Serviço de acolhimento ao universitário com deficiência e dificuldade de aprendizagem proporciona desenvolvimento acadêmico, pessoal e profissional

Criado há dois anos pela Estácio, NAAP promove uma cultura inclusiva e ajuda a driblar gargalos do mercado de trabalho que tem 28% de pessoas com deficiência

Em meio à realização de um sonho, a chegada ao ensino superior pode ser desafiadora para quem tem algum tipo de deficiência ou dificuldades de aprendizagem. Encontrar no ambiente universitário um espaço de acolhimento pode transformar toda a trajetória acadêmica do estudante e empoderar esse futuro profissional. É o caso do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicopedagógico (NAAP), criado pela Estácio há dois anos, presente em 56 unidades do Brasil, que tem como diferencial o atendimento aos alunos com quaisquer deficiências e também aos professores que necessitem de suporte em suas práticas pedagógicas. Destaca-se, ainda, que as matrizes curriculares dos cursos da Estácio incluem a disciplina de Libras.

O projeto, que já atendeu 25.881 pessoas, promove a inclusão, apoia e acompanha o processo de aprendizagem, e fortalece os estudantes com deficiência para se sentirem mais seguros e conscientes das suas competências, inclusive quando forem inseridos no mercado de trabalho. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria pelo Ministério da Saúde, e divulgada no ano passado, 17,3 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência. O mesmo levantamento aponta que somente 28% das pessoas com deficiência estavam na força de trabalho.

O NAAP também presta assistência a quem tenha dificuldades de aprendizagem de qualquer natureza ou alguma outra necessidade educacional especial. “O Núcleo conta com uma equipe multidisciplinar especializada e professores que trabalham em parceria com a coordenação de cada curso. O trabalho é feito com o objetivo de viabilizar e sensibilizar a acessibilidade arquitetônica, mas principalmente a atitudinal, pedagógica, comunicacional e digital para estimular o desenvolvimento de uma cultura inclusiva, que quebre preconceitos, estereótipos e discriminações”, esclarece o professor César Lessa, Coordenador Nacional do NAAP da Estácio.

Entre as principais iniciativas promovidas estão as orientações sobre as práticas pedagógicas de acordo com as características dos indivíduos e grupos, realização do processo de reforço acadêmico, suporte emocional e orientação educacional, vocacional e ocupacional, tanto na forma individual quanto em grupo, além do desenvolvimento de projetos socioeducativos, a fim de resgatar os valores e o autoconhecimento. “O NAAP é um espaço em que é possível acolher e acompanhar os alunos, duas ações necessárias perante as demandas do mundo do trabalho hoje. Promover o desenvolvimento integral dos universitários é essencial para assegurar processos de aprendizagem eficientes que vão possibilitar o sucesso acadêmico, pessoal e profissional do nosso aluno”, frisa César Lessa.

O atendimento é exclusivo aos alunos da Estácio, integralmente gratuito e pode ser realizado de forma presencial ou remota. Em Natal, o NAAP funciona em suas duas unidades, Ponta Negra e Alexandrino.

Do pódio para a sala de aula, campeã paralímpica se formará em Serviço Social

Prestes a se graduar em Serviço Social na Estácio, a atleta paralímpica Izabela Silva Campos, medalhista na modalidade lançamento de disco e que perdeu a visão aos seis anos de idade, encontrou o apoio necessário para manter os estudos em dia, principalmente durante a pandemia. O suporte envolve a coordenação do curso e seus docentes, sempre em busca de soluções, além das alunas do curso de Pedagogia, que juntos formam uma corrente guiada e orientada pelo NAAP.

Izabela conta que, complementando o auxílio presencial, materiais são enviados por e-mail e foi criado um grupo de WhatsApp para prestar todos os esclarecimentos e acompanhar sua evolução.

“Essa rede de apoio está comigo desde o primeiro período e não mede esforços para me ajudar, todos têm muita sensibilidade, são muito atenciosos, só tenho a agradecer ao NAAP. As alunas de Pedagogia me acompanhavam em sala de aula e escreviam no caderno todo o conteúdo passado no quadro; liam as provas para mim e eu ditava as respostas para serem redigidas. Quando veio a pandemia, as alunas me ajudaram a instalar o aplicativo Teams para que eu pudesse acompanhar as aulas remotamente”, detalha Izabela, que é medalhista de bronze nos Jogos do Rio 2016 pela classe F11.

Parceria Estácio e CPB

A aluna da Estácio, por meio do Programa Atleta Cidadão do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), lembra que ações como essa são significativas na vida de quem tem deficiência visual. “Diariamente, nos deparamos com dificuldades que para quem enxerga poderiam ser facilmente resolvidas. Essa assistência do NAAP, da Estácio, está sendo fundamental para a conclusão do meu curso”, afirma.

O programa Atleta Cidadão do CPB tem como objetivo estimular o desenvolvimento pleno da cidadania de atletas e ex-atletas paralímpicos em todas as fases da carreira (iniciação, alto rendimento e pós-carreira) por meio da capacitação e orientação profissional. Mais informações do programa podem ser obtidas pelo e-mail atletacidadao@cpb.org.br.