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Da hotelaria dos anos 50 ao “Edifício-Árvore”: Grupo Fischer busca na Itália o futuro da construção civil e traz para o litoral catarinense

Da hotelaria que marcou o início de Balneário Camboriú à incorporação residencial autoral, o Fischer Group revisita sua própria história para redefinir o futuro da construção civil na cidade. A partir de uma imersão na arquitetura italiana, a empresa traz ao Brasil o Auris Residenze, primeiro edifício-árvore do país, assinado pelo escritório Archea Associati, de Florença. O projeto propõe uma ruptura com a lógica da verticalização extrema ao priorizar bioarquitetura, bem-estar e integração com a natureza.

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Créditos: Divulgação/Fischer Group

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Da hotelaria dos anos 50 ao “Edifício-Árvore”: Grupo Fischer busca na Itália o futuro da construção civil e traz para o litoral catarinenseDa hotelaria que marcou o início de Balneário Camboriú à incorporação residencial autoral, o Fischer Group revisita sua própria história para redefinir o futuro da construção civil na cidade. A partir de uma imersão na arquitetura italiana, a empresa traz ao Brasil o Auris Residenze, primeiro edifício-árvore do país, assinado pelo escritório Archea Associati, de Florença. O projeto propõe uma ruptura com a lógica da verticalização extrema ao priorizar bioarquitetura, bem-estar e integração com a natureza.

Fevereiro, 2026 – Em 1957, quando a famosa Balneário Camboriú (SC), a “Dubai Brasileira” era pouco mais do que uma promessa de veraneio, a família Fischer ousou com o Hotel Fischer, empreendimento que definiu a régua de luxo e da hospitalidade da região por décadas. Quase 70 anos depois, a terceira e a quarta geração do clã — lideradas pelo CEO Cláudio Fischer e seus filhos, Thomas e Marjorie — cruzaram o Atlântico com uma missão: buscar uma nova filosofia construtiva que rompesse com a “ditadura da altura” dos arranha-céus locais, e encontraram na Itália. 

Florença encontra Santa Catarina 

O resultado dessa busca global é o Auris Residenze, projeto que marca a estreia residencial no Brasil do escritório Archea Associati, de Florença, liderado pelo ícone da arquitetura futurista Marco Casamonti. Conhecido por obras como a Vinícola Antinori (Toscana) e o Estádio Nacional da Albânia, Casamonti foi contratado pela família Fischer para desenhar um “organismo vivo”.

Enquanto o mercado local compete por metros de altura, o Fischer Group apostou na “Bioarquitetura”. “O Auris foi concebido como o primeiro “edifício-árvore” do país: sua estrutura externa que dispensa a tradicional parede de vidro espelhado em favor de brises de concreto pigmentado (terracota) e jardineiras suspensas que funcionam como uma pele, filtrando a luz e reduzindo a temperatura interna”, explica Cláudio Fishcer, CEO do Grupo. 

“A história da família começou servindo pessoas no Hotel Fischer. O Auris é a evolução desse DNA de servir: saímos da hotelaria para criar uma moradia que cuida da saúde do morador através da tecnologia biofílica”, conta. O nome Auris funde o latim Aurum (ouro) com Aura (alma), e simboliza a união do legado com o bem-estar humano.


Sobre o Fischer Group

Focado em projetos ousados e visão empreendedora marcada por gerações, a história do Fischer Group tem relação direta com o desenvolvimento da cidade catarinense de Balneário Camboriú, e iniciou na década de 50 com a inauguração do primeiro hotel de luxo da cidade, o Hotel Fischer, um marco para hotelaria local e nacional na época e que recebeu grandes personalidades públicas e celebridades. A marca Fischer seguiu em renovação e, por meio de especializações e estudos intensos no Brasil e no exterior, trouxe na terceira e na quarta geração, a missão de propagar o “novo luxo” diretamente relacionado à qualidade de vida.  Por meio de parcerias com grandes marcas da construção civil, executou empreendimentos diferenciados e de alto padrão como o Terraço Boa Vista e o Fischer Dreams, que está sendo erguido no mesmo local do antigo hotel, além de estar desenvolvendo projetos como o Casa Cubo e o Casa Estaleiro. Auris Residenze entra no mercado como uma  “obra-prima da arquitetura viva” e consolida ainda mais o Fischer Group no mercado de empreendimentos ao estilo “boutique”. 

https://aurisresidenze.com/
https://www.fischergroup.com.br/

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Juros elevados dificultam acesso ao crédito para 83% da indústria potiguar, aponta FIERN

As elevadas taxas de juros são hoje um dos principais entraves para o financiamento da indústria no Rio Grande do Norte. É o que revela a Sondagem Especial – Condições de acesso ao crédito na indústria potiguar, elaborada pela Unidade de Economia da FIERN em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quinta-feira (19).  

O levantamento aponta que 83% das empresas industriais enfrentam dificuldades para contratar crédito de curto ou médio prazo por causa do custo financeiro. No crédito de longo prazo, a barreira é unânime: 100% das empresas indicaram os juros como principal obstáculo, é o que destaca o economista, João Lucas Dias. 

Além do custo, a burocracia também pesa. As exigências de garantias reais foram citadas por 33% das indústrias nas operações de curto e médio prazo e por 50% no financiamento de longo prazo, que também exige elaboração de projetos de investimento. Diante desse cenário, muitas empresas preferem não recorrer a empréstimos: 63% não procuraram crédito de curto ou médio prazo e 77% não buscaram financiamento de longo prazo, aponta o documento. 

“Quando o crédito é contratado, ele é direcionado majoritariamente à modernização produtiva”, disse Dias. De acordo com ele, metade das empresas utilizou recursos de curto e médio prazo para aquisição de máquinas e equipamentos, enquanto 33% destinaram ao pagamento de obrigações tributárias e previdenciárias e 17% ao capital de giro. Já no longo prazo, todas as operações tiveram como finalidade investir em máquinas e equipamentos.  

Já os bancos de desenvolvimento aparecem entre as principais fontes de financiamento. Eles foram utilizados por 50% das empresas no curto e médio prazo e por 100% das indústrias no longo prazo, sendo complementados por bancos comerciais em metade dos casos.  

Em relação à aprovação, 66% das empresas obtiveram exatamente o valor solicitado nas operações de curto e médio prazo e 17% receberam valor superior, enquanto apenas metade conseguiu o montante necessário no crédito de longo prazo. 

A sondagem também mostra impacto direto dos custos tributários na decisão de contratar financiamento. Para 50% das empresas, a redução de encargos administrativos, como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), seria a principal medida para melhorar o acesso ao crédito, enquanto 33% defendem ampliação de linhas públicas e simplificação das exigências bancárias. O aumento do IOF já influenciou negativamente 33% das indústrias: 18% desistiram da contratação e 15% reduziram o valor solicitado. 

O levantamento mostra também que cerca de 30% das empresas consideram estar no limite desejável e 22% afirmam estar acima do adequado. Ao mesmo tempo, modalidades alternativas ainda têm pouca adesão: apenas 11% utilizaram operações de risco sacado nos últimos 12 meses e 67% não pretendem utilizar. 

Confira na íntegra a Sondagem Especial – Condições de acesso ao crédito na indústria potiguar acessando:  Sondagem – Condicoes de Acesso ao Credito na Industria Potiguar

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Estilo de vida conectado acelera dores na coluna entre jovens, alerta neurocirurgião

Marco Moscatelli

A dor na coluna já não é mais um incômodo típico do envelhecimento. Ela tem aparecido cada vez mais cedo — e com intensidade. Para o neurocirurgião e cirurgião de coluna Marco Moscatelli, que atende na Neurolife, em Natal (RN), a mudança no perfil dos pacientes está ligada não exatamente ao desgaste natural do corpo, mas, sobretudo, ao modo como vivemos hoje.

A explicação está na transformação silenciosa da rotina contemporânea. “Saímos de uma vida em movimento para uma rotina de imobilidade conectada. A coluna não foi feita para ficar estática; ela precisa de carga e movimento”, afirma. O que se observa, segundo ele, é um envelhecimento funcional precoce, impulsionado por hábitos diários e não pela idade cronológica.

O sedentarismo, aliado ao uso excessivo de telas, aparece como protagonista desse cenário. Entre os fenômenos mais comuns está o chamado Text Neck — a inclinação constante da cabeça para olhar o celular, que multiplica a sobrecarga sobre a região cervical. Soma-se a isso a inibição muscular provocada por longos períodos sentado, muitas vezes em cadeiras e posições inadequadas.

Nem toda dor, ressalta o médico, indica um problema grave. Dores musculares tendem a melhorar com repouso ou alongamentos leves. Mas há sinais que exigem avaliação imediata: dor que irradia para braços ou pernas, formigamento, perda de força ou desconforto persistente durante a noite. “Se a dor acorda o paciente ou limita seus movimentos, não é algo banal”, alerta.

A má ergonomia e a repetição de posturas curvadas moldam o que o especialista chama de uma “epidemia silenciosa”. O corpo se adapta ao que repete — e, ao repetir posturas inadequadas, desenvolve encurtamentos musculares e compressões discais precoces. O resultado aparece cedo, muitas vezes ainda na juventude.

A atividade física surge como principal aliada, mas não sem ressalvas. “O exercício é o melhor tratamento. O problema é quando é executado sem técnica”, diz. Treinos intensos sem preparo, foco excessivo em carga e execução inadequada dos movimentos podem transformar prevenção em lesão.

O componente emocional também tem papel relevante. Estresse e ansiedade aumentam a tensão muscular e ampliam a percepção da dor. “O sistema nervoso é o software que controla a coluna. Muitas vezes, o paciente só melhora quando equilibramos também a saúde mental”, explica.

Para Moscatelli, o maior risco está na banalização do sintoma. Ignorar dores recorrentes pode permitir que inflamações simples evoluam para quadros degenerativos mais complexos, exigindo intervenções invasivas no futuro. “Tratar cedo é preservar mobilidade e qualidade de vida ao longo dos anos”, conclui.

Confira dicas do Dr. Marco Moscatelli para proteger a coluna no dia a dia:

• Evitar longos períodos sentado sem pausas para movimento
• Manter atenção à postura, especialmente ao usar celular e computador
• Praticar atividade física com orientação profissional e foco na técnica
• Não priorizar carga em detrimento da execução correta dos exercícios
• Observar sinais de alerta como dor irradiada, formigamento ou perda de força
• Cuidar da saúde mental, reduzindo estresse e tensão muscular
• Buscar avaliação médica ao perceber dor persistente ou limitante

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Trio de crateras revela a história geológica da Lua

Urânia Planetário

Formações Theophilus, Cyrillus e Catharina expõem bilhões de anos da evolução lunar

Um dos conjuntos mais impressionantes da superfície lunar pode ser observado já no quinto dia de lunação, quando cerca de 30% da face visível da Lua recebe iluminação solar. Trata-se do trio de crateras Theophilus, Cyrillus e Catharina, formações que, além do impacto visual, oferecem importantes registros sobre a história geológica do satélite natural da Terra. A análise é do astrônomo e professor Emerson Roberto Perez, da Urânia Planetário.

Theophilus é a mais jovem das três crateras e também uma das mais bem preservadas. Com aproximadamente 101 quilômetros de diâmetro e 4,4 quilômetros de profundidade, apresenta bordas elevadas, piso relativamente plano e um complexo sistema central com quatro picos que alcançam até 2 quilômetros de altura. Sua formação, estimada entre 3,2 e 1,1 bilhões de anos, é comprovada pelo fato de ter invadido parcialmente a cratera vizinha Cyrillus, indicando origem mais recente.

Cyrillus, com cerca de 98 quilômetros de diâmetro e 3,2 quilômetros de profundidade, possui idade aproximada de 3,8 bilhões de anos. Sua morfologia revela colina central reduzida, crateras secundárias e formações montanhosas no interior, evidências de um impacto mais antigo e subsequentes transformações ao longo do tempo. Já Catharina, com aproximadamente 100 quilômetros de diâmetro e profundidade entre 3,1 e 3,6 quilômetros, é considerada a mais antiga do conjunto. Suas paredes desgastadas indicam forte ação de impactos posteriores à sua formação, estimada em mais de 3,8 bilhões de anos.

As três crateras homenageiam figuras históricas ligadas ao pensamento cristão antigo, como Teófilo, Cirilo e Catarina de Alexandria, tradição comum na nomenclatura lunar estabelecida pela União Astronômica Internacional. Além do valor histórico, o conjunto é um verdadeiro laboratório natural para o estudo de impactos, erosão espacial e atividade geológica passada na Lua.

A observação do trio reforça a importância do acompanhamento sistemático do céu noturno e demonstra como a Lua continua sendo um dos principais objetos de estudo da astronomia. Mesmo a apenas cerca de 384 mil quilômetros da Terra, o satélite ainda guarda registros fundamentais sobre os primórdios do Sistema Solar, preservados em suas crateras e relevos.

A Urânia Planetário realiza divulgação científica e orientações de observação por meio de transmissões semanais, sempre às terças-feiras, às 19h30, em seu canal no YouTube.

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Universidades lançam pesquisa para reduzir impactos das mudanças climáticas sobre moradores de favelas e comunidades urbanas do Brasil

PUCPR e outras instituições brasileiras participam de iniciativa internacional coordenada pela Universidade de Glasgow, do Reino Unido

Dados do Censo 2022 mostram que o Brasil possui mais de 12 mil favelas, onde vivem cerca de 16,39 milhões de pessoas – o equivalente a 8,1% dos 203 milhões de habitantes do país. Essa população, que convive com moradias precárias e ausência de infraestrutura adequada, está entre as mais afetadas pelos impactos das mudanças climáticas, como chuvas intensas, deslizamentos de terra, enchentes e ondas de calor. Diante desse cenário, um projeto liderado pela Universidade de Glasgow (Reino Unido) reúne quatro instituições brasileiras para avaliar como a combinação entre risco ambiental e vulnerabilidade social afeta a qualidade de vida de moradores de favelas e comunidades urbanas do Brasil.

Por meio de um modelo de Laboratórios Urbanos Participativos, o projeto será desenvolvido em parceria com agências governamentais e associações de moradores de favelas e comunidades urbanas nas cidades de Curitiba (PR), Natal (RN) e Niterói (RJ). A iniciativa atuará em três frentes: a produção de dados para subsidiar políticas públicas; o engajamento das comunidades em ações de intervenção e adaptação climática; e a geração de conhecimento para fortalecer a atuação coordenada dos municípios, transformando evidências em medidas concretas de adaptação climática e promoção da saúde.

“O projeto tem por objetivo construir capacidades de adaptação às mudanças climáticas com um foco específico na saúde de pessoas que moram em favelas e comunidades urbanas no Brasil, integrando perspectivas de geração cidadã de dados com análise de grandes bases de dados nacionais por meio desses laboratórios. Assim, será possível desenvolver políticas públicas que considerem melhor as desigualdades sociais e ambientais”, explica Paulo Nascimento, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Com financiamento superior a R$ 14 milhões, provenientes da fundação britânica Wellcome Trust, o projeto PACHA (Análise Participativa para Adaptação Climática e Saúde em Comunidades Urbanas Desfavorecidas no Brasil) envolve, além da PUCPR, o Departamento de Tecnologia e Ciência de Dados da FGV EAESP, o Centro de Integração de Dados em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CIDACS/Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Utilizando uma abordagem transdisciplinar, as universidades irão reunir líderes comunitários urbanos, formuladores de políticas públicas, cientistas sociais, especialistas em clima e pesquisadores da área da saúde com o objetivo de integrar dados climáticos e de saúde para mapear vulnerabilidades – considerando os impactos sobre pessoas de diferentes gêneros, raças e idades -, e transformar essas evidências em ações públicas e estratégias de adaptação.

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