6 de agosto de 2024

Coluna Versátil News

Teste da orelhinha: por que ele é tão importante?

Hospital Paulista

Procedimento, que se tornou obrigatório nas maternidades a partir de 2010, visa prevenir doenças que podem ser irreversíveis, caso não identificadas precocemente

A Lei Federal 12.303/2010, que tornou obrigatória e gratuita a realização do chamado “teste da orelhinha” em todos os hospitais e maternidades do Brasil, completa neste mês de agosto 14 anos de vigência, com um saldo de mais de 35 milhões de bebês avaliados a partir de então, contribuindo para um aumento significativo no diagnóstico precoce da surdez.

Estudos regionais apontam que a obrigatoriedade do teste, a partir de 2010, elevou em torno de 10 vezes o volume de identificação de doenças do gênero no país – o que é algo a ser comemorado. Afinal, a prevenção é sempre o melhor (e mais barato) remédio, especialmente quando se trata de políticas públicas.

Por outro lado, estimativas do Ministério da Saúde dão conta de que a cobertura do exame ainda não alcança 100% dos brasileiros. Esse número, conforme as projeções do órgão, alcança pouco mais de 90% dos bebês nascidos em território nacional. Um indicativo, portanto, de que a conscientização ainda se faz necessária, conforme destaca o Dr. Gilberto Ulson Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista – referência em saúde de ouvido, nariz e garganta.

“É sempre importante reforçar aos pais, sobretudo, a importância de assegurar a realização do teste da orelhinha em seus filhos. Trata-se do primeiro passo para avaliar a audição dos bebês recém-nascidos e, assim, evitar a ocorrência de problemas futuros que podem vir a ser irreversíveis, caso não identificados logo no início dos primeiros anos de vida. O fracasso na detecção precoce da perda auditiva na criança resulta em diagnósticos e intervenções em idades muito tardias e prejuízo no desenvolvimento global da criança”, enfatiza o especialista.

Dr. Gilberto destaca que cerca de 50% dos casos de perda auditiva hoje existentes poderiam ser evitados ou suas sequelas diminuídas, se ocorressem precocemente medidas de detecção, diagnóstico e reabilitação. “Por isso que, além da obrigatoriedade, também é preciso conscientização sobre esse tema”, conclui.

Como funciona

Rápido e indolor, o teste da orelhinha pode ser realizado enquanto o bebê dorme, sem dor ou qualquer desconforto. O exame é realizado por meio da inserção de uma minúscula sonda dentro do canal auditivo, capaz de emitir estímulos sonoros e captar a resposta das células ciliadas externas da cóclea. Essas células participam da captação e da amplificação do som.

Caso o exame detecte a existência de alguma alteração, o bebê é encaminhado para um serviço de diagnóstico, onde são realizados avaliação otorrinolaringológica e exames complementares. Um deles é o BERA, também conhecido como PEATE (Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico), que avalia de forma mais completa todo o sistema auditivo. Assim como o teste da orelhinha, ele não é invasivo e deve ser realizado enquanto a criança dorme.

Também há casos de crianças em que o teste da orelhinha deve ser refeito. Isso acontece quando elas apresentam vérnix (líquido residual do parto) no conduto auditivo externo, o canal da orelha, o que prejudica o diagnóstico. Nestas situações, o bebê deve realizar novo teste após 30 dias de vida, quando se espera que esse líquido já tenha sido eliminado e as respostas, então, sejam mais fidedignas.

 

Sobre o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta e durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial.

Referência em seu segmento e com alta resolutividade, conta com um completo Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrinolaringologia. Dispõe de profissionais de alta capacidade oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia.

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Programa de inovação socioambiental na Amazônia abre inscrições para jovens

 

Reunir jovens talentos para encontrar soluções para problemas urgentes e promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal é o objetivo do UNLEASH Amazon Innovation Lab, programa que será realizado de 14 a 19 de outubro, em Manaus (AM). As inscrições gratuitas estão abertas até a próxima quarta-feira, 7 de agosto, no link: https://bit.ly/unleashamazoniaformulario.

Essa será a primeira edição do UNLEASH Lab na América do Sul e em português. O programa treinará jovens na metodologia de inovação exclusiva do UNLEASH para resolver problemas reais que eles enfrentam todos os dias. O UNLEASH arcará com os custos de viagem para Manaus, hospedagem e alimentação.

Para participar, os candidatos devem ser naturais ou residir em um estado da Amazônia Legal, ter entre 18 e 35 anos, e ter um desejo genuíno de transformar a região de forma positiva em iniciativas socioambientais.

Ao longo de cinco dias, os jovens talentos terão a oportunidade de fazer networking com outros participantes da Amazônia e criar projetos em uma das quatro áreas temáticas: responsabilidade ambiental e direito à terra; bioeconomia e desenvolvimento sustentável; resíduos na terra e na água; e saúde e saneamento.

Outro destaque é a valorização das vozes, dos direitos e dos conhecimentos das comunidades locais e tradicionais, buscando combinar conhecimentos tradicionais consagrados pelo tempo com metodologias de inovação de ponta para criar soluções colaborativas, sustentáveis e relevantes, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). As ideias que surgirem no Laboratório de Inovação receberão apoio da UNLEASH e de seus parceiros para serem implementadas no futuro.

Andrea Klaczko, Facilitadora Líder do Laboratório de Inovação Amazônica do UNLEASH, enfatiza que o mais importante é motivar os jovens a resolverem problemas sociais e ambientais na sociedade em que vivem. “Acreditamos que os jovens podem criar soluções inovadoras para os problemas sociais que vivenciam. O segredo é aprender a metodologia de como desenvolver suas ideias em projetos que funcionem na vida real, trabalhar de forma colaborativa e confiar no processo! Estaremos com os amazonenses para que eles possam descobrir seu caminho de inovação e aprender a concretizar suas ideias para tornar a Amazônia um lugar ainda melhor para se viver”, diz ela. “Incentivamos jovens indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, moradores da floresta e muitas outras comunidades tradicionais da Amazônia a se inscreverem. Todos podem participar, independentemente de sua origem, pois nosso foco é obter um grupo diversificado de jovens talentos que representem a bela e vasta região amazônica”, conclui.

Para obter mais informações, os interessados podem entrar em contato com amazon@unleash.org.

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