Docente de Psicologia da Estácio aponta que ainda existe grande resistência para pessoas buscarem atendimento: “mais um preconceito a ser quebrado”
Atualmente, ainda existem muitas crenças equivocadas sobre a psicologia. Neste sábado, dia 27 de agosto, é comemorado o Dia do Psicólogo e a data traz à tona a importância deste profissional para a saúde mental, sendo também uma oportunidade para relembrar os mitos e verdades sobre o processo terapêutico.A psicóloga e docente do curso de Psicologia da Estácio, Milena Coelho, enfatiza que a psicoterapia não é “para loucos”, como ainda se diz por aí. Ela explica que qualquer pessoa pode fazer terapia porque cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar de todas as outras áreas de nossa saúde. “Não é necessário esperar que algum episódio aconteça para procurar ajuda”, acrescenta.A psicóloga comenta que a psicoterapia não busca apenas um diagnóstico, mas investiga e estimula ao paciente que ele compreenda sua própria história. “É um olhar para si, um meio de autoconhecimento, é trabalhar outras perspectivas para que consigamos exercer uma sensibilidade a nós e ao outro, ao mesmo tempo. Dessa forma, conseguiremos um dia construir uma sociedade mais compreensiva, mais acolhedora e mais humana”, ressalta.Para Milena, ainda existe uma grande resistência por parte das pessoas ao achar que a psicoterapia é para quem tem um poder aquisitivo maior. “A terapia ainda enfrenta a ideia de que é uma atividade elitizada. Porém, esse é mais um preconceito a ser quebrado. O atendimento psicoterapêutico também é oferecido de maneira gratuita em clínicas escola de universidades públicas e particulares. Recomendo a pesquisa e a experiência de uma sessão para que este estigma seja desmitificado”, defende.Os temas listados são alguns dos mitos que criam obstáculos na hora da busca por um profissional de psicologia. “Se o paciente está com dúvidas ou gostaria de compreender melhor como funciona a psicoterapia, é interessante se informar por canais especializados ou obter mais informações com pessoas que já passaram por essa experiência ou indo diretamente ao profissional psicólogo para uma conversa inicial”, finaliza.


