21 de junho de 2023

Coluna Versátil News

Entidades da sociedade civil também pedem licenciamento da engorda de Ponta Negra

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O prefeito Álvaro Dias recebeu, nesta quarta-feira (21), no Palácio Felipe Camarão, representantes da sociedade civil organizada do Estado, preocupados com a demora na liberação da licença ambiental para a obra de aterro hidráulico (engorda) na praia de Ponta Negra. O processo vem desde 2015 e o avanço do mar ameaça diretamente o Morro do Careca, principal cartão postal da capital potiguar, além de prejudicar a economia da cidade, alicerçada principalmente no Turismo.

 

“Entendemos que as entidades comprometidas com a coletividade e o bem comum, reunidas hoje, estão mais uma vez juntas, agora para defender uma obra fundamental para a cidade. Estamos vendo a erosão rápida do Morro do Careca e isso já poderia estar sendo evitado com a engorda da praia. Além disso, não dispomos de grandes indústrias em Natal, onde milhares de famílias e negócios sobrevivem do Turismo”, conclamou Álvaro Dias.

 

O prefeito criticou a demora na concessão das licenças e a burocratização desnecessária ocasionada pelo envio do processo ao órgão federal (Ibama). “Em todos os locais onde a engorda foi feita, como Balneário Camboriú, Fortaleza, Rio de Janeiro e Maceió, o órgão do próprio Estado foi o responsável por licenciar. Aqui, não sei por qual motivo, o Idema achou de ouvir o Ibama, atrasando ainda mais o processo”, explicou o prefeito.

 

O aterro hidráulico já possui todos os estudos realizados (EIA-RIMA) e todos os documentos foram encaminhados para o Idema desde setembro do ano passado, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita.

 

“Além do atraso no termo de referência, entregamos todo o EIA-RIMA em setembro do ano passado e já estávamos encaminhando, antes, capítulo por capítulo para agilizar o processo. Pela resolução do Conama, o prazo para a resposta seria de 60 dias, mas até agora a única notificação que temos é justamente sobre a consulta feita pelo Idema ao Ibama sobre a sua própria competência para licenciar. Ora, o próprio Ibama respondeu que o Idema deveria continuar o licenciamento” disse,

lembrando que os processos de licenciamento de extração de petróleo off-shore (no mar) quem licencia é o Idema.

 

Thiago Mesquita disse que considera o aterro hidráulico uma obra de “resiliência urbana”. Ele disse que, se a cidade não enfrentar o problema, tudo no local pode colapsar. O secretário citou um estudo realizado pela UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, publicado internacionalmente, que aponta um avanço anual do mar, em Ponta Negra, que varia entre 8 a 10 metros/ano. De acordo com o secretário de Meio-Ambiente, o processo de erosão do Morro do Careca pode ser revertido com a engorda da praia, uma vez que o processo de deposição de areia, responsável pela formação dunar, vai superar o de retirada com a ação do vento, recompondo a paisagem e evitando a transformação da duna em uma falésia. “Esse processo que está acontecendo no Morro do Careca é um crime contra a nossa cidade, contra a nossa economia, contra Ponta Negra”, definiu Álvaro Dias.

 

Apoio

A reunião contou com a presença maciça dos representantes da sociedade civil organizada do Estado. Os presentes apoiaram a iniciativa da Prefeitura de Natal de se empenhar pela obra do aterro hidráulico. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Estado (ABIH/RN), Abdon Gosson, revelou que existem mais de 10 hotéis sendo vendidos na área e que não surgem novos investimentos no local há 15 anos. “Ponta Negra está sendo degradada ao longo dos tempos. É um desrespeito aos cidadãos e aos turistas”, desabafou.

 

Segundo o diretor da Fecomércio, Jaime Mariz, a entidade estará sempre ao lado da Prefeitura na defesa do crescimento da cidade. “A Fecomércio faz questão de prestar apoio e de participar ativamente dessa luta. Não podemos perder nosso maior cartão postal”, garantiu.

 

O diretor da FIERN, Helder de Almeida Dantas explicou que, apesar de representar outra indústria, que ele classificou como a da “chaminé”, a entidade está ao lado da indústria do Turismo. “Não temos como não apoiar. O Rio Grande do Norte e principalmente Natal tem sua economia voltada para essa importante área”, disse.

 

Estiveram presentes no encontro representantes da ABIH, AEBA, FIERN, Natal Convention & Visitors Bureau, Fecomércio, ACRN, ABRASEL, Facern e APEC/PN.

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Infectologista explica sintomas da Febre Maculosa e como lidar com a doença

Casos recentes, com incidências de óbitos, despertaram maior cuidado da população.

Recentemente, com alguns casos de pessoas infectadas com a Febre Maculosa, doença originada da picada do carrapato do gênero Amblioma, muitas pessoas passaram a se preocupar mais com a doença. De acordo com o médico infectologista Igor Thiago Queiroz, o Nordeste não é uma área endêmica, mas alguns cuidados devem ser tomados por quem circula com frequência nas áreas atingidas, como o Sudeste do Brasil.

Igor Queiroz, que também é professor do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), explica que essa doença é causada por uma bactéria chamada Rickettsia rickettsi e sua transmissão se dá a partir do momento que um indivíduo é picado pelo carrapato.

“Normalmente, animais de grande porte como cavalos e antas carregam a bactéria. O carrapato morde o animal e suga seu sangue infectado. Em seguida, ao morder o ser humano, ele transfere a bactéria, ocasionando a infecção. Felizmente, o Nordeste, e sobretudo o Rio Grande do Norte, não são áreas consideradas endêmicas para a Febre Maculosa”, detalha o docente.

Muito mais comuns nas regiões interioranas do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, os casos possuem sintomas parecidos com uma arbovirose, como Dengue e Zika, com febre, manchas na pele, náuseas e vômitos, dor de cabeça e até sangramento, sendo este último sintoma um alerta para procurar ajuda médica imediata.

Culturalmente, em virtude de os homens serem os principais responsáveis pelo trabalho no campo, ao cuidar de animais de grande porte, eles são os que correm mais riscos de infecção pela doença. “Pessoas com alguma comorbidade, idosos e gestantes precisam redobrar os cuidados para que não sejam infectadas”, alerta o infectologista.

Em casos suspeitos é muito importante buscar ajuda médica, mas também é necessário observar algumas situações. “Nem todo carrapato transmite a doença e os que transmitem precisam estar em contato com a pele humana, sugando o sangue e regurgitando-o de volta para a área ferida, por uma média de duas horas, o que vai ativar a bactéria”, explica Igor Queiroz.

O professor da UnP reforça a importância do diagnóstico para evitar a letalidade da doença e explica que o exame sorológico deve ser repetido para confirmar a incidência ou não da Febre Maculosa.

“O tratamento adequado se dá com acompanhamento médico, que vai receitar um cronograma de uso de antibióticos para o paciente. Em casos de tratamento e diagnósticos feitos de forma precoce e qualificada, as chances de complicações da doença diminuem”, aponta o professor de Medicina da UnP. O curso faz parte da Inspirali, um dos principais players de educação na área médica do país.

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Os sinais da dependência emocional em relacionamentos amorosos

 

Permanecer em relacionamentos insatisfatórios devido ao medo da solidão pode ter efeitos psicológicos prejudiciais

“Eu não vivo sem você”. Uma frase comum e frequentemente dita em relacionamentos amorosos pode ser um sinal de dependência emocional. Muitas vezes mascarada como carinho e cuidado, a dependência emocional é um problema preocupante que impede o estabelecimento de relações saudáveis. Áurea Chagas, professora de Psicologia do CEUB, faz um alerta sobre os sinais e sintomas desse problema psicológico-afetivo, explicando as possíveis causas e abordagens terapêuticas eficazes para superá-lo.

Sinais comuns, como baixa autoestima, insegurança, medo, necessidade de controle sobre o outro, choro fácil, distúrbios do sono e da concentração, baixa tolerância à frustração, dificuldade para ficar sozinho, dificuldade em tomar decisões e fazer escolhas, são indícios de um parceiro que desenvolve um comportamento dependente. De acordo com a psicóloga, a dependência emocional é uma condição psíquica que se desenvolve ao longo da vida de uma pessoa e pode ser acompanhada por uma série de sintomas.

Segundo a especialista, a dependência emocional pode afetar negativamente a saúde dos indivíduos que se relacionam, pois eles tendem a se concentrar excessivamente em suas próprias necessidades de atenção e aceitação. Ela explica que a pessoa pode desenvolver quadros de depressão, ansiedade, fobias e até sintomas físicos, como dores crônicas. “Isso dificulta a compreensão da subjetividade do outro como um indivíduo autônomo, levando a exigências constantes para reafirmar o amor do parceiro. Essa dinâmica prejudica a qualidade do relacionamento e pode causar sofrimento para ambos os parceiros”, destaca.

Quanto às causas veladas da dependência emocional e do medo da solidão, Áurea ressalta que o ambiente inicial dessa pessoa quando criança desempenha um papel crucial. A docente do CEUB revela que se a criança não recebe cuidado emocional adequado durante seu desenvolvimento, ela pode crescer sentindo-se desvalorizada e não reconhecida. “Esses sentimentos de desvalorização podem se manifestar na vida adulta como dependência emocional, tornando a solidão uma experiência aflitiva. A falta de recursos psíquicos para lidar com as emoções e os próprios desejos contribui para essa dificuldade em ficar sozinho”, explica a psicóloga.

De acordo com a especialista, as pessoas que desenvolvem dependência emocional, inconscientemente, podem repetir padrões de relacionamento baseados em suas primeiras experiências de amor, também na infância. Ela explica que, se essas experiências foram marcadas por desamparo e baixa autoestima, é comum que busquem parceiros que de alguma forma reproduzam essas dinâmicas. “A repetição desses padrões geralmente leva a relacionamentos insatisfatórios e até abusivos”, revela.

Sou dependente emocional. E agora?De acordo com a especialista, o autoconhecimento é fundamental no processo de superar a dependência emocional, permitindo que a pessoa identifique os fatores que contribuem para sua dependência emocional. O tratamento pode ser feito por meio de várias abordagens psicológicas, desde que com a ajuda de um profissional qualificado. “A dependência emocional é um desafio significativo, mas com o apoio adequado e a busca pelo autoconhecimento, é possível superá-la e desenvolver relacionamentos mais saudáveis e satisfatórios”, assegura a professora do CEUB.

No enfrentamento ao medo de estar sozinho em meio à pressão para ter um relacionamento no Dia dos Namorados, Áurea Chagas ressalta que o amor próprio e o bem-estar individual são as únicas coisas que importam. “O fator primordial é sentir-se bem consigo mesmo antes de entrar em um relacionamento”. Como forma de exercitar a autoestima e a autoconfiança no enfrentamento, ela sugere que cada indivíduo encontre prazer em atividades que aprecie, como viajar, ler, estudar, nadar ou desafiar-se em novas habilidades.

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Estudantes potiguares conquistam medalhas na maior competição de Matemática do mundo

Alunos do Rio Grande do Norte participaram do Concurso Canguru de Matemática, maior competição de Matemática do mundo, com mais de 6 milhões de participantes por ano nos mais de 80 países, e se tornaram medalhistas, representando o Colégio Monte de Natal. A boa notícia foi motivo de orgulho para os professores da instituição e para os pais dos alunos Ana Luiza do 9º ano, Lara Clarice do 8º ano e Heitor da 3ª série, que obtiveram excelentes resultados.

O Concurso Canguru de Matemática é uma competição anual internacional destinada aos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental até os da 3ª série do Ensino Médio. A competição teve origem na França e é administrada globalmente pela Associação Canguru sem Fronteiras (Association Kangourou sans Frontières – AKSF).

“Eu fiquei muito bem pelo fato de que as pessoas ficaram muito felizes com essa conquista. Isso me deixou muito alegre, porque é uma área que eu gosto bastante, a matemática. É bem divertido ficar resolvendo as questões e ainda mais a Canguru que são questões bem complexas”, comentou o aluno Heitor.

Para o Colégio Monte, essa conquista é fruto do esforço e dedicação de cada um dos alunos, com apoio de professores e familiares. São exemplos de excelência acadêmica e de comprometimento com o aprendizado. “É um importante desafio para os estudantes de todo o Brasil, e é uma grande honra para o Colégio Monte ter alunos tão talentosos e dedicados. Essa vitória demonstra a qualidade do ensino que oferecemos na nossa instituição”, comemora a diretora pedagógica, Mônica Guimarães.

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Classes D/E lideram alta de consumo no país

Com crescimento de 5,2% em relação a 2021, brasileiros pertencentes a estas classes dividem renda entre obrigações rotineiras e produtos de desejo

As classes D e E representam metade da população brasileira, que conta hoje com mais de 213 milhões de habitantes. Este percentual da nação tem em média uma renda mensal que varia entre R$1.300 e R$5.000, de acordo com o Instituto Locomotiva, sendo que metade deste ganho é utilizado em compras de supermercado.

Mesmo diante deste fator, e dos problemas estruturais presentes no país, como a inflação dos mais diversos produtos, em 2022, os consumidores da classe D e E lideraram a alta do consumo nacional com crescimento de 5,2% em relação a 2021, segundo o relatório Consumer Insights, da Kantar. No total, a alta do país, ao englobar todas as classes no recorte de aquisição de bens de consumo massivos, foi de 2,7%, no ano passado.

“Apesar de esta parcela da população brasileira estar preocupada com os itens básicos de sobrevivência alimentar, ela ainda encontra, principalmente no varejo nacional, produtos de interesse e lazer, ajudando a impulsionar a economia nacional”, explica Rogério Albuquerque, head de marketing e produtos da Card.

Consumo variado por meios de pagamento pode explicar alta

No início dos anos 2000 se popularizou o cartão de crédito como um dos principais modos de pagamento do consumidor brasileiro. A partir deles, muitos cidadãos realizaram compras antes distantes da própria realidade, mas muitas vezes sonhadas, como televisores, celulares, roupas e acessórios.

Atualmente, cerca de 70% dos brasileiros que fazem uso do cartão de crédito possuem três ou mais cartões, segundo o Serasa, número que evidencia o pico da popularidade que o meio de pagamento alcançou no país.

“O cartão de crédito hoje além de ser um agente de compras grandes, também é um facilitador do dia a dia, pois as empresas têm cada vez mais estimulado o uso do cartão na rotina, dando benefícios, como milhas, trocas de pontos por produtos e até cashback”, comenta Rogério.

Além dos cartões de crédito, o brasileiro está muito ligado ao pagamento realizado em dinheiro. Pioneira no país, a Card, empresa de meios de pagamento, possui diversos serviços de assinatura por meio das mais de 90 mil maquininhas espalhadas no país, que dispensam o uso do cartão em compras que antes eram atreladas obrigatoriamente aos mesmos, como os serviços de streaming.

A chegada do Pix também alavancou a estrutura econômica de pagamentos no país, possibilitando que o varejo físico e digital passassem a fornecer opções com desconto, por meio do pagamento instantâneo, que recentemente se tornou o principal meio de pagamento do país, representando 29% de todas as transações realizadas no Brasil em 2022.

“Mesmo com dificuldades e peculiaridades de um país ainda em processo de retomada econômica após a pandemia, é possível observar que o consumidor continua engajado nas compras, seja no ambiente físico ou digital. Assim, o varejo deve perceber as oportunidades e continuar a estimular este movimento daqui para frente”, finaliza o especialista.

Sobre a Card

Após a junção anunciada no ano de 2021 entre o Grupo Card e a Rede Tendência, que se tornou Card, a empresa contempla mais de 20 anos de experiência no mercado de meios de pagamento e soluções de tecnologia, atuando em mais de 90 mil pontos de vendas espalhados pelo Brasil. Mais de 50 soluções podem ser encontradas na plataforma card e nas maquininhas, como telecomunicações, gift card e mobilidade urbana em todo o país. Saiba mais: https://grupocard.com.br/

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