22 de dezembro de 2018

FLASHES E BRILHOS

Prefeitura de Natal investirá 100 mil dólares em voo charter

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O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, esteve nesta sexta-feira, 21, junto com representantes do trade turístico do Estado, em reunião com o prefeito de Natal, Álvaro Dias. Na pauta, a confirmação do apoio do poder público municipal para viabilizar a implantação, a partir de novembro de 2019, de um voo charter da operadora holandesa Corendon, com duas frequências semanais ligando aquele país (e outros vizinhos, como Bélgica, Luxemburgo e Dinamarca, além do Oeste e Norte da Alemanha) à capital potiguar.

Semanalmente serão 360 passageiros, ou seja, serão 1,5 mil turistas por mês, cerca de 9 mil ao longo de todos os seis meses de operação. O prefeito garantiu o aporte de 100 mil dólares para ajudar a custear a divulgação do voo em países europeus. “Também aproveitamos para discutir ações coordenadas da prefeitura e do empresariado na praia de Ponta Negra, como forma de torná-la mais aprazível aos turistas e natalenses”, afirmou Queiroz.

A iniciativa da Fecomércio/RN em parceria com representantes da ABIH/RN e demais empresários do trade turístico tem como objetivo resgastar a movimentação turística europeia na capital que, num passado não muito distante, movimentava milhões de euros em estadias e gastos em bares, restaurantes e empreendimentos de lazer diversos. Na última década, o número de turistas europeus de passagem por Natal reduziu quase a zero, conforme Ministério do Turismo.

FLASHES E BRILHOS

Salário mínimo deve ficar abaixo de R$ 1.006 em 2019

O presidente Michel Temer pode editar na próxima semana o decreto que define o valor do salário mínimo para 2019. Este seria um de seus últimos atos à frente da Presidência da República. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, o valor deve ficar abaixo dos R$ 1.006 aprovados no Orçamento do ano que vem. O salário mínimo é hoje de R$ 954.

Surpresas inflacionárias deverão frustrar projeções do governo federal em relação ao mínimo

Surpresas inflacionárias deverão frustrar projeções do governo federal em relação ao mínimo

De acordo com uma fonte do governo ouvida pelo jornal, as surpresas inflacionárias dos últimos meses farão com que a correção fique menor que o inicialmente projetado pelo governo. Os cálculos ainda estão sendo fechados pela área econômica.

O governo estimou na proposta orçamentária um INPC de 4,2% neste ano. A variação acumulada em 12 meses até novembro, porém, está em 3,56%.

Caso o valor final fique abaixo da previsão, isso deve abrir algum espaço para despesas dentro do Orçamento, já que cada R$ 1 de elevação no salário mínimo implicaria necessidade adicional de R$ 302,8 milhões em gastos pela União. Isso ocorre porque vários benefícios previdenciários e assistenciais, além do abono e do seguro-desemprego, são vinculados ao mínimo. Com um reajuste menor, esses recursos seriam economizados.

A regra do salário mínimo prevê o reajuste pelo INPC, índice de inflação medido pelo IBGE, mais o crescimento do PIB de dois anos antes. Em 2017, o avanço da economia foi de 1,0%.

Desta vez, ainda será incorporada uma compensação de R$ 1,75 pelo fato de o reajuste do salário mínimo em 2018 ter ficado abaixo da inflação medida pelo INPC. Isso ocorreu porque o decreto foi editado antes da divulgação oficial pelo IBGE, que costuma ocorrer até o dia 10 de janeiro de cada ano.

O decreto que deve ser editado por Temer é o último sob a atual regra que instituiu a política de valorização do salário mínimo. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, precisará apresentar uma nova política de reajustes. Ele está sendo aconselhado a propor a correção do piso nacional apenas pela inflação, para evitar maior pressão sobre os gastos públicos.

Ontem a Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados divulgou estudo mostrando que a correção do salário mínimo apenas pela inflação é uma das medidas que pode postergar o risco de estouro do teto de gastos e dar tempo ao novo governo para aprovar as reformas estruturantes, como a da Previdência.

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Endividado, Grupo Abril é vendido por R$ 100 mil a empresário Fabio Carvalho

Especializado em empresas em crise financeira, o investidor Fábio Carvalho comprou 100% do Grupo Abril, companhia em recuperação judicial desde agosto que publica revistas como Veja Exame e Cláudia. Carvalho pagou valor simbólico, de R$ 100 mil, pelo negócio que concentra as principais revistas do País, e terá a tarefa de encontrar uma solução para uma dívida de R$ 1,6 bilhão, considerada impagável pelo mercado. O executivo de 41 anos, que é sócio das varejistas Leader e Casa & Vídeo, vai assumir a presidência da companhia.

Grupo Abril publica revistas como VEJA, Quatro Rodas, Cláudia, Exame e Super Interessante
Grupo Abril publica revistas como VEJA, Quatro Rodas, Cláudia, Exame e Super Interessante 

A Abril ainda não gera receitas suficientes para pagar suas obrigações, apesar da reestruturação capitaneada pela consultoria americana Alvarez & Marsal – que segue no comando da Abril até a aprovação do acordo com Carvalho pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para garantir o equilíbrio do negócio no curto prazo, Carvalho disse, em entrevista ao Estado, que pretende injetar R$ 70 milhões na Abril. “O primeiro objetivo é estabilizar a empresa, reduzir a sangria de caixa”, explicou.

Esse fôlego operacional pode ajudar o grupo a parar em pé daqui em diante, mas Marcos Haaland, sócio da Alvarez & Marsal que hoje comanda a Abril, disse que o consenso é que a dívida da empresa é “impagável”. A consultoria estruturou um plano de recuperação judicial que prevê desconto de 92% nos débitos, com 18 anos para pagamento. Haaland ressalva que as dívidas trabalhistas estão fora desse patamar de desconto, pois têm prioridade legal.

O novo controlador da Abril, que classificou o plano de recuperação da Alvarez & Marsal como “consistente”, ponderou que a “prioridade dada a um tipo de credor representará uma severidade maior aplicada a outro”. A aplicação dos descontos às dívidas, no entanto, dependerá da aprovação dos credores, em assembleia que deverá ser realizada em fevereiro.

A dificuldade de recuperação dos débitos da Abril já despertou o apetite de empresas especializadas em compra de dívidas de difícil recuperação. Cerca de R$ 1,2 bilhão da dívida total da dívida está nas mãos dos grandes bancos. A Enforce, controlada pelo BTG Pactual, está disposta a adquirir esses débitos e a se encarregar da cobrança. Carvalho já assumiu negócios em dificuldades que pertenciam ao BTG, como a Leader e a Bravante, de logística marítima.

As empresas que compram dívidas, segundo Carvalho, têm mais experiência em enfrentar a realidade de um negócio em recuperação judicial, em que as chances de ressarcimento são menores. “Trata-se de uma alternativa para os bancos: eles podem ficar e esperar ou sair agora (do rol de credores).”

Estrutura. Para atrair um investidor, a Abril teve de reduzir sua operação a uma fração da abrangência que a companhia já teve. Hoje, o grupo publica oito revistas impressas: Veja, Exame Cláudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Saúde, Você S.A. e Você RH. Mantém ainda alguns títulos online, como Capricho e Minha Casa. Além de ter reduzido custos com aluguel ao sair de sua tradicional sede, em São Paulo, a companhia demitiu cerca de 800 profissionais em agosto. Hoje, o grupo tem 3 mil funcionários.

Além da operação de mídia, o grupo mantém negócios como a Casa Cor – de eventos de arquitetura e decoração -, o serviço de entregas de encomendas Total Express, uma gráfica e um braço de distribuição de revistas. “Embora neste momento seja positivo termos receitas alternativas com gráfica e logística, acreditamos que será o negócio de mídia será a forma de alavancagem (da recuperação da Abril)”, disse Carvalho. Procurado, o BTG não comenta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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