31 de outubro de 2022

Coluna Versátil News

Estudo aponta os caminhos da produção do hidrogênio verde no Nordeste

Região tem potencial para ser grande produtor do combustível, mas planejamento regional deve ser considerado o quanto antes.

 

Para que o hidrogênio verde, considerado um dos combustíveis do futuro, faça parte do mercado energético do Nordeste, é preciso planejar no presente essa inserção. É o que mostra um estudo realizado pela SAE4MOBILITY, Instituto de Ciência e Tecnologia da SAE BRASIL, a pedido do Plano Nordeste Potência, que desenha um cenário nacional de mobilidade sustentável para a região.

 

O relatório aponta o passo a passo para os nove estados ingressarem na cadeia produtiva desse gás extraído da água, três vezes mais potente que a gasolina e que não gera poluição quando consorciado a energias renováveis.

 

Intitulado “Mapeamento de Cadeias de Mobilidade”, o documento contextualiza o hidrogênio verde no panorama energético brasileiro e mundial e descreve o que governos e iniciativa privada precisam fazer para impulsionar o uso do H2V, como é chamado.

 

No estudo, a SAE4MOBILITY cita três desafios a serem superados: preço; distribuição e armazenamento; e transporte. “Cada um desses temas tem infinitas soluções, e no documento indicamos exemplos de como os governos estaduais e federal e a iniciativa privada podem ajudar a alavancar essa tecnologia e trazer benefícios para o Nordeste e para o país”, afirma o principal autor do estudo, Camilo Adas, presidente do conselho da SAE4MOBILITY.

 

O H2V tem no Nordeste um terreno propício para o seu desenvolvimento, uma vez que sua produção depende de fontes renováveis de energia. É que o hidrogênio só pode ser chamado de verde quando a eletricidade envolvida no processo de obtenção do gás tem emissão baixa de gases do efeito estufa. O hidrogênio marrom e o cinza, por exemplo, são produzidos a partir de combustíveis fósseis, e portanto emitem muitos gases estufa em sua produção.

 

Diferenciais

O relatório destaca que atualmente 84% da energia gerada no Nordeste é renovável. A fonte hidrelétrica gera 30.082 gigawatts ao ano (31%); a eólica, 48.706 (49%) gigawatts e a solar, 3.643 gigawatts (4%). Quando se leva em consideração o potencial de crescimento das renováveis, a região se destaca inclusive no cenário internacional.

 

Isso porque o Nordeste, além de agregar os elementos necessários para a produção, tem uma posição privilegiada para sua exportação. O hidrogênio verde é visto por outros países como um dos caminhos possíveis para cumprirem suas metas climáticas e abandonarem as fontes fósseis, como o carvão, na geração de energia, e a importação pode se tornar viável neste cenário.

 

Porém, além da exportação, o H2V no Nordeste pode servir de alavanca para o desenvolvimento industrial verde da região, estimulando a vinda de empresas multinacionais para solo brasileiro, e promovendo a mobilidade elétrica ainda incipiente no contexto nacional.

 

Estão em processo de criação no Brasil, alguns hubs de produção de hidrogênio, dois deles no Nordeste. O mais avançado, com contratos assinados, é o hub do porto do Pecém, no Ceará. Há também projetos no porto do Suape, em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais.

 

O H2V está inserido no Plano Nordeste Potência, documento da sociedade civil que propõe caminhos de desenvolvimento verde e justo para a região, e que foi entregue a candidatos a governos estaduais. Ele indica a necessidade de se estabelecer um planejamento regional para otimizar a produção, o escoamento e a utilização da tecnologia, mas também alerta para riscos socioambientais associados.

 

Um dos pontos principais para promover o Nordeste como polo produtor mundial de hidrogênio verde é o fornecimento de energia renovável a um custo reduzido para a produção, o que pode estimular a instalação de torres eólicas no mar, chamadas offshore.

 

“Ainda que sejam mais benéficas para o clima do planeta em comparação com gás e carvão, as torres eólicas offshore não estão livres de gerar outros impactos ambientais e sociais, especialmente se forem feitas de afogadilho”, explica a coordenadora do Plano Nordeste Potência, Cristina Amorim. “Estudar com cuidado a costa brasileira, escutar com respeito às comunidades litorâneas e estabelecer ações para evitar impactos antes da implantação é o caminho lógico para quem deseja usar o selo verde.”

 

 

A SAE4MOBILITY promove atualização tecnológica da indústria focada em projetos e inovações e tendências da mobilidade brasileira e internacional. Com sede na cidade de São Paulo e presença em sete estados brasileiros, a associação é o resultado de uma trajetória de empreendedorismo iniciada em 1991, quando executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial criaram no Brasil uma afiliada da SAE International. A SAE BRASIL promove anualmente dezenas de eventos, entre simpósios, fóruns, colóquios, palestras e congressos, que contam com a presença de mais de 15 mil participantes.

O Plano Nordeste Potência é resultado de uma coalizão de quatro organizações civis brasileiras: Centro Brasil no Clima (CBC), Fundo Casa Socioambiental, Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá) e Instituto ClimaInfo, com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS). O objetivo principal é garantir que a transição energética no Nordeste seja justa, inclusiva e contemple a revitalização da Bacia do Rio São Francisco.

 

Confira o mapeamento completo aqui.

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Prefeito acompanha início de nova etapa de obras na Felizardo Moura

Prefeito vistoria início de obras na av Felizardo Moura – foto Alex Régis

As obras de modernização da Avenida Felizardo Moura entraram em uma nova fase nesta segunda-feira (31). A empresa responsável pela intervenção começou a quebrar o asfalto na pista (sentido zona norte/centro) e preparar o terreno para a sequência dos serviços. O prefeito de Natal, Álvaro Dias, acompanhou o trabalho ao lado do secretário municipal de Infraestrutura, Carlson Gomes. O projeto prevê a aplicação de investimentos na ordem de R$ 43 milhões, sendo realizado conjuntamente pela gestão municipal e pelo Governo Federal.

 

A obra na Felizardo Moura prevê drenagem, pavimentação, calçada, ciclovia e a implantação de faixa reversível, garantindo mais fluidez no trânsito e resultando em um aumento de 30% da capacidade da via. Todas essas intervenções acarretarão mais conforto e segurança para pedestres e ciclistas.

 

“Entramos em uma nova etapa das obras de requalificação da Avenida Felizardo Moura. Vamos agora avançar dia após dia na concretização desse projeto tão aguardado e desejado pela população da nossa cidade. Por aqui trafegam quase 70 mil veículos, diariamente, e depois de pronta vamos oferecer mais conforto, segurança e melhorar as condições de uso dessa via tão importante para a mobilidade urbana de Natal”, destacou o prefeito Álvaro Dias.

 

Nesse primeiro momento, de acordo com o cronograma de obras estabelecido pela secretaria municipal de Infraestrutura (Seinfra), a primeira etapa compreende o trecho entre a ponte de Igapó e a rua Jandira. Já segunda etapa, será realizada da rua Jandira até a trincheira embaixo do viaduto da Urbana. E a terceira etapa, será da Felizardo Moura no sentido Zona Norte. Ele disse ainda que a Felizardo Moura ganhará mais uma via, a reversível.

 

“Essa etapa é aquela mais visível à população, pois começamos a trabalhar com maquinário e temos mais operários. Entretanto, já havíamos começado os serviços com as mudanças da rede elétrica e a retirada do meio-fio. A previsão é de que o projeto completo seja concluído em 18 meses”, disse o titular da Seinfra, Carlson Gomes.

 

Bloqueios no trânsito

 

Conforme havia sido anunciado, a secretaria municipal de Mobilidade Urbana (STTU) iniciou os bloqueios parciais na via. O acesso à avenida será permitido apenas para o transporte público coletivo, veículos de emergência e de serviços públicos. Para os demais veículos, o acesso será bloqueado, sendo recomendados alguns desvios, entre eles, o desvio pelo acesso sul do aeroporto de São Gonçalo do Amarante em direção à Zona Sul de Natal e parte sul da região metropolitana. 

 

Outro desvio importante é pela avenida Moema Tinoco em direção à Ponte Newton Navarro. Na avenida Tomaz Landim, haverá mais um desvio pela avenida Doutor João Medeiros Filho em direção à zona Sul de Natal. Outros caminhos levam em direção à Ponte Newton Navarro, como o Canto do Mangue, a rua Miramar e a avenida Presidente Café Filho. De acordo com o órgão, o trabalho de orientação dos educadores, assim como os dos agentes de mobilidade, será reforçado à medida que o cronograma das intervenções da obra avance.

 

Os veículos de serviços estarão com seus acessos liberados, conforme acordado em reunião com a Federação de Comércio do Estado (Fecomércio RN), para que a operação não afete os serviços essenciais da cidade. Os demais serviços que necessitarem de autorização especial da STTU deverão acessar o formulário on-line através do site www.natal.rn.gov.br/sttu, na aba formulários e requerimentos, para ser analisada a possibilidade de se receber uma Autorização Especial de Tráfego.

 

“Solicitamos a compreensão da população para que evite ao máximo trafegar pela via, já que com o início dessa fase o tráfego normal ficou inviabilizado e vamos dar preferência para os veículos de transporte coletivo, ambulâncias, viaturas das forças de segurança e carros de serviços em geral”, disse o secretário adjunto da STTU, Walter Pedro. Walter informou também que na medida em que os serviços forem avançando a secretaria vai analisar o cenário para saber se mais veículos poderão trafegar pela via: “Vamos observar o andamento do trabalho, como vai ficar a região para averiguar se será possível ou não ampliar o acesso. Desde já, reforçamos o pedido para que o local seja evitado”, pontuou.

 

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Única startup potiguar selecionada para a Web Summit 2022 planeja expandir atuação para a Europa

Time da Faceponto embarca para Lisboa a convite do Ministério das Relações Exteriores para  participar do maior evento de inovação do mundo em busca de investimentos e parcerias

Entre os dias 30 de outubro e 04 de novembro, a startup potiguar Faceponto, única do Rio Grande do Norte e uma das cinco do Nordeste selecionadas para participar da Web Summit 2022 em Portugal, fará parte das 60 empresas brasileiras da comitiva do Brasil no evento.

O evento reunirá empresas do mundo todo e negócios inovadores com potencial de expansão no “velho continente”, e as startups terão acesso a conteúdos sobre internacionalização de seus negócios, vendas no mercado internacional e parcerias.

A equipe que representará a Faceponto no evento é composta por três profissionais, que desembarcaram no último sábado, 29, em Lisboa, onde passarão uma semana entre reuniões, palestras e rodadas de negócios.

Cássio Leandro, CEO da Faceponto, destaca que a importância de participar deste evento é, principalmente, a capitação de smart money, com foco na expansão pela Europa, mas, além disso, a expectativa é de fazer networking e compreender o melhor formato de modelo de internacionalização. “Esse evento caiu como uma luva para o momento que a Faceponto está vivendo, crescemos muito nos últimos anos e estudamos formas de expandir nossa atuação para além do Brasil, sermos levados como representantes do Brasil em algo tão grande quanto a Web Summit certamente será crucial, pois nos auxiliará na melhor estruturação estratégica no continente europeu”, enfatiza Cássio.

“Embora nossa análise de proposta para internacionalização esteja mais madura na América Central e África, estamos iniciando as primeiras conversas com investidores na Europa, e o evento é um impulsionador, pois consolida a marca Faceponto, uma vez que a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Ministério das Relações Exteriores acreditaram em nosso modelo de negócio”, finaliza Cássio.

Sobre a Faceponto

A Faceponto atende a mais de 700 empresas do Rio Grande do Norte e em 10 estados brasileiros, oferecendo solução para gestão da jornada de trabalho conforme os requisitos legais e ponto digital inteligente por georreferenciamento.

O aplicativo permite registrar o ponto do trabalhador, gerenciar férias e faltas, armazenagem de dados segura, estatísticas e relatórios sobre a empresa, além de auxiliar aqueles que têm uma rotina de trabalho em trânsito. As soluções ofertadas pela startup potiguar podem ser contratadas por grandes corporações, com milhares de funcionários, ou uma residência com apenas uma secretária do lar.

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Estácio realiza 10ª Semana de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental

Atividades acontecem nos campi de todo o país; em Natal, programação tem iniciativas solidárias de arrecadação de itens para doação

De 31 de outubro a 4 de novembro, a Estácio realiza a sua 10ª Semana de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental com atividades, oficinas e palestras abertas à participação da comunidade.

Promovida em parceria com o Instituto Yduqs, a iniciativa acontece nos campi Estácio de todo o país. Em Natal, a programação acontece nas duas unidades da instituição de ensino superior, Ponta Negra e Alexandrino, com foco na arrecadação de itens que serão destinados às instituições que trabalham com pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Confira a programação:

31/10 a 04/11

  • Campanha de arrecadação de roupas (adulto e infantil), lençóis e calçados para doação a instituições que trabalham com pessoas em situação de vulnerabilidade social. Local: Estácio Alexandrino e Ponta Negra.
  • Posto de coleta de descarte de medicamentos. Local: Estácio Alexandrino e Ponta Negra.
  • Arrecadação de produtos de higiene pessoal para o projeto Chuveiro Solidário. Local: Estácio Ponta Negra.

31/10

  • 13h às 17h – Nutrição e sustentabilidade: cultivo, oferta, consumo e reaproveitamento de alimentos – Game “Meu Prato Colorido”. Local: Unidade Básica de Saúde de Ponta Negra. Docente responsável: Tássia de Morais, professora de Nutrição.
  • 13h às 17h – Roda de conversa – A riqueza escondida nos alimentos: nutrientes, fitoquímicos e sabores regionais. Local: Unidade Básica de Saúde de Ponta Negra. Docente responsável: Tássia de Morais, professora de Nutrição.
  • 13h às 17h – Oficina – Hortas caseiras e alimentos orgânicos. Local: Unidade Básica de Saúde de Ponta Negra. Docente responsável: Tássia de Morais, professora de Nutrição.
  • 13h às 17h – Oficina – Aproveitamento integral dos alimentos. Local: Unidade Básica de Saúde de Ponta Negra. Docente responsável: Tássia de Morais, professora de Nutrição.
  • 13h às 17h – Oficina – Temperos caseiros na prevenção de DCNTs. Local: Unidade Básica de Saúde de Ponta Negra. Docente responsável: Tássia de Morais, professora de Nutrição.
  • 16h – Palestra – A relação da linguagem com o corpo: os ditos de uma sociedade pautada no consumo. Local: Auditório – Estácio Ponta Negra. Palestrante: Hellington Costa, professor de Psicologia e coordenador do NAAP.
  • 17h – Palestra – Racismo estrutural sob uma ótica jurídica. Local: Auditório Estácio Alexandrino. Palestrante: Alexandre Lima Santos, mestre em Direito Penal e Especialista em Relações Raciais.

01/11

  • 11h – Atividade – Utilização de produtos veganos e cruelty free: apenas uma questão de estilo? Local: Sala 20 – Estácio Ponta Negra. Docente responsável Kathiane Santana, professora de Estética e Cosmética.
  • 17h – Palestra – Como identificar e quais providências tomar em relação à violência sexual contra crianças e adolescentes. Local: Microsoft Teams (Link: https://bit.ly/3EMW3K4) . Palestrante: Prof. Correia Junior, coordenador do curso de Direito.

03/11

  • 15h – Patrimônio que te quero: visita à Igreja do Rosário dos Pretos, valorização da nossa memória. Local: Igreja do Rosário dos Pretos. Docente responsável: Bárbara Gondim, professora do curso de Arquitetura.

04/11

  • 11h – Oficina e exposição sobre a utilização de materiais alternativos e recursos não convencionais para prática de atividade física. Local: Pátio da Estácio Ponta Negra. Docente responsável: Maria Lúcia Sebastião, coordenadora do curso de Educação Física
  • 14h – Preservação do patrimônio histórico cultural: visita guiada à biblioteca estadual Câmara Cascudo. Local: Biblioteca Estadual Câmara Cascudo. Docente responsável: Juliana Rocha, professora de Pedagogia.
  • 15h – Oficina – Descarte consciente de medicamentos. Local: Sala 19 – Estácio Ponta Negra. Docente responsável: Giancarlo Paiva, professor de Enfermagem.
  • 17h – Palestra – Marketing Verde e consumo Consciente. Local: Microsoft Teams (Link: https://bit.ly/3giFpbf). Docentes responsáveis: Gabriella Saldanha, coordenadora dos cursos de Gestão, e Giovanna Cavalcante, coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda.
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Outubro Rosa: Principalmente mulheres mais jovens não sabem fazer o autoexame das mamas, diz estudo

57% das mulheres dessa faixa etária desconhecem como se realiza exame fundamental à prevenção do câncer de mama

Em outubro, todos os holofotes se voltam para o câncer de mama. Trata-se da campanha Outubro Rosa, iniciativa poderosa, que joga luz sobre a luta contra a doença e a importância da sua prevenção. E, a respeito do tema, o mais recente estudo da Famivita constatou que principalmente as mulheres mais jovens desconhecem como se faz o autoexame das mamas, com 57% revelando não saberem realizar o procedimento.

Outro dado que impressiona é que, nessa mesma faixa etária, elas apontaram não conhecer nenhum sintoma da doença, posto que 33% das entrevistadas afirmaram isso. Por comparação, quando se trata, por exemplo, das mulheres com 50 anos ou mais, esse número cai para 11%. E o sinal de câncer mais conhecido pelas participantes do estudo foi o caroço endurecido, fixo e indolor, dado que 65% delas ressaltaram ter ciência relacionada a essa questão.

Uma informação interessante também destacada pelo estudo é que entre as mulheres que estão tentando engravidar, pelo menos 36% não têm ciência sobre como se realiza o autoexame. Por outro lado, 32% das mulheres sem filhos não conhece nenhum sintoma do câncer de mama, comparado com 26% daquelas com filhos.

Os dados por estado demonstraram que no Amapá é onde a maioria das entrevistadas sabe fazer o exame das mamas e que as mulheres devem proceder com a mamografia a partir dos 50 anos, a cada dois anos, ou seja, que o exame deve virar rotina a partir desse período – como preconiza o Instituto Nacional do Câncer (Inca). No Distrito Federal e em São Paulo, 61% e 62% das participantes, respectivamente, sabem fazer o autoexame das mamas. Já no Rio de Janeiro e em Alagoas, 70% e 69%, respectivamente, afirmaram ter ciência que a mamografia precisa ser feita a partir dos 50 anos.

Também conhecido como neoplasia, o câncer de mama é caracterizado pelo crescimento de células cancerígenas nessa região e, de acordo com o Inca, é o segundo tumor mais comum entre as mulheres, atrás apenas do câncer de pele, e o primeiro em letalidade. O diagnóstico precoce é fundamental para as chances de recuperação das pacientes, ou seja, quanto mais cedo ele for detectado, maior é o potencial de cura.

Fazer campanha funciona?

É, de fato, muito importante falar sobre o câncer, especialmente se lembrarmos que no Brasil de 20 anos atrás, por exemplo, muita gente nem pronunciava essa palavra, tal era o medo que existia ao redor da doença. Por todo preconceito que envolve a enfermidade, mesmo nos dias atuais, ainda há quem prefira esconder que tem, o que pode atrapalhar bastante o tratamento.

E um artigo científico publicado em setembro na revista Public Health in Pratice, intitulado Does Pink October Really Impact Breast Cancer Screening? (“O Outubro Rosa realmente causa impacto nas mamografias?” – em tradução livre), apontou os resultados da campanha de prevenção do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho revelou que o número de mamografias aumenta em 33% em outubro – e permanece em alta nos meses seguintes (39% em novembro e 22% em dezembro), corroborando que as campanhas deveriam ser mais constantes, especialmente em nosso país, onde 40% dos casos só são diagnosticados em fase já avançada.

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