29 de janeiro de 2021

Coluna Versátil News

Emirates suspende temporariamente os voos para o Brasil

Emirates suspende temporariamente os voos para o Brasil
Foto: Rodger Bosch / AFP

Seguindo a onda de suspensão de voos a Emirates está comunicando aos seus clientes que os voos para o Brasil serão suspensos entre os dias 01 e 10 de fevereiro de 2021.

A companhia informa que a decisão de suspender os voos temporariamente se deve à pandemia da covid-19. Os últimos voos a serem operados são os seguintes:

  • EK 261 no dia 30 de Janeiro: Dubai – São Paulo
  • EK 262 no dia 31 de Janeiro: São Paulo – Dubai

A Emirates informa ainda que todas as suas bases ao redor do mundo não devem aceitar passageiros com destino a São Paulo a partir do dia 31 de janeiro. Ou seja, quem estiver com passagens para voar Emirates a partir desta data terá o check-in negado.

Ainda segundo o comunicado, a Emirates informa que seguirá monitorando a situação e qualquer decisão a cerca da retomada dos voos a partir do dia 11 de janeiro será comunicada quando apropriado.

Outros Voos para o Brasil Cancelados

Infelizmente a Emirates é apenas mais uma empresa a entrar na lista daquelas que estão temporariamente cancelando os voos para o Brasil. As empresas cujos voos já foram cancelados incluem:

British Airways
Alitalia
TAP
Avianca

Obviamente, os voos da LATAM para Lisboa, Bogotá e Londres também estão cancelados devido às restrições de viagem imposta pelos respectivos países.

Conforme já publicamos é bastante provável que a Lufthansa também estre para esa lista, pois o governo alemão está considerando proibir a entrada no país de passageiros provenientes do Brasil.

A expectativa era de que a situação começasse a se normalizar em 2021 com a chegada das vacinas, mas as mutações do coronavírus tornaram tudo mais difícil. O cenário hoje é mais complicado do que aquele vivido no segundo semestre de 2020.

Dada a atual situação é bem provável que, caso ocorra, qualquer regularização das viagens venha a ocorrer somente no segundo semestre de 2021.

Coluna Versátil News

Prefeitura de Parnamirim: Secretário de habitação e regularização fundiária se reúne com dirigentes da Caixa

O secretário municipal de habitação e regularização fundiária, Rogério Santiago, acompanhado da secretária adjunta, Ana Lúcia Dantas, e demais integrantes da pasta, participaram, na tarde desta quinta-feira (28) de uma reunião com dirigentes da Caixa Econômica Federal (CEF). A reunião foi realizada na unidade do Praia Shopping, em Ponta Negra. 

De acordo com o secretário, a reunião teve como objetivo, o estreitamento do relacionamento com a instituição, em função da sua chegada como titular da secretaria. 

“Foi um encontro de cordialidade, no qual me apresentei como novo secretário da pasta. Além disso, discutimos alguns temas relacionados à habitação e regularização fundiária, tratando em especial do empreendimento Irmã Dulce III e o novo programa do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR)”, explicou. 

Fotos: Eliana Félix

Coluna Versátil News

Carteira do idoso tem validade prorrogada até julho de 2021

A medida foi publicada hoje no Diário Oficial da União

Marcelo Camargo

O governo publicou hoje (29) uma resolução no Diário Oficial da União (DOU) que prorroga a validade das carteiras do idoso já impressas até julho de 2021. A norma também altera os procedimentos para novas emissões. O documento serve para garantir acesso a vagas gratuitas ou desconto de no mínimo 50% em passagens interestaduais.

Tem direito ao benefício todo cidadão com mais de 60 anos e renda igual ou inferior a dois salários mínimos. O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) estabelece que, para esses idosos de baixa renda, sejam reservadas duas vagas gratuitas em todos os veículos de transporte coletivo interestaduais. Para além dessas vagas, é aplicado o desconto. A regra serve para ônibus, barco e trem (avião não está incluso).

Quem pode comprovar renda não precisa emitir a carteira do idoso para usufruir do benefício, basta apresentar o documento de comprovação, como um contracheque ou carnê da Previdência, e um documento oficial com foto diretamente nos guichês de emissão de passagem. A solicitação deve ser feita até três horas antes da viagem.

Já aqueles que não têm como comprovar renda precisam emitir a carteira do idoso. O serviço deve ser oferecido pelas secretarias de assistência social dos municípios e do Distrito Federal. Além disso, o governo criou uma página na internet para o cidadão que queira solicitar diretamente o documento, em formato virtual ou impresso.

Para acessar a ferramenta, utiliza-se o login único de serviços digitais do governo federal. Um dos pré-requisitos para a emissão da carteira do idoso é estar credenciado no Cadastro Único de programas sociais do governo federal.  Quem já possui a carteira do idoso impressa pela secretaria local não precisa solicitar uma nova até o documento expirar.

Fonte: agência Brasil

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Governo do RN: Dois pacientes de Manaus recebem alta do Hospital Estadual Giselda Trigueiro

Robson Araújo

Dois pacientes vindos de Manaus receberam alta nesta quinta-feira (28) do Hospital Estadual Giselda Trigueiro. Eles estavam internados desde o dia 18 de janeiro, quando vieram do Amazonas para receber tratamento contra a Covid-19, em virtude do colapso no sistema de saúde da capital amazonense.

“O nosso Hospital Giselda Trigueiro é um hospital de referência que prestou a eles um atendimento de alta qualidade, isso foi fundamental para salvar essas vidas. O protocolo foi todo apoiado na ciência, foi mais uma vitória da ciência. E nós, que somos humanizados, sabemos que é o nosso dever acolher o sofrimento deles, porque somos um único país”, disse o vice-governador Antenor Antunes. 

Os pacientes Keitiane Teixeira do Nascimento, de 39 anos, e Róbson Sena do Nascimento, de 40 anos, são casados. Os dois precisaram ser internados na UTI do Giselda para o tratamento, chegando a receber oxigênio, mas não precisaram ser intubados. Durante esse processo, Róbson perdeu a mãe para a COVID-19 em Manaus e, dois dias depois, Keitiane também perdeu a mãe dela. Eles chegaram a dizer que sequer viveram o luto dos parentes que perderam no Amazonas. Muito emocionados, na saída do hospital, foram recepcionados pela imprensa e aplaudidos pela equipe do hospital estadual.

Róbson afirmou ainda que a qualidade do atendimento não foi apenas da equipe médica, com a qual ele se sente profundamente agradecido pelo atendimento humanizado, mas também pela equipe multidisciplinar, da qual recebeu atendimento de fisioterapeuta, nutricionista, sem falar de toda equipe de enfermagem e assistência social.

“Em Manaus não tínhamos nada disso”, disse Róbson. “É um alívio. Nós nascemos de novo, nós viramos potiguares. Se passássemos mais um dia em Manaus, hoje nossas três filhas não teriam a gente com elas”, afirmou em reconhecimento ao atendimento recebido, mostrando a gratidão pelo cuidado que tiveram no hospital estadual. “Eu fiquei aqui onze dias, e perdi minha mãe lá em Manaus. Ela também perdeu a mãe dela lá. Tivemos sorte de vir para cá. Muito obrigado”, destacou emocionado Róbson.

Segundo André Prudente, diretor do Giselda Trigueiro, ambos chegaram precisando de bastante oxigênio e necessitaram usar a ‘máscara de Hudson’, que é um dispositivo que faz com que a pessoa tenha acesso a uma quantidade de oxigênio bem maior do que o cateter nasal. Ele se recuperou antes e ela deixou de utilizar o oxigênio há 48 horas, ficou em observação para ver se não tinha nenhuma piora, e como só evoluiu para a melhora, recebeu alta.

“Nós viemos os dois juntos para cá bem ruins e em nenhum momento tiraram meu esposo de perto de mim. Vocês me deram uma nova chance de viver, de voltar para minhas filhas, para minha família. Eu só tenho a agradecer e dizer do carinho que tenho por vocês. Muito obrigada mesmo”, declarou Keitiane.

Keitiane lembrou que em Manaus chegou a reversar o oxigênio com mais três pacientes e que já estava em um momento muito crítico. “Toda equipe daqui é excepcional. Foram humanos com a gente. Perdi minha mãe estando aqui, e eles me deram todo o suporte”.

“É muito emocionante o reconhecimento dos pacientes que estiveram aqui, mostrando a gratidão pelo atendimento que receberam, revelando o compromisso da gestão da governadora em fazer um atendimento humanizado e de qualidade. Demonstramos na prática que um RN solidário, salvando vidas, se efetivou, produziu resultados. Todos nós que fazemos o governo e o serviço de saúde no SUS nos sentimos motivados continuar. A qualidade na atenção à Covid, e em geral à saúde, é a marca desse governo”, disse o secretário de Estado da Saúde Pública, Cipriano Maia, ao acrescentar que o RN, havendo necessidade, terá possibilidade de acolher novos pacientes para salvar vidas.

“Essa doença mostra a necessidade da universalização do serviço de saúde. Que o problema sanitário não se resolve isoladamente, pois é um problema que hoje é um desafio para a humanidade. O mundo precisa enfrentar um novo patamar de condições sanitárias já pautadas pela ciência há muito tempo, e que agora precisa ser enfrentada com mais determinação pelos governos no plano mundial”, acrescentou o vice-governador. “É um momento também que a ciência mostra que quando há direção, quando há foco, você salva mais vidas, que foi o que aconteceu”, pontuou.

O casal embarcou de volta para Manaus em voo custeado pelo Ministério da Saúde e pelo governo do Amazonas.

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Fecomercio : Contas públicas têm déficit de R$ 702,9 bilhões em 2020

As contas públicas fecharam o ano de 2020 com saldo negativo recorde devido à queda na atividade econômica, e consequentemente na arrecadação, e às despesas extraordinárias necessárias para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (covid-19). O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, apresentou déficit primário de R$ 702,950 bilhões no ano passado, o pior resultado da série histórica iniciada em dezembro de 2001, e que representa 9,49% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

Foi o sétimo ano consecutivo de resultados negativos nas contas públicas, com alta de R$ 641,078 bilhões em relação a 2019, quando o déficit primário foi de R$ 61,872 bilhões, o que corresponde a 0,84% do PIB.

Os dados estão no relatório das Estatísticas Fiscais divulgado hoje (29) pelo Banco Central (BC).

De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, só as despesas federais para combate à pandemia representaram cerca de R$ 524 bilhões dessa diferença interanual. “Para as demais diferenças, tem a piora da própria situação econômica da recessão que abateu o país no ano passado”, explicou.

A meta para 2020 era de déficit primário de R$ 118,9 bilhões. Entretanto, o decreto de calamidade pública em razão da pandemia da covid-19 dispensou o governo de cumprir a meta.

Déficit

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas) desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. O montante difere do resultado divulgado ontem (29) pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 743,087 bilhões em 2019, porque, além de considerar os governos locais e as estatais, o BC usa uma metodologia diferente, que considera a variação da dívida dos entes públicos.

No ano passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional), onde se concentram os gastos com a pandemia, apresentou déficit primário de R$ 745,266 bilhões, ante R$ 88,899 bilhões em 2019. Já os governos locais tiveram superávit, devido, principalmente, aos repasses federais de cerca de R$ 78 bilhões para combater os efeitos da crise.

Segundo Rocha, em conjunto, no setor público consolidado, o resultado dessas transferências não tem impacto, mas quando se olha individualmente, ele explica a manutenção dos superávits dos governos regionais.

Os governos estaduais registraram superávit de R$ 38,286 bilhões em 2020; em 2019, o superávit para esses entes havia sido de R$ 16,248 bilhões. Os governos municipais também registraram superávit de R$ 462 milhões no ano passado. Em 2019, houve déficit de R$ 1,051 bilhão.

No caso das empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, o superávit primário foi de R$ 3,567 bilhões no ano passado.

O déficit das contas públicas em dezembro de 2020 chegou a R$ 51,837 bilhões, contra o resultado negativo de R$ 13,513 bilhões em igual período de 2019.

Despesas com juros

O gasto com juros somou R$ 312,427 bilhões em 2020, o menor da série histórica, contra R$ 367,282 bilhões em 2019. A queda foi influenciada pela redução dos juros básicos da economia, a Selic, fixados atualmente pelo BC em 2% ao ano, também a mínima histórica. De acordo com Rocha, em 2019 a taxa Selic efetiva foi de 5,6%, enquanto em 2020 foi de 2,76%.

Por outro lado, houve aumento das despesas com juros influenciado pelas operações do BC no mercado de câmbio (swap cambial). Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública.

De acordo com Rocha, em 2019, houve perdas de R$ 7,6 bilhões com swap, enquanto em 2020 essas perdas chegaram a R$ 40,8 bilhões. “Se retirasse esse efeito das despesas com swap dos dois anos, a redução dos juros, que foi de R$ 54,9 bilhões, teria sido ainda maior”, disse.

No ano passado, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e os gastos com juros, ficou em R$ 1,015 trilhão, contra o resultado negativo de R$ 429,154 bilhões em 2019. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador levado em consideração por investidores.

“O crescimento do déficit nominal do setor público consolidado em 2020, para 13,7% do PIB, decorreu exclusivamente da elevação do déficit primário, uma vez que os juros nominais, seguindo a trajetória de redução iniciada em 2016, alcançaram o menor valor, como percentual do PIB, da série histórica anual iniciada em 2002, 4,22%”, reforçou o BC sobre a queda dos juros.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,670 trilhões em dezembro de 2020, o que corresponde 63% do PIB, o maior percentual da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. Em dezembro de 2019, esse percentual estava em 54,6%.

No final de 2020, a dívida bruta – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 6,615 trilhões ou 89,3% do PIB, contra 74,3% em dezembro de 2019. Esse é o maior percentual da série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2006. Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

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