12 de março de 2022

Coluna Versátil News

Assembléia Legislativa: Audiência no Legislativo debate novas formas de ajudar mulheres vítimas de violência

Audiência no Legislativo debate novas formas de ajudar mulheres vítimas de violência

A manhã desta sexta-feira (11), na Assembleia Legislativa do RN, foi marcada por mais uma ação de combate à violência contra a mulher. Isso porque foi realizada uma audiência pública, proposta pela deputada Cristiane Dantas (SDD), para marcar o encerramento da “XX Semana Nacional Justiça Pela Paz em Casa”, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na ocasião, foram lembradas as ações de luta pela vida e bem-estar das vítimas, bem como discutidas novas formas de ajudar as mulheres que sofrem violência doméstica.

“Infelizmente, chegamos ao início de março, mês da mulher, com a triste marca de 8 feminicídios registrados no Rio Grande do Norte, já neste ano. Em dois desses casos, a crueldade de terem sido cometidos na frente dos filhos. Por isso, mais uma vez, apoio a ‘Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar’, do Tribunal de Justiça do Estado, para mobilizar a sociedade acerca da necessidade de nos unirmos pela paz em casa”, iniciou a deputada Cristiane Dantas.

Segundo Cristiane, essa paz pode e deve ser estimulada com o fortalecimento de políticas educacionais, estabelecidas em algumas leis do seu mandato, como a “Maria da Penha vai às Escolas”, em vigor desde 2018. “Nós precisamos da forte atuação do poder público para estar efetivamente presente nas escolas públicas municipais, estaduais e privadas, porque a raiz da prevenção é a educação, que promove uma cultura de respeito e dignidade às mulheres. São ações que, trabalhadas no presente, resultarão num futuro mais acolhedor para outras mulheres”, disse.

A deputada lembrou ainda que, “quando se fala em combate à violência doméstica, a atuação do Poder Judiciário começa bem antes de um julgamento”.

“Eu falo aqui da medida protetiva expedida pela Justiça, garantida pela Lei Maria da Penha, que é um dos primeiros suportes oferecidos às vítimas de violência que rompem o silêncio, enfrentam o medo e denunciam os agressores. E a atuação judiciária se torna mais efetiva, posteriormente, no trâmite do processo penal das Varas Especializadas, que garantem a punição do criminoso, fazendo valer a Lei Maria da Penha”, acrescentou.

Cristiane Dantas falou ainda da violência e discriminação sofridas pelas mulheres em seus ambientes de trabalho, especialmente o político. “Sabemos que as maiores vítimas são as mulheres pobres, negras e analfabetas. Mas a violência também está presente em outras classes sociais. Não bastasse isso, nós também nos deparamos com a violência de gênero na Política, sofrendo preconceitos e desigualdades no mercado de trabalho, além de outras violações de direitos e garantias constitucionais”, denunciou.

Ao final do seu discurso, a parlamentar convocou todos os presentes e telespectadores a se tornarem multiplicadores da campanha “Sinal Vermelho para Violência Doméstica”, que foi instituída em todo o Estado por iniciativa do seu mandato, através da lei N° 10.177/2021.
“Funciona da seguinte forma: as vítimas se dirigem a qualquer estabelecimento (loja comercial, salão de beleza, farmácia) e apresentam a letra ‘X’ na mão, feita simbolicamente com batom vermelho – ou com qualquer outro meio. Esse ‘X’ é um sinal de alerta e de denúncia de violência doméstica, de forma silenciosa. Pela lei, onde a mulher apresentar esse sinal, a polícia deverá ser acionada de imediato”, explicou.

Primeira da mesa dos trabalhos a discursar, a coordenadora da mulher em situação de violência doméstica e familiar do RN, representante da CE Mulher do Tribunal de Justiça do RN, juíza Fátima Soares, deu detalhes sobre a programação do evento e frisou a importância de ações como essa para a conscientização da sociedade.

“A semana tem o objetivo de dar efetividade à Lei Maria da Penha, e nessa semana, além de realizar eventos na capital, demos visibilidade às ações dos colegas magistrados no interior. E hoje estamos encerrando nossas atividades, em que buscamos enfrentar a violência doméstica, com criativas formas de prevenção e sensibilizando a sociedade quanto à igualdade de gênero”, ressaltou.

De acordo com a magistrada, a semana foi composta de eventos on-line, como a audiência pública na prefeitura de Extremoz, com o lançamento do ‘Programa Maria da Penha Vai à Escola’, cujo objetivo é a cooperação mútua dos órgãos públicos e sociedade civil na divulgação de informações sobre a legislação, dentro da comunidade escolar da rede pública.

“O projeto contará com a participação dos municípios e fará a capacitação de 400 profissionais, a fim de atingir mais de 6 mil alunos. Além disso, na manhã do dia 8 de março, tivemos uma palestra virtual com a ministra Carmen Lúcia, por iniciativa do Comitê Feminino de Valorização da Mulher do RN. À tarde, foi inaugurado o ‘Espaço Lilás’ e realizada a instalação do Polo Zona Norte da nossa CE Mulher, que faz parte do Complexo Judiciário da região”, detalhou.

Segundo Fátima Soares, “esse polo vai atender, com uma equipe multidisciplinar, não só a comarca de Natal, mas também os municípios adjacentes, até Macau. Também foi inaugurada a ‘Delegacia da Mulher da Zona Norte’, que oferecerá os serviços de psicologia, assistência social e pedagogia, dentre outros, acompanhando inclusive as crianças, enquanto a mãe presta depoimento”.

Em seguida, a Procuradora Regional da República, Caroline Maciel, promoveu uma palestra, enfatizando que a “Semana Justiça Pela Paz em Casa” é um momento de reflexão, tanto das vitórias, quanto do muito que ainda precisa ser feito no combate à violência doméstica.

“No Brasil, a cada dez minutos, uma mulher é estuprada; e, a cada dez horas, uma mulher é morta. Isso sem contar todas as ‘pequenas’ agressões que sofremos diariamente e sem considerar a violência psicológica, informou.

Segundo Caroline Maciel, “a violência contra a mulher permeia toda a nossa existência, pois não podemos andar tranquilas na rua; não podemos viver em paz no trabalho, porque sofremos assédio e discriminação; não temos paz no transporte público, já que sofremos abuso; em casa, somos vítimas de todo tipo de violência; e ainda tem a violência política, que tem se tornado cada vez mais forte”.

A procuradora federal criticou ainda a fala recente do Procurador-Geral da República, no evento alusivo ao Dia Internacional da Mulher.
“E aí nós vemos situações muito tristes, em que, num evento do Governo Federal de homenagem às mulheres, não tivemos a presença de nenhuma à Mesa. E o Procurador-Geral da República ainda tentou nos homenagear, dizendo que hoje as mulheres têm a liberdade de escolher as cores do esmalte”, repudiou.

Para ela, “é evidente que há muito a ser comemorado, através das mulheres lutadoras que abrem portas, mas muitas vezes parece que estamos enxugando gelo, porque os casos continuam aumentando”, disse, complementando que a situação de desigualdade das mulheres em relação aos homens deveria ser considerada um problema de Direitos Humanos, e não uma questão apenas feminina.

Sobre os ganhos com o advento da Lei Maria da Penha, a procuradora falou que “a legislação entrou no espaço privado e agora regula o que pode ou não ser feito. E antes não existia isso”.

“Os feminicídios são situações que geram revolta e comoção, mas será que está havendo mudança efetiva no comportamento das pessoas? Acredito que não. Não adianta a gente ter um discurso de igualdade de direitos, mas dentro de casa a situação ser altamente desequilibrada, contra as mulheres”, opinou.

Ainda de acordo com a procuradora, o que sustenta todo o ciclo de violência é o modelo patriarcal da sociedade, que coloca a mulher em posição de inferioridade diante do homem. “Quando um homem pratica violência contra uma mulher, ele está demonstrando sua superioridade. E infelizmente estamos criando nossos meninos para a liberdade e a vida pública, enquanto criamos as meninas para cuidar da casa e dos futuros filhos. Além disso, nossa cultura estimula o ciúme, o controle e a vinculação da honra masculina ao comportamento da mulher. E isso justifica muitas atrocidades. Inclusive, muitos homens já foram absolvidos de feminicídio com base na justificativa de ‘defesa da própria honra’. Somente agora, em março de 2021, é que o Supremo declarou inadmissível a tese de legítima defesa da honra masculina, em qualquer fase processual”, explicou.

Outro problema apontado por Caroline Maciel foi “a atual tentativa de resgate da ideia de família tradicional brasileira”. “As pessoas falam isso, mas a maioria dos lares não é formada por um homem e uma mulher. É por uma mãe, solteira, que precisa trabalhar fora, muitas vezes deixando os filhos sozinhos, para poder sustentá-los”, alertou a procuradora federal.

Ela seguiu seu discurso, falando sobre um recente protocolo do CNJ, que serve de recomendação aos julgadores e demais integrantes do sistema de justiça, orientando-os como proceder nas questões de gênero. “Esse protocolo é riquíssimo e traz todos os conceitos necessários, permitindo que os processos sejam analisados em suas sutilezas e detalhes. Ele vem abrir os olhos de todos os integrantes a respeito da justiça real e do problema da desigualdade estrutural”, acrescentou.

Ao final, a procuradora conclamou todas as mulheres a se unirem e apoiarem mutuamente, além de aceitarem a ajuda dos homens que estiverem dispostos a isso, “em prol dessa causa que é tão vital para nós”.
Na sequência, a secretária estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Júlia Arruda, falou da importância da Semana pela Paz em Casa, que dedica todas as suas atenções a priorizar a situação de violência doméstica em suas comarcas e suscita os debates.
“Estamos diante de um mês muito emblemático para quem milita em prol dos direitos femininos. Infelizmente, vivemos hoje num contexto muito complexo e desfavorável para as mulheres. E, sempre no 8 de março, nós refletimos sobre tudo que enfrentamos para chegar até aqui, tudo que conquistamos, para que outras mulheres se sintam representadas”, iniciou sua fala.

Para a secretária, este é um momento de reflexão e de reiterar toda a resistência, a fim de enfrentar os desafios que virão.
“Constantemente, nós vemos nossa competência, sanidade mental e capacidade em xeque. Então, é um desafio ser mulher, ainda mais em tempos de retirada de direitos e tentativas de nos silenciar. Mas a política pública se faz com articulação, projetos, iniciativas e orçamento. E é importante priorizar essas políticas nas instituições, que são formadas por pessoas. E se elas não tiverem empatia, não adianta nada. Daí a importância da representatividade. E hoje nós já temos mulheres dentro da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal, levando temas importantes para a discussão de todos. Isso é muito significativo”, ressaltou.

Júlia Arruda destacou ainda a relevância da sua secretaria na defesa das minorias.
“É uma secretaria gigante na sua atuação e competências, além de extremamente importante, porque cuida desses públicos mais vulneráveis e de temas sensíveis. Então, a gente precisa fortalecer o sistema de segurança, as redes comunitárias e promover a conscientização da sociedade, em prol dessas mulheres vítimas de violência. E é por isso que é tão importante promover esses debates para toda a população”, finalizou, reforçando ainda a importância da desconstrução da cultura machista.

A secretária de Segurança  Pública e Defesa Social da capital, Sheila Freitas, destacou que o município de Natal também está nessa luta, através da Patrulha Maria da Penha e da Guarda Municipal.  “A patrulha serve para fiscalizar a aplicação das medidas protetivas. E a gente não deve apenas qualificar o profissional que trabalha diretamente nela, e sim, todos os agentes de segurança pública, porque muitas vezes é o profissional da rua que se depara com essa violência”, explicou.

De acordo com a secretária, é importante que a mulher, ao chegar na delegacia, já tenha profissionais à sua disposição que proporcionem atendimento de qualidade.
“Infelizmente, na própria delegacia, elas não têm um atendimento adequado, e isso faz com que tenham medo e recuem. A farda também tem sido um problema, porque intimida e causa receio até nas crianças. Então essa é outra discussão que tem sido feita”, disse.

Ainda segundo Sheila Freitas, muitas mulheres de comunidades temem receber a polícia em casa, devido às retaliações dos comandantes do tráfico local. “Em Mãe Luiza, por exemplo, na pandemia, nós tivemos diminuição de casos de violência contra a mulher. E a inteligência apurou que foram os chefes de facção que proibiram os homens de agredirem suas companheiras, por não quererem polícia na comunidade”, contou.
Ela acrescentou que o auxílio da patrulha junto a essas mulheres, muitas vezes, é realizado no trabalho, em casa de parentes, em postos de saúde ou escolas.

Finalizando sua fala, a secretária enfatizou a importância do compromisso de todos os setores da sociedade, em prol da defesa da vida das mulheres. “E aqui em Natal, a Patrulha Maria da Penha foi além do simples cumprimento de medidas protetivas, porque quando chegávamos nas residências, encontrávamos mulheres desmaiadas de fome, doentes por causa das agressões e com muitos outros problemas. Então, começamos a correr atrás dos outros órgãos públicos, para que pudéssemos fornecer uma ajuda mais profunda a essas vítimas”, concluiu.

A advogada Marcela Vasconcelos, Conselheira Estadual da OAB, disse que as mulheres só conseguirão sair da situação de violência, em qualquer esfera, quando houver políticas públicas em que o trabalho e a educação sejam prioridade.

“Fora isso, tem a questão cultural. Mas talvez os nossos filhos, vendo tudo que passamos hoje, compreendam e respeitem as mulheres futuramente, olhando-as de igual para igual”, finalizou.

Por fim, o presidente da Associação dos Defensores Públicos do RN, Vinícius Araújo, externou sua honra – e ao mesmo tempo preocupação – por ser o único homem presente ao debate. “É muito importante que os homens sejam chamados a este debate, mas sabendo qual é o seu lugar, que não é o de protagonismo, como vimos recentemente no Planalto Federal. Em primeiro lugar, precisamos ter consciência, entendendo que o homem é o causador de todo o mal. A partir daí, seremos ouvintes e saberemos que somos agentes que precisam ser transformados. Portanto, esse é o lugar do homem, e o debate deve, obviamente, ser conduzido pela mulher”, frisou.

Sobre as atividades da Defensoria Pública como um todo, Vinícius Araújo falou do projeto “Meu pai tem nome”, que será implementado neste sábado (12), em todo o Brasil. “A defensoria pública tem trabalhado bastante para atender as vítimas de violência, com as quais nos deparamos todos os dias. Inclusive, amanhã haverá um programa nacional, que é um mutirão chamado ‘Meu pai tem nome’, em que nós reconheceremos as paternidades de crianças que não possuem o nome do pai nos seus registros. Esse é um outro tipo de violência muito recorrente contra as mulheres, causando uma limitação muito grande de direitos”, detalhou.
Sobre a atual tentativa de resgate da “família tradicional brasileira”, Vinícius disse que isso é muito perigoso e pode causar a perpetuação da violência. “Essa família que estão tentando resgatar é a família em que o homem é o senhor do lar, é a lei do lar, onde o Estado não pode entrar. E isso é extremamente perigoso, já que temos a cultura do machismo e patriarcalismo, que resultam em violência. A gente ensina aos nossos filhos que primeiro a gente fala, depois grita e em seguida bate. E eles crescem com essa filosofia de vida. Então, é preciso também que a gente desconstrua essa onda de violência, para impulsionar o debate qualificado e a cultura de paz e amor”, opinou.

Concluindo sua fala, ele voltou a frisar a relevância de se trazer o homem para este tipo de discussão. “O homem precisa ser o agente a ser transformado. Temos que combater a raiz do problema, fazer uma transformação de cultura, mostrando que o homem não é dono da mulher. Lógico que é extremamente necessário que se promovam as medidas protetivas, mas o causador do mal é o homem, e nós precisamos encontrar formas de tratá-lo também”, finalizou.

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Prefeitura de Parnamirim: Resíduos Sólidos: fiscalização percorre bairros de Parnamirim buscando situações de flagrante

Resíduos Sólidos: fiscalização percorre bairros de Parnamirim buscando situações de flagrante

Nem a chuva que ocorreu na manhã deste sábado (12) em Parnamirim nem o sol escaldante que surgiu depois foram páreos para a equipe de Fiscalização de Descarte Irregular de Resíduos Sólidos. Mesmo com a precipitação nas primeiras horas da manhã, as viaturas foram a campo em busca de situações potenciais de flagrante de resíduos sólidos sendo depositados de forma inadequada, prática recorrente nas grandes cidades. Um dos objetivos da Comissão é combater de forma rigorosa o descarte irregular de entulhos provenientes de construções civis, considerado crime ambiental.

A equipe composta por servidores da Limpeza Urbana (Selim), Meio Ambiente (Semur) e Guarda Municipal (Sesdem) mapeou novas áreas potenciais de acúmulo de resíduos da construção civil (RCC) nos bairros do Parque industrial, Vida Nova, Passagem de Areia, Nova Esperança, Cajupiranga – loteamento Sonho Verde – e Parque das Árvores. O cenário encontrado mais uma vez foi preocupante sob vários aspectos.

O lançamento do material que sobra de reformas e construções direto no solo obstrui as vias públicas, favorece os alagamentos em dias de chuva, compromete a paisagem e o ecossistema da região, incentiva a formação de lixões em áreas de mata, contamina o lençol freático e, como se já não bastasse, ainda serve de abrigo para a proliferação de mosquitos vetores de doenças, como é o caso do Aedes Aegypti, popularmente conhecido como mosquito da dengue, mas que transmite também a febre amarela urbana.

Em uma das intervenções realizadas em Parque das Árvores, a equipe identificou materiais muito propícios para a sobrevivência do mosquito que é um verdadeiro inimigo do homem. Um desses materiais foi o que talvez seja o maior símbolo de recipiente quando se fala em água parada, o pneu. Para completar, a água acumulada ainda fica na sombra a maior parte do dia, tudo que o mosquito precisa. O descarte indevido de resíduos sólidos está longe de ser um problema só de tirar a beleza dos lugares onde foi depositado indevidamente, de limpeza urbana ou de meio ambiente, trata-se também de saúde pública, aquela da qual toda a sociedade depende. Conclusão: não é um problema só de quem comete a conduta ilegal, mas da população como um todo.

A equipe da Fiscalização de Descarte Irregular de Resíduos Sólidos se reúne semanalmente para planejar ações, ajustar as abordagens e mapear novos pontos potenciais de despejo em outros bairros. Na próxima semana, a equipe dará início ao trabalho de reunião junto aos condomínios da cidade. Na segunda-feira (14) será a vez de dialogar, expor a problemática e discutir soluções com os moradores do Bosque dos Pássaros, no Parque do Jiqui.

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Prefeitura de Natal: Prefeito visita novo prédio do Unidade de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes

Prefeito visita novo prédio do Unidade de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes

Crédito: Foto: Joana Lima/ Redação: Secom
Prefeito visita novo prédio do Unidade de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes
Unidade de dispõe de espaço e equipe preparados para acolher crianças e adolescentes

Um novo endereço, com melhor estrutura para acolhimento e proteção de crianças da primeira infância em situação de vulnerabilidade, foi instalado pela Prefeitura de Natal. Administrada pela Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social, a Unidade 1 de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes recebeu nesta sexta-feira (11) a visita do prefeito Álvaro Dias, acompanhado do secretário Adjuto Dias, titular da Semtas, da primeira-dama Amanda Dias e técnicos do município.

Esta nova Unidade 1, cujo endereço é mantido em sigilo para segurança dos menores, acolhe no momento 26 crianças de 0 a 6 anos que se encontram em situação de risco,  maus tratos, situação de rua, abuso sexual, dentre outras violações graves do Estaduto da Criança e do Adolescente. Elas ficam em caráter permanente e, em algumas situações, podem ser encaminhadas para novas famílias através da adoção.

O espaço é dirigido pela assistente social e servidora municipal Ana Marcília, e conta com uma equipe de cerca de 60 profissionais, como assistentes sociais, psicólogas, pedagogos, além de 25 cuidadores e cozinheiras. O equipamento possui quartos para meninos e meninas, brinquedoteca, berçário, refeitório, banheiros, setor administrativo, sala de estar, sala de conversa, e ainda uma sala onde existe uma reserva de roupas e brinquedos bem cuidados e prontos para serem usados. O prédio também possui um quarto extra de apoio para receber crianças que estejam com alguma doença temporária ou que necessitem ficar com os irmãos. “Aqui é um lugar de acolher integralmente a criança que foi violada dos seus direitos. Tudo aqui é para que elas se sintam como em um lar”, disse a diretora. O acolhimento é feito após o encaminhamento do Judiciário.

“Esse é um lugar de muito relevo para a sociedade de Natal. E muito pela dedicação dos gestores como Ana Marcília, que tem uma história nessa instituição louvável. Quantas crianças ela já não acolheu e possibilitou que tivessem novas famílias. É um ato de amor e solidariedade. Assim como outros funcionários como seu Giovanni, que é muito dedicado e que contribuiu muito para o bom funcionamento desta casa durante muitos anos”, disse Álvaro Dias.

O titular da Semtas, Adjuto Dias, lembrou que “em espaços como este não basta estar num lugar bonito e ter boas acomodações se não tiver o amor e carinho desses dedicados funcionários. É graças a esse trabalho feito no dia a dia que a gente tem muito orgulho deste equipamento. Não podemos mostrar muito por causa do sigilo, mas é gratificante falar sobre um lugar tão importante que a maioria das pessoas nem sabe que existe”, disse o secretário.

A primeira-dama Amanda Dias disse que se emociona com essa inauguração por ter sido o primeiro equipamento que conheceu quando chegou na prefeitura de Natal. “O primeiro que visitei e pelo qual me apaixonei. Aqui as crianças são acolhidas e contam com a proteção e o coração de mãe à frente dessa casa, por isso eu quis agradecer o empenho e o zelo”, disse.

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Governo do RN: Seap avança em projetos sociais para mulheres

Seap avança em projetos sociais para mulheres

FOTO: SEAP/RN
Atualmente, o Estado têm 732 presas, sendo 529 sentenciadas e 203 provisórias

 

No Rio Grande do Norte existe quatro unidades prisionais destinadas às mulheres, sendo um CDP no município de Parnamirim, o Complexo Penal João Chaves (feminino), em Natal , a Penitenciária Estadual do Seridó e a Penitenciária Agrícola Doutor Mário Negócio, na cidade de Mossoró.

Atualmente, o Estado têm 732 presas, sendo 529 sentenciadas e 203 provisórias. O Governo do RN, por intermédio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), desenvolve projetos para mulheres privadas de liberdade, como a oficina de costura nas quais as  internas produzem máscaras e fardamento para os privados de liberdade. No local também ocorre cursos de corte e costura ministrados por professores do Senai. Também há um projeto de curso para confecção de absorventes pelas internas.

Na Penitenciária Agrícola Doutor Mário Negócio, as internas produzem mudas de caju para os  agricultores afetados pela seca. Ainda em Mossoró, a Seap está avançando além das metas, desenvolvendo outros projetos e cultivando a cidadania em parceria com a vara de execuções penais. Além disso, disponibiliza viaturas adaptadas para transporte de privadas de liberdade grávidas, e em Caicó, a Seap está instalando um polo textil.

A Seap firmou convênio de educação em nível superior para mulheres no Complexo Penal Doutor João Chaves.  Existem quatro mulheres fazendo curso superior e sessenta internas já fizeram o curso de costureira industrial

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