Moro dirá em Davos que corrupção prejudica negócios e tira recursos de serviços essenciais

O ministro da Justiça, Sérgio Moro — Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O ministro da Justiça, Sérgio Moro — Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

G1

Integrante da comitiva brasileira no Fórum Econômico Mundial, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, dirá no evento que a corrupção “prejudica negócios legítimos, aumenta os gastos públicos sem proveito coletivo e diminui recursos para serviços essenciais como educação e saúde”.

Moro será apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro como o ministro responsável por desenvolver um plano nacional de combate à corrupção.

No discurso, na sessão inaugural do encontro, o presidente vai destacar que o Brasil entrou numa nova era de intolerância com a corrupção, o que irá garantir condições iguais para as empresas que desejam investir no Brasil.

O ministro da Justiça vai seguir na mesma linha do chefe e transmitirá também a mensagem de que o “combate firme à corrupção e à impunidade” é um compromisso do governo brasileiro, em sintonia com os compromissos assumidos nos foros internacionais.

Sergio Moro também vai dizer que a corrupção acaba “fraudando concorrência” e “vicia os gestores públicos”. Para o ministro, o combate à corrupção no país trará segurança jurídica aos investidores, criando uma “economia saudável e competitiva”, focada na eficiência econômica.

Para o ministro, o movimento global de enfrentamento à corrupção, do qual o Brasil está participando nos últimos anos, levou o setor empresarial a implantar procedimentos internos de integridade e programas de compliance, com criação de códigos de ética e de conduta nos negócios no país.

Além de Sergio Moro, também integram a comitiva presidencial os ministros Paulo Guedes (Economia) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). O chefe da equipe econômica será o encarregado de detalhar as medidas para enfrentar a crise fiscal brasileira, cuja prioridade será a aprovar a reforma da Previdência Social.