13 de março de 2022

Coluna Versátil News

“Em nome de Deus, eu peço: parem este massacre”, diz Papa Francisco sobre guerra na Ucrânia

“Em nome de Deus, eu peço: parem este massacre”, diz Papa Francisco sobre guerra na Ucrânia

Foto: Franco Origlia/Getty Images

Em uma mensagem carregada de força, o Papa Francisco fez novo apelo pelo fim da guerra na Ucrânia, após a oração mariana do Angelus deste domingo, 13. Citando os bombardeiros na cidade portuária de Mariupol que mataram “crianças, inocentes e civis indefesos”, o pontífice pediu o fim imediato do conflito. “Em nome de Deus, eu peço: parem este massacre”, afirmou Francisco.

“Com dor no coração, uno a minha voz àquela das pessoas comuns, que imploram o fim da guerra. Em nome de Deus, se ouça o grito de quem sofre e se ponha fim aos bombardeios e aos ataques! Invista-se real e decididamente na negociação, e os corredores humanitários sejam efetivos e seguros”, disse o Papa, durante sua mensagem.

Por outro lado, Francisco exortou o acolhimento de refugiados vindos do país do leste da Europa e agradeceu a rede de solidariedade formada para recebê-los. “Peço a todas as comunidades diocesanas e religiosas que aumentem os momentos de oração pela paz. Aumentar os momentos de oração pela paz. Deus é só Deus da paz, não é Deus da guerra, e quem apoia a violência profana o seu nome. Vamos agora rezar em silêncio por quem sofre e para que Deus converta os corações a uma firme vontade de paz”, convocou o Papa.

Fonte: Blog do BG

Coluna Versátil News

CAPACIDADE EÓLICA NO NORDESTE E NO RN SUPERA A DE PAÍSES EUROPEUS, APONTA ANÁLISE DO ISI-ER

 


CAPACIDADE EÓLICA NO NORDESTE E NO RN SUPERA A DE PAÍSES EUROPEUS, APONTA ANÁLISE DO ISI-ER

A potência instalada em parques eólicos onshore, em terra, na região Nordeste do Brasil, em 2021, supera a soma de sete países europeus e confirma a região – e o Rio Grande do Norte – como “oásis de vento para o mundo”, aponta análise divulgada nesta sexta-feira (11) pelo Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER).

As conclusões tomam por base uma comparação entre dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e relatório divulgado no final de fevereiro pela associação europeia de energia eólica WindEurope, com estatísticas e projeções para o setor.

De acordo com os dados, 3,7 Gigawatts (GW) foram liberados para operação comercial em parques eólicos no Brasil, no ano passado – distribuídos entre Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Piauí – enquanto que na soma de Reino Unido, Dinamarca, Espanha, Noruega, Finlândia, Polônia e Ucrânia, a potência instalada ficou em 3,6 GW.

O Rio Grande do Norte teve 1,5 GW liberados no período, 40,54% do total nacional e maior fatia entre os estados com sinal verde para operação das usinas. O número supera os registrados isoladamente por 12 países, incluindo Reino Unido, com 328 Megawatts (MW), Turquia (1,4 GW), Holanda (952 MW), França (1,2 GW), Rússia (1,13 GW), Dinamarca (149 MW), Espanha (750 MW), Noruega (672 MW), Finlândia (671 MW), Polônia (660 MW), Ucrânia (359 MW) e Grécia (338 MW). A potência potiguar, aponta a análise do ISI-ER, é ultrapassada apenas por Suécia (2,1 GW) e Alemanha (1,9 GW).

“O Rio Grande do Norte vem sobressaindo a nível nacional, e inclusive mundial, na produção de energias limpas e traz na sua matriz energética, entre solar e eólica, grandes possibilidades de ser o maior produtor do mundo de energias. Isso nos coloca numa posição totalmente diferenciada, inclusive neste momento em que os olhos se voltam para o potencial de produção do hidrogênio verde”, analisa o presidente do Sistema FIERN, que engloba além da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte, o SESI, o IEL e o SENAI no estado, Amaro Sales de Araújo.

A expectativa, diz ele, é de que “essa grande quantidade de energia possa contribuir cada vez mais para o desenvolvimento do estado e do Brasil, e de que essa produção implique para o povo deixar de pagar bandeiras amarela e vermelha que encarecem a conta de luz, assim como de que sirva de incentivo à participação de outras empresas no setor, para captar essas energias”.

Amaro Sales de Araújo, presidente do Sistema FIERN: O Rio Grande do Norte tem grandes possibilidades de ser o maior produtor do mundo de energias

No total, foram instalados 17,4 GW em parques eólicos na Europa em 2021, dos quais 14 GW, ou 81%, estavam em terra, e 3,4 GW no offshore, no mar – uma frente de investimentos em que os primeiros projetos estão à espera de licenciamento no Brasil e em que o Rio Grande do Norte é apontado como uma das zonas mais promissoras para investimentos.

“Pesquisas desenvolvidas pelo nosso Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis e confirmadas por instituições reconhecidas no mundo aumentam ainda mais a credibilidade sobre a atratividade do nosso estado”, acrescenta Sales.

Posição estratégica
A posição estratégica do país e do estado, já reconhecida aos olhos do mundo, é reforçada pelas estatísticas, reforça Rodrigo Mello, diretor do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis e do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), sediados no Rio Grande do Norte e referências do SENAI no Brasil em pesquisa, desenvolvimento, inovação e educação profissional com foco no setor de energia.

“Cada dia mais o Brasil, e, no caso de eólica, em especial o Nordeste brasileiro, se caracteriza como um dos principais polos para produção de energia limpa”, observa ele. “O mundo vive um problema de energia e sem dúvida a expansão da disponibilidade energética internacional passa pelo Nordeste brasileiro, a partir de energia limpa”, complementa, fazendo menção à guerra que está em curso entre Rússia e Ucrânia, com reflexos no campo energético que vão da disparada nos preços do gás até a ameaça russa de cortar o fornecimento de energia da Europa, como resposta a mercados ocidentais que suspenderam importações do país, especialmente de petróleo e gás.

“Esse conflito do Leste Europeu tem como uma de suas principais características a motivação energética, de fornecimento energético da Europa. Então fica claro para a sociedade o quanto essa pauta é estratégica e que inevitavelmente passará pelo Brasil uma contribuição importante para a solução energética internacional”, analisa ainda Mello, reiterando que, “no Brasil, o local é o Nordeste, que tem não só boas condições de produção, mas amplas condições para expandir o que já produz, com destaque para a energia eólica”.

Rodrigo Mello, diretor do ISI-ER e do CTGAS-ER: “A expansão da disponibilidade energética internacional passa pelo Nordeste brasileiro, a partir de energia limpa”

Produtividade
A Europa é a segunda maior produtora global da chamada “energia dos ventos”, atrás apenas da Ásia. Uma das características que deixam o Brasil – e o Nordeste, especialmente – em vantagem, em relação a essa região do mundo, é o fator de capacidade, que indica a produtividade dos parques eólicos ou quantos por cento da capacidade nominal de produção esses parques conseguem alcançar, explica o coordenador de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) do ISI-ER, Antonio Medeiros.

“O Nordeste brasileiro possui uma das melhores características de vendo do mundo para se implantar parques eólicos, com ventos constantes e fator de capacidade acima da média mundial”, frisa ele. “E os dados divulgados agora reforçam que a região está muito à frente da Europa. Reforçam a região como um oásis de vento para o mundo”.

Em números, enquanto o fator de capacidade médio alcançado no onshore, na Europa, é estimado em 23%, dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) mostram praticamente o dobro no Brasil, com registros de até 60% na safra dos ventos, período que vai de junho a outubro – quando os ventos são mais intensos, mais frequentes e constantes, a melhor época para o funcionamento dos geradores eólicos.

No caso do offshore, o fator de capacidade brasileiro ainda está em estudo, mas há indicativos do potencial que os pesquisadores já enxergam no horizonte.

“Podemos afirmar que esse fator ultrapassa os 35% estimados para o offshore na Europa, uma vez que os parques que estão na beira da praia no Brasil já superam essa média”, diz Medeiros, ressaltando que “parques instalados em praias do Nordeste chegaram a apresentar fator de capacidade acima de 50% em 2021”.

SOBRE O ISI-ER
O Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) faz parte da maior rede privada de institutos de pesquisa, desenvolvimento e inovação criada no Brasil para atender as demandas da indústria, composta por 26 Institutos SENAI de Inovação. A Rede tem como foco a pesquisa aplicada, o emprego do conhecimento de forma prática no desenvolvimento de novos produtos e soluções customizadas para as empresas ou de ideias que geram oportunidades de negócios. Desde que foi criada, em 2013, mais de R$ 1,2 bilhão foram mobilizados em 1.332 projetos de PD&I. O ISI-ER está em operação no Hub de Inovação e Tecnologia (HIT) do SENAI-RN em Natal desde 2018, e foi oficialmente inaugurado em junho de 2021, com a conclusão das instalações e a operação plena dos laboratórios. Foi a primeira instituição no Brasil a medir em campo o potencial de geração eólica offshore e mantém projetos em expansão nessa e em outras frentes de investimentos.

Fonte: Hilneth Correia

Coluna Versátil News

Forças russas sequestram segundo prefeito na Ucrânia, diz governador regional

União Europeia condenou os crimes e afirmou que trata-se de um novo ataque às instituições democráticas ucranianas

Evguen Matveiev, prefeito de Dniprorudné, foi sequestrado pelo exército russo

Evguen Matveiev, prefeito de Dniprorudné, foi sequestrado pelo exército russo

REPRODUÇÃO/TWITTER

Um prefeito ucraniano foi sequestrado por soldados russos no sul do país neste domingo (13), dois dias depois de outro prefeito ter sido sequestrado, disse o governador da região de Zaporizhzhia. A União Europeia condenou os acontecimentos.

“Hoje, 13 de março, às 8h30, o exército da Federação Russa capturou o prefeito da cidade de Dniprorudné, Evguen Matveiev”, escreveu no Telegram Oleksandr Staruj, governador de Zaporizhzhia, onde Dniprorudné está localizada.

Na sexta-feira, o prefeito de Melitopol, localizada a cerca de 80 kmao sul de Dniprorudne, Ivan Fedorov, foi sequestrado pelos russos porque “se recusou a cooperar com o inimigo”, segundo o presidente e o parlamento ucranianos.

“A UE condena veementemente o sequestro dos prefeitos de Melitopol e Dniprorudné pelas forças armadas russas. Trata-se de um novo ataque às instituições democráticas da Ucrânia e uma tentativa de estabelecer estruturas governamentais alternativas em um país soberano”, denunciou o chefe da União Europeia diplomacia, Josep Borrell, no Twitter.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, também denunciou os sequestros e assegurou que eles representam uma “flagrante violação do direito internacional”.

Coluna Versátil News

  Representante russo nas negociações com Ucrânia diz que delegações podem chegar a ‘posição conjunta’ em breve

Negociador ucraniano afirma que resultados podem ser alcançados ‘em dias’, porque Moscou está ‘falando de forma mais construtiva’
Leonid Slutsky, representante russo nas negociações com a Ucrânia e chefe do Comitê de Assuntos Internacionais da Duma Foto: MAXIM GUCHEK / BELTA / AFP / 7-3-2022
Leonid Slutsky, representante russo nas negociações com a Ucrânia e chefe do Comitê de Assuntos Internacionais da Duma Foto: MAXIM GUCHEK / BELTA / AFP / 7-3-2022
MOSCOU E LVIV, UCRÂNIA — Um representante russo nas negociações com a Ucrânia disse neste domingo que as duas partes fizeram progressos significativos e que é possível que as delegações possam chegar em breve a uma “posição conjunta”, segundo a agência de notícias russa RIA. Também neste domingo, o negociador ucraniano e conselheiro presidencial Mykhailo Podolyak afirmou que resultados podem ser alcançados em dias.

— Não vamos ceder em princípio em nenhuma posição. A Rússia agora entende isso. A Rússia já está começando a falar de forma construtiva. Acho que vamos alcançar alguns resultados literalmente em questão de dias — disse o negociador ucraniano em um vídeo postado on-line.

O representante russo Leonid Slutsky, chefe da Comissão de Assuntos Internacionais da Duma — a câmara baixa do Parlamento russo —, foi citado pela agência RIA afirmando que o estado das negociações é melhor do que quando elas começaram e que houve “progresso substancial”.

— De acordo com minhas expectativas pessoais, esse progresso pode crescer nos próximos dias para uma posição conjunta de ambas as delegações, em documentos para assinatura — Slutsky

Apesar de nenhum dos dois lados terem indicado qual seria o escopo de um eventual acordo, as declarações, que ocorreram basicamente ao mesmo tempo, são os balanços mais otimistas até agora das negociações, que ocorrem em paralelo à guerra.

 

Em entrevista coletiva no sábado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já havia dito que há mudanças significativas nas negociações entre seu país e a Rússia, afirmando “estar feliz” por perceber ”passos positivos” nas últimas negociações bilaterais.

— A Federação Russa nos deu ultimatos desde o início, que não aceitamos — disse Zelensky. — Agora, eles começaram a falar sobre algo, não apenas lançando ultimatos. É um enfoque fundamentalmente diferente.

Neste domingo, a número dois da diplomacia americana disse que a Rússia está mostrando sinais de boa vontade para se engajar em negociações substanciais sobre a Ucrânia, apesar de apontar uma intenção de Moscou de “destruir” o país vizinho.

Vice-secretária de Estado dos Estados Unidos, Wendy Sherman disse em entrevista ao “Fox News Sunday” que os EUA estão exercendo “enorme pressão” sobre o presidente russo, Vladimir Putin, para que concorde com um cessar-fogo em sua invasão de semanas à Ucrânia e para permitir a criação de corredores humanitários para permitir a fuga de civis.

— Essa pressão está começando a surtir algum efeito. Estamos vendo alguns sinais de negociações sérias e reais. Mas devo dizer… até agora parece que Vladimir Putin tem a intenção de destruir a Ucrânia — disse Sherman.

À CNN, o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, ecoou a alarmante avaliação do governo sobre as intenções de Putin:

— Como as coisas estão agora, Vladimir Putin não parece estar preparado para parar o ataque.

No entanto, antes das declarações das delegações russa e ucraniana, Podolyak, o negociador da Ucrânia e conselheiro presidencial, dissera que Kiev está trabalhando com Israel e Turquia como mediadores para finalizar um local e uma estrutura para as negociações de paz com a Rússia.

— Quando estiver resolvido, haverá uma reunião. Acho que não demorará muito para chegarmos lá — disse ele em rede nacional.

Quase 125 mil evacuados

O presidente ucraniano Zelensky informou em um discurso em vídeo neste domingo que quase 125 mil pessoas foram evacuadas por corredores humanitários de zonas de conflito na Ucrânia

— Hoje a principal tarefa é Mariupol — disse ele, acrescentando que um comboio de suprimentos humanitários estava agora a apenas 80 km da cidade portuária, que está sitiada, onde mais de 400 mil pessoas estão presas.

Fonte: O Globo

Coluna Versátil News

G1: Redução do IPI deve impactar receitas do RN em R$ 150 milhões em 2022, diz secretário


Redução do IPI visa incentivar consumo de produtos como eletrodomésticos — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

Redução do IPI visa incentivar consumo de produtos como eletrodomésticos — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

A redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) oficializada pelo governo federal no fim de fevereiro para grande parte dos eletrodomésticos, em até 25%, animou consumidores e lojistas, mas colocou em alerta governos estaduais e municipais que contam com esse recurso nas suas receitas.

É que além da redução do preço para o consumidor e a expectativa de mais venda para o comércio, a redução do IPI reduz as receitas dos estados e municípios, já que parte do imposto é distribuído aos entes por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Município (FPM).

O governo do Rio Grande do Norte estima uma perda de aproximadamente R$ 150 milhões em 2022. Desse total, R$ 70 milhões em áreas como saúde, educação e segurança pública.

“De cara, a saúde e a educação perdem aproximadamente R$ 55 milhões. A educação, cerca de R$ 37 milhões e a saúde, em torno de R$ 18 milhões. Segurança pública também perde em torno de R$ 15 milhões. Esse são os setores mais afetados, nessa hora de perda, e a gente tem que ajustar as despesas desses setores a esse volume de receita menor do que a gente estava prevendo, que não vai se concretizar”, diz o secretário de Planejamento do estado, Aldemir Freire.

Em 2021, somente a arrecadação do IPI gerou R$ 657 milhões para as receitas do Rio Grande do Norte. A reclamação, segundo o secretário, não é em relação ao incentivo necessário ao setor industrial, mas à falta de diálogo prévio, em um momento de negociações salarias com servidores em vários estados do país.

“Pegou estados e municípios de surpresa. A gente elaborou o orçamento de 2022 levando em consideração essas receitas, isso não foi dialogado e agora somos obrigados a fazer um ajuste de nossas contas em função de R$ 150 milhões de receitas que vamos perder esse ano”, completou.

Incentivo ao consumo

 

A diminuição de preço que a redução do imposto sobre a indústria irá gerar deve variar de produto para produto, já que o valor de cada um varia também de acordo com outros impostos. Em uma loja de Natal, a expectativa é de um aquecimento de vendas nas próximas semanas, já que a empresa está negociando a compra de produtos já com a carga tributária menor.

Kalyanne Targino já está à procura de um microondas por um motivo especial. Ela quer empreender na fabricação de ovos de páscoa, bolos e doces. Para ela, a redução da arrecadação veio em boa hora.

“Vim dar uma olhada nos valores, saber como está, quais são os mais em conta, para isso me ajudar no meu empreendimento. Estou sabendo agora dessa redução. Para gente isso vai ser muito bom. Quanto mais reduzir, melhor, porque as coisas estão absurdas de caras, ainda mais para mim que estou começando”, disse.

Segundo o contador André Macêdo, especialista em tributação, essa medida do governo federal tem vários objetivos. Entre eles, estimular a recuperação da indústria.

“O IPI serve para manobras, para aumentar competitividade, para incentivar consumo de determinas maneiras, restringir consumo também. Não é uma novidade se utilizar do IPI como política pública e econômica para combater a inflação, ou estimular consumo”, diz.

Para o especialista, os gestores públicos que serão impactados pela redução do imposto deverão repensar as contas públicas. Ele também sugeriu que o governo federal poderia compensar os estados e municípios.

“Quanto maior a dependência que se tem de recursos vindos de outros entes, como a União, nesse caso, mais dependente vai ficar desse tipo de polícia. A primeira recomendação é que se trabalhe dentro da sua arrecadação própria. Quanto menos depender de recursos, menos vão sofrer os estados. O segundo é que a União também procure ter medidas de subvenção, de recomposição desses fundos, para se evitar prejuízos. Que se estimule a economia, mas que também se preserve as contas”.

Rolar para cima