17 de setembro de 2020

Coluna Versátil News

Emater-RN inicia ciclo de seminários para marcar seus 65 anos

Com o tema “Desafios da agricultura familiar no semiárido: limites e possibilidades da agricultura familiar”, a Emater-RN iniciou hoje (16) uma série de seminários virtuais (webinars) para marcar os seus 65 anos de atividades.

O primeiro encontro virtual, transmitido esta manhã pelo canal da Emater no Youtube, teve a participação de especialistas em agricultura familiar no Rio Grande do Norte, como o professor da UFRN Roberto Marinho, do coordenador regional da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Alexandre Henrique Pires; da agricultora familiar Ana Aline Morais, vice-presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do RN (Fetarn); e do extensionista rural da Emater-RN, Victor Hugo Dias. A coordenação do seminário foi feita pelo titular da Sedraf, Alexandre Lima, e posteriormente, pelo extensionista Klediógenes Nóbrega.

“A agricultura familiar no semiárido consegue produzir”, disse o professor da UFRN, Roberto Marinho. Ele apresentou um diagnóstico sobre a atividade e um perfil dos seus protagonistas. A maioria (51,1%) tem mais de 55 anos de idade e é alfabetizada (57,6%). Além disso, 98,2% dos estabelecimentos rurais possui produção agrícola, de um total de 63.452, segundo o Censo Agropecuário do IBGE de 2017.

Entre as maiores dificuldades do setor, estão a perda ou redução da produção em decorrência da estiagem, perda de animais, de recursos financeiros, ambientais, poluição dos mananciais, entre outros. Para uma agricultura familiar fortalecida no futuro, Roberto Marinho citou a assistência técnica como um dos pilares, ao lado do acesso à terra, à água, segurança alimentar, crédito, seguridade social, agroecologia, tecnologias sociais, entre outros fatores.

Segundo o coordenador regional da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), Alexandre Henrique Pires, “estamos presenciando uma aceleração da crise climática, gerada por um modelo de agricultura industrial, insustentável, que contribui com uma geração de energia muito dependente de combustíveis fósseis e extremamente poluente”, comentou.

Ele citou também o aumento dos preços dos alimentos em decorrência da crise política e econômica global, problemas ampliados com o contexto da pandemia, além de conflitos no campo, apropriação dos recursos pelo agronegócio, atingindo comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas. A liberação de produtos químicos e uso de agrotóxicos é outro problema em destaque.

“Mesmo assim, 77% dos estabelecimentos rurais no país são da agricultura familiar. O setor é responsável por 23% do PIB da agricultura, mas é o que menos recebe recursos e dispõe de menos terras para a produção. É a agricultura familiar a principal responsável pela produção de alimentos e a que mantém 67% dos postos de trabalho no campo”, disse Alexandre.

MOVIMENTOS SOCIAIS – Nascida na comunidade Barra da Espingarda, em Caicó, filha e neta de agricultores, Ana Aline Morais recordou sua trajetória enquanto mulher rural. Atualmente, ela é vice-presidente da Fetarn e secretária de políticas sociais.

O campo é onde ela quer ficar. “A propaganda para os jovens saírem do campo e irem para a cidade é muito grande, mas não desisti. É muito gratificante para quem gosta e valoriza, devemos ter orgulho de nossas origens”.

Em 2007, entrou no sindicato como associada. Em 2009, foi convidada a compor uma chapa como vice-coordenadora de jovens e não parou mais de se envolver nos movimentos sociais. “Comecei a conhecer as políticas públicas, sou defensora das compras governamentais, principalmente às que atendem as mulheres”. Ana Aline cita esse segmento como as maiores oportunidades para a agricultura familiar atualmente. Entre os exemplos, estão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), executado pela Emater-RN, e o Programa Estadual de Compras da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Pecafes), da Sedraf.

“Para uma mulher jovem, estar no campo hoje impõe alguns limites. No semiárido falta muito acesso à terra. Quando o jovem quer inovar na propriedade da família, encontra resistência dos mais velhos. Falta incentivo à sucessão rural e a população do campo está ficando idosa. Quem vai alimentar a população sem a sucessão rural?”, sentenciou.

INOVAÇÃO – Victor Hugo, engenheiro agrônomo da Emater, apresentou um estudo de caso de sucesso realizado em Mossoró durante a pandemia. Com a participação da Emater no município, a Associação dos Produtores Orgânicos Familiares de Mossoró (Aprofam) ganhou novo impulso durante a maior crise sanitária do século e a incerteza de como escoar a sua produção.

Fundada há 13 anos, a Aprofam vinha num crescente número de associados e atuação, mantendo 36 famílias, envolvendo 17 comunidades rurais, 13 assentamentos e quatro comunidades tradicionais. Antes da pandemia, atuava em seis feiras semanais, com faturamento mensal de R$ 20 mil.

Com a pandemia, as famílias se depararam com uma alta produção e as incertezas de como conseguir vender esses produtos. O trabalho da extensão rural garantiu a eles uma reposta rápida na resolução desse problema. “Juntos com a Uern, criamos uma ferramenta digital, o Vendizap. Com o aplicativo, eles começaram as entregas por delivery na zona urbana de Mossoró”, citou Victor Hugo.

Foi criada uma vitrine virtual para mostrar os produtos da Aprofam e de outros parceiros, com nichos diferentes. Mesmo tendo reduzido o número de feiras, atendendo em apenas uma de forma presencial, a Aprofam aumentou o seu faturamento mensal em 40%, hoje calculado em R$ 28 mil.

HISTÓRIA – O diretor-geral da Emater, Cesar Oliveira, fez um histórico sobre o início dos serviços de extensão rural no estado, através da Associação Nordestina de Crédito e Assistência Rural (Ancar) em 1955. Na época, recebeu o apoio do Banco do Nordeste e da Igreja, por meio do Serviço de Assistência Rural (SAR) e de professores e professoras da. Os primeiros municípios a ter esses serviços no estado foram Santa Cruz, São Paulo do Potengi e São Tomé.

A nomenclatura Emater passou a vigorar há 45 anos, com a aprovação de Lei 4.484, de 23 de setembro de 1975, publicada no dia 03/10/1975. “Ao longo dessa trajetória, a Emater teve uma contribuição significativa fundamental para o desenvolvimento rural no Rio Grande do Norte, sendo nas últimas décadas, muito fortemente, ligada à agricultura familiar”, destacou Cesar Oliveira.

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Programa Restaurante Popular passa por melhorias tecnológicas

A Secretaria do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) quer garantir a eficiência e a efetividade do programa Restaurante Popular, Café Cidadão e Sopa Cidadã e promover a segurança alimentar e nutricional da população em situação de vulnerabilidade social.

Nos primeiros 180 dias de Governo o Programa passou por uma auditoria conjunta entre a Sethas e a Controladoria Geral do Estado (Control) e ao mesmo tempo passou por uma auditoria de conformidade promovida pelo Tribunal de Contas do Estado do RN. Ambas as auditorias apontaram dentre outros problemas, a inexistência de mecanismo de controle do quantitativo de refeições efetivamente servidas nos restaurantes populares.

Em face dos resultados nas referidas auditorias e, considerando a determinação da governadora Fátima Bezerra quanto a gestão eficiente na administração dos recursos públicos (Decreto 28.690/2019), a Sethas vem intensificando fiscalizações e controles dos programas que executa, explica a titular da pasta, Iris Oliveira.

A implantação de mecanismos de controle e de garantia da eficiência em um Programa como o Restaurante Popular supõe conhecer o quantitativo e o perfil do público beneficiário. Por esse motivo a Sethas está realizando o cadastramento de todos os beneficiários do Programa Restaurante Popular, Sopa Cidadã e Café Cidadão, inicialmente previsto para abril deste ano, mas, em razão da pandemia do novo coronavírus, o processo foi adiado e retomado neste mês de setembro. 

O cadastramento, define a secretária, é uma necessidade para a implantação de um sistema de controle de acesso informatizado que será implantado ainda em 2020. “Com este sistema cada usuário vai dispor de uma carteira com sua identificação pessoal e um QR-Code que permitirá o acesso às unidades”, ressalta. Com a carteira de beneficiário o sistema também vai poder registrar o quantitativo de refeições adquiridas por cada usuário para que, pela primeira vez na história do programa, o Estado tenha informações constatadas pela própria gestão, sobre fluxo de pessoas usuárias e quantitativo de refeições servidas.

Iris Oliveira frisa que é importante esclarecer que o cadastramento não objetiva excluir nenhum usuário e muito menos utilizar seus dados para qualquer outra finalidade. “Todo esforço feito é no sentido de conhecer o perfil do público beneficiário do Programa e contribuir para um melhor atendimento das suas necessidades de segurança alimentar e nutricional”, complementa.

O cadastramento foi iniciado dia 08 de setembro em todo o Estado. Já foram cadastrados usuários de 15 unidades do Café Cidadão atingindo a meta de 34% em Lagoa de Pedras, Tangará, Acari, Tenente Ananias, Mossoró – UERN, Mossoró – Rodoviária, Mossoró – Abolição I, Caicó, Touros, Pau dos Ferros, Nísia Floresta, Marcelino Vieira, Macau, Baraúna e Alexandria.

No Restaurante Popular, que serve almoço, foi realizado o cadastramento em 13 unidades atingindo 23% da meta nos seguintes locais: Touros, Pau dos Ferros, Mossoró – Abolição IV, Mossoró – Centro, Mossoró – Alto de São Manoel, Baraúna, São José de Mipibu, Nova Cruz, Caicó – Centro, Natal – Lagoa Azul, Natal – Planalto, Jardim de Piranhas e São Miguel.

O cadastramento em curso, juntamente com outras medidas adotadas, integram o esforço e o compromisso do Governo da Professora Fátima Bezerra com o fiel cumprimento da obrigação do agente público de fiscalizar técnica e administrativamente a execução dos serviços prestados, como é o caso dos Programas Restaurante Popular, Café Cidadão e Sopa Cidadã, explica a secretária da Sethas, Íris Oliveira.

TECNOLOGIA

Para um efetivo controle, monitoramento e avaliação dos programas, projetos e políticas do órgão, a Sethas está apostando em Tecnologia da Informação. Para tanto foi criado o Núcleo de Desenvolvimento de Soluções em Tecnologia da Informação (NUDTI) que tem a finalidade de executar soluções de controle e gestão de programas sociais.

Um acordo de cooperação técnica entre a Sethas e a FUNCERN (Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN do IFRN) foi firmado no dia 7 de julho de 2020 com objetivo de atender às necessidades atuais de controle e gestão dos programas sociais da Secretaria. O NUDTI está desenvolvendo um sistema informatizado para ser utilizado no controle do Programa.

“O IFRN reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Norte com essa parceria com a SETHAS”, ressalta o Coordenador do Projeto, professor Dr. Fellipe Araújo Aleixo, da área de Desenvolvimento de Software do Campus Natal – Central do IFRN.

Pela parceria entre a Sethas e o IFRN, uma equipe de pesquisadores do Instituto Federal do RN dá apoio à equipe de Tecnologia da Informação (TI) da Secretaria no desenvolvimento de soluções tecnológicas visando a melhoria dos serviços ofertados à população do Estado.

No primeiro estágio do projeto, complementa o professor, serão trabalhados dois importantes programas sociais: o Programa do Leite Potiguar e o Programa dos Restaurantes Populares. Mais especificamente no caso dos restaurantes populares será desenvolvido um sistema que ajudará no controle da quantidade e qualidade das refeições servidas nas unidades do programa.

“Para a operacionalização desse sistema, o público dos restaurantes populares precisará passar por um processo de cadastramento. Esse cadastramento irá permitir que o sistema registre o consumo dos beneficiários do programa. Essas informações irão gerar relatórios gerenciais sobre consumo de refeições nas várias unidades do programa, os quais embasarão decisões administrativas visando servir melhor a população necessitada do Estado”.

OPERACIONALIZAÇÃO DO PROGRAMA

O Programa de segurança alimentar e nutricional funciona em 34 municípios do Estado com 113 unidades de restaurantes. São 56 unidades de Restaurante Popular que servem almoço em 34 municípios, 11 unidades com a Sopa Cidadã em 08 municípios e 44 unidades com o Café Cidadão em 36 municípios. O almoço tem um valor simbólico de R$ 1,00 (um real) e a sopa e o café, cada, R$ 0,50 (cinquenta centavos) graças ao investimento do Governo do Estado com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecope). Além de que pessoas em situação de rua, migrantes e refugiados têm acesso gratuito às refeições por determinação da governadora Fátima Bezerra.

O Restaurante Popular é operacionalizado por empresas terceirizadas, contratadas por meio de licitação, modalidade Pregão Eletrônico. Essas empresas são responsáveis pela instalação e equipagem dos espaços físicos, contratação de pessoal, preparo das refeições e fornecimento aos usuários.

O Programa é composto por 113 Unidades que fornecem café da manhã, almoço e jantar nos seguintes municípios:

Região Metropolitana de Natal: Ceará-Mirim, Extremoz, Goianinha, Ielmo Marinho, Macaíba, Monte Alegre, Natal, Nísia Floresta, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu.

Demais municípios: Acari, Alexandria, Alto do Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Assú, Baraúna, Caicó, Canguaretama, Caraúbas, Cerro-Corá, Currais Novos, Jardim de Piranhas, João Câmara, Jucurutu, Lagoa de Pedras, Lajes, Lucrécia, Macau, Marcelino Vieira, Mossoró, Nova Cruz, Parelhas, Passa e Fica, Patu, Pau dos Ferros, Pedro Avelino, Santa Cruz, Santana do Matos, Santo Antônio, São Miguel, São Paulo do Potengi, Serra Caiada, Sítio Novo, Tangará, Tenente Ananias, Touros, Umarizal.

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Governadora inicia II Conferência de Segurança Pública do RN

ROBSON ARAÚJO

A abertura da II Conferência Estadual de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, promovida pelo Governo do Estado, na noite desta quarta-feira (16) foi marcada pela integração no combate à criminalidade e na defesa da participação popular na construção das políticas públicas. A conferência, que tem como tema Cidadania e Participação Popular e acontecerá toda em ambiente virtual, fará até o dia 18 uma série de discussões em oficinas temáticas para ampliar a participação da sociedade na formatação do Plano Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (PESP).

O evento, que ocorre onze anos após a I Conferência, foi aberto na noite desta quarta-feira (16) com a participação da governadora Fátima Bezerra e do vice-governador Antenor Roberto, após apresentação da banda de música da Polícia Militar do RN.

A chefe do Executivo pontuou a necessidade de envolvimento da sociedade em um tema central como a segurança pública. “A segurança pública, para ser feita com eficiência, tem que ter integração com todos os entes federativos, em diálogo com a sociedade. Importante que nesses três dias possamos promover uma verdadeira integração que torne capaz o reconhecimento das demandas de cada indivíduo, grupo e representação, em busca de tornarmos o RN um território de paz”, afirmou.

A governadora ainda fez um balanço das ações do Governo na área de segurança pública desde janeiro de 2019, destacando a redução nos índices de criminalidade, a reestruturação da carreira dos servidores, investimentos em equipamentos e encaminhamento de concursos e convocações para reforço nas instituições. 

“Este tema nos é muito caro, pois quando assumimos o governo a segurança pública despontava como principal preocupação, pois o nosso estado era o mais violento do país. Formamos uma equipe técnica e integrada, que com trabalho competente e abnegado dos agentes de segurança, vem correspondendo à confiança minha e do vice-governador, mas acima de tudo mantém a confiança da população”, destacou a governadora, que encerrou a fala relembrando de Marcos Dionísio Caldas, ex-presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, falecido em 2017, e o cabo PM João Maria Figueiredo, assassinado no fim de 2018.

Presidente da comissão executiva do evento e coordenador dos trabalhos, o vice-governador Antenor Roberto destacou que a II Conferência é uma extensão das consultas feitas para a primeira versão da Política Estadual de Segurança Pública e Defesa Social do RN, que será apresentada para discussão no evento. 

“Chegamos aqui já com 20 objetivos, mais de 150 ações, a partir das consultas, seguindo orientação da governadora, junto aos poderes, lideranças empresariais, representação dos trabalhadores. Foram mais de 400 pessoas em 40 setores da sociedade que contribuíram. Agora, vamos ampliar os debates neste ambiente da conferência”, destacou o vice-governador.

A realização da conferência, relembrou Antenor, é parte do esforço do Governo do Estado para garantir recursos para o RN, seguindo o trabalho já feito na constituição do Fundo e do Conselho Estadual de Segurança Pública.

PALESTRA

A palestra inaugural da II Conferência de Segurança Pública foi ministrada pelo ex-secretário Nacional de Segurança Pública e atual titular da Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania do Pará, Ricardo Balestreri, que foi apresentado pelo juiz federal Walter Nunes.

O especialista, que já viveu no RN e há mais de 30 anos trabalha no setor de segurança pública, fez um panorama enfatizando a necessidade de união em torno da construção das políticas públicas. “Não é possível haver desenvolvimento, de nenhum tipo, onde não há segurança pública. E onde não há segurança pública somos todos presas do medo e medo não combina com desenvolvimento”, disse ele.

Balestreri ainda saudou a iniciativa do Governo em lançar as discussões sobre segurança pública por meio de uma conferência aberta. “O grande desafio que se coloca na Conferência Estadual é como vamos transformar a segurança pública em uma alavanca de desenvolvimento para esse estado, que tem tudo para ser paradigmático no Brasil”, completou o secretário. 

Participaram da abertura da conferência o presidente do Tribunal de Justiça do RN (TJ-RN), desembargador João Rebouças; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do RN (MP-RN), Eudo Leite; o Defensor Público-Geral, Marcus Alves; e o deputado estadual Francisco Medeiros, representando a Assembleia Legislativa.

Por parte do Governo do Estado, estiveram na reunião virtual o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Francisco Araújo; o secretário de Estado da Administração Penitenciária, Pedro Florêncio; a secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Eveline Macedo; o secretário de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer, Getúlio Marques; o comandante da PM-RN, coronel Alarico Azevedo; a delegada-geral da Polícia Civil do RN, Ana Cláudia Saraiva; o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do RN, coronel Luiz Monteiro; e o diretor-geral do Instituto Técnico-Científico de Perícia, Marcos Brandão.

Ainda estiveram presentes o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no RN (MPT-RN), Xisto Tiago; o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no RN (OAB-RN), Aldo Medeiros; o juiz estadual Fábio Ataíde e o presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania, Daniel Pessoa.

DEBATES

Mais de 1500 pessoas, sendo mais de 160 delegados com direito a voto, de 67 municípios potiguares e 54 cidades de outros estados estão inscritas para participarem do evento, integrando atores externos às discussões já conduzidas pelo Governo. 

Os participantes acompanharão já nesta quinta-feira (17) a apresentação de trabalhos realizados pela Comissão Especial responsável pela elaboração do PESP. A comissão vem construindo os estudos desde fevereiro, também sob a presidência do vice-governador, e montou a primeira versão da Política Estadual de Segurança Pública e Defesa Social do RN que será discutida na conferência.

Os trabalhos seguirão com sete oficinas temáticas, cada qual com até 50 participantes, que discutirão temas como política de drogas, integração do sistema de segurança pública, qualificação da repressão, redução de crimes letais, valorização profissional, ressocialização nos sistemas penitenciário e socioeducativo, violência contra mulheres, crianças, LGBTs e pessoas com deficiência, entre outros. Ao término das discussões será feita uma plenária e a apresentação de relatorias das oficinas.

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Copom interrompe sequência de queda e mantém Selic em 2% ao ano

Índice se mantém no menor nível desde o início da série histórica

Após uma longa trajetória de redução, o Banco Central (BC) decidiu manter a taxa básica de juros da economia no atual patamar de 2% ao ano. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) foi unânime, em reunião encerrada nesta quarta-feira (16). A manutenção do índice era esperada pelos analistas financeiros, que apostam na Selic neste patamar até o final do ano.

Em nota, o Copom informou que a inflação deve se elevar no curto prazo, principalmente por causa do movimento de alta temporária nos preços dos alimentos e a normalização parcial do preço de alguns serviços, no contexto de retomada maior da atividade econômica. “O Comitê entende que essa decisão [manutenção da taxa Selic] reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2021 e, em grau menor, o de 2022”, diz um trecho do comunicado oficial.

Sobre futuros ajustes nos juros básicos, o Comitê ressaltou que novas mudanças, caso ocorram, serão graduais e dependerão da situação das contas públicas. “O Copom entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno. Consequentemente, eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva”, destacou o comunicado.

A Selic se mantém no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018, só voltando a ser reduzida em julho de 2019.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos 12 meses terminados em agosto, o indicador fechou em 2,44%. O índice vem sofrendo uma aceleração desde julho, mas ainda continua abaixo do nível mínimo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2020, o CMN fixou meta de inflação de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,5% neste ano nem ficar abaixo de 2,5%. A meta para 2021 foi fixada em 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima.

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia o ano em 2,4% no cenário base. Esse cenário considera as estimativas de mercado.

A projeção, no entanto, ficou defasada diante da pandemia de covid-19. De acordo com o Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 1,94%.

Crédito mais barato

A taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava encolhimento de 6,4% para a economia neste ano. Essa foi a primeira projeção oficial do BC, revisada após o agravamento da crise provocada pelo novo coronavírus.

O mercado projeta contração um pouco menor. Segundo a última edição do Boletim Focus os analistas econômicos preveem contração de 5,66% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2020.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. As reuniões do Copom ocorrem a cada 45 dias. Até o fim de 2020, estão previstos mais dois encontros do colegiado para definir o valor da taxa Selic. 

Fonte: Agência Brasil

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