11 de novembro de 2025

Coluna Versátil News

Projeto da UnP em parceria com o Governo Federal fortalece empreendedorismo social

 

Iniciativa oferece capacitações em educação financeira para pessoas inscritas no CadÚnico em Mossoró

A Universidade Potiguar (UnP), integrante do maior e mais inovador ecossistema de educação de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, tem desenvolvido em Mossoró as ações do Programa Acredita no Primeiro Passo, resultado de uma parceria entre a Ânima Educação e o Governo Federal. Instituído pela Lei nº 14.995/2024, o programa promove a autonomia socioeconômica de pessoas e famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), por meio da qualificação profissional, do incentivo ao empreendedorismo e do acesso ao microcrédito. As atividades iniciaram na última quarta-feira (5), com palestra e oficinas.

O projeto é desenvolvido como ação de extensão universitária, em parceria com a Prefeitura de Mossoró, e tem como público-alvo os beneficiários do CadÚnico já assistidos pelo Centro de Referência de Educação Especial de Mossoró (CREE-MOS) e pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Bom Jardim. A proposta é oferecer oficinas de educação financeira e empreendedorismo, estimulando o desenvolvimento de ideias de negócio e a criação de fontes próprias de renda.

As atividades acontecem ao longo deste mês de novembro, com encontros semanais que abordam temas essenciais para o fortalecimento do empreendedorismo local. Durante o programa, os participantes também serão orientados sobre educação financeira e terão acesso a informações sobre microcrédito e crédito especial oferecidos pelo Governo Federal, desde que cumpram os critérios de participação e execução das atividades propostas.

De acordo com a coordenadora do projeto, professora Noeme Moreira, a iniciativa vai estimular o potencial empreendedor dos participantes e fortalecer sua autonomia financeira. “A proposta é despertar o interesse e o potencial das pessoas para que possam desenvolver suas próprias fontes de renda, a partir do conhecimento adquirido nas oficinas”, destaca a docente.

Programação:

Manhã: Centro de Referência de Educação Especial de Mossoró (CREE-MOS) – Nova Betânia

Tarde: Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Bom Jardim

  • 12 de novembro – Oficina de Precificação e Custos;
  • 19 de novembro – Marketing e Redes Sociais;
  • 26 de novembro – Exposição final dos trabalhos desenvolvidos
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COP 30: SENAI-RN participa de debate sobre protagonismo feminino na transição energética

Participação da diretora do SENAI CTGAS-ER no evento se dará na próxima quarta-feira (12) a convite do Ministério da Educação (MEC)
A diretora do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), do SENAI-RN, Amora Vieira, participa, na próxima quarta-feira (12), de debate na 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30) sobre o “Protagonismo feminino na sustentabilidade: a centralidade das mulheres na transição energética justa”.
A COP é o maior evento global das Nações Unidas dedicado a negociações sobre mudanças climáticas. A conferência começou oficialmente nesta segunda-feira (10) e segue até o dia 21, em Belém (PA), reunindo chefes de Estado, cientistas, empresários/as, representantes da ONU e da sociedade civil de mais de 170 países.
A participação da diretora se dará a convite do Ministério da Educação (MEC). “É um convite que mostra a relevância das ações que o SENAI tem desenvolvido”, diz  Amora Vieira. “Temos realizado um trabalho consistente de formação de mulheres no Rio Grande do Norte, conectado às demandas da indústria”, complementa.
A discussão sobre o protagonismo feminino será realizada durante mesa-redonda, a partir das 14h30, no estande da Unamaz – Associação de Universidades Amazônicas – na chamada “Zona Verde” da COP, espaço onde estão programadas exposições, debates, oficinas e apresentações culturais abertas ao público.
O objetivo, segundo o MEC, é mostrar como a educação profissional e tecnológica pode ser motor de transformação social, ambiental e econômica por meio do protagonismo das mulheres. Projetos do SENAI-RN nessa frente, desenvolvidos por meio do CTGAS-ER, serão apresentados pela diretora.
“É uma oportunidade que teremos de mostrar projetos implantados e reais à sociedade, com soluções mensuradas da intervenção da indústria de energias renováveis na vida das pessoas, através das ações do SENAI”, observa o diretor regional do SENAI-RN, Rodrigo Mello.
“É muito comum nesse tipo de evento se tratar de ideias, de planejamento, gerar compromissos que possam ou que devem gerar mudanças positivas, o que é, sem dúvida, importante. Mas essa oportunidade de participação do SENAI do Rio Grande Norte vai além. Porque vamos apresentar o que está feito, o que está implantado, o que gerou o impacto a ser replicado, a incentivar ou a ajustar para esse novo planejamento, para novas ações concretas”, acrescenta ele.
Também participam da mesa-redonda a professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe, Fabiana Faxina, a professora do Instituto Federal do Amapá e coordenadora da região Norte do EnergIFE, programa de eficiência energética da rede federal, Leila Cristina Nunes Ribeiro, e a professora do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – IFNMG, Campus Montes Claros, Lívia de Fátima Silva Mendes.
Mulher
A diretora do CTGAS-ER destaca a importância de incluir o papel das mulheres na pauta da Conferência. “O papel da mulher é central”, analisa Amora. “O que o SENAI tem feito é enxergar essa mulher como potência: ela busca qualificação, quer atuar no setor de energia, e nossa missão é viabilizar formação técnica e superior de qualidade para isso.”
Primeiro do Brasil a se tornar signatário do Pacto Global de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção da ONU, o SENAI-RN tem sua atuação alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que buscam, entre outros avanços, erradicar a pobreza, reduzir desigualdades, ampliar o acesso à educação de qualidade e combater as mudanças climáticas.
Desde 2021, por meio do CTGAS-ER, a instituição tem intensificado a atuação em projetos em parceria com empresas de energia para impulsionar a participação feminina em um mercado ainda predominantemente masculino.
Em 2024, o SENAI-RN recebeu o “Selo ODS Educação”, reconhecimento nacional público pela formação das primeiras mulheres especialistas do estado em operação e manutenção de parques eólicos – programa desenvolvido em parceria com a AES Brasil. Entre as ações mais recentes, no mesmo ano, iniciou um projeto com a Vestas para formar técnicos e técnicas para o setor, destinando metade das vagas a mulheres.
“Queremos mostrar ao mundo que o Brasil – e especialmente o Rio Grande do Norte – encontrou um caminho sólido de conexão entre educação e indústria para impulsionar as carreiras de mulheres”, afirma Amora. “A COP será um palco importante para apresentar nossa missão: formar pessoas e fortalecer o papel feminino na transição energética.”
A mesa-redonda, na COP, também deverá destacar iniciativas nacionais voltadas à inclusão de mulheres na economia verde, como os programas EnergIFE e Profissionais do Futuro, parceria do MEC com a agência alemã de cooperação internacional GIZ, que já capacitou mais de 3 mil mulheres e 269 docentes em energias renováveis e prevê, até 2025, a formação de 12 mil mulheres em cursos voltados à economia verde.
Outro destaque é o Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral entre Mulheres e Homens (Portaria Conjunta nº 2/2025), que estabelece a meta de 30% de participação feminina em cursos técnicos e de engenharia vinculados a projetos de energias renováveis até 2027.
De acordo com o Ministério da Educação, o encontro reunirá experiências, histórias e dados que ilustram o papel da formação técnica e tecnológica como via de acesso das mulheres às profissões verdes.
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Credibilidade climática do Brasil desmorona ao autorizar exploração de Petróleo na Amazônia

Em uma decisão que chocou organizações ambientais em todo o mundo, o órgão ambiental federal brasileiro, IBAMA, autorizou a Petrobras a iniciar a perfuração de petróleo na sensível região do estuário amazônico. O anúncio ocorreu semanas antes do Brasil sediar a COP30, colocando o país no centro das atenções globais sobre o clima, ao mesmo tempo em que sanciona uma ação que vai na contramão do espírito da conferência.

“Esta é uma derrota devastadora para o planeta e para as organizações que o protegem. O Brasil está enviando uma mensagem contraditória ao mundo: enquanto promete ação climática na COP30, dá sinal verde para novos projetos de combustíveis fósseis em uma das regiões mais sensíveis do planeta. O verdadeiro custo será medido em perda de biodiversidade e comunidades colocadas em risco”, comenta Cristina Diniz, diretora executiva da Sinergia Animal Brasil.

A foz do Rio Amazonas, uma das regiões mais biodiversas do planeta, abrigando ecossistemas marinhos e terrestres únicos, agora está sob ameaça. O próprio relatório técnico do IBAMA alertou para graves riscos a espécies criticamente ameaçadas, como o peixe-boi amazônico, e condenou a ausência de avaliações adequadas de impacto sobre os Povos Indígenas da área afetada. Essas comunidades, cujas vidas e culturas estão ligadas aos rios e florestas, não foram devidamente consultadas, em violação às normas nacionais e internacionais de consentimento livre, prévio e informado.

Apesar de o IBAMA ter imposto 34 condicionantes e R$ 39,6 milhões em compensação ambiental, especialistas e a sociedade civil alertam que nenhuma medida de mitigação é capaz de desfazer o potencial dano. Vazamentos de óleo, perda de habitat e a expansão industrial podem devastar os ecossistemas amazônicos e agravar a crise climática global — justamente quando o mundo precisa eliminar os combustíveis fósseis.

A Sinergia Animal junta-se a dezenas de organizações ambientais e de direitos indígenas pedindo a suspensão imediata dessa licença. Algumas dessas entidades, como o Observatório do Clima (OC), consideram medidas judiciais em tribunais brasileiros e internacionais para barrar as operações da Petrobras, buscando responsabilização do governo federal, bem como a proteção de ecossistemas insubstituíveis e das populações que deles dependem.

Além do risco iminente imposto ao clima, aos animais e à biodiversidade, há também um impacto sobre a moralidade e a credibilidade: a aprovação ocorre num momento em que o Brasil está sob forte escrutínio internacional, preparando-se para receber líderes mundiais e representantes da sociedade civil na COP30, em Belém. Em vez de fortalecer seu papel como líder climático e modelo de desenvolvimento sustentável, a decisão do governo enfraquece o prestígio e a liderança do Brasil: permitir nova infraestrutura de combustíveis fósseis enquanto prega a descarbonização global no cenário internacional mina a confiança e sinaliza perigosa incoerência política.

Enquanto o Ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, afirma que a exploração offshore na Foz do Amazonas é estratégica para o desenvolvimento nacional e para a segurança energética, organizações ambientais alertam que tais atividades ameaçam a biodiversidade, os territórios indígenas e o próprio futuro que o país pretende proteger.

“A verdadeira liderança climática significa colocar a proteção de habitats críticos e uma transição justa para energias renováveis acima de lucros de curto prazo. Explorar a Amazônia sem considerar suas consequências ecológicas e sociais não só quebra os compromissos internacionais do Brasil, como também coloca em risco o bem-estar das gerações presentes e futuras”, complementa Cristina da Sinergia Animal Brasil.

Sobre a Sinergia Animal

A Sinergia Animal é uma organização internacional sem fins lucrativos que atua na proteção animal e na promoção de sistemas alimentares mais éticos no Sul Global. A organização já foi reconhecida como uma das ONGs mais eficazes do mundo pela Animal Charity Evaluators (ACE).

info@sinergiaanimal.org

www.sinergiaanimalbrasil.org

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