4 de março de 2022

Coluna Versátil News

Direito da consumidora: Natália Bonavides apresenta projeto para coibir prática abusiva de cobrar mais caro por produtos “femininos”

Direito da consumidora: Natália Bonavides apresenta projeto para coibir prática abusiva de cobrar mais caro por produtos “femininos”

Foto: Maryanna Oliveira

A deputada federal Natália Bonavides (PT/RN) apresentou projeto de lei (PL 391/2022) para coibir o costume abusivo de cobrar mais caro por produtos direcionados para mulheres e pessoas LGBTQIA+. O projeto inclui a prática discriminatória no rol de práticas abusivas do art. 39, do Código de Defesa do Consumidor.

“Cobrar valores diferentes por produtos idênticos já é discriminatória por si só, e numa realidade em que as mulheres ganham menos e são a maioria da população empobrecida, essa prática aprofunda a desigualdade de gênero no país”, afirma a parlamentar.

De acordo com a deputada um exemplo bastante conhecido das mulheres é o do medicamento Ibuprofeno, utilizado no tratamento de dores e cólicas, que possui versões para o público feminino. Porém possui os mesmos princípios ativos e dosagem da versão para o público geral. A diferença de preços nas farmácias entre as duas “versões” pode chegar a 190%.

“A discriminação é vedada pela Constituição. Mesmo assim, basta ir ao supermercado para ver, por exemplo, que o aparelho de barbear para o público feminino custa mais caro que o direcionado para os homens, mesmo sendo idênticos. Uma prática que usa os estereótipos de gênero para fazer as mulheres pagarem mais. Isso também tem acontecido com produtos direcionados para o público LGBTQIA+, mostrando como o capitalismo se apropria das pautas de grupos discriminados aumentando a discriminação”, destaca Natália.

Pesquisa do Sebrae (2019) identificou que, apesar de as mulheres terem menor taxa de inadimplência (3,7%) do que os homens (4,2%), ou seja, são melhores pagadoras, a taxa de juros para elas (34,6%) costuma ser maior que a cobrada para eles (31,1%). Outra pesquisa, da Escola Superior de Marketing, apontou que itens cor de rosa e com personagens considerados femininos são vendidos com valor 12,3% maior, e que nos produtos infantis a diferença chega a 20% nas roupas de bebê femininas e 26% nos brinquedos supostamente para meninas.

Fonte: Blog do BG

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SHOPPING CIDADE VERDE CELEBRA DIA DA MULHER COM FEIRA DE PLANTAS E SORTEIOS

SHOPPING CIDADE VERDE CELEBRA DIA DA MULHER COM FEIRA DE PLANTAS E SORTEIOS

O Shopping Cidade Verde preparou uma programação para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado na próxima terça-feira (08). A ação inclui feira de plantas ornamentais, distribuição de mudas, sorteio de vouchers e descontos especiais.

A feira começa já a partir desta sexta-feira, dia 04, e vai até a próxima quarta-feira, dia 09, durante o horário de funcionamento do shopping, e terá mais de 100 tipos de plantas, como Rosas do Deserto, Crónton, Plantas Pendentes, entre outras, que poderão ser adquiridas pelo público. A organização é do Viveiro Melo (@viveiromelo). Na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, haverá a distribuição de 100 mudas de plantas da espécie Suculenta para as clientes.

No mesmo dia, as mulheres que forem ao Shopping Cidade Verde vão poder participar de um sorteio de vouchers e ganhar uma revitalização facial oferecida pela All Pé, clínica especializada em estética e na saúde dos pés; hidratação + secagem, massagem relaxante e manicure 100% grátis, oferecidos pelo salão de beleza Bella Dona; kit de produtos da Inova Cosméticos. O sorteio também inclui cupons com descontos em vários outros procedimentos e produtos das lojas parceiras.

“Vamos celebrar essa data que lembra a força e sensibilidade da mulher oferecendo às clientes um momento especial, além da oportunidade de conferir uma bela exposição de plantas no conforto do shopping”, destacou a sócia-diretora do Cidade Verde, Maria Elisa Bezerra.

Fonte: Hilneth Correia

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ONU garante que não houve vazamento de radiação em central nuclear atacada pelos russos

O diretor da agência de energia atômica ligada à entidade, o argentino Rafael Grossi, afirmou que jamais ocorreu na história uma agressão parecida a uma usina

Prédio da usina nuclear pegou fogo na quinta-feira à noite após ataques russos

Prédio da usina nuclear pegou fogo na quinta-feira à noite após ataques russos

SERGEI SUPINSKY/ EFE

O diretor da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), da ONU, Rafael Grossi, criticou nesta sexta-feira (4) que a segurança da maior central nuclear da Europa tenha sido colocada em jogo por um ataque da Rússia, mas garantiu que não ocorreram vazamentos radioativos da instalação. “Foi comprometida a segurança com o que aconteceu à noite. Temos a sorte que não ocorreu um escape de radiação”, afirmou o argentino, em entrevista coletiva concedida em Viena, na Áustria.

No encontro com jornalistas, Grossi ainda destacou que a situação é “sem precedentes”. Na quinta-feira (3) à noite, um ataque russo atingiu a central nuclear de Zaporizhzhia, na região de Enerhodar, no sudeste da Ucrânia. O incêndio em um dos edifícios da instalação foi controlado hoje, às 6h20 pela hora local (1h20 de Brasília).

“A integridade dos reatores não foi comprometida, mas sim a da central, no sentido mais amplo”, indicou o diplomata argentino, que alertou para os riscos, se os combates seguirem próximos a unidades atômicas. Grossi afirmou que o projétil que atingiu a instalação nuclear foi lançado pelas tropas russas, e reforçou o perigo de que combates aconteçam próximo a complexos como o de Zaporizhzhia, pela grande fragilidade.

O líder da agência nuclear da ONU indicou que a situação é muito “instável e frágil”. O argentino garantiu que está em contato com as autoridades ucranianas para acompanhar os acontecimentos ligados ao incidente e se mostrou disposto a viajar para a antiga usina nuclear de Chernobyl para avaliar a região. “Estou pronto para ir”, disse Grossi, depois de ter recebido pedido de auxílio da Ucrânia. “Se vamos oferecer assistência, é preciso estar ali. E o primeiro a ir deve ser o diretor da AIEA.

Fonte: R7

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Zaporizhzhia: conheça a maior usina nuclear da Europa, que os russos tomaram

Entenda a importância da usina nuclear de Zaporizhzhia

 

Zaporizhzhia, a usina de energia atômica que foi tomada pela Rússia nesta sexta-feira (4), foi construída entre 1984 e 1995, é a maior usina nuclear na Europa e a 9ª desse tipo de energia do mundo.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, na sigla em inglês) disse que essa é a primeira vez que há uma guerra em um país que tem uma rede de energia nuclear grande e estabelecida.

Diretor da Agência Internacional de Energia Nuclear mostra localização do ataque — Foto: Reprodução

Diretor da Agência Internacional de Energia Nuclear mostra localização do ataque — Foto: Reprodução

O prédio atingido fica do lado de fora do complexo e era usado para treinamento de pessoal —não havia nada lá que pudesse emitir radiação. Ainda assim, a ação russa foi altamente imprudente, mesmo em um contexto de guerra, afirma Jan Vande Putte, conselheiro de proteção à radiação do Greenpeace da , em entrevista do g1.

“É completamente irresponsável até mesmo se aproximar militarmente do complexo onde funciona a usina”, disse ele. Os funcionários que trabalham na usina precisam ter acesso rápido ao local.

 

Putte diz que no pior dos cenários, uma explosão em Zaporizhzhia poderia ser realmente 10 vezes pior do que a que ocorreu no acidente de Chernobyl, como disse o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia. Se comparado ao acidente de Fukushima, o risco seria centenas de vezes maior, diz o conselheiro do Greenpeace.

No entanto, mesmo no pior dos cenários, diz Putte, o alcance de material radioativo seria menor —o problema de radiação seria mais concentrado e mais intenso do que nos casos dos dois grandes acidentes na história (Chernobyl e Fukushima).

Segurança do sistema

 

Os reatores como os que existiam na usina de Chernobyl não são iguais aos de Zaporizhzhia ou das usinas nucleares em operação na União Europeia, diz Ricardo Guterres, o diretor de Radioproteção e Segurança da Comissão Nacional de Energia Nuclear do Brasil.

Prédio administrativo da Usina Nuclear de Zaporizhzhia foi atingido por ataque russo na cidade de Enerhodar, na Ucrânia, no dia 4 de março de 2022 — Foto: National Nuclear Energy Generating Company Energoatom/Reuters

Prédio administrativo da Usina Nuclear de Zaporizhzhia foi atingido por ataque russo na cidade de Enerhodar, na Ucrânia, no dia 4 de março de 2022 — Foto: National Nuclear Energy Generating Company Energoatom/Reuters

“As usinas hoje são concebidas com barreiras de contenção, a estrutura é muito robusta para que não haja liberação não controlada de material radioativo e para resistir a eventos externos, como um furacão. Essas barreiras (de contenção) são avaliadas por licenciadores e inspecionadores”, afirma ele.

Guterres diz que não é razoável pensar que as usinas seriam um alvo dos russos, pois isso implicaria consequências em território russo. “Temos que colocar o risco em perspectiva: o número de vítimas desse conflito é incomparável aos dos piores acidente nucleares”, afirma.

“Estamos acompanhando em tempo real a situação dos reatores, recebemos informação que vem da Ucrânia e é repassada por órgãos de controle, e o que tem sido dito é que os sistemas estão operacionais” afirma.

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G1: Câmara Técnica recomenda que municípios restrinjam veículos em praias com desovas de tartarugas no litoral do RN


Filhote de tartaruga em praia do RN — Foto: Mariana Gondim

Filhote de tartaruga em praia do RN — Foto: Mariana Gondim

A Câmara Técnica do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental Bonfim-Guaraíra publicou uma nota em que orienta os municípios litorâneos do Rio Grande do Norte onde ocorre a desova de tartarugas a reduzirem o tráfego de veículos nas praias. Segundo o documento, o período reprodutivo das espécies chega a seu pico entre os meses de fevereiro de março.

O documento foi divulgado pelo governo do estado nesta sexta-feira (4).

Segundo a nota, a temporada reprodutiva das espécies no Rio Grande do Norte começa em novembro com as primeiras desovas e se estende até junho, com o nascimento dos últimos filhotes.

Para a gestora da APA, Liana Sena, o documento é importante, porque as praias potiguares são locais propícios para a desova das tartarugas.

Segundo dados do Projeto Tamar, as cinco espécies de tartarugas marinhas que existem no Brasil frequentam o litoral do estado. Todas elas estão incluídas na Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção do Ministério do Meio Ambiente e na Lista Vermelha da International Union for Conservation of Nature (IUCN).

Ainda de acordo com a nota técnica, no RN, aproximadamente 98% dos registros de ninhos da tartaruga-de-pente foram feitos na área de proteção ambiental Bonfim-Guaraíra, representando a maior concentração de desovas no Atlântico Sul.

“A questão da desova de tartarugas é um assunto importante não só no âmbito do Rio Grande do Norte, como em todo litoral brasileiro. Talvez muitos não saibam, mas as fêmeas das tartarugas marinhas saem do mar e sobem em terra firme para desovarem nas praias em que nasceram. Além disso, as tartarugas marinhas fazem parte de uma cadeia de relações ecológicas fundamental para o desenvolvimento e sobrevivência de todo o ecossistema que inclui as praias, as dunas e os oceanos”, diz Liana.

Ainda de acordo com ela, esses animais são capazes de se orientar por meio do campo magnético da Terra e navegam milhares de quilômetros em mar aberto para retornar à sua praia natal, na época reprodutiva, para desovar.

“O trânsito de veículos nas praias em áreas de desova prejudica muito o processo de reprodução das tartarugas marinhas e é uma das principais ameaças nesse processo. Por isso, a importância do monitoramento e também da sensibilização da população”, ressaltou Liana.

Juntamente com a nota, a equipe técnica elaborou uma cartilha com as principais informações sobre o assunto para ser distribuída por hotéis, pousadas e operadores de veículos.

Segundo o relatório, o trânsito de veículos pode interferir diretamente no processo de pelo menos quatro formas:

  • Compactação da areia do ninho, impedindo a saída dos filhotes, a troca de gases e o equilíbrio de umidade do ninho;
  • Atropelamento dos filhotes quando deixam o ninho e caminham em direção ao mar
  • Criação de barreiras, deixando presos nos rastros deixados pelos pneus dos veículos na praia. Segundo o relatório, esses sulcos podem chegar a 30 cm de profundidade e impedem a caminhada dos filhotes ao mar, provocando maior exposição à predação, atropelamentos, pisoteio, desidratação e morte. Também obriga os filhotes a gastar, apenas no trecho de praia, a maior parte da energia vitelínica necessária para atravessar a praia, a zona de arrebentação e a área marinha até águas afastadas da costa, onde passam seus primeiros anos de vida.
  • Alteração no comportamento das fêmeas quando sobem à praia para desovar, assustando-as e provocando eventual interrupção do processo reprodutivo, além de colocá-las em risco de atropelamento e desorientação pela luz dos faróis.

 

Entre as principais recomendações, o grupo técnico recomendou que não deve haver circulação de veículos à noite e durante o dia nas praias com áreas de desova.

“É estritamente importante reduzir os acessos por veículos motorizados na faixa de praia e no campo dunar durante o dia e especialmente à noite. Além disso, o trânsito de veículos na Praia de Malembá em direção a balsa não deve ocorrer no período de desova e eclosão. Porém, diante da complexidade do problema e do envolvimento de diversos atores, recomenda-se a criação de ampla consulta da sociedade para desenvolver estratégias para seu ordenamento. A balsa de Barra do Cunhaú, em Canguaretama, apesar de não estar inserida nos limites da APA Bonfim-Guaraíra, apresenta grande relevância para a conservação de tartarugas e abrange os mesmos atores que utilizam o território da APA, enfrentando, portanto, a mesma problemática de transporte de veículos e deve seguir as mesmas recomendações acima propostas”, informa o relatório.

O grupo ainda recomendou fiscalização e ordenamento por parte dos municípios.

A área da proteção tem aproximadamente 42 mil hectares distribuídos nos municípios de Tibau do Sul, Goianinha, Arês, Senador Georgino Avelino, Nísia Floresta e São José de Mipibu e é gerida pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

Ainda de acordo com o Idema, as recomendações valem para todos os municípios litorâneos com área de desova.

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