O valor do salário mínimo a ser proposto pelo governo para o ano que vem deverá ter correção pela inflação, mas não aumento real.
A proposta para o salário mínimo estará contida no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que tem de ser enviado ao Congresso Nacional, de acordo com a lei, até 15 de abril de cada ano, ou seja, nesta segunda-feira.
Desde 2011, a política de reajuste do mínimo – instituída no governo Dilma Rousseff – previa correção com base na inflação do ano anterior mais um aumento com base na variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
O WhatsApp está fora do ar para alguns usuários no Brasil e Instagram e Facebook também enfrentam instabilidade. Segundo relatos no Twitter, o problema começou por volta das 8h deste domingo (14) e afeta a versão web e os aplicativos para celular Android e iPhone (iOS). A hashtag #whatsappdown já é a mais comentada na rede social no país. O site Downdetector, que registra os relatórios de erros de diversas plataformas online, mostra que o WhatsApp não funciona corretamente também em alguns países da Europa, Estados Unidos, Arábia Saudita e Malásia. Nos mesmos locais,
WhatsApp está fora do ar para alguns usuários no BRasil e em outros países — Foto: Divulgação/Downdetector
Entre as mensagens exibidas por quem tenta usar o WhatsApp estão: “Pode ser que você tenha novas mensagens”. Em alguns casos, não é possível enviar as conversas, e o ícone de relógio ao lado do texto é mostrado na tela permanentemente. A falha acontece tanto usando a Internet via Wi-Fi quanto usando a rede 3G ou 4G.
Procurado pelo TechTudo, o Facebook, empresa que controla os três aplicativos, ainda não se pronunciou sobre os motivos do bug. À imprensa internacional, a rede explicou: “Hoje mais cedo, algumas pessoas tiveram problemas para se conectar à família de aplicativos. A questão já foi resolvida; pedimos desculpas por qualquer inconveniente”.
Por volta das 10h, os serviços começaram a funcionar novamente.
Viagens de avião feitas por parlamentares são pagas com dinheiro do Congresso, mas milhas acumuladas ficam para os próprios deputados e senadores Foto: Joe Raedle / AFP
RIO – Deputados federais esenadores viajam, em média, duas vezes por semana de seus estados para Brasília e de volta para casa em voos pagos com acota parlamentar da Câmara e do Senado . A cada passagem emitida, as companhias aéreas convertem os valores dos bilhetes em milhas, que, sem legislação ou norma que regulamentem o uso, podem ser utilizadas pelos parlamentares em viagens pessoais.
A discussão sobre como e por quem as milhas devem ser usadas se arrasta. Pelo menos sete projetos de lei foram apresentados na Câmara nos últimos anos para que o benefício fosse transferidos diretamente para a União. Nenhum deles prosperou.
Um levantamento do Instituto Reclame Aqui com empresas do setor estima que tenham sido geradas 27,9 milhões de milhas no ano passado. O instituto lidera um movimento para que esses pontos sejam repassados à população.
A missão de fiscalização do Banco Mundial às ações do Governo Cidadão, financiadas pela instituição financeira, foram encerradas na manhã da Sexta-Feira (12) no auditório da Escola de Governo Dom Eugênio de Araújo Salles, em Natal. As ações compreendem as áreas de Educação, Saúde, Segurança, Turismo e Agricultura. Iniciado em outubro de 2013, com previsão para encerrar este ano, em maio, o programa – coordenado pela Secretaria de Estado de Gestão de Projetos – teve o contrato de empréstimo renovado, na ordem de R$ 600 milhões, e será estendido até 2021. A governadora Fátima Bezerra destacou a importância da continuidade das obras e projetos que têm beneficiado a população do Estado.
“Temos muitas ações sendo realizadas e poderíamos nos deparar com um cemitério de obras caso o convênio fosse encerrado e não recebêssemos esses recursos”, afirmou a governadora. O secretário de Estado de Gestão de Projetos, Fernando Mineiro, que tem sido um importante articulador junto às comunidades, organizações da sociedade civil e outras esferas do poder público para solucionar entraves, declarou que está bastante otimista quanto aos novos desdobramentos do Governo Cidadão. “Foi uma semana inteira de trabalho, de reconhecimento às ações, e agora teremos 22 meses a mais para tocar o programa. Vamos fazer o possível para realizar os investimentos que o RN precisa”, disse.
A gerente do banco para o Governo Cidadão, Fátima Amazonas, que conduziu o evento, destacou a participação efetiva do governo em todas as etapas dos projetos desenvolvidos. “Isso está fazendo a diferença. Essa participação do governo mostra o compromisso que tem em levar os investimentos aos maiores beneficiários, que é a população. Existem desafios a serem resolvidos e já estão sendo feitas reuniões para encontrarmos as soluções”, enfatizou.
O especialista do Banco Mundial, André Loureiro, ressaltou os resultados significativos que vêm sendo implementados na área de Educação e falou acerca das quatro novas escolas construídas, das quais duas já foram inauguradas, mais as escolas que serão reformadas, sendo 10 em processo de contratação e 17 em licitação. “O projeto de alfabetização no campo é bastante inovador e pode se tornar referência no Brasil e no mundo. São 100 alfabetizadores e 100 técnicos agrários em formação. Debatemos o combate à violência nas escolas, principalmente no Ensino Médio e anos finais do Ensino Fundamental e constatamos a necessidade de ação preventiva nessa área”.
Inclusão produtiva
As ações de inclusão produtiva foram apresentadas por Ditmar Zimath, consultor do Banco Mundial, que relatou acerca das visitas aos 10 subprojetos de agricultura familiar, em Touros, Pedro Velho, São José de Mipibu, Vera Cruz, Currais Novos, Alto do Rodrigues e Afonso Bezerra, onde mais uma vez a equipe do banco percebeu uma mudança de posicionamento do governo em relação à execução do projeto e um envolvimento efetivo dos secretários e diretores. “Discutimos também um plano de sustentabilidade para a Cecafes”, referindo-se à Central de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária, localizada na esquina das avenidas Capitão-Mor Gouveia e Jaguarari, no bairro de Lagoa Nova, em Natal, importante ponto de venda de alimentos saudáveis e produtos artesanais.
Também participaram da missão do banco o especialista Ezaú Pontes, que tratou das ações na área de Saúde, e Juliana Paiva, que destacou o teor social. “A educação incorporou a preocupação social nas obras das escolas e isso tem condições de se transformar em boas práticas. Visitamos a RN-087 e conseguimos a anuência do último morador que faltava para destravar a obra”, afirmou.
Ao final, Fátima Amazonas destacou a importância do Governo Cidadão para área do turismo. “Temos resultados impressionantes na dinamização do turismo nas serras do agreste potiguar. Foi um investimento relativamente pequeno que está trazendo grandes resultados”, disse. Através do programa, a cidade de Passa e Fica tem agora a primeira agência de viagens do município.
O Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo. Na primeira refeição do dia, durante o horário de trabalho ou até com eventos especiais nos fins de semana, o produto faz parte da rotina e da história de milhares de brasileiros. O Dia Mundial do Café é comemorado neste domingo (14).
“Pessoas nem conseguem entender porque elas tomam café, mas elas tomam todos os dias.”, diz Victor Ávila,. barista e dono de uma cafeteria em Brasília.
“Além de apreciar o gosto, tenho memórias afetivas com café, lembrando dos lanches na casa das minhas avós; de acordar com o cheirinho do café passado por minha mãe”, conta a médica Camila Damasceno. Ela toma o tradicional cafezinho todos os dias, “pelo menos quatro vezes”.
A servidora do Banco do Pará, Salete Gomes, tem o mesmo hábito, consumindo a bebida diariamente. No fim de semana, ela tenta tomar apenas após o almoço, mas durante a semana conta que não consegue ficar sem. “Normalmente quando não tomo café pela manhã, mesmo que faça o desjejum, sinto dor de cabeça.”
Consumo
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o consumo médio anual por pessoa é de seis kg de café cru e 4,8 kg de café torrado e moído.
De acordo com dados mais atualizados da Abic, a produção nacional chegou a 21 milhões de sacas em 2018 (considerado o período entre novembro de 2017 e outubro de 2018).
A soma representou aumento de 5% em relação aos doze meses anteriores (novembro de 2016 a outubro de 2017), período no qual foi registrada a produção de 20 milhões de sacas.
A associação ressalta que o desempenho foi importante, considerando que houve uma baixa entre 2016 e 2017 da oferta do grão em razão de uma seca que atingiu a plantação do produto.
No consumo per capita, a variação entre os dois períodos foi de 4,65 kg para 4,82 kg de café torrado e moído.
A análise da evolução é complexa, já que a entidade alterou a metodologia (deixando de considerar as sacas de empresas não cadastradas). Mas na série histórica, o Brasil teve uma boa evolução nos anos 2000, saindo de 13 milhões para 20 milhões de sacas em 2011. Depois disso, o país vem mantendo esse patamar.
Quanto ao tipo, o consumo ainda é dominado pelo café em pó, responsável por 81% do produto consumido no país, segundo dados de 2017.
Em seguida, vem o grão torrado, com 18%. As cápsulas, cada vez mais disponíveis em supermercados, representavam somente 1% do total no ano do levantamento.
A Abic avalia que há uma demanda maior por cafés de qualidade. Segundo estatísticas da associação, na análise dentro do que a entidade chama de “categoria de qualidade”, a modalidade “gourmet” teve participação de 6% em 2016. Mas a projeção da associação é que seu peso no mercado chegue a 12% neste ano.
Novas variedades
Barista e sócio de uma cafeteria em Brasília, Vitor Ávila também identifica este movimento por um maior interesse em cafés diferentes e especiais.
“Pessoas estão começando a entender que café pode ser uma bebida mais complexa do que vinho, cerveja. Por isso, há tantas cafeterias e torrefações abrindo.”, destaca.
Segundo ele, há um trabalho com pequenos produtores, mas também os grandes estão saindo do que chamou de “café de commodity”. O país estaria rumando a um “viés de qualidade”.
Com isso, continua Ávila, o Brasil estaria se aproximando de nações com maior tradição em cafés especiais, como na América Central e na África.
A gente é o maior produtor de café, mas não somos o produtor de café especial do mundo. O Brasil está se encaminhando para ser um dos maiores do mundo.”, acredita.
Mas há quem prefira ficar no básico. “Gosto do tradicional, o pó embalado a vácuo, sentir aquele cheiro irresistível quando está sendo coado, no filtro de papel ou no velho coador de pano.”, comenta a bancária Salete Gomes. “Tenho uma máquina Nespresso, às vezes é meu “momento Gourmet “, mas nada substitui o bom café coado.”, diz a professora de francês Rebeca Porto.
Impactos na saúde
A nutricionista Valéria Paschoal, da VP Centro de Nutrição Funcional, explica que os efeitos do café na saúde são diferentes em cada pessoa.
“Há pessoas que tomam o café e pequenas quantidades têm impacto na saúde, como maior hiperatividade, dificuldade de ter relaxamento, mas é coisa individual”, comenta.
Segundo ela, em termos gerais, estudos mostram que até 360 miligramas (o equivalente a seis xícaras de cafezinho) não tem consequência nenhuma na saúde.
“Há estudos mostrando que, para crianças tomar café pela manhã, pode ter benefícios na atividade cognitiva.
Outras pesquisas demonstram que o cafestol, o fitoquímico presente no café, tem atividade antioxidante na prevenção de várias doenças, afirma.
Para avaliar se o consumo acima desses parâmetros terá impactos negativos na saúde, acrescenta a nutricionista, é preciso averiguar diferentes elementos e características, como o quadro gástrico do indivíduo. O mesmo vale para os efeitos de agitação sobre o sono para quem toma a bebida à tarde ou à noite. De acordo com o metabolismo, as pessoas podem ou não sentir reações.
Uma quantidade acima pode prejudicar a absorção do cálcio, facilitando a ocorrência do osteoporose. Ela sugere o consumo do café orgânico, e no preparo coado.
“Este é o mais saudável”, recomenda a nutricionista.