18 de fevereiro de 2022

Coluna Versátil News

RN registra chuvas de 145mm e previsão é de tempo instável em todo estado

RN registra chuvas de 145mm e previsão é de tempo instável em todo estado

Foto: Reprodução

O Rio Grande do Norte registrou chuvas fortes entre a quinta-feira e esta sexta-feira (18), principalmente na região Agreste. No município de Campo Redondo, as chuvas acumuladas em 24h chegaram a 145,2mm. Para o fim de semana, a tendência é de tempo instável em todo estado.

Para Natal e a região, a previsão é de sol com nuvens durante todo o fim de semana, com períodos de nublado e podendo chover a qualquer hora. No sábado e domingo, a possibilidade de chuvas é de 80%. A temperatura vai variar entre 24°C e 32°C.

No Agreste, onde as chuvas foram mais intensas entre a quinta e sexta-feira, a expectativa é de chuva fraca durante o fim de semana. Em Campo Redondo, há 90% de chances de chuvas entre sábado e domingo, mas as precipitações devem ficar em menos de 20mm. A temperatura vai girar entre 25°C e 35°C.

Já no Seridó, as temperaturas seguirão mais altas e as chuvas têm 90% de chances de ocorrer durante o fim de semana. Em Caicó, a previsão é de que as manhãs tenham sol com aumento de nuvens, com as chuvas ocorrendo, principalmente, no período entre a tarde e a noite. A temperatura vai chegar a 36°C.

Para a região Oeste e Alto Oeste, também há a previsão de tempo instável. Em Mossoró, pode chover até 35mm no fim de semana, com as precipitações de concentrando no período entre a tarde do sábado e manhã do domingo. A temperatura vai variar entre 23°C e 36°C. Em Pau dos Ferros, a temperatura vai chegar aos 37°C, com possibilidade de 25mm de chuvas entre o sábado e domingo.

Fonte: Blog do BG

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CDL NATAL INFORMA HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO DURANTE O CARNAVAL

CDL NATAL INFORMA HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO DURANTE O CARNAVAL

O comércio da capital potiguar vai funcionar de forma diferenciada nos dias de carnaval. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), na segunda-feira (28/02) o comércio de rua e supermercados fecham, e alguns shoppings terão abertura facultativa, pois é comemorado o dia do comerciário.

O comércio de rua terá funcionamento normal até o sábado (26). Fecha nos demais dia, e retorna as atividades na quarta-feira (02/03) a partir das 08hs. Alguns estabelecimentos abrem mais tarde, por volta das 12hs. Já os shoppings terão abertura diferenciada durante os dias de carnaval.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal) informa o funcionamento dos principais pontos comerciais da capital potiguar.

Confira:

Comércio de rua

  • Centro da Cidade

Sábado 26/02 Funciona em horário normal das 08 às 18h.

Domingo 27/02 Fechado

Segunda-feira dia 28/02 Fechado

Terça-feira 01/03 Fechado.

Quarta-feira 02/03 Funcionamento normal. Algumas empresas funcionam a partir das 8h e outras a partir de 12h.

  • Alecrim

Sábado 26/02 Funciona em horário normal das 08 às 17.

Domingo 27/02 Fechado

Segunda-feira dia 28/02 Fechado

Terça-feira 01/03 Fechado.

Quarta-feira 02/03 Funcionamento normal. Algumas empresas funcionam a partir das 8h e outras a partir de 12h.

  • Partage Norte Shopping Natal

Sábado 26/02

Funcionará normalmente das 10h às 22h;

Domingo 27/02

Alimentação e lazer aberto das 11h às 22h;

Demais lojas, a partir das 15h às 21h;

Carrefour – 07 às 21h;

Segunda-feira 28/02

Dia do Comerciário – funcionará em regime facultativo: Alimentação e lazer aberto das 11h às 22h;

Demais lojas, a partir das 15h às 21h;

Carrefour – Fechado.

Terça-feira 01/03

Funcionamento facultativo: Alimentação e lazer aberto das 11h às 22h;

Demais lojas, a partir das 15h às 21h;

Carrefour – aberto das 7h às 22h;

Quarta-feira 02/03

Funcionamento obrigatório: Alimentação e lazer aberto das 11h às 22h

Demais lojas, a partir das 12h às 22h;

Carrefour – aberto das 7h às 22h.

  • Shopping Cidade Jardim

Sábado 26/02 – Funcionamento Normal

Lojas e quiosques das 09 às 21h.

Restaurantes – 11 às 22h.

Domingo 27/02 – Funcionamento Normal

Lojas e Quiosques: 14h às 20h domingos

Restaurantes: 11h às 22h diariamente

Segunda-feira 28/02

Alimentação e Lazer: Abertura Facultativa

Lojas e quiosques: Fechado

Terça-feira 01/03 – Abertura Facultativa

Lojas e quiosques das 09 às 21h.

Restaurantes – 11 às 22h.

Quarta-feira 02/03

Lojas e quiosques das11h às 21h

Restaurantes – 11 às 22h.

  • Midway Mall

Sábado 26/02

Funcionará normalmente das 10h às 22h;

Cinemark aberto conforme programação;

Domingo 27/02

Alimentação e lazer aberto das 11h às 22h;

Demais lojas, a partir das 12h às 21h;

Cinemark aberto conforme programação;

Segunda-feira 28/02 – Dia do Comerciário – funcionará em regime facultativo:

Alimentação e lazer aberto das 11h às 22h;

Demais lojas, a partir das 12h às 21h;

Cinemark aberto conforme sua programação;

Terça-feira 01/03 – funcionará em regime facultativo:

Alimentação e lazer aberto das 11h às 22h;

Demais lojas, a partir das 12h às 21h;

Cinemark aberto conforme sua programação;

Quarta-feira de Cinzas – 02/03

Abertos a praça de alimentação e lazer das 11h às 22h

Demais lojas das 12h às 22h.

Cinemark aberto conforme programação

  • Natal Shopping

Sábado (26/02)

Alimentação e lazer: 10h às 22h

Quiosques e alimentação: 10h às 22h

Âncoras | Mega Lojas: 10h às 22h

Academia Bodytech: 08h às 16h

Demais lojas/quiosques: 10h às 22h

Domingo 27/02

Alimentação e lazer: 11h às 22h

Quiosques e alimentação: 13h às 21h

Âncoras | Mega Lojas: 13h às 21h

Academia Bodytech: 09h às 15h

Demais lojas/quiosques: 15h às 21h

Segunda-feira 28/02

Alimentação e lazer: Facultativo (11h às 22h)

Quiosques e alimentação: Facultativo (13h às 21h)

Academia Bodytech: 9h às 15h

Cinema: Conforme Programação

Demais lojas/quiosques: Fechados

Terça-feira 01/03

Alimentação e lazer: Facultativo (11h às 22h)

Quiosques e alimentação: Facultativo (13h às 21h)

Academia Bodytech: 9h às 15h

Cinema: Conforme Programação

Demais lojas/quiosques: Facultativo

Quarta-feira 02/03

Alimentação e lazer: 11h às 22h

Quiosques e alimentação: 11h às 22h

Âncoras | Mega Lojas: 11h às 22h

Academia Bodytech: 12h às 22h

Demais lojas/quiosques: 11h às 22h

  • Shopping 10

Sábado 26/02 – 8h às 17h

Domingo 27/02 – fechado

Segunda 28/02 – fechado

Terça 01/03 – fechado

Quarta 02/03 – 12h às 18h

  • Via Direta

Sábado – 26/02/22 Normal – 09h às 21h

Domingo – 27/02/22 – Totalmente Fechado

Segunda-feira – 28/02/22 – Totalmente Fechado

Terça-feira – 01/03/22 – Totalmente Fechado

Quarta-feira – 02/03/22 – 12h às 21h

  • Praia Shopping

Sábado 26/02

Praça de Alimentação a partir das 11h e demais lojas das 10h às 22h.

Domingo 27/02

Praça de Alimentação a partir das 11h e demais lojas, das 15h às 21h

Segunda-feira 28/02

Praça de Alimentação das 11h às 21h e demais lojas FECHADO*

Terça-feira 01/03

Praça de Alimentação das 11h às 21h e demais lojas FECHADO*

Quarta-feira 02/03

Praça de Alimentação a partir das 11h e demais lojas das 12h às 22h

Para os cinemas, deve ser consultada a programação no site www.moviecom.com.br

  • Supermercados

Fechados no dia 28/02

Funcionamento Normal nos dias 26,27, 01 e 02

  • Bancos

Fechados, retomam atividades na quarta-feira 02/03 a partir das 12hs.

Fonte: Hilneth Correia

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Número de divórcios judiciais no país cai 17,5% em 2020, o primeiro ano da pandemia 

Fechamento dos cartórios em alguns meses do ano e restrições impostas pela Covid-19 ajudaram a segurar os casamentos

Número de casamentos também caiu em 2020

Número de casamentos também caiu em 2020

PIXABAY

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou nesta sexta-feira (18) as Estatísticas do Registro Civil — Divórcios 2020. Os dados mostram que o primeiro ano da pandemia de Covid-19 no Brasil, com cartórios fechados por alguns meses e confinamento de boa parte da população, ajudou a manter vários casamentos.

De 2019 para 2020, caiu 13,6%, de 383.286 para 331.185, o número de divórcios judiciais ou extrajudiciais (que não passaram pelos tribunais) registrados no país.

Os dados divulgados mostram ainda que a diferença de mais de 52 mil casos entre 2019 e 2020 vem toda da opção pelo divórcio judicial, com queda de 17,5% em um ano. O término extrajudicial teve ligeiro aumento: 908 a mais.

O levantamento, que leva em conta dados oficiais, mostrou ainda que a idade média na qual as mulheres se separam é de 40 anos, três a menos que a dos homens.

Em novembro de 2021, o IBGE já havia divulgado que o número de casamentos em 2020 (757.179) teve queda recorde de 26,1%. No período mais grave da pandemia, entre abril e junho daquele ano, houve 55,2% menos matrimônios do que o verificado no mesmo período de 2019.

Casamentos duram menos

O IBGE revela ainda que os relacionamentos duram cada vez menos no Brasil. Na comparação com 2010, a quantidade de divórcios antes de dez anos de união subiu de 37,4% para 49,8% em 2020.

A região Norte do país é a que tem as separações mais rápidas, com 55,3% ocorridas antes de dez anos.

Na outra ponta, a região que adia por mais tempo o fim dos casamentos é a Sul, com 32% dos registros após 20 anos.

O Sul apresenta o tempo médio maior entre a data do casamento e o divórcio, com 14,7 anos. Uma década antes, em 2010, as uniões duravam 16,9 anos na região.

No Centro-Oeste do Brasil está a menor média, com 12,3 anos, seguido bem de perto pelo Norte, com 12,4.

Fonte: R7

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Pessoas recuperadas da Covid-19 correm maior risco de doenças mentais, mostram novos estudos

Pessoas recuperadas da Covid-19 correm maior risco de doenças mentais, mostram novos estudos

O vírus parece penetrar no cérebro e atrapalhar as vias celulares e neuronais, levando à problemas cognitivos e psiquiátricos
Começam a surgir estudos que mostram que o risco aumentado de doenças mentais em pacientes recuperados da Covid está associado ao efeito do vírus em si Foto: Editoria de Arte
Começam a surgir estudos que mostram que o risco aumentado de doenças mentais em pacientes recuperados da Covid está associado ao efeito do vírus em si Foto: Editoria de Arte
SÃO PAULO — Não é novidade para ninguém que a pandemia contribuiu para o aumento de doenças mentais, como depressão e ansiedade. Mas um número crescente de estudos mostra que a Covid-19 em si é outro fator que amplia o risco de aparecimento dessas doenças. A mais recente evidência sobre o assunto é um trabalho feito nos EUA com base em registros de saúde de cerca de 154 mil pacientes com Covid-19. Os resultados, publicados na revista BMJ, na última quarta-feira, mostraram que até um ano após a infecção, essas pessoas correm um risco aumentado de serem diagnosticadas com transtornos psiquiátricos. Estudo anterior, realizado pela USP, já havia apresentado resultados semelhantes em pacientes recuperados de quadros moderados e graves.

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A grande novidade é que em conjunto com essas análises, começam a surgir estudos que mostram que o risco aumentado desses problemas em pacientes recuperados da doença está associado ao efeito do vírus em si. Não apenas a fatores psicológicos e ambientais que podem ter impactado as pessoas com Covid, como stress, desemprego, problemas financeiros, isolamento social, trauma, luto, mudanças na dieta e na atividade física.

O médico Rodolfo Damiano, residente do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (IPq) e primeiro autor do artigo brasileiro, explica que todas as infecções agudas têm impacto na cognição e na saúde mental.

— Mas não na magnitude observada na infecção pelo Sars-CoV-2 — afirma Damiano.

 

No estudo americano, os pesquisadores analisaram bancos de dados nacionais de saúde do Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA. No total foram incluídos 153.848 indivíduos que foram contaminados. Eles foram comparados com um grupo similiar de pessoas que não contraiu a doença. Os participantes tinham, em média, 63 anos de idade e não estavam em tratamento nem haviam sido diagnosticados com problemas de saúde mental nos dois anos anteriores à análise.

Os resultados mostraram que as pessoas que tiveram Covid eram 39% mais propensas a serem diagnosticadas com depressão e tinham uma probabilidade 35% maior de ansiedade nos meses seguintes à infecção, em comparação com pessoas que não foram infectadas. Aqueles recuperados da doença também eram 38% mais propensos a recebrem diagnóstico de transtorno de adaptação e corriam um risco 41% maior de apresentar distúrbios do sono.

Os pesquisadores também descobriram que os pacientes com Covid eram 80% mais propensos a desenvolver problemas cognitivos como “névoa cerebral”, confusão mental e esquecimento. Eles ainda tinham uma propensão 34% maior de desenvolver distúrbios por uso de opióides e 20% mais propensos a desenvolver distúrbios por uso de substâncias não opióides, incluindo alcoolismo.

Depois da Covid-19, as pessoas também tinham uma probabilidade 55% maior de tomar antidepressivos e 65% maior de utilizar medicamentos anti-ansiedade. O estudo revelou que o risco de desenvolver esses problemas foi maior para pacientes que foram hospitalizados, mas os pesquisadores alertam que pessoas com quadros leves também correm um risco aumentado, em comparação com aqueles que não foram infectadas.

 

Os dados não indicam que a maioria dos pacientes recuperados da Covid-19 irá desenvolver transtornos de saúde mental, então não há motivo para pânico. No estudo americano, apenas 4,4% a 5,6% dos participantes foram diagnosticados com depressão, ansiedade ou estresse e transtornos de adaptação No estudo da USP,  8,14% dos pacientes desenvolveram transtorno de ansiedade após a doença e 2,5%, depressão.

Entretanto, Damiano ressalta que em termos de saúde pública e números absolutos, uma pequena taxa de pacientes já representa um grande fardo.

Mecanismos fisiológicos

Agora, a ciência busca entender porque o Sars-CoV-2 causa mais sequelas neuropsiquiátricas do que outras infecções, como o influenza, por exemplo. Um deles é a neuroinflamação, que também é causa por outras infecções virais e leva a um distúrbio químico cerebral.

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Essa inflamação do sistema nervosos central pode atrapalhar a funcionalidade do cérebro, incluindo sua capacidade de produzir neurotransmissores como a serotonina. Níveis baixos da substância são associados à depressão, por exemplo.

Autópsias de pacientes que morreram de Covid-19 também revelaram inflamação e pequenos coágulos sanguíneos no cérebro.

— Assim como a Covid aumenta o risco de trombose e tromboembolismo pulmonar, por aumento de coagulação, ela também pode causar microagulações cerebrais e isso pode ter um impacto na cognição — explica o pesquisador do IPq.

Outra hipóteses, descoberta recentemente, é um efeito do próprio vírus.

— O vírus invade o sistema nervoso central e ataca algumas células. Ele pode atacar diretamente os neurônios, mas as evidências apontam para a invasão de outras células de nutrição do sistema neuronal, como os astrócitos, que são células de sustentação — explica Damiano.

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Há ainda o efeito do próprio sistema imunológico, que ao ser ativado para combater o novo coronavírus, também passa a atacar o próprio organismo, incluindo o cérebro.

Qualquer pessoa pode desenvolver problemas neuropsiquiátricos após a Covid-19, mas duas populações apresentam maior risco: idosos e pessoas que já têm algum problema neuropsiquiátrico, como demência, comprometimento cognitivo leve, depressão e ansiedade grave.

A única forma de reduzir o risco é prevenir a infecção pela Covid-19 com uso de máscara, distanciamento social e, principalmente, a vacinação. Damiano afirma que já existem evidências mostrando que a vacinação diminui não apenas mortalidade, hospitalização e risco da doença, mas também a incidência de sintomas neuropsiquiátricos caso a pessoa seja infectada.

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O tratamento para doenças mentais associadas à Covid-19 é o mesmo indicado para outras casos. Em casos leves, a recomendação é realizar alterações no estilo de vida, em especial na alimentação e na prática de atividade física. Para quadros moderados e graves, é necessário procurar ajuda de um especialista e pode ser necessário auxílio medicamentoso.

Em pacientes que também apresentam problemas cognitivos, o exercício pode ser um ótimo aliado. Evidências mostram que a prática ajuda a reverter alterações cognitivas associadas a doenças graves.

— Na alimentação, orientamos reduzir o consumo de embutidos e de carne vermelha e aumentar o consumo de vegetais e verduras — diz o médico Rodolfo Damiano.

Estudo recente revelou que alimentos ultraprocessados, como embutidos, estão associados ao aumento da inflamação cerebral e a problemas de memória.

Fonte: o Globo

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G1: O que o Plano Diretor de Natal diz sobre a mobilidade urbana?


Ônibus do transporte público em Natal, Rio Grande do Norte (Arquivo) — Foto: STTU/Divulgação

Ônibus do transporte público em Natal, Rio Grande do Norte (Arquivo) — Foto: STTU/Divulgação

Aprovado pela Câmara Municipal de Natal em dezembro de 2021 e ainda sob análise do prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), para sanção da lei, o novo Plano Diretor de Natal prevê o ordenamento da cidade sob vários aspectos.

Um deles é a Mobilidade Urbana, que envolve trânsito de pedestres e diferentes meios de transporte, além de sistemas de transporte coletivo, estacionamentos, transporte de cargas, entre outros.

O novo plano diretor prevê prazo de 12 meses, a partir da sua aprovação, para que a prefeitura elabore o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, seguindo as diretrizes da nova lei.

Embora ainda possa haver vetos do prefeito, esse prazo já estava no texto original do projeto de lei enviado pelo próprio Poder Executivo à Câmara Municipal e não deverá ser alterado.

O tempo é curto. Para se ter uma ideia, o município tenta elaborar esse documento desde 2015, mas ele ainda não foi publicado.

“Tivemos problemas com a empresa que contratamos, foi realizado o distrato e demos continuidade com nossa equipe. Mas agora estamos aguardando a análise das emendas e sanção do Plano Diretor para poder reanalisar, para ver se tem algum conflito, porque não adianta publicar um documento baseado no plano diretor anterior”, considerou o secretário adjunto de Trânsito, Walter Pedro da Silva.

De acordo com Walter Pedro, o prazo para publicação do plano de mobilidade é “exíguo”, porém possível, por causa do trabalho que já vinha sendo realizado. O texto ainda precisará passar por audiências públicas.

“A cidade é viva e os princípios do plano já são seguidos por nossas equipes técnicas nas resoluções dos problemas que surgem e nos projetos de mobilidade para a cidade. Não dá para esperar ter o plano finalizado para atuar. O que ele (o plano) facilita é a transparência, para que a sociedade saiba como o município funciona”, justifica.

É o caso, segundo ele, do redesenho das linhas de ônibus, que vem acontecendo desde o ano passado, com integração de linhas menores, de bairro, com linhas estruturantes, que ligam diferentes regiões da cidade. Walter Pedro considera que a ação e o projeto de licitação do transporte público seguem as diretrizes do plano. O mesmo acontece com a proposta de criação de estacionamentos rotativos em bairros comerciais como o Alecrim.

Plano de mobilidade

 

Segundo o Plano Diretor de Natal aprovado, o plano de mobilidade deverá nortear medidas para acessibilidade, prever ações para ampliar e aprimorar os sistemas de transporte público, estacionamentos e o incentivo ao uso de outros modais, como as bicicletas.

“Os modos de transportes não motorizados são prioritários sobre os motorizados, e os serviços de transporte público coletivo são prioritários sobre o transporte individual motorizado”, estabelece o documento.

 

O texto ressalta que o pedestre têm prioridade sobre os todos os modais.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Natal tem 433 mil veículos registrados, o que equivale a 30% de toda a frota do Rio Grande do Norte. Quando somados os veículos de cidades como Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, que são conurbadas com a capital, o número salta para quase 600 mil carros, motos, caminhões e outros tipos de transporte terrestre.

Como alternativa a um sistema com vias cada vez mais congestionadas, o foco da legislação é maior no pedestre, no transporte público e nos modais alternativos, como bicicletas. O texto prevê até mesmo o incentivo ao uso compartilhado de veículos, como caronas.

O Plano Diretor também prevê, por exemplo, implantação do sistema cicloviário integrado ao sistema de transporte público coletivo – sistema que já existe em algumas avenidas da capital.

Segundo o Plano Diretor, o plano de mobilidade deve conter:

  • Transporte coletivo cobrindo toda a área urbana, assegurada distância máxima de 500 metros para acesso dos passageiros ao sistema de transporte coletivo.
  • Sistema de estacionamentos, com controle de estacionamento nas vias públicas, limitação de estacionamentos nas áreas centrais e vias coletoras, e implantação de estacionamentos públicos e privados associados com o sistema de transporte público coletivo
  • Intervenções para a implantação do sistema cicloviário integrado ao sistema de transporte público coletivo;
  • Implantação de políticas de controle de modos poluentes e menos eficientes de transporte;
  • Implantação da rede viária do transporte não motorizado por meio da previsão de espaços seguros para a circulação de veículos não motorizados e ampliação de calçadas nas áreas de maior concentração de pedestres;
  • Criação de vias-parque que delimitem e protejam as áreas de interesse de preservação ambiental e se configurem áreas de lazer acessíveis;
  • Criação de ruas completas, ruas compartilhadas, ruas para pedestres e outras modalidades que incentivem o uso do modal ativo (a pé e de bicicleta);
  • Considerar os roteiros e atividades turísticas da cidade;
  • Criação de um Plano de Deslocamento Urbano de Pedestres acessível
  • Análises e estudos sobre as condições de acessibilidade e mobilidade existentes no Município, considerando suas conexões entre bairros e com os Municípios da Região Metropolitana
  • Incentivo ao uso de ciclovias, transportes coletivos, caronas coletivas e rodízios de carros, melhorando a locomoção e diminuindo os impactos ambientais
  • Sistema de calçadas e suas condições e arborização para o deslocamento de pedestres, juntamente com as vias de deslocamentos ciclísticas como ciclofaixas, ciclovias e vias compartilhadas.
  • Efetivar melhorias, intervenções e adequações para complementação do sistema viário estrutural, favorecendo a circulação de transportes coletivos, promovendo ligações mais eficientes entre os bairros e a centralidade.
  • Ter programa para a circulação de carga no Município, abrangendo gestão, regulamentação, infraestrutura e definição do sistema viário para transporte de carga.

Plano voltado para pedestres

 

Ainda dentro do Plano Diretor de Natal e do plano de mobilidade, os vereadores estabeleceram prazo de 24 meses (dois anos) para que a cidade possa ter um Plano de Deslocamento Urbano para Pedestres.

Pedestres no comércio do Alecrim, Natal, RN (Arquivo) — Foto: Pedro Vitorino/Cedida

Pedestres no comércio do Alecrim, Natal, RN (Arquivo) — Foto: Pedro Vitorino/Cedida

O texto aprovado pelos parlamentares também estabelece que a minuta do plano deve ser enviada à Câmara, para que haja audiências públicas sobre o tema. Ao todo, o projeto de lei aprovado estabelece que o plano deverá conter pelo menos 16 ações estratégicas:

  1. Definir, em todas as regiões administrativas, ruas para transformar em calçadões acessíveis;
  2. Implantar Caminhos de Luz, que criam uma rede de calçadas iluminadas como forma de melhorar a segurança do transeunte;
  3. Implantar arborização nas calçadas, como forma de garantir o conforto térmico ao transeunte
  4. Garantir a segurança nas travessias em faixas de pedestres, por meio da acessibilidade da rede semafórica, implantação de sinalizações, rebaixamentos de guias e abertura de canteiros centrais;
  5. Preservar a memória, tais como calçadas de valor cultural, por meio de soluções que promovam a acessibilidade mínima necessária, com o menor impacto sobre o patrimônio;
  6. Eliminar barreiras físicas que possam representar riscos à circulação do usuário, incluindo postes, mobiliário urbano, entre outros;
  7. Elaborar padronização de calçadas, de acordo com as características do local, levantamento planialtimétrico realizado pelo poder público e normas vigentes de acessibilidade, identificando, inclusive, as áreas passíveis de criação de rua compartilhada, com priorização para pedestres;
  8. Analisar e desenvolver estudos voltados para a identificação das áreas de maior concentração de pedestres e necessidades básicas, como focos geradores de maior circulação
  9. Priorizar as intervenções de mobilidade inclusiva na melhoria de calçadas e calçadões existentes
  10. Garantir a implantação de estruturas de acalmamento de tráfego, por meio de alterações na geometria da via, alterações no pavimento, tais como utilização de materiais, cores e texturas diferenciadas, dispositivos de redução de velocidade, entre outros
  11. Padronização e readequação dos passeios públicos e travessias priorizando-se as rotas com maior trânsito de pedestres
  12. Garantir a acessibilidade na infraestrutura do sistema de transporte público coletivo municipal, inclusive quanto ao abrigo de passageiros.
  13. Integrar o sistema de rotas acessíveis, quando não for possível o emprego do desenho universal e se tratar de áreas e edificações já construídas, a áreas de importância histórica, cultura, turística e natural
  14. Criar zonas de tratamento diferenciado de rotas acessíveis, quando não for possível o emprego do desenho universal, compatíveis com os usos e dimensões socioeconômicas e culturais da população do local, incluindo áreas comerciais, feiras livres e de serviços com essas características;
  15. Criar ações educativas para a conscientização da população, incluindo aplicação de multas, atividades em escolas e publicidade informativas;
  16. Conversão de multas referentes à fiscalização em calçadas para a execução de obras referentes à acessibilidade no meio urbano, inclusive na adequação delas

     

    “O passeio público e as medidas de eliminação de barreiras urbanísticas, tal como definida no Art. 2º da Lei 10.098/2000, são consideradas de utilidade pública e interesse público para a promoção da acessibilidade universal das pessoas com necessidades especiais ou mobilidade reduzida, devendo o poder público contemplar a construção de calçadas acessíveis nos novos projetos de urbanização e pavimentação”, diz o Plano Diretor aprovado.

     

    Plano Diretor

     

    O Plano Diretor é a principal legislação municipal que orienta o desenvolvimento urbano, com um conjunto de normas que organizam o crescimento e o funcionamento do município, visando garantir o bem-estar dos moradores e a sustentabilidade.

    Entre as normas, estão as regras de uso do solo, ou seja, o que pode ser construído e que tipos de atividades podem ocorrer em determinadas áreas da cidade. Além disso, o documento possui definições sobre estrutura viária , áreas de preservação ambiental e cultural.

    O plano diretor é obrigatório para as cidades com mais de 20 mil habitantes e integrantes de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas.

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