3 de janeiro de 2021

Coluna Versátil News

Hoje é dia: Dia do Astronauta, música e tradições marcam semana

Relembre fatos e datas da semana de 03 a 09 de janeiro de 2021

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Nesta primeira semana completa de 2021 é hora de desmontar a árvore de natal, reviver o passado com o lançamento da radionovela Direito de Nascer e comemorar o Dia do Astronauta, data criada após a ida do astronauta brasileiro Marcos Pontes à Estação Espacial Internacional. Confira esses e outros destaques da semana.

Viver pra música

Aproveite ainda para criar uma lista de músicas que relembrem compositores famosos que dedicaram suas vidas a letras, ritmos e melodias.  No dia 5, faz 45 anos da morte do cantor paulista Roque Ricciardi, o Paraguassu. No dia 6, Syd Berrett, um dos fundadores do Pink Floyd, faria 75 anos. 

Já no dia seguinte (7), seria o aniversário de 75 anos do compositor fluminense Luiz Melodia, responsável por canções marcantes como Pérola Negra e Juventude Transviada. Inclusive, o Recordar é TV da TV Brasil fez uma homenagem especial ao cantor Luiz Melodia. Assista:

Dia do Astronauta

O astronauta brasileiro Marcos Pontes, quando foi ao espaço em 2006
O astronauta brasileiro Marcos Pontes, quando foi ao espaço em 2006 – Nasa/Divulgação

O Dia do Astronauta (9) foi criado para a homenagear a Missão Centenário, que ajudou a levar ao espaço o astronauta brasileiro Marcos Pontes.

Há 15 anos, ele embarcou na nave russa Soyuz TMA-8, após o descumprimento contratual do governo brasileiro com a Nasa, rumo ao espaço. Pontes ficou uma temporada na Estação Espacial Internacional realizando experimentos científicos. Atualmente, Marcos Pontes ocupa a cadeira do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação.

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Martinho Lutero

No dia 3 de janeiro, há 500 anos, o Papa Leão X excomungava Martinho Lutero. Lutero da Igreja Católica. Quatro anos antes, em 1515, o então monge alemão afixou na porta da Igreja no Castelo de Wittenberg, na Alemanha, o documento em que expunha suas divergências com o catolicismo na forma de 95 teses. Esse fato marcou o início da Reforma Protestante:

Por falar em fatos religiosos, o dia 6 é o momento de desmontar a árvore de natal com a chegada do Dia de Reis. Segundo a tradição cristã, os três reis magos – Gaspar, Balthazar e Melchior, seguiram viagem depois de visitar o menino jesus.

A história pela Rádio Nacional

Psrael Pinheiro na inauguração da Rádio Nacional de Brasília (Acervo Arquivo Público do Distrito Federal) ensar que Brasília já teve prefeito pode dar nó nas cabeças de brasilienses acostumados com um governador e vários administradores regionais. Mas no dia 4 de janeiro faz 125 anos do nascimento do primeiro construtor e “prefeito” de Brasília, Israel Pinheiro. O político foi a autoridade responsável por comandar as obras da nova capital e assumiu o posto de administrador da capital em seguida. Israel Pinheiro esteve presente na inauguração da Rádio Nacional.

Por falar em inaugurações, o dia 8 também celebra os 70 anos do início da radionovela Direito de Nascer. Nos  anos 1950, a novela transmitida diariamente na Rádio Nacionalparava a cidade do Rio de Janeiro. Estatísticas oficiais de época mostraram que o consumo de água era reduzido no horário do programa, porque, na maioria das famílias, as pessoas só tomavam banho antes ou depois da novela.

Lista semanal com datas, fatos históricos e feriados (03 a 09 de janeiro de 2021)

3 a 9 de janeiro3

Nascimento do advogado, jornalista, radialista, escritor, professor e político fluminense Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros, o Artur da Távola (85 anos) – foi apresentador de um programa sobre música na Rádio MEC

Morte do acordeonista paulista José Carlos Ferrarezi, o Robertinho do Acordeon (15 anos)

Gravação do álbum Afro-sambas, do violonista Baden Powell e do compositor e cantor Vinicius de Moraes (55 anos)

Papa Leão X excomunga o então monge agostiniano Martinho Lutero (500 anos)

Entra em vigor o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (45 anos)4

Nascimento da atriz e humorista paulista Zilda Cardoso (85 anos) – famosa por interpretar a Dona Catifunda em programas de televisão

Nascimento do engenheiro mineiro Israel Pinheiro (125 anos) – foi convidado por JK para participar na construçao de Brasília e mais tarde seria o primeiro prefeito do Distrito Federal

Dia Mundial do Braille

Fundação do Jornal da Tarde (55 anos)5

Nascimento do animador, cineasta, roteirista, escritor e artista de mangá japonês Hayao Miyazaki, o Disney japonês (80 anos)

Morte do cantor e compositor paulista Roque Ricciardi, o Paraguassu (45 anos)6

Nascimento do cantor, produtor, poeta, guitarrista e pintor inglês Syd Berrett (75 anos) – um dos fundadores do Pink Floyd

Dia de Reis

Lançamento do programa Um milhão de melodias, na Rádio Nacional (78 anos)7

Nascimento do cantor e compositor fluminense Luiz Melodia (70 anos)

Dia do Leitor

Dia da Liberdade de Culto8

Morte do cantor e intérprete de samba-enredo fluminense Dermeval Miranda Maciel, o Roberto Ribeiro (25 anos)

Dia Nacional do Fotógrafo e da Fotografia

Lançamento da radionovela Direito de Nascer, na Rádio Nacional (70 anos)9

Nascimento da cantora estadunidense Joan Baez (80 anos)

Entra em vigor, no Brasil, a Lei Saraiva que estabeleceu o título de eleitor, proibiu o voto de analfabetos e adotou eleições diretas para todos os cargos eletivos do Império brasileiro (140 anos)

Dia do Astronauta – comemoração em homenagem à Missão Centenário. Realizada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) no ano de 2006, a missão foi responsável pela viagem de Marcos Pontes, o primeiro brasileiro no espaço, para a Estação Espacial Internacional (EEI)

Dia do Fico – quando o então príncipe regente D. Pedro de Alcântara foi contra as ordens das Cortes Portuguesas que exigiam sua volta a Lisboa, ficando no Brasil.

Fonte: agência Brasil

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G1: Fazenda guarda marcas da passagem do bando de Lampião pelo interior do RN

Passagem aconteceu em junho de 1927 e o bando percorreu 13 cidades potiguares. Fazenda fica no município de Marcelino Vieira.

Fazenda guarda marcas da passagem do bando de Lampião pelo RN, em Marcelino Vieira — Foto: Hugo Andrade/Inter TV Costa Branca
Hugo Andrade

A Fazenda Califórnia, no Sítio Lajes, zona rural do município de Marcelino Vieira, é uma daquelas propriedades onde a terra não para de ser produtiva. São cerca de 15 hectares que recebem diversos cultivos ao longo do ano. Agora, é tempo de esperar o ponto certo para colher o feijão verde. A área onde o grão foi plantado já recebeu a batata-doce, meses atrás. Em outra parte, os maracujás estão crescendo e sementes de melancias serão plantadas para fazer um cultivo em consórcio e aproveitar ainda mais a área.

A fartura da produção se deve a boa oferta de água. A fazenda é privilegiada com três cacimbões. Em mais de trinta anos que foram construídos, os reservatórios nunca secaram. Mas não é só pela produtividade que a Fazenda Califórnia é conhecida. Existe outra história que chama atenção: a passagem do bando de Lampião no Rio Grande do Norte, em junho de 1927.

É um capítulo da história conhecido por poucos. Naquele ano, antes de chegar em Mossoró, o bando de Lampião percorreu 13 cidades do estado, na região oeste. A casa grande da Fazenda Califórnia guarda um pedaço dessa passagem.

Enquanto passavam por Marcelino Vieira, na época chamada de Vila Vitória, os cangaceiros foram até a Fazenda Califórnia. As marcas da passagem do bando estão presentes até hoje nas três portas de madeiras que dão acesso ao interior da casa. Até hoje é possível ver o desgaste da madeira provocado pelos canos das armas dos cangaceiros.

Iramar Oliveira, atual administrador da fazenda — Foto: Hugo Andrade/Inter TV Costa Branca
Hugo andrade

Segundo Iramar Oliveira, atual administrador da fazenda que foi herdada da família, a visita indesejada do bando de Lampião foi motivada por uma vingança. “A história que a gente conhece é que um homem estava levando seus animais para a cidade de Luiz Gomes e teria parado aqui na fazenda para descansar. A dona da casa, a senhora Liberalina, negou abrigo. Dias depois, o homem voltou com o bando de lampião para se vingar”, conta Iramar. Essa história é passada de geração em geração.

Por causa desse fato, a casa se tornou um espaço de visitação de curiosos e pesquisadores. A construção também é uma atração a parte. A casa tem mais de 150 anos e guarda aspectos da arquitetura bastante usados em casas daquela época. Paredes grossas, teto alto e até parte de um sótão de madeira, preservado até os dias de hoje.

“Muita gente vem aqui. De vez em quando, chega estudante, professor, todo mundo querendo saber como foi a passagem de Lampião”, fala dona Maria Rita, responsável pelos cuidados da casa. “Eu acho muito bom receber o pessoal. Tem gente que só acredita quando vê a marca das armas nas portas”, diz a dona de casa que já recebeu até parentes de Lampião na residência.

Dona Maria Rita, responsável pelos cuidados da casa da fazenda Califórnia — Foto: Hugo Andrade/Inter TV Costa Branca
Hugo Andrade
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Pandemia faz países fecharem 2020 com nível recorde de dívidas

Governos injetaram montanhas de dinheiro para tentar minimizar impactos econômicos provocados pela covid-19

RESUMINDO A NOTÍCIA

  • Pandemia da covid-19 fez com que países terminassem 2020 com níveis de endividamento recorde
  • Governos despejaram “montanhas de dinheiro” para tentar minimizar efeitos econômicos da covid-19
  • Na grande maioria dos países, o endividamento é maior do que o PIB
Pandemia faz com que países terminem 2020 com níveis recorde de endividamento

Pandemia faz com que países terminem 2020 com níveis recorde de endividamento

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pandemia da covid-19 fez com que os países terminassem 2020 com níveis de endividamento recorde e com muitas dúvidas sobre como esse problema poderá ser resolvido. Para a economistachefe do Banco Mundial, Carmen Reinhart, esse quadro pode desembocar em uma crise financeira global. “O cenário em que nos encontramos não é sustentável”, disse.

Leia mais: Com pandemia de covid-19, setor aéreo teve pior ano da história

Ao longo deste ano, governos e bancos centrais despejaram montanhas de dinheiro em suas economias para tentar minimizar o impacto econômico da covid-19, e isso teve como consequência, na maior parte dos casos, o aumento das dívidas. E essa situação ocorre em um quadro em que as diferentes projeções para a atividade global de 2020 giram em torno de uma contração de 3%, o que automaticamente ajuda a elevar os índices de endividamento.

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De acordo com o Debtclock, um site americano que registra o endividamento de alguns países, a relação dívida bruta pública em relação ao PIB (produto interno bruto) dos Estados Unidos estava em 100,79% — ultrapassando a casa dos 100%, o que não ocorria desde a 2.ª Guerra Mundial. Esse aumento é resultado direto dos gigantescos pacotes da ajuda aprovados como uma tentativa de minimizar o impacto da pandemia. Na década de 1960, essa dívida girava na casa dos 30% do PIB.

Débitos

Um estudo do FMI (Fundo Monetário Internacional) apontou que 90% dos países avançados estão com nível de endividamento muito maior agora do que na última recessão global, a chamada crise financeira internacional, que começou em 2007 e perdurou até meados de 2009. “Está todo mundo quebrado agora, até mesmo o G-7. Ou melhor: especialmente, o G-7”, disse ao Estadão/broadcast o professor convidado em Relações Internacionais na LSE () e ex-professor de estudos diplomáticos na Universidade de Oxford, Tristen Naylor.

Se a situação financeira está complicada para os países mais ricos, o cenário não é diferente para os de baixa renda. Nos últimos meses, em meio a muitas discordâncias entre EUA, UE (União Europeia) e China, o grupo das 20 economias mais ricas do mundo (G20), do qual o Brasil faz parte, decidiu suspender a cobrança do serviço das dívidas dessas nações. O programa, por enquanto, tem duração até junho deste ano. Há ainda chances de ser prorrogado.

Apenas à China, seria reembolsado este ano 60% de todo o valor. O grande debate dentro do G-20 é o de que o país asiático fez muitos empréstimos a países em desenvolvimento com condições que não são transparentes e com taxas de juros mais altas do que as que poderiam pagar. Segundo o FMI, os governos de mercados emergentes emitiram US$ 124 bilhões em dívidas em 2020, com dois terços dos empréstimos no segundo trimestre, auge da pandemia para muitos deles.

As crescentes pressões orçamentárias foram acompanhadas por uma nova onda de rebaixamentos da dívida soberana, o que amplia o risco para os credores. Tudo isso leva a crer que o assunto permanecerá em pauta constante ao longo de 2021. Uma das entidades que mais devem debater o tema é o G-20, que, curiosamente, passou a ser presidida em 1.º de dezembro pela Itália, país que já era alvo de críticas dos demais membros da UE por causa de descontrole fiscal mesmo antes da pandemia.

Fonte: R7

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Urbana recolhe 32 toneladas de lixo no Réveillon de Natal em 2021

Divulgação Urbana

Apesar de não haver coleta domiciliar neste primeiro dia de 2021, a Companhia de Serviços Urbanos de Natal – Urbana – recolheu nas praias de Natal cerca de 32 toneladas de lixo, segundo levantamento feito até às 10h desta sexta-feira, 1º de janeiro.


Neste sábado, 02, todos os serviços, como coleta domiciliar, coleta de podas e entulhos, limpeza de feiras, varrição, capinação e limpeza de praias, serão retomados.


Em 2020, a Urbana recolheu mais de 351 mil toneladas de lixo, com uma média diária de 792 toneladas de lixo domiciliar, 351 toneladas de entulhos, 18 toneladas de podas, e 11 toneladas de reciclável (levantamento consolidado até outubro de 2020).

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Excesso de trabalho e pandemia podem desencadear Síndrome de Burnout

Profissionais de saúde pedem atenção aos sintomas da doença

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A sobrecarga de trabalho e o esgotamento devido a essa sobrecarga, que pode desencadear a Síndrome de Burnout, estão chamando a atenção dos profissionais da área médica do trabalho. Eles indicam a necessidade de maior atenção para os sintomas durante o período de tensão e fadiga provocado pela pandemia de covid-19, que trouxe a necessidade de manter o isolamento social pelo máximo de tempo possível. 

Burnout é um transtorno psíquico de caráter depressivo, com sintomas parecidos com os do estresse, da ansiedade e da síndrome do pânico, mas no qual o especialista percebe a associação com a vida profissional da pessoa. A síndrome, que foi incluída na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019, em uma lista que entrará em vigor em 2022, se não tratada pode evoluir para doenças físicas, como doença coronariana, hipertensão, problemas gastrointestinais, depressão profunda e alcoolismo. 

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que analisou o impacto da pandemia e do isolamento social na saúde mental de trabalhadores essenciais, mostrou que sintomas de ansiedade e depressão afetam 47,3% desses trabalhadores durante a pandemia, no Brasil e na Espanha. Mais da metade deles (e 27,4% do total de entrevistados) sofre de ansiedade e depressão ao mesmo tempo. Além disso, 44,3% têm abusado de bebidas alcoólicas; 42,9% sofreram mudanças nos hábitos de sono; e 30,9% foram diagnosticados ou se tratou de doenças mentais no ano anterior.

Segundo a OMS, no Brasil, 11,5 milhões de pessoas sofrem com depressão e até 2030 essa será a doença mais comum no país. A Síndrome de Burnout ou esgotamento profissional também vem crescendo como um problema a ser enfrentado pelas empresas e, de acordo com um estudo realizado em 2019, cerca de 20 mil brasileiros pediram afastamento médico no ano por doenças mentais relacionadas ao trabalho. 

“A pandemia tem sido muito prejudicial a toda a sociedade e os trabalhadores têm sofrido grande parte desses impactos. Por isso, agir e minimizar esse cenário é também uma responsabilidade das empresas, pois cabe a elas fomentar a saúde, segurança e qualidade de vida das suas equipes. O emocional das pessoas tem sido fortemente abalado pelo isolamento social, as incertezas do futuro, a pressão para alcançar resultados, as dificuldades do trabalho remoto, entre outros pontos”, disse o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho (Abresst), médico e gestor em saúde, Ricardo Pacheco. 

Segundo ele, o assunto tem merecido tanta atenção que em março desse ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu os impactos da pandemia na saúde mental e publicou  um documento desenvolvido pelo Departamento de Saúde Mental, com mensagens de apoio e bem-estar de diferentes grupos-alvo. 

“O intuito dessa ação foi promover o cuidado psicológico com a população mundial. Além das mensagens para as pessoas em geral, o documento contém uma sessão voltada aos trabalhadores. Isso acontece porque as relações profissionais foram muito afetadas pela covid-19, gerando, além das incertezas com a estabilidade do trabalho, a insegurança para sair de casa e trabalhar, ou mesmo a dificuldade para conciliar a quarentena em família e o home office”, disse Pacheco.

Uma das medidas importantes para prevenir a Síndrome de Burnout, de acordo com o médico, é a implantação de adequações para que o chamado novo normal funcione tanto agora quanto depois da pandemia. Para ele é extremamente necessário que a saúde mental dos trabalhadores seja um dos itens de maior atenção por parte das empresas, incluindo o treinamento dos líderes e a criação de novas ações para diminuir os problemas emocionais da equipe, além de acompanhar de perto a saúde de cada funcionário.

A gestora de benefícios, Patrícia Mota Mendes Luiz Santos, está em tratamento depois de ser diagnosticada com a síndrome. Os sintomas começaram com dores de cabeça constantes até que um dia ela foi dormir e acordou com a dor. Ao chegar no trabalho, sentiu uma dor mais forte e avisou uma colega sobre não estar bem. 

“Parecia que estava num lugar estranho, as coisas e o meu raciocínio começaram a ficar lentos. De repente me deu uma crise de choro e pânico, um desespero. Adormeceram as minhas mãos, um lado do rosto e eu pensei que estava enfartando. Me paralisou um lado do corpo. Fui levada ao pronto-socorro, mas não havia alterações e depois disso fui diagnosticada com Burnout”.

A partir de então Patrícia, que se auto pressionava para ser excelente em tudo, precisou aprender a “colocar o pé no freio” e a lidar com um ritmo de vida mais vagaroso sem ficar ansiosa por resolver tudo no mesmo dia. “O ponto inicial de tudo é a aceitação. Saber que naquele momento eu estou naquela situação e não sou aquilo. Por isso a terapia é fundamental. Os remédios ajudam, mas quem realmente tira da crise é a terapia”.

Atualmente ela não toma mais medicamentos porque aprendeu a se controlar com muita terapia e autoconhecimento. “Eu acho que isso não tem cura, mas temos o controle e o entendimento de que precisamos nos dar o tempo necessário e que não conseguimos ser 100% em tudo, principalmente nós que somos mulheres. E a mulher tende a se cobrar muito nesse sentido, achando que tem que ser perfeita em todos os setores da vida e aí acontecem os acúmulos que desencadeiam nas síndromes”, finalizou. 

Fonte: agência Brasil

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