Em entrevista publicada num livro a ser divulgado nesta segunda-feira (3), o papa Francisco diz estar preocupado com a homossexualidade no clero.
“Na nossa sociedade, até parece que a homossexualidade está na moda, e essa mentalidade influencia de certa forma também a Igreja”, afirma o pontífice na entrevista em espanhol.
A homossexualidade no clero “é algo que me preocupa”, afirmou Francisco, revelando que se trata “de um assunto muito sério”. Para o papa, pessoas com “essa tendência profundamente enraizada” não deveriam ser admitidas em seminários ou ordens religiosas.
Na entrevista, o papa Francisco afirma que seria um erro acreditar que gays no mundo sacerdotal “não é assim tão grave” e que a homossexualidade seria apenas uma forma de afeição. “Na vida consagrada e na vida sacerdotal, não há lugar para esse tipo de afeição”, afirma.
As declarações estão do livro de entrevistas do autor Fernando Prado, intitulado “La fuerza de la vocación” (“O poder da vocação”) e que deve ser publicado em várias línguas. A maior parte da obra destaca Francisco discutindo o seu chamado para o serviço religioso.
A Igreja Católica rejeita a prática da homossexualidade. Porém, Francisco falou repetidamente no passado contra a discriminação de gays e lésbicas.
Para a decepção dos fiéis homossexuais, no entanto, Francisco não mudou o caminho da doutrina católica. Também no Sínodo da Juventude, em outubro último, ficou claro não haverá mudanças fundamentais quanto ao tema da homossexualidade.
Deutsche Welle/G1
Um ano e meio após as delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista virem à tona, a JBS, dona da Friboi, voltou a se recuperar –e os dois estão R$ 2,5 bilhões mais ricos.
Hoje, o valor de mercado da empresa –quase R$ 32 bilhões– é 23% maior que no dia 17 de maio de 2017, quando as gravações de Joesley com o presidente Michel Temer tornaram-se públicas. As ações nas mãos dos Batistas, que detêm 40,6% da companhia, somam hoje R$ 13 bilhões.
Um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, o grupo também teve seu nome envolvido, em março do ano passado, na Operação Carne Fraca, que investiga irregularidades e pagamentos de propinas a agentes do Ministério da Agricultura. Mesmo com a reputação arranhada, o grupo conseguiu blindar sua operação e aumentar as vendas da companhia.
Para conter a crise e evitar o desmanche do império da família, Joesley e Wesley deixaram, em maio de 2017, o conselho de administração da JBS e de outras empresas sob o comando da holding J&F. Desde então, passaram a negociar diretamente com bancos e investidores a venda de parte de seus negócios para fazer caixa e evitar a cobrança antecipada de dívidas de cerca de R$ 20 bilhões que venciam até 2020.
Entre maio e agosto do ano passado, foram vendidos frigoríficos do Mercosul(para o Minerva) e a Alpargatas (para o Itaúsa). No mês seguinte, os irmãos venderam a Eldorado Celulose (para Paper Excellence) e a Vigor (para a mexicana Lala).
Quando os dois irmãos foram presos em setembro passado, José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, pai e fundador da JBS, voltou ao comando da empresa, com o apoio do BNDES, principal sócio do grupo, com 21,3% do negócio.
Os netos de Zé Mineiro –Wesley Batista Filho e Aguinaldo Gomes Ramos– também passaram a integrar o conselho de administração da companhia. Joesley ficou seis meses preso e, seu irmão, cinco meses.
Bancos ouvidos pelo jornal “O Estado de S. Paulo” afirmaram que vários investidores tentaram comprar a participação dos Batistas na JBS, mas os irmãos se negaram a vender a totalidade ou parte de suas ações, mesmo com forte prêmio oferecido pelos papéis. O foco desses investidores é comprar a fatia do BNDES.
No dia 18 deste mês, Joesley, Wesley e dois executivos que fizeram delação –Francisco de Assis e Ricardo Saud– serão ouvidos pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da defesa dos delatores.
O ministro vai decidir se acata ou não a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de anular os efeitos das delações porque os donos da JBS teriam ocultado a suposta orientação prestada pelo ex-procurador Marcello Miller à J&F nas negociações, enquanto Miller ainda integrava o Ministério Público. Todos negam.
Prioridades redefinidas
Enquanto os controladores da JBS tentam manter de pé as delações fechadas com a Procuradoria-Geral da República, o comando da companhia voltou a fazer planos para retomar aquisições e abrir o capital da JBS nos Estados Unidos.
Depois de vender vários ativos para reduzir dívidas nos últimos 18 meses, a companhia voltou a analisar ativos para comprar, mas as aquisições, desta vez, serão complementares a suas linhas de negócios. A americana Pilgrim’s, controlada pela JBS, está entre as interessadas nos ativos da BRF na Europa e Tailândia.
O executivo Guilherme Cavalcanti, diretor financeiro e relações com os investidores da Fibria, está sendo sondado pelo grupo para comandar o IPO (oferta pública de ações, na sigla em inglês) da JBS nos EUA, segundo fontes.
Com faturamento de R$ 163,2 bilhões no ano passado, analistas de mercado projetam que a receita da JBS deve encerrar este ano em cerca de R$ 200 bilhões. No terceiro trimestre, o grupo registrou prejuízo líquido de R$ 133,5 milhões, ante lucro de R$ 323 entre julho e setembro do ano passado.
As vendas no mesmo período subiram 20,1%, puxadas pela recuperação das operações no Brasil. Esse recuo refletiu efeitos cambiais e a adesão da JBS a um programa de incentivo fiscal. O mercado projetava resultado negativo de cerca de R$ 900 milhões.
Para Leandro Fontanesi, analista do Bradesco BBI, o bom desempenho operacional da JBS no Brasil e nos EUA, que respondem por mais de 50% das vendas do grupo, impulsionaram as ações da JBS. Não é caso da gigante BRF, dona da Sadia e Perdigão, que mudou a gestão em maio, com a chegada de Pedro Parente, mas ainda tem resultados operacionais ruins.
As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.
Manifestantes do movimento dos ‘chalecos amarelos’ em Paris. Em vídeo, a policial dispersa o protesto com gases lacrimógenosFOTO: N. TUCAT (AFP) | VÍDEO: REUTERS
Os coletes amarelos desafiaram novamente neste sábado o Governo francês. Pelo terceiro fim de semana consecutivo, o movimento que nasceu para reivindicar a redução do preço dos combustíveis se manifestou em Paris e outras cidades da França. Uma concentração no Arco do Triunfo, ao norte da avenida dos Champs Élysées da capital francesa, logo descambou para confrontos violentos com a polícia. Um edifício desta zona chegou a ser incendiado pelos manifestantes. A polícia informou que mais de 400 pessoas foram detidas. Há 133 pessoas feridas, entre elas 23 agentes de segurança.
O presidente francês, Emmanuel Macron, que se encontra na Argentina participando do G20, continua sem encontrar a fórmula para desativar uma revolta com um grito comum: “Macron, demissão” (Macron, démission, em francês).
Paris viu novamente as cenas de tensão que marcaram o protesto de 24 de novembro. A diferença, desta vez, era que as forças da ordem controlavam todos os acessos aos Champs Élysées. As lojas, exceto os restaurantes de comida rápida, cobriram as vitrines para protegê-las da destruição.
Muitos coletes amarelos —a emblemática prenda fluorescente que os motoristas precisam ter em seus veículos— preferiram não entrar na avenida, que uma semana atrás se converteu num campo de barricadas e chamas. Havia apenas algumas centenas no local.
Toda a tensão se transferiu para o Arco do Triunfo, o monumento no extremo norte dos Champs Élysées onde arde a chama ao soldado desconhecido. Grupos de manifestantes lançaram objetos em direção à polícia, que respondeu com gases lacrimogênios. Houve monumentos pixados e carros incendiados. Os manifestantes —quase todos com coletes amarelos — se dispersaram pelas avenidas e ruas vicinais.
Outros seguiram por ruas paralelas para o bairro da Ópera e a rua Rivoli, no outro extremo da Champs-Élysées. Ao mesmo tempo, era realizada uma manifestação sindical na praça da República, a cinco quilômetros do local do protesto “amarelo”.
Por volta do meio-dia, o ministro do Interior, Christophe Castaner, contabilizou 36.500 manifestantes em toda a França, incluindo 5.500 em Paris. Se fosse confirmado até o fim do dia, seria um total muito modesto, inferior ao do sábado passado. O que inquieta o Governo francês não é tanto a dimensão dos protestos − desde que começaram, há duas semanas, em nenhum momento foram manifestações de massa, e sua adesão foi caindo −, mas sim sua popularidade entre o restante da população. Cerca de 75% dos franceses simpatizam com os coletes amarelos.
A mensagem de Macron, até agora, foi dupla. Por um lado, diz entender o mal-estar dos coletes amarelos com a queda do poder aquisitivo e as desigualdades sociais e territoriais. Do outro, reitera suas reformas e se nega a ceder, tanto em relação à exigência original do movimento − a revogação do aumento do imposto sobre o diesel, que deve entrar em vigor em janeiro − como ao leque de reivindicações variadas e em grande parte fora da realidade, que vão da redução de todos os impostos até a demissão do presidente.
O Governo cruza os dedos para que o movimento perca força ou os integrantes violentos acabem por desacreditá-lo. Os grafites ofensivos contra Macron no próprio Arco do Triunfo, e o caos ao redor desse templo republicano, podem prejudicar a imagem do movimento.
“A vontade declarada e assumida de atacar as nossas forças da ordem e os símbolos de nossos países são um insulto à República”, disse Castaner. Alguns coletes amarelos e políticos que simpatizam com eles denunciam os elementos violentos como grupos externos e culpam o Governo por focar neles para demonizar todos os demais. Ao ser um movimento tão heterogêneo e sem a organização de um sindicato ou partido – para ser colete amarelo, basta colocar um –, qualquer grupo violento pode reivindicá-lo.
Políticos de todas as correntes – exceto o partido de Macron – tentaram se aproximar dos ativistas. Entre eles Marine Le Pen, presidenta do Reagrupamento Nacional (partido herdeiro da extrema-direita da Frente Nacional) e Jean-Luc Mélenchon, líder da França Insubmissa, o partido da esquerda populista. O antecessor de Macron na Presidência, o socialista François Hollande, também conversou com os manifestantes e expressou sua simpatia.
O Governo francês também gostaria de falar com eles, mas está sendo difícil. Na sexta-feira, o primeiro-ministro Édouard Philippe convidou uma delegação ao palácio de Matignon, sede governamental. Só dois representantes compareceram. E um deles foi embora antes da reunião porque exigia que a conversa fosse transmitida ao vivo nas redes sociais. Philippe recusou.
Com novo salário de R$ 39,3 mil a partir de janeiro, o rendimento de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) vai ser 18 vezes maior do que o rendimento médio do trabalhador no Brasil (R$ 2.155,00), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O aumento gerou críticas, uma vez que pode inchar as despesas federais em R$ 4 bilhões, segundo técnicos do Congresso Nacional. A reportagem do UOL procurou juristas para analisar a questão: os juízes do STF ganham muito?
Se formos comparar com a Suprema Corte dos Estados Unidos, não necessariamente. Lá, os ministros recebem cerca de R$ 85 mil mensais, porém isso equivale a cerca de quatro vezes o salário médio do norte-americano –uma discrepância bem menor do que a vista no Brasil.
“O Judiciário do Brasil é comprovadamente um dos Judiciários que têm a melhor remuneração do mundo em termos de funcionalismo público. Não só na remuneração, como também na série de vantagens e mordomias que usufrui. Um membro da Suprema Corte na Alemanha às vezes vai ao tribunal de bicicleta”, descreve Gilson Dipp, ministro de outra corte superior, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), entre 1998 e 2014. “Se é justo ou não? Acho que a remuneração do Supremo está à altura do desempenho da função.”
Para o jurista, a questão é que, de maneira artificiosa, se colocou o STF como teto e diretriz do funcionalismo, como base para todos os demais aspectos remuneratórios de toda a magistratura dos tribunais superiores, da Justiça Federal, do Ministério Público Federal, Ministérios Públicos Estaduais e Tribunais de Justiça dos estados.
“Enfim, se fosse aumento para os 11 ministros do Supremo, tudo bem. Agora, o Supremo sabe que o aumento pleiteado e que se autoconcedeu não é só para eles. Eles têm plena consciência de que isso desencadeia nova remuneração para todo o funcionalismo público dos três Poderes.”
A jurista Eliana Calmon, primeira mulher a se tornar ministra na história do STJ, assume também que o Judiciário brasileiro paga bem. “Não vou dizer que um juiz ganha absurdos, mas ganha bem no Brasil, sim.” Para ela, os chamados “penduricalhos” aos vencimentos mensais, como auxílio-pré-escolar e auxílio-natalidade, entre outros, “é que são terríveis”.
“Nos estados, esses penduricalhos cada vez aumentam mais. Por exemplo, um juiz do Rio de Janeiro chega a ganhar mais de R$ 100 mil. Ganha mais do que um ministro do Supremo.”
Aumento “ao apagar das luzes”
O anúncio do reajuste salarial do STF foi simultâneo ao da suspensão da liminar que determinava o pagamento de auxílio-moradia de R$ 4.377,00 a juízes de todo o país, inclusive ao magistrado que morasse em imóvel próprio. O mesmo ministro do STF que concedera a liminar em 2014, Luiz Fux, a suspendeu agora.
“O Supremo, através do relator [Luiz Fux], tratou o auxílio-moradia como mera mercadoria de troca. Ou seja, numa ação ordinária em que se estava julgando a constitucionalidade do auxílio-moradia, não se deu nenhuma importância ao aspecto constitucional e se jogou o pacote para trocar por outro pacote, que era o aumento para os ministros do Supremo. O ministro relator tratou o auxílio-moradia como se fosse um cacho de bananas”, critica Dipp.
Fux primeiro deixou essa liminar por quatro anos e agora a cassa sem levá-la ao plenário do Supremo, dizendo simplesmente que a Constituição é adaptável ao momento. Ora, isso não é matéria constitucional para que o Supremo possa se manifestar dessa forma Gilson Dipp, ex-ministro do STJ
Wálter Maierovitch, jurista e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, concorda com Dipp: “Podemos falar em coisas jamais assistidas na Justiça”.
O ministro do STF Luiz FuxImagem: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo
O “jeitinho” do Judiciário
A jurista Eliana Calmon destaca que o auxílio-moradia foi forma de contornar a falta de reajuste salarial efetivo. Os vencimentos dos funcionários do Judiciário não eram corrigidos desde 2014.
O auxílio-moradia sempre foi um absurdo, porque era uma ilegalidade, todo mundo sabia. E o Supremo terminou acoitando [acolhendo] isso, o seu relator, porque precisavam de um aumento [para a magistratura] e o aumento não vinha. Aí deram o auxílio mesmo sabendo que era ilegal e ficaram numa saia-justa. Não sabiam como sairiam dela e então começaram a negociar o aumento para ver se tiravam o auxílio. Isso foi uma forma de conseguir do governo federal um aumento para a magistratura Eliana Calmon, ex-ministra do STJ
Contudo, Calmon diz que o reajuste para o Judiciário se fazia necessário, mas colocado de outra forma. “O feio foi isso ao apagar das luzes [de um governo], deixando uma conta para o próximo governo. Isso é que foi muito ruim”, pondera.
Embora também avalie que os vencimentos do Judiciário estejam “defasados”, o ex-ministro Dipp considera o momento inadequado, uma vez que as contas públicas estão deficitárias e o país ainda enfrenta grave crise econômica, e critica a posição do presidente Michel Temer (MDB).
“O que deveria fazer um presidente que já sai desgastado? A Constituição diz: passados os 15 dias para vetar ou não vetar a matéria, se o presidente silencia, não faz uma coisa nem outra, quem vai apreciar o veto é o Congresso Nacional”, analisa.
“Ou seja, transfere de novo para o Congresso todo esse ônus de discussão e esse ônus vai cair no futuro Congresso, que pelo menos em tese está atrelado ao novo governo, que tem criticado o aumento de despesas. E esse novo Congresso então vai firmar seu novo entendimento ou não. Agora, o que não pode haver é uma troca pura e simples.”
O desembargador aposentado Maierovitch compartilha a visão de seus colegas e diz que o caso “revela como os juízes da Suprema Corte estão muito distantes daqueles que eles representam, que é o povo”.
É absolutamente importuno e inconveniente, porque a situação do país não admite que outros segmentos tenham reajuste salarial. Aí você cria uma classe de privilegiadosWálter Maierovitch, ex-desembargador do TJ-SP
Como evitar e corrigir distorções?
Segundo os juristas consultados pelo UOL, os chamados privilégios e mordomias, que levam ao pagamento de supersalários em todos os níveis da Justiça, só poderão ser evitados e corrigidos com o aprimoramento do sistema de controle externo do Judiciário.
Esse órgão já existe, chama-se CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mas do modo como trabalha hoje não cumpre bem seu papel, dizem os especialistas.
Se esse país fosse minimamente sério e tivesse um efetivo conselho de controle externo do Judiciário, com competência inclusive sobre os ministros do Supremo, coisa que hoje não acontece, o ministro Luiz Fux não teria tal ousadia Wálter Maierovitch, ex-desembargador do TJ-SP
Segundo Maierovitch, o CNJ é um conselho corporativo, que pouco fiscaliza e pune seus pares, porque a maioria dos seus conselheiros são juízes.
Para Eliana Calmon, outra questão a ser combatida é a liberdade hoje dos tribunais estaduais em gerirem como bem querem seus recursos, gozando inclusive da faculdade de ampliarem e concederem mais benefícios aos seus integrantes.
“O CNJ precisava ter ingerência maior sobre os Tribunais de Justiça, coisa que eles nunca quiseram. Acham uma intromissão indevida, porque, como estados, são independentes. Essa briga com o CNJ sempre existiu, desde que o conselho foi criado [em 2004]. Não querem prestar satisfação.”
A Ultamaratona acontece este ano pela terceira vez com percurso de 75 quilômetros divididos em sete trechos em asfalto e areia à beira mar com transposição da ponte Newton Navarro, praias urbanas de Natal, Via Costeira, praias de Cotovelo, Pirangi do Norte, Pirangi do Sul, Búzios, Tabatinga, Camurupim, Barreta, lagoas de Arituba e Guaraíras, praia de Malembá e Pipa.
O evento contará com a participação de atletas de todo o Nordeste que concorrem a premiação com troféus e medalhas. O diretor da prova e da Molina Sports, Walter Molina, explica que a ultramaratona Natal/Pipa se consolida como uma das mais importantes provas no Rio Grande do Norte e, além de um evento esportivo, se caracteriza também como evento turístico. “Nosso roteiro percorre todas as praias de Natal, faz a travessia do Rio Potengi através da Ponte Newton Navarro que oferece uma belíssima vista da cidade, e quase todo o litoral sul do Estado com chegada na Pipa. Isso dá oportunidade aos atletas, às equipes e até familiares e amigos que acompanham o evento de conhecer e vivenciar as belezas naturais do Rio Grande do Norte”, afirma Molina. Os trechos corridos à beira mar são os mais bonitos, mas a areia fofa e o sol são obstáculos
A Ultramaratona será disputada em equipes compostas por dois, quatro e cinco atletas que se revezam no percurso. “É um grande desafio, uma prova de superação e técnica que proporciona aos atletas a superação de limites e a aferição do seu condicionamento”, destaca Walter Molina.
Apesar de ser uma ultramaratona atletas de vários níveis de condicionamento podem participar. “Os trechos pré-determinados têm distâncias e graus de dificuldade variados, indo do fácil ao muito difícil”, informa Walter Molina, que acrescenta: “por isso a importância de um planejamento estratégico para extrair de cada atleta o seu melhor”.
Molina explica ainda que a prova exige preparação específica e uma equipe que exerce o papel fundamental de dar apoio aos atletas como alimentação, hidratação e motivação nos momentos mais difíceis. “Característica interessante da prova é que as equipes, apesar de adversárias, acabam esquecendo a rivalidade e se ajudando durante todo o percurso”, enfatiza o diretor da prova.
Ele acrescenta que por onde os atletas passam sempre despertam a curiosidade e admiração e recebem o incentivo das pessoas durante todo o percurso.
Superação e emoção marcam a prova
A Ultramaratona Natal/Pipa tem tempo limite para conclusão de 10 horas. A largada acontece das 4h às 4h30 da manhã, na praia da Redinha. A chegada deve acontecer até às 14 horas na Pipa. “Após 10 horas de prova enfrentando areia, dunas, sol, vento os atletas se surpreendem com a sua capacidade de realização. E isso gera um quadro de muita emoção junto com toda a sua equipe pelo objetivo alcançado”, registra Walter Molina.
O diretor da prova ressalta que apesar do caráter competitivo para algumas equipes a maioria busca a auto realização e diversão. “A prova acaba se tornando uma aventura e uma opção saudável de lazer entre amigos e familiares”, afirma Molina.
Profissional da educação física e diretor técnico da Natal Runner, primeira assessoria esportiva do Rio Grande do Norte, com 14 anos de atuação, Walter Molina explica que a corrida de rua vem expandindo fronteiras e se utilizando também de áreas litorâneas e de montanha. “A ultramaratona Natal/Pipa se enquadra neste contexto. Por que proporciona maior interação e proximidade à natureza, e, também, maior conhecimento e responsabilidade com o meio ambiente, já que todos os cuidados são tomados em relação à não poluição e à preservação”, ressaltou.
Na semana que antecede a prova os atletas devem diminuir a intensidade dos treinos e dar atenção especial à nutrição e hidratação. “Nada na rotina do atleta deve ser novidade nos dias que antecedem a prova e principalmente no dia de sua realização”, enfatiza Molina. Ele ainda alerta para a atenção ao tipo de terreno do trecho que o atleta irá correr, à utilização de tênis e roupas específicas e confortáveis e, ainda, dispor de opção para troca em caso de necessidade. “A Ultramaratona Natal/Pipa é uma prova que vem depois de um ano inteiro de treinamento e se coloca também como um congraçamento de corredores por ser uma das últimas provas do ano”, encerra Walter Molina.