de entrevista e indicação de fonte. Foi fundamental esse envolvimento”, ressaltou. Ela citou que a SESI Escola, o trabalho de setores industriais como o salineiro e o de reciclagem, o Observatório da Indústria Mais RN e as energias renováveis entre alguns os focos de matérias com reconhecida qualidade jornalística que se inscreveram para a premiação.
“Recebemos ao todo 41 inscrições até o dia 31 de julho. Após esse período, teve início o trabalho da Comissão Julgadora, coordenada pela jornalista Sara Vasconcelos, chefe de redação da Comunicação do Sistema FIERN, e composta ainda pela jornalista Renata Moura, jornalista, professora Renata Passos, professor Ricardo Rosado e jornalista Tácito Costa”, informou.
O superintendente de Jornalismo da Confederação Nacional da Indústria, José Edward Lima, também participou da entrega do prêmio. Ele elogiou a iniciativa da FIERN e citou que Amaro Sales também exerce um papel de liderança na CNI, com suas atribuições de secretário-geral e presidente do Conselho da Micro e Pequena Empresa (COMPEM).
A entrega das premiações também foi feita, durante a solenidade, pelo diretor primeiro secretário, Heyder Dantas; diretor e presidente do COINCITEC (Comissão de Inovação, Ciência e Tecnologia), Djalma Barbosa da Cunha Júnior; superintendente do SESI, Juliano Martins, diretor de Operações do SENAI, Emerson Batista; e superintendente do IEL, Juan Saavedra.
Prêmio
O concurso destacou, em cinco categorias, reportagens que deram visibilidade à atividade industrial no Rio Grande do Norte em meio a atuação das entidades que compõem o Sistema FIERN – SENAI, SESI, IEL e a própria Federação. Neste ano, o Prêmio recebeu 41 trabalhos inscritos. Foram premiados por profissionais e estudantes que concorreram nas categorias: Jornalismo em Texto, Vídeo, Áudio, Fotojornalismo e a categoria especial Estudante, além daquela contemplada como a matéria vencedora entre todas.
O grande vencedor foi a “Série: Rio Grande do Sal”, da TV TCM Telecom de Mossoró. Assinada pelo jornalista e apresentador Moisés Albuquerque, a série de reportagens dividida em três episódios mostra desde a origem, meios de produção, aplicação do sal em diversos segmentos da indústria e outras atividades econômicas, além de abordar os desafios e avanços da indústria salineira potiguar, responsável por 95% da produção nacional. O material tem produção de Tárcio Araújo, imagens de Thiago Roberto e edição e finalização por Fernando Nicolas.
O jornalista Moisés Albuquerque disse considerar o prêmio um incentivo ao jornalismo profissional. “Os profissionais do jornalismo precisam deste reconhecimento em uma batalha que é diária e nem sempre é reconhecida. Esse incentivo é sempre positivo”, comentou.
Os vencedores em primeiro lugar de cada categoria (Jornalismo em Texto; Vídeo; Áudio; Fotojornalismo e categoria Especial Estudante) receberam o prêmio de R$ 7 mil cada um. Já os trabalhos indicados como vencedores em segundo lugar de cada categoria vão receber um prêmio no valor de R$ 4 mil. O grande vencedor do Prêmio de Jornalismo do Sistema FIERN, além da premiação da sua categoria, ganhou também como prêmio adicional um celular de última geração – iPhone 14 PRO.
VENCEDORES 10º PRÊMIO DE JORNALISMO DO SISTEMA FIERN
ESTUDANTE
1º Lugar HOGLA GEOVANNA DE OLIVEIRA PASTEL
“ENERGIA/FIERN – A inserção das mulheres no setor de energia eólica” – TV Universitária
2º Lugar KAILLANI AUGUSTA LIMA DA SILVA
“Energias renováveis: Presidente da Abeeólica destaca necessidade da participação feminina em toda cadeia produtiva” – Tribuna do Norte
FOTOJORNALISMO
1º Lugar AUGUSTO CÉSAR GOMES
“RN lidera produção de energia eólica no Brasil e projeta ampliar parques nos próximos anos” G1 RN
2º Lugar FRANCISCO CARLOS MOREIRA DE OLIVEIRA
“Os “Bons ventos” do Rio Grande do Norte impulsionam a economia, gera empregos e renda” Portal Natal em Foco
ÁUDIO
1º Lugar MARALICE FREITAS
“Pesquisa MAIS RN e os efeitos dos ataques criminosos de março de 2023 na indústria potiguar” – Rádio Universitária/FMU.
2º Lugar FLÁVIA FREIRE
“MAIS RN – A bússola do desenvolvimento potiguar” – Rádio Jovem Pan Natal
TEXTO
1º Lugar MARGARETH GRILO
“Tecendo fios, transformando vidas” – Tribuna do Norte
2º Lugar THÍFANNY THAIS ALVES BATISTA
“O sol nosso de cada dia” – TCM Notícia
VÍDEO
1º Lugar MOISÉS ALBUQUERQUE
“Série Rio Grande do Sal” – TCM Telecom
2º Lugar EMILLY VIRGÍLIO
“Série Energia Renovável” – InterTV Cabugi
GRANDE VENCEDOR
MOISÉS ALBUQUERQUE
“Série Rio Grande do Sal” – TCM Telecom
Crédito das Fotos: Moraes Neto/FIERN
Em clima de celebração, a Federação das indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) reuniu a imprensa potiguar para conhecer os vencedores do Prêmio Sistema FIERN de Jornalismo 2023 em solenidade realizada no Solar Bela Vista, nesta quinta-feira (14). O concurso destacou, em cinco categorias, reportagens que deram visibilidade à atividade industrial no Rio Grande do Norte em meio a atuação das entidades que compõem o Sistema FIERN – SENAI, SESI, IEL e a própria Federação -, às oportunidades vislumbradas com o mercado de energias renováveis e à relevância da educação, inovação, pesquisa e tecnologia voltadas ao fomento do setor.
A premiação, promovida pelo Sistema FIERN, distribuiu R$ 55 mil em prêmios, mais um smartphone de última geração. Neste ano, o Prêmio recebeu 41 trabalhos inscritos por profissionais e estudantes veiculados em jornais, revistas, rádios, blogs, sites, portais e TVs do Rio Grande do Norte, que concorreram nas categorias: Jornalismo em Texto, Vídeo, Áudio, Fotojornalismo e a categoria especial Estudante, além daquela contemplada como a matéria vencedora entre todas.
O grande vencedor da noite foi a “Série: Rio Grande do Sal”, da TV TCM Telecom de Mossoró. Assinada pelo jornalista e apresentador Moisés Albuquerque, a série de reportagens dividida em três episódios mostra desde a origem, meios de produção, aplicação do sal em diversos segmentos da indústria e outras atividades econômicas, além de abordar os desafios e avanços da indústria salineira potiguar, responsável por 95% da produção nacional. O material tem produção de Tárcio Araújo, imagens de Thiago Roberto e edição e finalização por Fernando Nicolas.
“A retomada do Prêmio de Jornalismo é um momento de celebração em meio as comemorações das sete décadas da FIERN, uma oportunidade para divulgarmos os potenciais do Rio Grande do Norte, com protagonismo nas energias renováveis, na mineração, nos alimentos, na pesca oceânica, na carcinicultura, como também de trazermos ao debate desafios e caminhos para o crescimento econômico mais sustentável. E mostramos como o Sistema FIERN por meio da Federação, do SESI, SENAI e do IEL tem contribuído para o fortalecimento da indústria potiguar”, destaca o presidente Amaro Sales de Araújo.
Categorias
Além de eleita como vencedora em todas as categorias, a série Rio Grande do Sal, da TCM Telecom, foi considerada a melhor na categoria Vídeo. O segundo lugar foi conquistado pela “Série: Energia Renovável” da InterTV Cabugi. O compilado de quatro reportagens é de autoria da jornalista e apresentadora Emmily Virgílio. Nesta categoria, foram inscritos 13 trabalhos com temas como as energias renováveis, além da indústria salineira, a indústria têxtil e o mercado da Moda.
A categoria jornalismo em Texto teve como vencedor a “Série: Tecendo fios, transformando vidas”. O material reúne quatro reportagens que mostram os avanços em 10 anos do Pró-Sertão com crescimento da produção, geração de empregos, qualificação profissional e a transformação gerada com as oficinas de costura. A série é de autoria da jornalista e editora Margareth Grilo, publicada no jornal Tribuna do Norte. A segunda colocação ficou com “O sol nosso de cada dia”, reportagem de Thífanny Alves do portal TCM Notícias. Foram inscritos 10 trabalhos na categoria que, além do setor têxtil, o pró-sertão, as energias renováveis e o hidrogênio verde, produziram materiais sobre educação, tecnologia e inovação e a contribuição da FIERN para a sociedade em seus 70 anos de história.
Em Fotojornalismo foram 7 trabalhos inscritos com os temas Energias Renováveis, Setor Têxtil, Inovação, Educação e Tecnologia. O 1º lugar ficou com “RN lidera produção de energia eólica no Brasil e projeta ampliar parques nos próximos anos”, do jornalista Augusto César Gomes, publicado no portal G1 RN. E em 2º, “Os ‘Bons ventos’ do Rio Grande do Norte impulsionam a economia, gera empregos e renda”, publicado no Portal Natal em Foco, de autoria de Francisco Carlos Moreira de Oliveira.
Na categoria Áudio o tema destaque foi o trabalho do Observatório da Indústria Mais RN. A vencedora foi a reportagem “Pesquisa MAIS RN e os efeitos dos ataques criminosos de março de 2023 na indústria potiguar”, da jornalista Maralice Freitas, veiculada pela Rádio Universitária. E venceu eu 2º Lugar “MAIS RN – A bússola do desenvolvimento potiguar”, assinada pela jornalista Flávia Freire e veiculada pela Rádio Jovem Pan Natal.
O trabalho vencedor na categoria especial Estudante é “Energia/FIERN – A inserção das mulheres no setor de energia eólica”. Uma reportagem de televisão assinada pela estudante Hogla Geovanna de Oliveira Pastel, exibida pela TV Universitária. Já o segundo lugar foi conquistado com a reportagem em texto “Energias renováveis: Presidente da Abeeólica destaca necessidade da participação feminina em toda cadeia produtiva”, da estudante Kaillani Augusta Lima da Silva, publicada no jornal Tribuna do Norte. A categoria contou com 9 trabalhos inscritos que abordaram ainda a indústria de reciclagem, a indústria de água mineral, a economia do mar e o Observatório da Indústria Mais RN.
Os vencedores em primeiro lugar de cada categoria (Jornalismo em Texto; Vídeo; Áudio; Fotojornalismo e categoria Especial Estudante) receberam o prêmio de R$ 7 mil cada um. Já os trabalhos indicados como vencedores em segundo lugar de cada categoria vão receber um prêmio no valor de R$ 4 mil. O grande vencedor do Prêmio de Jornalismo do Sistema FIERN, além da premiação da sua categoria, ganhou também como prêmio adicional um celular de última geração – iPhone 14 PRO.
Critérios de avaliação
A Comissão Julgadora do Prêmio Sistema FIERN de Jornalismo 2023 avaliou os seguintes critérios: relação com o tema proposto e a atividade do Sistema FIERN, relevância e senso de oportunidade, abordagem e densidade no tratamento do assunto, interesse público, variedade de fontes; redação ou roteirização em linguagem jornalística clara e objetiva, inovação e originalidade.
A Comissão é formada pela jornalista e chefe de redação da Unidade de Comunicação Corporativa, Sara Vasconcelos, coordenadora da Comissão Julgadora, que junto com a jornalista Renata Moura, assessora do ISI-ER e a mais premiada jornalista potiguar, representam o Sistema FIERN. Completam a comissão, o professor aposentado da UFRN, jornalista e publicitário Ricardo Rosado; o professor de Jornalismo da Universidade Potiguar, escritor e jornalista Tácito Costa; e a mestre em Estudos da Mídia e professora de Comunicação, jornalista Renata Passos.
FIERN 70 anos
Inserido na programação que celebra os 70 anos da Federação, o Prêmio Sistema FIERN de Jornalismo 2023 trouxe como tema, neste ano, ‘O desenvolvimento da indústria e da economia do RN a partir da atuação do Sistema FIERN em 70 anos’.
A iniciativa teve como objetivo valorizar a produção de reportagens sobre as iniciativas da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) para o incentivo e apoio às atividades produtivas do setor industrial e ao desenvolvimento econômico. As inscrições no Prêmio Sistema FIERN de Jornalismo 2023 ocorreram de 7 de abril a 31 de julho deste ano.
CONFIRA OS VENCEDORES POR CATEGORIA:
ESTUDANTE
1º Lugar: HOGLA GEOVANNA DE OLIVEIRA, com Energia/FIERN – A inserção das mulheres no setor de energia eólica – TV Universitária.
Link: V¡deo sem t¡tulo Feito com o Clipchamp.mp4 (sharepoint.com)
2º Lugar: KAILLANI LIMA, com Energias renováveis: Presidente da Abeeólica destaca necessidade da participação feminina em toda cadeia produtiva – Jornal Tribuna do Norte.
FOTOJORNALISMO
1º Lugar: AUGUSTO CÉSAR GOMES, com ‘RN lidera produção de energia eólica no Brasil e projeta ampliar parques nos próximos anos’ – Portal G1 RN.
2º Lugar: FRANCISCO CARLOS MOREIRA DE OLIVEIRA, com Os “Bons ventos” do Rio Grande do Norte impulsiona a economia, gera empregos e renda – Portal Natal em Foco.
Link: FOTOS FRANCISCO CARLOS160 DPI.zip – OneDrive (sharepoint.com)
ÁUDIO
1º Lugar: MARALICE FREITAS, com Pesquisa MAIS RN e os efeitos dos ataques criminosos de março de 2023 na indústria potiguar – Rádio Universitária.
2º Lugar: FLÁVIA FREIRE, com MAIS RN – A bússola do desenvolvimento potiguar – Rádio Jovem Pan Natal.
Link: : https://www.youtube.com/watch?v=8gKxg4gn8nQ
TEXTO
1º Lugar: MARGARETH GRILO, com a série Tecendo fios, transformando vidas – Jornal Tribuna do Norte.
2º Lugar: THÍFANNY ALVES, com O sol nosso de cada dia – Portal TCM Notícia.
Link: https://tcmnoticia.com.br/estado/o-sol-nosso-de-cada-dia/
VÍDEO
1º Lugar: MOISÉS ALBUQUERQUE, com a série Rio Grande do Sal – TCM Telecom. Link: https://drive.google.com/file/d/1IFDa-V0CdSyZnakso5G-LqnOz_rxbHD1/view?usp=sharing
2º Lugar: EMILLY VIRGÍLIO, com a série Energia Renovável – InterTV Cabugi. Link: : https://globoplay.globo.com/v/11132016
https://globoplay.globo.com/v/11135697
https://globoplay.globo.com/v/11139057
GRANDE VENCEDOR
MOISÉS ALBUQUERQUE, com a série Rio Grande do Sal – TCM Telecom. Link: https://drive.google.com/file/d/1IFDa-V0CdSyZnakso5G-LqnOz_rxbHD1/view?usp=sharing
São Paulo, 18 de setembro de 2023 – O orçamento já executado no primeiro semestre de 2023 para a construção e manutenção de creches é quase 300% superior ao executado no mesmo período do ano passado, segundo levantamento inédito com base em informações do SIGA Brasil realizado a pedido da Agenda 227, movimento em defesa dos direitos das crianças e adolescentes, ao Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), organização que integra a iniciativa.
De janeiro a junho, foram executados R$ 443,09 milhões para a educação infantil, como apoio financeiro do governo federal repassado para os municípios por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no âmbito do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). No mesmo período de 2022, foram R$ 110,8 milhões. Se comparado ao valor executado em 2020, primeiro ano de vigência do Plano Plurianual (PPA) do governo federal anterior, essa diferença chega a ser cinco vezes maior (525%), quando o montante destinado foi de R$ 39,3 milhões. O montante de janeiro a junho de 2023 é maior que todo o gasto federal durante cada vigência anual completa da lei orçamentária de 2019 a 2022.
Segundo Thallita de Oliveira, assessora política do INESC e membro do Grupo de Trabalho sobre Pobreza, Fome e Desigualdades da Agenda 227, a escassez de recursos para a área deixou reflexos para a atualidade. “Os dados mostram como a educação infantil foi desconsiderada pela gestão federal anterior, decisão que tem impactos na efetivação dos direitos humanos ainda hoje. Na gestão atual, vemos que a educação infantil volta a ser uma preocupação do governo federal porque o montante executado diz respeito a uma decisão de realocar investimentos para a retomada de obras de creches e escolas de educação infantil, que ficaram paradas em anos anteriores, dado que o orçamento é anual. Mas além das obras, é preciso garantir qualidade para o atendimento adequado às crianças nesta etapa da educação”, avalia.
| EXECUÇÃO FINANCEIRA DA EDUCAÇÃO INFANTIL DE 2019 A 2023
(valores em milhões de reais correntes) |
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| Ano | Autorizado | Restos a Pagar | Pago | Executado |
| 2019 | R$ 370.304.324,00 | R$ 299.844.533,06 | R$ 83.429.640,88 | R$ 383.274.173,94 |
| 2020 | R$ 100.825.534,00 | R$ 71.361.372,13 | R$ 68.782.916,67 | R$ 140.144.288,80 |
| 2021 | R$ 96.627.423,00 | R$ 15.418.545,65 | R$ 80.997.856,80 | R$ 96.416.402,45 |
| 2022 | R$ 502.284.833,00 | R$ 4.634.470,70 | R$ 178.444.656,39 | R$ 183.079.127,09 |
| 2023 | R$ 355.090.183,00 | R$ 251.854.922,95 | R$ 191.237.567,67 | R$ 443.092.490,62 |
Fonte: Siga Brasil
Data da extração dos dados: julho de 2023
Elaboração Inesc
O levantamento teve por objetivo analisar a destinação orçamentária para políticas públicas que alcançam a primeira infância. No entanto, tais verbas são direcionadas a essa parcela da população de maneira descentralizada, distribuídas em diversas pastas, programas e ações que não são específicas para esse grupo. Os dados mostram que, diferente da área de educação infantil, houve desidratação para outras políticas que alcançam essa parcela da população.
É o caso do único programa orçamentário federal direcionado para crianças intitulado: Atenção Integral à Primeira Infância (5024) previsto no Plano Plurianual (PPA) vigente, que diz respeito apenas ao programa Criança Feliz, de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, que teve redução de 38,9% em recursos disponíveis autorizados no primeiro semestre de 2023 em relação ao mesmo período de 2022. De janeiro a junho deste ano, foram autorizados R$ 276,1 milhões para o programa, enquanto no primeiro semestre de 2022 foram R$ 451,3 milhões. “Essa redução não é necessariamente negativa, dado que o Criança Feliz é um programa com diversos gargalos e cuja eficácia e eficiência precisam ser avaliadas, de modo a fornecer subsídios para elaboração, com participação social, de um novo programa de Estado que tenha como foco, de fato, a promoção de desenvolvimento e erradicação das desigualdades entre as crianças na primeira infância” , analisa Thallita.
Cabe destacar que, segundo Balanço do Orçamento Geral da União feito pelo INESC, em 2012 havia 30 ações na área de assistência direcionadas especificamente para a população infanto-juvenil, número que foi reduzido quase que exclusivamente ao programa Criança Feliz em 2022, o qual está com redução expressiva de recursos.
O levantamento traz dados, ainda, de recursos destinados à política de saúde voltada a crianças, como a Rede Cegonha, que promove cuidados voltados para assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como à criança o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e ao desenvolvimento saudáveis. Em 2022 a iniciativa foi substituída pela Rede de Atenção Materna e Infantil (Rami) – já revogada pelo novo governo em 2023.
Segundo análise da Agenda 227, há expressiva desidratação dos recursos voltados a esse programa desde 2019, com queda de 38% dos recursos autorizados. No primeiro semestre de 2019 o montante autorizado foi de R$ 71,2 milhões, enquanto nos primeiros seis meses de 2023 o valor é de R$ 44,2 milhões. Além disso, a execução deste programa está bem lenta em 2023 comparada com os anos anteriores. Até junho de 2023, foram gastos 9,7% do valor autorizado. Como grande parte dos recursos está relacionada a obras, a entrega delas pode ser mais demorada. Na avaliação de Thallita, é fundamental a reavaliação da distribuição e execução de recursos para essa iniciativa, com maior aporte financeiro, a fim de garantir direitos de mães e crianças. “Este programa é central para garantir um desenvolvimento saudável das crianças e prevenir a mortalidade tanto dos bebês quanto das mães”.
| VALORES CORRENTES DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA DO PRIMEIRO SEMESTRE DE CADA ANO (DE 2019 A 2023) REFERENTES À REDE CEGONHA E REDE DE ATENÇÃO MATERNA E INFANTIL
(valores em milhões de reais correntes) |
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| Ano | Autorizado | Pago | Restos a Pagar | Executado |
| 2019 | R$ 71.276.847,00 | R$ 3.021.289,65 | R$ 25.024.702,08 | R$ 28.045.991,73 |
| 2020 | R$ 71.310.000,00 | R$ 19.804.708,34 | R$ 25.215.219,72 | R$ 45.019.928,06 |
| 2021 | R$ 52.920.829,00 | R$ 4.919.959,86 | R$ 7.772.478,76 | R$ 12.692.438,62 |
| 2022 | R$ 44.200.000,00 | R$ 750.374,19 | R$ 10.417.237,58 | R$ 11.167.611,77 |
| 2023 | R$ 44.200.000,00 | R$ 2.158.521,43 | R$ 2.137.396,43 | R$ 4.295.917,86 |
Fonte: Siga Brasil
Data da extração dos dados: julho de 2023
Elaboração Inesc
Ainda no campo da saúde, o levantamento aponta que para ações da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC), uma das políticas mais completas voltadas à infância, para crianças até 9 anos foram gastos apenas recursos inscritos em restos a pagar . Ou seja, apesar de no primeiro semestre de 2023 a política ter registrado a melhor execução semestral desde 2019, com R$ 3,09 milhões, os valores são referentes a despesas de anos anteriores apenas. “A partir dessa política são previstas ações de formação, capacitação e pesquisa para questões relacionadas à saúde da criança, voltadas principalmente para profissionais e gestores da área. No entanto, apesar de sua importância, tal política deveria ser melhor financiada e acompanhada a fim de garantir a intersetorialidade que a iniciativa demanda, de maneira a promover, de fato, saúde e desenvolvimento para as crianças”, destaca a assessora política do INESC e membro da Agenda 227.
A Agenda 227 tem defendido junto ao Executivo e ao Legislativo que a prioridade absoluta garantida aos direitos de crianças e adolescentes no artigo 227 da Constituição Federal esteja presente, também, em todo o processo orçamentário do governo federal, incluindo o Plano Plurianual 2024-2027 e a Lei Orçamentária Anual, que serão debatidas pelo Congresso. “Percebemos que há maior eficiência da atual gestão financeira para essa parcela da população, mas os recursos ainda seguem insuficientes para as demandas. A garantia de direitos da infância e adolescência passa por destinação de verbas para políticas públicas que atendam às necessidades dessa parcela da população, de maneira transversal, multissetorial e equitativa. É fundamental que o governo seja capaz de olhar com especificidade as demandas da primeira infância, com financiamento de políticas específicas, mas também garanta que a vivência das crianças continue sendo de acesso aos direitos em todas as etapas etárias de suas vidas.”, avalia Thallita de Oliveira.
Sobre a Agenda 227
A Agenda 227 é um movimento apartidário e plural que defende que a atuação do governo federal se baseie na prioridade absoluta dos direitos das crianças e dos adolescentes, como caminho para construir um país mais justo, próspero e sustentável. A iniciativa é integrada por mais de 400 entidades da sociedade civil e coordenada pelas organizações Aliança Nacional LGBTI+; ANDI – Comunicação e Direitos; Centro de Referências em Educação Integral; Childhood Brasil; Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças; Coalizão pela Socioeducação; Escola de Gente – Comunicação em Inclusão; Fundação Bernard van Leer; Fundação FEAC; Fundação José Luiz Egydio Setúbal; Fundação Maria Cecília Souto Vidigal; Geledés – Instituto da Mulher Negra; Instituto Alana; Instituto Clima e Sociedade (iCS); Instituto Liberta; Instituto Rodrigo Mendes; Rede-In – Rede Brasileira de Inclusão; RNPI – Rede Nacional Primeira Infância; e United Way. Conta também com o apoio do Itaú Social e do UNICEF.
Mês é dedicado à campanha de prevenção ao suicídio e considera a prática de exercícios como um dos fatores protetivos contra o comportamento de risco
A prática regular de atividade física atua na manutenção da saúde mental como um todo e pode melhorar, significativamente, a autoestima, as funções cognitivas e a capacidade de socialização, como já comprovado cientificamente, além de colaborar para a diminuição do estresse, ansiedade e transtornos emocionais.
“Isso acontece porque durante uma rotina de exercícios ocorre a liberação de neurotransmissores que são responsáveis pela sensação de prazer e bem estar, os chamados “hormônios da felicidade” (Endorfina, Serotonina, Dopamina e Ocitocina). A ação destes hormônios promove a diminuição dos níveis de estresse e ansiedade, melhora a qualidade do sono, a autoconfiança, a capacidade de raciocínio e de memória e torna o indivíduo mais resiliente aos desafios cotidianos”, explica o profissional de Educação Física da Bodytech Tirol, Flávio Henrique Batista.
A atividade física é uma recomendação padrão em saúde mental. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estipula pelo menos de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa, por semana, para todos os adultos, incluindo quem vive com doenças crônicas ou incapacidade.
“É uma terapia adjuvante altamente benéfica. Para indivíduos diagnosticados com algum transtorno psíquico, normalmente é sugerido três pilares no tratamento: acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia e atividade física. Seja em transtornos de ansiedade, de humor, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e muitos outros”, conta a psicóloga Christine Campos Lucena.
Ela ressalta ainda que a prática de atividade física diária é capaz de reduzir consideravelmente os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e problemas relacionados à baixa imunidade. Problemas de saúde físicos mas que, quando ocorridos, tendem a afetar também a saúde mental, visto que ambos estão intrinsecamente conectados.
Para o arquiteto aposentado, Leonardo Soares Flor, de 63 anos, a prática de atividades físicas diárias influencia positivamente o seu estado de ânimo e o seu bem-estar emocional. Considerado uma pessoa ativa fisicamente desde que tinha 17 anos, ele acredita que, com o passar dos anos, o exercício físico tem se tornado um pilar cada vez mais importante para sua saúde mental.
“Eu sempre fui uma pessoa ansiosa e entendi muito cedo que estar dentro da academia ajudava não só na minha saúde física, como também na minha saúde mental. Porque é onde trabalho meu corpo, mas também vejo pessoas, converso, faço amigos. É como se fosse uma terapia”, conta.