Sociólogo americano prevê era de libertinagem sexual, gastança desenfreada e eventos esportivos lotados após o controle do vírus
Pandemia causou distanciamento e, assim, reduziu interações sociais presenciais
Desde que o primeiro caso de covid-19 foi diagnosticado, uma série de limitações modificou a forma com que as relações sociais se caracterizam. O distanciamento social, principal medida de controle da pandemia, praticamente restringiu as interações sociais às telas dos computadores e smartphones.
Isso ocorreu até mesmo em ocasiões de luto e despedida, como mostraram as imagens dos enterros que circularam em redes sociais e na televisão. Mas como será a vida depois que o novo coronavírus não for mais uma ameaça letal? Após um mínimo controle da doença, será possível voltar a se aglomerar?
Na tentativa de projetar este cenário, o sociólogo e epidemiologista americano Nicholas Christakis publicou o livro A Flecha de Apolo: o Impacto Profundo e Duradouro do Coronavírus na Maneira como Vivemos (ainda não traduzido para o português), em que analisa, com base em pandemias passadas, que o mundo pós-pandêmico será de “libertinagem sexual e grandes gastos”e que “as pessoas buscarão interação incansavelmente”, como disse em entrevista ao diário britânico The Guardian.
O doutor em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo) Leonardo Goldberg admite que as previsões de Christakis podem se concretizar e explica que as pessoas são sujeitos atravessados pela tecnologia vigente e seus recursos.
O psicólogo explica ser comum que, quando o ser humano vive um período de exceção e de limitações impostas por uma iminência de morte, exista uma tendência posterior de compensação com muita intensidade. “A sociedade como um todo também incorpora hábitos, inclusive gestuais, portanto, provavelmente nos manteremos distantes espacialmente. No pós-pandemia, podemos ter essas compensações sexuais e econômicas, mas, em geral, devemos incorporar apenas algumas práticas de cuidado necessárias nesse ‘tempo fora do tempo’”, explica.
Resultado do ano, entretanto, é de resgate líquido R$ 2,09 bilhões
Bruno domingos
O Ministério da Economia informou hoje (26) que o estoque de recursos no Tesouro Direto cresceu R$ 3,06 bilhões em 2020, encerrando o ano em R$ 62,70 bilhões. O montante é 5,13% maior que o registrado no fim de 2019.
Em 2020, entretanto, o total de operações foi de 4,57 milhões, uma média de 381.329 mil operações por mês, uma queda de 17,02% em comparação a 2019. As emissões somaram R$ 24,61 bilhões e demonstraram recuo de 20,30% em relação ao exercício anterior.
Por sua vez, as operações de resgates em 2020 somaram R$ 26,70 bilhões, sendo R$ 24,25 bilhões em recompras e R$ 2,44 bilhões em vencimentos. Em comparação com 2019, que registrou resgates de R$ 30,91 bilhões, houve queda de resgates de 13,62%. Dessa forma, houve resgate líquido no exercício de 2020 no total de R$ 2,09 bilhões.
De acordo com o ministério, o número de investidores ativos, isto é, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa, chegou ao fim de 2020 em 1.443.685 pessoas, um aumento de 20,19% em relação ao total do fim de 2019. Apenas em dezembro, o total de investidores ativos no Tesouro Direto cresceu 4,93% frente a novembro, ou 67.839 pessoas, o maior aumento mensal da série histórica.
Pequenos investidores
O balanço do Ministério da Economia informa, ainda, que 67,23% de todas as operações de investimento no programa envolveram valores até R$ 1 mil no ano passado. Segundo a pasta, esse resultado seguiu a tendência de aumento da participação de pequenos investidores, em especial quando comparados com os percentuais dessa faixa de investimento em 2017 (51,27%), 2018 (60,24%) e 2019 (65,01%).
Os títulos mais demandados pelos investidores em 2020 foram os indexados à taxa Selic, que somaram R$ 11,47 bilhões ou 46,62% das vendas. Os títulos indexados à inflação totalizaram R$ 8,10 bilhões e corresponderam a 32,92% do total, enquanto os títulos prefixados atingiram R$ 5,03 bilhões em vendas, ou 20,46% do total.
A maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento de um a cinco anos, com 46,01% do total. Em seguida, os títulos com vencimento entre cinco e dez anos corresponderam a 29,13%, enquanto os títulos com vencimento acima de dez anos representaram 24,86% do total no ano.
Balanço de dezembro
O resultado de dezembro de 2020 do programa mostra que, no mês, os resgates no Tesouro Direto superaram as vendas em R$ 70,3 milhões. Foram realizadas 478.709 operações de investimento em títulos do Tesouro Direto, no valor de R$ 1,89 bilhão, enquanto os resgates foram de R$ 1,95 bilhão.
As aplicações de até R$ 1 mil representaram 73,81% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 3.931,11.
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros.
O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.
A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Taxa Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.
O gestor do Senac Mossoró, Benjamin García, participou, na última quinta-feira (21), de reunião com representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo da cidade e sindicatos locais, com foco em definir ações de incentivo ao desenvolvimento socioeconômico da região.
O encontro teve como objetivo aproximar o poder público das instituições, firmando parcerias que possibilitem incremento na economia local.
“O Senac dispõe de um grande capital de informações. Com futuras parcerias, vamos oportunizar qualificação de mão de obra local, fazendo com que o empresário contrate pessoas daqui”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Franklin Filgueira.
O gestor do Senac Mossoró, Benjamin Garcia, destacou a importância do diálogo com o poder público. “O Senac vem colaborar com a secretaria no âmbito da qualificação profissional, pois sabemos da importância dessas ações para o sucesso do setor de comércio de bens, serviços e turismo. Estamos à disposição da secretaria para contribuir com projetos técnicos, estudos de viabilidade e estudos técnicos”, finalizou o gestor.
A reunião contou com a participação do gestor do Senac Mossoró, Benjamin Garíca, do presidente do Sindvarejo Mossoró, Michelson Frota e do secretário de desenvolvimento econômico de Mossoró, Franklin Filgueira.
As turminhas não têm contato com crianças de outras idades e contam com tecnologia que facilita chegada e saída da escola
Divulgação
Quando as crianças ultrapassam um ano de idade e começam a andar e a ensaiar as primeiras palavras, a decisão sobre o melhor momento e a instituição ideal para o início da vida escolar entra no foco de atenção dos pais. Escolher uma escola com a metodologia certa, que ofereça os primeiros estímulos para os alicerces do conhecimento e das descobertas é, em geral, a primeira preocupação. No entanto, no momento em que vivemos, garantir que a criança esteja acolhida em um ambiente físico adequado e com segurança sanitária tem sido um fator decisivo para a escolha dos pais.
Na Maple Bear Natal, as famílias encontram vários diferenciais para o início da vida escolar dos pequenos, entre eles, a estrutura física oferecida a essas turmas. As crianças que ingressam no Ensino Infantil no Early Toddler (de um a dois anos de idade) contam com instalações físicas exclusivas, em um prédio separado composto por recepção, salas de aula totalmente equipadas e três áreas externas para recreação e sala de estimulação motora.
As salas de aula do ensino infantil são estruturadas com centros de aprendizagem: matemática, blocos de construção, faz de conta, coordenação motora fina e ampla, criação, sensorial e centro de leitura. A metodologia é voltada para o desenvolvimento integral da criança, nos aspectos biológicos, afetivos, emocionais, cognitivos, sociais e simbólicos.
O ambiente acolhedor e exclusivo evita que os alunos tenham contato físico com crianças de outras idades; garante que a saída e chegada na escola ocorram com tranquilidade e reduz significativamente o número de pessoas com as quais a criança terá contato.
Tecnologia facilita chegada e saída
Na entrada e saída, o acesso à escola é controlado por meio do aplicativo “Filho sem fila”, em que os pais precisam preencher diariamente informações sobre o estado de saúde da criança e sua família para poderem ter acesso à escola. O aplicativo permite ainda que os pais avisem quando estão a caminho para deixar ou pegar a criança, garantindo que ao chegar haja uma professora preparada para receber o pequeno aluno e, na saída, para entrega-lo aos pais, evitando filas e esperas.
O ambiente ideal dá condições para que seja trabalhado com excelência o programa de ensino. No Early Toddler, a rotina completamente em inglês proporciona um desenvolvimento linguístico por meio da metodologia bilíngue. E a presença de uma professora titular e duas professoras auxiliares em cada sala de aula, compostas de no máximo 10 alunos, garante a convivência e acompanhamento constante do desenvolvimento e necessidades de cada criança. “As crianças recebem estímulos extras no desenvolvimento linguístico quando têm acesso, desde muito cedo, a uma metodologia de ensino bilíngue de imersão. Assim, elas aproveitam melhor as janelas de aprendizagens próprias da faixa etária. Pensamos em todos os aspectos para que a criança esteja segura e com o acompanhamento especial e individualizado”, detalhou a diretora da unidade de educação infantil da Maple Bear Natal, Julyana Freitas.
Para marcar o centenário do advogado, jornalista e professor Luiz Ignácio Maranhão Filho, o Governo do Rio Grande do Norte deu início à programação em memória do humanista que em 1974 foi preso em São Paulo e nunca mais retornou a sua cidade natal, sendo considerado um desaparecido político. Os eventos tiveram início nesta segunda-feira (25), no Auditório da Escola de Governo, com o lançamento do selo comemorativo, idealizado pelo cartunista Cláudio Oliveira e executado em parceria com os Correios, e com o recital do cordel assinado por Crispiniano Neto, presidente da Fundação José Augusto (FJA).
A atividades do Centenário estão sendo conduzidas pela FJA junto com o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP) e pela comissão criada especialmente para este fim, presidida pelo economista e ativista dos direitos humanos, Roberto Monte. A programação, elaborada pela Comissão dos 100 anos, tem como principal objetivo evidenciar a memória do homem que lutou por uma sociedade mais justa, pela democracia plena e pelo direito à livre expressão.
“Toda a gratidão pela vida e história de Luiz Maranhão, um homem justo, um homem inteligente e sagaz. Sua luta é sagrada para nós, pois é a luta por igualdade de direitos, por cidadania e pela democracia”, afirmou a governadora Fátima Bezerra durante a solenidade que marcou o início das homenagens. Ela destacou ainda que nenhum ato trará de volta a vida dos ativistas políticos ceifados pela ditadura ou por qualquer outro sistema de opressão: “mas, todos os atos importam para a gente continuar lutando”.
Como primeira governadora de origem popular do Rio Grande do Norte, ela enfatizou que o Governo do RN jamais abrirá mão de lutar pela democracia e vê como um dever cuidar da camada mais vulnerável da população, composta pelas pessoas que mais têm seus direitos violados. “No nosso governo, a defesa dos direitos humanos não é com discursos, mas é com gestos, como a criação da Semjidh, conduzida pela companheira Eveline Guerra, que é pautada por ações inclusivas desenvolvidas para apoiar, valorizar e defender as mulheres, os jovens, as populações indígenas, quilombolas e ciganas, os povos de terreiro e as comunidades LGBTQI+”, disse ao se referir à Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, criada no início da gestão, em 2019.
“Aqui já foi mencionada a grandeza humanista de Luiz Maranhão, irmão do político Djalma Maranhão, que também foi um potiguar que deixou um legado gigantesco para o nosso estado”, acrescentou Fátima.
O SANTO ATEU
Além do selo e do cordel lançados neste primeiro dia, a agenda comemorativa do centenário Luiz Maranhão Filho inclui também o lançamento de livros, a republicação da biografia “Luiz, o Santo Ateu”, de Eloneida Studart, além de debates e outras ações que serão idealizadas e executadas por uma comissão oficial, criada pela FJA e formada por 21 personalidades do Rio Grande do Norte.
O ato solene em homenagem ao centenário contou com a participação de Roberto Monte, coordenador do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular (CDHMP), que classificou o humanista como um “herói potiguar”. Como presidente da Comissão dos 100 anos, ele evidenciou que todo esse resgate de escritos, vídeos e áudios tem o objetivo de levar as novas gerações o valor de Luiz Maranhão Filho.
Em seguida, o parente do homenageado e vice-presidente da Comissão, Alexandre Maranhão, fez um breve relato familiar do desaparecido político, que sofreu bastante as atrocidades da repressão. “Luiz e Joaquim, meu pai, eram primos. Meu pai era servidor e trabalhava no mercado público em frente a casa do casal Luiz e Odette. Eles não tinham afinidades políticas, mas meu pai tinha profundo orgulho do primo e respeitava suas convicções políticas de caráter humanitário. Ele era bisneto de senhor de engenho, mas sua escolha foi lutar por um mundo melhor e mais justo para todos”, resumiu.
Professor universitário e defensor público, Juliano Siqueira declarou que quem passou por interrogatórios no Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), por prisões e torturas no pau de arara, como foi o seu caso, sente-se aliviado por chegar a este momento de ter à frente do governo dois militantes do nível de Fátima e Antenor. “É a certeza de que fizemos a luta certa, que estivemos no caminho certo por um país mais justo e igualitário”.
Ao final, Crispiniano Neto (FJA) recitou o cordel “Viva Luiz Maranhão”: “O Rio Grande do Norte | Despertando da omissão | Traz do silêncio da História | Um grito contra a opressão | Pra falar de um libertário | Descrevendo o centenário | Do herói Luiz Maranhão!”, diz a primeira estrofe.
Além dos já citados, também estiverem presentes ao ato solene, cujo número de participantes foi limitado devido à pandemia, o vice-governador Antenor Roberto; a titular da Semjidh, Eveline Guerra; a secretária-adjunta de Estado da Educação, Márcia Gurgel; a Assessora de Comunicação do RN, Guia Dantas; o subsecretário de Esportes e Lazer, Canindé de França; o diretor da Fundação José Augusto, Fábio Lima; o superintendente dos Correios, Rodrigo do Patrocínio; além de outras personalidades, como Mariana Prestes; Antônio Capistrano; Hermano Paiva; Gileno Guanabara; Hugo Manso e a jornalista Jana Sá.