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Geopolítica da incerteza: o triângulo Irã-Israel-EUA e os reflexos na gestão global

Adm. Dr. Edmir Kuazaqui, coordenador do Grupo de Excelência em Relações Internacionais e Comércio Exterior – GERICE, do CRA-SP, analisa os impactos do conflito no Brasil e o papel do administrador diante da instabilidade geopolítica

O cenário internacional enfrenta um dos seus momentos mais críticos com a escalada das hostilidades entre o Irã, Israel e os Estados Unidos. O que anteriormente era classificado como uma “guerra nas sombras” evoluiu para um conflito direto com repercussões sistêmicas em escala global. 

Para o administrador e o profissional de relações internacionais, este embate transcende a disputa territorial ou ideológica. “Ele deve ser interpretado como um choque de forças que redesenha as cadeias de suprimentos globais, altera a precificação de commodities e redefine a gestão de riscos corporativos”, avalia o Adm. Dr. Edmir Kuazaqui, coordenador do Grupo de Excelência em Relações Internacionais e Comércio Exterior – GERICE, do Conselho Regional de Administração de São Paulo – CRA-SP

Dinâmicas de relações internacionais e comércio exterior 

A dinâmica entre Teerã, Tel Aviv e Washington é regida por um complexo equilíbrio de dissuasão nuclear, alianças regionais e o controle estratégico de rotas marítimas. Já a aliança entre EUA e Israel foca primordialmente na contenção do programa nuclear iraniano e na limitação da influência do chamado “Eixo de Resistência” na região. “Do ponto de vista do comércio exterior, as sanções impostas pelos EUA ao Irã funcionam como barreiras técnicas e políticas que segmentam o mercado global e forçam empresas a adotarem protocolos rígidos de conformidade”, explica o coordenador. 

O gargalo logístico: o Estreito de Ormuz 

O Irã detém o controle geográfico sobre o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Assim, explica Kuazaqui, qualquer instabilidade nesta via gera um aumento imediato nos prêmios de seguro marítimo e nos custos de frete internacional. 

Para o Brasil, embora distante fisicamente, os laços comerciais são relevantes: o Irã é um importante destino para a soja e o milho brasileiros, somando quase US$ 3 bilhões em exportações em 2025, enquanto fornece fertilizantes essenciais para o nosso agronegócio. “A gestão dessas trocas exige uma ‘diplomacia corporativa’ ágil para evitar que as sanções americanas inviabilizem transações financeiras e logísticas”, comenta o coordenador. 

Impactos na administração e na estratégia empresarial 

Para o gestor, o conflito no Oriente Médio deixa de ser um evento externo isolado para se tornar uma variável crítica no planejamento estratégico. A crise evidenciou a fragilidade do modelo Just-in-Time. Empresas que dependem de insumos globais agora enfrentam:  

  • Volatilidade de custos: o redirecionamento de rotas para evitar zonas de conflito aumenta o lead time e o consumo de combustível, encarecendo o produto final;
  • Transição de modelo:  administradores estão sendo forçados a migrar para o modelo Just-in-Case, aumentando estoques de segurança para mitigar rupturas no fornecimento. 

Gestão financeira, risco cambial e exposição ao risco

De acordo com Kuazaqui, a instabilidade geopolítica gera uma “fuga para a qualidade”, que fortalece o dólar frente ao real e outras moedas emergentes. “O gestor financeiro precisa dominar ferramentas de hedge cambial (estratégia de proteção) e derivativos para proteger margens de lucro, especialmente em setores dependentes de insumos químicos e tecnológicos importados”, orienta. 

Além disso, é recomendável também o monitoramento contínuo dos indicadores de inflação (IPCA) e do preço do barril de petróleo (Brent), visto que a persistência do conflito pode elevar o custo da energia em todos os setores da economia brasileira. 

O papel do administrador frente ao mundo BANI 

A Administração, como ciência, oferece as ferramentas necessárias para navegar em um ambiente BANI (frágil, ansioso, não linear e incompreensível). São elas:

  • Análise de cenários: o administrador deve utilizar a tomada de decisão sob incerteza. Não basta um plano único; é imperativo prever desdobramentos como o fechamento de portos ou novas listas de sanções que afetem parceiros comerciais indiretos.  
  • Resiliência organizacional: a capacidade de adaptação rápida a choques externos tornou-se uma vantagem competitiva central. Isso demanda a diversificação de fornecedores (Sourcing Global) e a digitalização da cadeia de suprimentos para obter visibilidade em tempo real.  
  • Compliance e ética: gestores são desafiados a equilibrar a eficiência operacional com o estrito cumprimento de normativas internacionais, evitando danos reputacionais e sanções jurídicas. 

Para Kuazaqui, o conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos é um lembrete severo de que a economia global está interconectada. Contudo, o desafio para os profissionais de Administração é transformar a análise geopolítica em inteligência competitiva. “O administrador deve atuar não apenas como um gestor de processos internos, mas como um ‘analista do mundo’. O sucesso das organizações em 2026 dependerá da habilidade de seus líderes em ler as entrelinhas das tensões globais e proteger o ecossistema empresarial contra as ondas de choque que emanam do Oriente Médio”, conclui o coordenador. 

Sobre o CRA-SP: O Conselho Regional de Administração de São Paulo – CRA-SP é uma autarquia federal, criada em 1968 (três anos após a regulamentação da profissão de Administrador) que atualmente reúne cerca de 8 mil empresas e 60 mil profissionais registrados. Embora suas principais funções sejam o registro e a fiscalização do exercício profissional nas áreas da Administração, o CRA-SP tornou-se referência na qualificação de profissionais, ao disponibilizar, de forma gratuita, palestras e eventos em um ambiente onde o conhecimento é tratado como uma poderosa ferramenta, capaz de promover profundas mudanças sociais. Atualmente, o CRA-SP é presidido pelo Adm. Alberto Whitaker.

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HM Engenharia se aproxima de meta de 50% de liderança feminina da ONU

Empresa que é referência em soluções imobiliárias acessíveis e de qualidade também informa que 66,7% de cargos de diretoria são atualmente ocupados por mulheres

São Paulo, março de 2026 – HM Engenharia, referência em soluções imobiliárias acessíveis e de qualidade, tem razões de sobra para celebrar este Mês da Mulher. É que, conforme a última contagem de seu departamento de Recursos Humanos, realizada em fevereiro, a empresa atingiu um quadro funcional com 66,7% de mulheres em cargos de diretoria. O dado representa um aumento de quase 25% em relação ao mesmo período do ano passado, quando elas ocupavam 50% dessas posições. Atualmente, 47,7% das lideranças da HM Engenharia são mulheres. 

Dessa forma, a empresa está a ponto de cruzar a meta de paridade de gênero de 50% de mulheres em cargos de liderança e de alta liderança no ambiente corporativo até 2030, estabelecida pelo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 – Igualdade de Gênero (ODS 5), no âmbito da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Além disso, os números da HM Engenharia superam, em 17,7%, a meta de ocupação, até o final do ano passado, de 30% de mulheres em cargos de alta liderança, definida pelo Movimento Elas Lideram 2030, iniciativa do Pacto Global da ONU – Rede Brasil e da ONU Mulheres. 

“Estamos muito contentes por contribuir para um ambiente de trabalho mais equitativo e justo do ponto de vista da questão de gênero. O setor da construção civil é visto como sendo majoritariamente masculino, e, nesse sentido, a ascensão feminina dentro de uma empresa atuante nesse segmento também é uma quebra de tabu histórica”, afirma Simone Vieira Neto, porta-voz da HM Engenharia. 

E conclui: “Esperamos servir de exemplo para que outras companhias reconheçam suas profissionais e valorizem o toque feminino na hora de conduzir os negócios da construção e do mercado imobiliário no país.” 

Sobre a HM Engenharia

Com 49 anos de história, a HM Engenharia é uma construtora e incorporadora que atua em mais de 120 cidades entre São Paulo e o sul de Minas Gerais, com foco em empreendimentos imobiliários acessíveis. A empresa já projetou e construiu mais de 140 mil unidade e conta com certificações como PBQP-H/SIAC, ISO 9001, ISO 45001 e Qualihab. Também foi reconhecida como Empresa Amiga da Justiça pelo TJ-SP e no Prêmio Inspiração para Transformar, pelas suas iniciativas de voluntariado corporativo. 

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NOVO RG JÁ PODE SER SOLICITADO PELA INTERNET E CHEGA DIRETO NA SUA RESIDÊNCIA

Tirar um documento novo sempre foi sinônimo de enfrentar filas, agendar horários disputados e perder boa parte do dia em postos de atendimento. No entanto, uma novidade tecnológica está mudando essa realidade para milhões de brasileiros. Agora, a Nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), o documento que unifica o RG ao CPF, já pode ser solicitada de forma totalmente online em diversas regiões.

O processo para solicitar a nova identidade online é feito através de portais oficiais integrados ao sistema Gov.br. O primeiro passo é verificar se o seu estado já liberou essa funcionalidade, já que a implementação está ocorrendo de forma gradual em todo o Brasil. Caso esteja disponível, você precisará ter uma conta com nível de segurança prata ou ouro no sistema do governo.

Dentro do portal ou aplicativo de serviços do seu estado, você deve preencher um formulário com seus dados básicos e anexar fotos dos documentos solicitados, como a certidão de nascimento ou casamento. Em alguns casos, o sistema utiliza a biometria e a foto que já estão cadastradas no banco de dados do governo (como as do título de eleitor ou da CNH), o que dispensa a necessidade de uma nova coleta presencial.

Após o preenchimento e a validação das informações, o sistema gera uma guia para o pagamento da taxa de emissão, caso não seja a sua primeira via do documento nacional. Assim que o pagamento é confirmado, a identidade entra em fase de produção e, em poucos dias, é despachada para o endereço que você cadastrou no sistema.

A grande vantagem desse novo sistema é a logística de entrega. O documento é enviado de forma segura e o cidadão recebe um código de rastreio para acompanhar o trajeto da sua identidade. Isso elimina aquela segunda viagem ao posto de atendimento apenas para buscar o cartão pronto, economizando tempo e dinheiro com transporte.

O prazo para a entrega varia de acordo com a região, mas a estimativa média é que o documento chegue entre 7 a 15 dias úteis após a aprovação do pedido. É fundamental que haja alguém na residência para receber o envelope, já que, por se tratar de um documento oficial, os Correios exigem uma assinatura no ato da entrega para garantir a segurança da operação.

Se houver alguma inconsistência nos dados enviados online, o cidadão é notificado pelo próprio sistema e pode realizar as correções sem precisar iniciar um processo novo do zero. Essa agilidade na comunicação evita que o pedido fique “travado” por meses, como acontecia antigamente nos processos manuais.

Fonte: https://hilnethcorreia.com.br/2026/03/14/novo-rg-ja-pode-ser-solicitado-pela-internet-e-chega-direto-na-sua-residencia/

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Hospital Infantil Varela Santiago recebe tomógrafo de R$ 2,5 milhões e reforça diagnóstico oncológico

Hospital Infantil Varela Santiago recebe tomógrafo de R$ 2,5 milhões e reforça diagnóstico oncológico

Equipamento de 64 canais amplia precisão dos exames de imagem e fortalece a assistência a crianças atendidas pelo SUS

O Hospital Infantil Varela Santiago acaba de receber um importante reforço para a área de diagnóstico por imagem. A instituição foi contemplada com a doação de um tomógrafo Philips Incisive CT, avaliado em R$ 2,5 milhões. O equipamento foi doado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, do estado do Rio Grande do Sul, e representa um avanço significativo na capacidade tecnológica do hospital.

Com tecnologia de 64 canais, o novo tomógrafo substitui o equipamento anterior de 16 canais e proporciona ganhos expressivos em velocidade de aquisição de imagens, qualidade diagnóstica e precisão na identificação de doenças. O avanço é especialmente relevante no diagnóstico de casos complexos, como o câncer infantojuvenil, permitindo identificar tumores, microlesões e nódulos muito pequenos com maior nitidez e segurança.

A tecnologia de múltiplos detectores permite captar um volume maior de informações a cada rotação do aparelho, resultando em imagens mais detalhadas e de alta definição. Esse nível de precisão contribui para diagnósticos mais rápidos e confiáveis, além de favorecer o acompanhamento da evolução dos tratamentos.

Entre os principais benefícios do novo equipamento estão a detecção mais precoce de lesões, maior precisão na caracterização dos tumores e redução de artefatos de movimento durante os exames. A aquisição das imagens ocorre de forma mais rápida, o que reduz interferências provocadas por movimentos respiratórios ou batimentos cardíacos — fator especialmente importante em exames de tórax e abdômen.

O tomógrafo também amplia a capacidade do hospital para a realização de estudos vasculares de alta precisão, como angiotomografias, fundamentais para o planejamento de cirurgias e para a avaliação detalhada da vascularização tumoral.

Outro benefício importante está no conforto e na segurança dos pacientes. Como os exames são realizados em menos tempo, crianças e adolescentes em estado de maior fragilidade precisam permanecer menos tempo em apneia ou imobilidade, tornando o procedimento mais ágil e humanizado. O equipamento também permite otimizar protocolos de exame, contribuindo para maior eficiência e melhor controle das doses de radiação.

A doação reforça a importância das parcerias e da solidariedade para fortalecer a assistência prestada pelo Hospital Infantil Varela Santiago, instituição filantrópica e centenária que é referência no atendimento pediátrico no Rio Grande do Norte. Com a chegada do novo tomógrafo, o hospital amplia sua capacidade de oferecer exames de imagem com ainda mais qualidade e resolutividade, beneficiando diretamente milhares de crianças e adolescentes atendidos exclusivamente pelo SUS.

Sobre o Hospital Infantil Varela Santiago

Fundado há mais de um século, o Hospital Infantil Varela Santiago é uma instituição filantrópica referência no atendimento pediátrico no Rio Grande do Norte. O hospital atende crianças e adolescentes de 0 a 14 anos de todo o estado, realizando cerca de 15 mil procedimentos mensais, todos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição conta com 110 leitos e dispõe ainda da Casa de Apoio Nazinha Lamartine, que oferece acolhimento, alimentação e itens de higiene aos acompanhantes durante o período de internação dos pacientes.

Informações à imprensa:
Mosaique Comunicação
http://mosaiquecomunicacao.com.br
Ulysses Freire – DRT 1716/RN – (84) 98829-4375

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Raízen tenta reorganizar R$ 65 bilhões em dívidas e reforça tendência de reestruturações entre grandes empresas brasileiras

Movimento da gigante de energia ocorre em meio ao aumento das renegociações corporativas e à pressão do crédito sobre empresas intensivas em capital

Uma das maiores empresas de energia do Brasil protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$65 bilhões em dívidas financeiras. A Raízen apresentou o plano após obter apoio inicial de credores que representam mais de 40% do passivo incluído na negociação, requisito previsto na legislação para a formalização desse tipo de processo.

A medida ocorre em um momento de pressão crescente sobre o endividamento corporativo no país. Dados da Serasa Experian indicam que os pedidos de recuperação judicial cresceram mais de 26% no primeiro semestre de 2025, refletindo os efeitos de juros elevados, restrição de crédito e deterioração do fluxo de caixa em diferentes setores da economia

Segundo informações divulgadas ao mercado, a companhia ainda possui cerca de R$17 bilhões em caixa. O movimento, portanto, não indica incapacidade imediata de pagamento, mas uma tentativa de reorganizar a estrutura financeira antes que a pressão da dívida comprometa as operações.

Para Marcos Pelozato, advogado, contador e especialista em reestruturação empresarial, esse tipo de decisão costuma ser adotado justamente para evitar uma deterioração mais profunda da situação financeira. “Quando uma empresa desse porte busca reorganizar o passivo antes de perder o controle da situação, ela está adotando uma postura estratégica de gestão de crise. O objetivo da recuperação extrajudicial é preservar a operação e renegociar dívidas de forma estruturada”, afirma.

O plano apresentado prevê um período de negociação com credores antes da homologação do plano, etapa comum em processos extrajudiciais que permite discutir condições de pagamento, prazos e eventuais ajustes enquanto a empresa conduz a reestruturação financeira.

A estrutura da dívida também explica a complexidade da negociação. Aproximadamente metade do passivo está concentrada em bancos e instituições financeiras. A outra parcela envolve investidores institucionais e detentores de títulos de dívida emitidos no mercado de capitais.

Entre as medidas previstas está a possibilidade de conversão de parte da dívida em participação acionária. A estimativa é transformar cerca de 40% do passivo em capital da empresa, estratégia que reduz o endividamento e fortalece o balanço financeiro. Caso a operação seja concluída, a expectativa é que a alavancagem caia para níveis próximos de três vezes o Ebitda.

De acordo com especialistas, operações desse tipo têm sido cada vez mais utilizadas em grandes reestruturações corporativas. “A conversão de dívida em capital permite reduzir a pressão financeira sem interromper a atividade da empresa. Os credores passam a participar do resultado futuro e o negócio ganha tempo para se reorganizar”, explica Pelozato.

Nos últimos meses, reestruturações bilionárias voltaram a ganhar espaço no debate econômico e reacenderam discussões sobre o nível de endividamento de grandes companhias brasileiras. Empresas intensivas em capital e com ciclos de investimento longos são especialmente sensíveis ao aumento do custo do crédito e à volatilidade do mercado financeiro.

Apesar da dimensão dos valores envolvidos, especialistas afirmam que o pedido não significa falência nem paralisação das operações. A recuperação extrajudicial é um instrumento previsto na legislação brasileira que permite renegociar dívidas diretamente com credores, sem a necessidade de um processo judicial mais amplo.

“Existe um estigma muito grande no Brasil em relação à recuperação. Muitos associam automaticamente à falência, mas são situações completamente diferentes. A recuperação é um mecanismo criado justamente para preservar empresas viáveis e proteger empregos”, afirma o especialista.

Impactos para o mercado e para consumidores

Para o mercado, o pedido reforça a percepção de que empresas intensivas em capital e altamente alavancadas seguem sensíveis ao ambiente financeiro. Nos últimos anos, o aumento do custo do crédito elevou significativamente o peso das dívidas corporativas, pressionando companhias que operam com ciclos longos de investimento e grande necessidade de capital.

Apesar da dimensão da reestruturação, especialistas avaliam que o impacto para o consumidor final tende a ser limitado. Como a recuperação extrajudicial preserva as operações da empresa, a produção e o fornecimento de energia e combustíveis continuam normalmente, sem interrupção na cadeia de abastecimento.

“O objetivo da recuperação é justamente evitar uma ruptura na cadeia produtiva. Quando a reestruturação é bem conduzida, ela protege fornecedores, clientes e trabalhadores”, diz Pelozato.

O que empresas podem fazer para evitar esse cenário

Na avaliação do especialista, crises desse tipo raramente surgem de forma repentina. Em muitos casos, são resultado de deterioração gradual de indicadores financeiros, acúmulo de passivos e ausência de medidas preventivas na gestão do negócio.

Entre as principais estratégias para evitar chegar a uma situação de reestruturação estão o monitoramento constante do nível de endividamento, a renegociação antecipada de passivos e a adoção de um planejamento financeiro estruturado.

“A pior decisão em uma crise é esperar o problema crescer. Empresas que monitoram indicadores, renegociam dívidas com antecedência e mantêm disciplina financeira conseguem atravessar períodos turbulentos sem precisar recorrer a medidas mais drásticas”, afirma.

Segundo ele, a gestão preventiva tornou-se uma necessidade para empresas que atuam em setores com alta volatilidade e grande necessidade de capital. “Reestruturação não deve ser vista apenas como resposta a uma crise, mas como parte da estratégia de gestão financeira de longo prazo das empresas”, conclui.

Sobre Marcos Pelozato

Marcos Pelozato é advogado, contador e empresário com 14 anos de atuação no setor de reestruturação empresarial e recuperação judicial. Reconhecido como referência no segmento, presta assessoria estratégica a empresas em crise financeira, com foco em reorganização societária, gestão de passivos e recuperação de negócios. À frente de um escritório especializado, Marcos também atua como conselheiro para advogados e contadores interessados em ingressar na área de reestruturação, com o objetivo de ampliar o número de profissionais capacitados a atuar diante da crescente demanda por soluções eficazes em gestão de crise.

Para mais informações, acesse: youtube.com/@marcospelozato.oficial, instagram ou pelo LInkedin.

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