13 de agosto de 2024

Coluna Versátil News

Febre Oropouche grave pode causar complicações neurológicas, afirmam especialistas

Dr. Marcelo Bechara

 

Pela primeira vez na história, há registro de mortes ocasionados pela doença

As autoridades médicas brasileiras vêm intensificando os alertas epidemiológicos sobre a doença Febre Oropouche. A enfermidade, que se assemelha à dengue, já fez as suas primeiras vítimas fatais. Em São Paulo, ainda não há mortes registradas, mas o estado já contabiliza cinco casos, até o último dia 7, todos no Vale do Ribeira. A previsão é que tenham também ocorrências na Baixada Santista. Já no Brasil, são mais de 7 mil casos declarados, sendo dois óbitos.

“Este ano é atípico, pois a morte pela Oropouche é algo inédito na literatura médica. O que costuma acontecer são formas graves da doença, como sintomas muito debilitantes ou complicações neurológicas, como a meningite e a encefalite”, relata o médico clínico geral Dr. Marcelo Bechara.

Com resposta imunológica muito intensa, as pessoas infectadas podem ter reações inflamatórias muito fortes, como febre alta, cefaleia intensa, dor muscular e nas articulações, vômitos, erupções cutâneas e fotofobia – o que, para muitos, pode ser confundido com sintomas similares a uma dengue severa.

Ambas as doenças são classificadas como arboviroses, por serem transmitidas por mosquitos. Segundo o Dr. Bechara, há algumas diferenças bem claras. “A dengue, que é transmitida apenas pelo vetor Aedes Aegypt, pode evoluir para um quadro hemorrágico, algo que nunca foi visto no Oropouche. Já a febre, o vetor mais conhecido é o mosquito Maruim ou Pólvora. No entanto, há possibilidade de contaminação com o aedes também”, afirma o especialista.

Prevenção e cuidados

A infecção acontece em maior parte em locais endêmicos, como nas matas, florestas e campos. Atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as mudanças climáticas, desmatamento e urbanização não planejada têm favorecido o aumento da infecção.

Um exemplo é, no caso das infecções que aconteceram em Cajati e Pariquera-Açu, cidades do Vale do Ribeira, a transmissão foi local em um ambiente mais urbano, sem o deslocamento do infectado para uma localização endêmica.

E para prevenção, há apenas dois caminhos: evitar possíveis locais de contaminação e utilizar muito repelente.

“Não há algo que previna como uma vacina, por isso é necessário utilizar muito repelente na pele. Fora do campo prático, uma das formas de combate é a informação, até por parte das autoridades, informando sobre os sintomas, monitorando os casos suspeitos e confirmados, além de controlar a população de mosquitos vetores, promover limpeza de áreas urbanas para eliminar criadouros e implementar medidas de controle em áreas de risco”, declara Marcelo.

O especialista também esclarece que, se a pessoa for infectada, o primeiro passo é procurar ajuda médica para entender o caso. Bechara também explica que o tratamento é realizado de maneira simples, cuidando dos sintomas e estabilizando o paciente para que não evolua.

“Não há algo específico para tratar. Então, o ideal é ficar de olho, tratar os sintomas, com analgésicos para dores, antitérmicos para febre, muita hidratação, repouso e alimentação extremamente saudável”, diz Marcelo.

Sobre Marcelo Bechara

 Marcelo Bechara é médico há mais de 16 anos. Formado em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES), seguiu na área de Medicina Clínica e Cirurgia Geral, tendo atuado como Subsecretário de Saúde na Prefeitura de Praia Grande e na linha de frente da Covid-19 durante a pandemia, também como regulador de vaga e chefe do SAMU, na rede pública de saúde.

Atualmente, Bechara atua com Medicina Integrativa, na clínica que recebe seu nome, inaugurada em 2023 em Praia Grande, São Paulo. Em seu espaço, realiza cuidados que vão além do tratamento de doenças, promovendo melhora no bem-estar e na qualidade de vida de seus pacientes.

Coluna Versátil News

Liderando geração de empregos no RN, micro e pequenas empresas buscam soluções para melhorar a gestão

Faceponto

 

As micro e pequenas foram as responsáveis pela geração de 81% dos empregos no Rio Grande do Norte no primeiro semestre desse ano, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Sebrae. Foram mais de 10,5 mil postos com carteira assinada. Esse número demonstra a importância desse segmento para a economia. Por isso, é importante investir em soluções que tragam resultados positivos para a gestão e garantam segurança para o futuro dos negócios.
Um dos grandes desafios enfrentados por esses micro e pequenos empreendedores está no gerenciamento do ponto dos colaboradores e nos Recursos Humanos (RH), como o controle inadequado de horários, dificuldade em cumprir regulamentações trabalhistas, falta de precisão no cálculo de horas trabalhadas e horas extras, e problemas com a gestão de folgas e férias.
“A falta de recursos tecnológicos pode tornar esses processos manuais e suscetíveis a erros, devido a grande quantidade de funções que esse perfil de empreendedor tem de assumir”, disse o CEO da Faceponto, Cássio Leandro.
A empresa potiguar oferece uma plataforma que utiliza inteligência artificial e atua de ponta a ponta (end-to-end) no RH, desde o gerenciamento da jornada de trabalho da equipe, até a supervisão de atividades que, hoje, ainda são realizadas de forma manual e onerosa. Os pontos podem ser registrados através do smartphone do próprio colaborador, notebook ou tablet, num sistema multiplataforma, através da instalação do aplicativo.
Há um ano, a microempresa Doutor Resolve, que presta serviço na área de manutenção predial e construção civil em Natal, aderiu ao sistema criado pela Faceponto. Com cinco funcionários, foi possível automatizar as rotinas de RH – desde o ponto até a folha de pagamento -, reduzir drasticamente os erros administrativos na contabilização de horas, substituindo o trabalho manual do registro de ponto pelo reconhecimento facial, e reduzir o uso de papel.
“Além disso, uma outra funcionalidade que não tínhamos objetivo de usar inicialmente, mas que veio como uma grande ajuda, é com relação a entrega de EPI. Conseguimos controlar todos os equipamentos de proteção e materiais de uso geral entregue aos colaboradores, tudo isso garantindo a segurança jurídica”, destacou o microempreendedor Mário Brito.
O sistema Faceponto é flexível e pode ser customizado para atender às necessidades específicas de cada empresa, independentemente do seu tamanho ou setor. Ele oferece configurações adaptáveis para diferentes tipos de jornadas de trabalho, políticas de folgas e regras de cálculos de horas extras.
“O custo-benefício do sistema compensa para micro e pequenos empresários. A automatização e precisão na gestão de RH reduz o tempo e os recursos gastos em tarefas manuais, minimizando erros que poderiam resultar em multas ou insatisfações dos funcionários. A melhoria na eficiência operacional, centralização de dados e conformidade legal oferecem um retorno significativo sobre o investimento”, explicou o CEO da Faceponto.
“A automatização da folha de ponto e da contabilização das horas extras permitiu que muito tempo, principalmente no final do mês, fosse poupado para fazer todo o fechamento da jornada de trabalho do colaborador. A plataforma tem um bom custo-benefício e é bem fácil de ser utilizada”, disse o administrador da Doutor Resolve.
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